Backup bare-metal: Um cópia completa do ambiente

Backup bare-metal: Faça uma cópia física de seus servidores, storages e conheça as melhores ferramentas disponíveis para proteger sua infraestrutura de TI

O que é um backup bare-metal?

Backup bare-metal é uma cópia exata e completa de um computador ou servidor. Ele inclui o sistema operacional, os aplicativos, as configurações e todos os dados em um único arquivo de imagem. Essa abordagem restaura um sistema inteiro em um hardware novo ou no original sem qualquer instalação prévia, o que simplifica drasticamente a recuperação. Diferente de outros métodos, essa técnica captura o estado completo do sistema em um ponto específico no tempo. Em nossos testes, a principal vantagem observada foi a redução do tempo de recuperação (RTO), porque elimina a necessidade de reconstruir o ambiente do zero. O administrador apenas inicializa a máquina com uma mídia de recuperação e aplica a imagem. Como resultado, o servidor ou a estação de trabalho volta a funcionar exatamente como estava no momento da cópia. Essa fidelidade é fundamental para sistemas complexos, cujas configurações são difíceis de replicar manualmente. É uma verdadeira apólice de seguro contra falhas catastróficas.

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Como essa cópia completa funciona na prática?

O software de backup lê o disco rígido em nível de bloco para criar um arquivo de imagem. Esse processo captura tudo, desde o setor de inicialização e a tabela de partições até o último arquivo do usuário. Em sistemas Windows, ele frequentemente utiliza o serviço VSS (Volume Shadow Copy Service) para garantir uma cópia consistente, mesmo com arquivos abertos ou em uso. Essa imagem é então salva como um único arquivo, ou um conjunto de arquivos, em um destino de armazenamento. Esse destino pode ser um disco local, um servidor de arquivos na rede ou um storage NAS. A tecnologia por trás disso garante que a estrutura lógica do disco original seja preservada integralmente. Para restaurar, o processo é invertido. O sistema é iniciado com uma mídia de recuperação especial, que carrega um ambiente mínimo com as ferramentas de restauração. A partir dali, o software formata o novo disco e aplica a imagem, recriando o sistema original setor por setor.

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Backup bare-metal versus backup de arquivos

Muitos profissionais ainda confundem as duas abordagens, mas suas finalidades são bem distintas. O backup de arquivos, como o nome sugere, copia apenas pastas e documentos selecionados. Ele é excelente para recuperar um arquivo deletado acidentalmente, pois a restauração é granular e rápida para pequenos volumes de dados. Por outro lado, a cópia bare-metal captura o sistema inteiro. Sua força está na recuperação de desastres. Se um servidor falhar completamente por um problema de hardware ou um ataque de ransomware, você restaura todo o ambiente em minutos, não em dias. No entanto, recuperar um único e-mail de uma imagem completa pode ser um processo um pouco mais lento. A escolha entre um e outro depende do objetivo. Para proteção total, muitas empresas usam ambos. O backup bare-metal para recuperação rápida do sistema e o backup de arquivos para restaurações granulares do dia a dia. Assim, você tem o melhor dos dois mundos.

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A importância da mídia de recuperação

A imagem de backup sozinha é apenas metade da solução. Sem uma mídia de recuperação, ela é praticamente inútil. Essa mídia, geralmente um pendrive ou um arquivo ISO inicializável, contém um ambiente de pré-instalação com as ferramentas necessárias para executar o processo de restauração. Esse ambiente mínimo permite que o computador inicie, mesmo sem um sistema operacional instalado no disco rígido. Ele carrega os drivers de rede e armazenamento essenciais para que a ferramenta de backup possa se conectar ao local onde a imagem está salva e, em seguida, aplicá-la no disco vazio. Vale ressaltar que é fundamental criar e testar essa mídia logo após configurar a rotina de backup. Guardá-la em um local seguro, mas acessível, é tão importante quanto manter a própria imagem. Em uma emergência, procurar por ela ou descobrir que ela não funciona é uma falha que compromete toda a estratégia.

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O que a imagem de backup realmente contém?

Uma imagem bare-metal armazena muito mais que simples arquivos. Ela contém a estrutura completa das partições do disco, o setor de boot (seja MBR ou GPT), todos os arquivos do sistema operacional e os drivers de hardware essenciais para a inicialização. Isso garante que a máquina consiga ligar após a restauração. Além disso, a imagem também inclui todas as aplicações instaladas, com suas respectivas configurações, chaves de registro e dependências. Isso significa que softwares como bancos de dados, servidores web ou sistemas de gestão retornam ao estado operacional sem qualquer necessidade de reinstalação ou configuração manual. Finalmente, os dados dos usuários, as permissões de acesso e as políticas de segurança também são preservados. Por isso, quando você restaura o sistema, ele volta a ser uma réplica funcional e idêntica ao original, o que economiza um tempo valioso e reduz o risco de erros humanos.

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O desafio de restaurar em um hardware diferente

Restaurar uma imagem em uma máquina idêntica é um processo quase sempre direto. O verdadeiro teste de uma boa solução de backup surge ao tentar migrar o sistema para um hardware diferente, uma situação comum quando um servidor antigo é substituído. A incompatibilidade de drivers é o principal obstáculo. O sistema operacional restaurado pode não inicializar se não encontrar os drivers corretos para a nova controladora de disco (SATA/RAID) ou para a placa de rede. Frequentemente, isso resulta na famosa "tela azul" do Windows ou em um "kernel panic" no Linux. A solução para esse problema é uma tecnologia conhecida como restauração para hardware dissimilar. Bons softwares de backup oferecem essa função, que permite injetar os drivers do novo hardware durante o processo de restauração. Embora essa tecnologia melhore muito as chances de sucesso, ela não é infalível e exige um planejamento cuidadoso. É sempre recomendável ter os drivers essenciais da nova máquina disponíveis antes de iniciar o procedimento.

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Por que testar suas cópias é fundamental?

Uma estratégia de backup que não inclui testes regulares é, na melhor das hipóteses, um exercício de esperança. Acreditar que a cópia funcionará no momento da crise sem nunca tê-la validado é um risco enorme. A corrupção silenciosa de dados na imagem ou uma mídia de recuperação defeituosa são problemas mais comuns do que se imagina. Nossos testes em laboratório mostram que a validação periódica é a única forma de garantir a integridade do processo. Um bom método é tentar restaurar a imagem em uma máquina virtual. Esse teste confirma que a imagem está legível, que a mídia de recuperação funciona e que o tempo estimado para a restauração (RTO) está alinhado com as expectativas do negócio. Realizar esses testes a cada poucos meses transforma a esperança em certeza. Além disso, familiariza a equipe com o procedimento de recuperação, o que torna a execução mais calma e eficiente durante uma emergência real. Um backup não testado não é um backup confiável.

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Qual a frequência ideal para as rotinas?

A frequência das cópias bare-metal depende diretamente do seu objetivo de ponto de recuperação (RPO), ou seja, da quantidade máxima de dados que sua empresa tolera perder. Para servidores críticos que sofrem muitas alterações diárias, como um servidor de banco de dados, uma rotina noturna é quase sempre necessária. Para sistemas mais estáticos, como um servidor web com conteúdo que raramente muda, um backup semanal pode ser suficiente. É importante ponderar a criticidade do sistema com o custo de armazenamento, pois cada imagem completa consome um espaço considerável. Algumas ferramentas também criam backups incrementais ou diferenciais após a primeira cópia completa para otimizar o uso do espaço. Além da frequência, definir uma política de versionamento é essencial. Reter várias imagens de pontos diferentes no tempo protege contra falhas lógicas, como a corrupção de um banco de dados, ou ataques de ransomware que podem passar despercebidos por dias. Ter a opção de voltar para uma versão de "anteontem" pode salvar o negócio.

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O papel de um NAS na estratégia de recuperação

Armazenar imagens de backup, que são arquivos muito grandes, em discos externos ou em outros servidores é uma prática impraticável e arriscada. Um NAS storage centraliza o armazenamento dessas cópias em um local seguro e de alta disponibilidade na rede, facilmente acessível pelas ferramentas de recuperação. Um equipamento dedicado para armazenamento, como os sistemas da Qnap, oferece um desempenho muito superior para as rotinas de backup e restauração. Ele também adiciona camadas de segurança, com recursos como redundância de discos (RAID), que protege os próprios arquivos de backup contra falhas de hardware. Além disso, um servidor de armazenamento corporativo habilita funcionalidades avançadas, como snapshots do próprio volume de backup e a replicação remota das imagens para uma unidade offsite. Essa combinação constrói uma defesa em profundidade contra desastres locais, falhas de hardware e ataques cibernéticos. Para uma recuperação rápida e confiável, um network attached storage é a resposta.

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