Backup de SQL Server: Saiba mais sobre o assunto e conheça as melhores ferramentas de hardware e software para proteger seu banco de dados corporativo.
Para fazer um backup do SQL Server, o administrador executa o comando T-SQL `BACKUP DATABASE` especificando o nome do banco e o destino do arquivo. Alternativamente, ele pode usar a interface gráfica do SQL Server Management Studio (SSMS), que simplifica o processo com assistentes visuais. Essa tarefa cria uma cópia completa ou parcial dos dados, que serve para uma futura restauração. Na prática, o processo envolve mais que um simples comando. É preciso escolher o tipo correto para cada necessidade, como Full, Differential ou Transaction Log. A escolha depende diretamente do modelo de recuperação configurado no banco, pois essa configuração determina o nível de detalhe que o log das transações registra. Um planejamento inadequado aqui compromete a capacidade para recuperar o sistema com perdas mínimas. Além disso, a automação das rotinas através dos SQL Server Agent Jobs é uma prática comum para garantir a consistência e a frequência. Muitos profissionais agendam backups completos semanais, diferenciais diários e cópias dos logs a cada poucos minutos. Essa abordagem equilibr...
Os modelos de recuperação no SQL Server definem como as transações são registradas no log e quais tipos de backup são suportados. Existem três grupos principais. O modelo SIMPLE registra minimamente cada transação e trunca o log automaticamente. Por isso, ele impede backups do log e limita a restauração ao último backup completo ou diferencial, com potencial perda dos dados. O FULL, por outro lado, registra todas as transações detalhadamente até que um backup do log seja feito. Essa característica é fundamental para bancos críticos, pois viabiliza a restauração para um ponto específico no tempo (point-in-time recovery) e protege contra falhas com a máxima granularidade. Quase todos os bancos em produção utilizam esse tipo de tecnologia. Já o formato BULK-LOGGED funciona como um híbrido. Ele registra a maioria das transações como o FULL, mas registra operações em massa, como `BULK INSERT` ou `CREATE INDEX`, com o mínimo de detalhes. Isso melhora o desempenho durante essas tarefas, mas limita a restauração point-in-time se uma dessas operações ocorreu entre dois backups do log...
O backup Full é a base de qualquer estratégia, pois cria uma cópia completa do banco, incluindo parte do log das transações. Embora seja o mais simples para restaurar, seu tamanho e o tempo para execução o tornam impraticável para cópias muito frequentes. Geralmente, as equipes o executam em períodos com baixa atividade, como durante a noite ou nos fins de semana. O backup Diferencial captura apenas os dados alterados desde o último backup completo. Essa abordagem é muito mais rápida e gera arquivos menores que um novo Full. Em uma restauração, o administrador precisa apenas do último Full e do último Diferencial. No entanto, com o tempo, os arquivos diferenciais crescem e podem se aproximar do tamanho do backup completo. Por fim, o backup do Log de Transações (Transaction Log) copia os registros do log que foram criados desde a última cópia do log. Ele só funciona com os modelos de recuperação FULL ou BULK-LOGGED. Como são extremamente rápidos e pequenos, muitos administradores os executam a cada 5 ou 15 minutos. Essa frequência garante um Recovery Point Objective (RPO) mui...
A frequência dos backups deve ser alinhada diretamente aos objetivos do negócio, especificamente o RPO, que define a quantidade máxima aceitável de perda dos dados. Para um sistema de e-commerce, por exemplo, um RPO de poucos minutos é comum. Por isso, a estratégia pode incluir backups do log a cada 5 minutos, diferenciais a cada hora e um completo diário. A política para reter os arquivos, por sua vez, determina por quanto tempo as cópias serão armazenadas. Essa decisão frequentemente envolve requisitos legais, conformidade com regulamentos (como LGPD ou SOX) e necessidades operacionais. Algumas empresas precisam manter cópias mensais por vários anos, enquanto outras descartam backups diários após algumas semanas. O custo com o armazenamento também é um fator decisivo. Uma boa prática é seguir a regra 3-2-1. Ela recomenda manter pelo menos três cópias dos seus dados, em dois tipos diferentes de mídia, com uma das cópias armazenada fora do local principal (offsite). Essa abordagem protege contra falhas lógicas, desastres físicos e ataques cibernéticos, como ransomware. Um NA...
Uma cópia de segurança corrompida é inútil no momento da emergência, por isso validar sua integridade é uma etapa indispensável. Uma das formas mais diretas para fazer isso é usar a opção `WITH CHECKSUM` durante o processo. O SQL Server calcula uma soma de verificação para cada página e a armazena no arquivo. Durante a restauração, ele recalcula e compara os valores para detectar qualquer tipo de corrupção. Outra ferramenta importante é o comando `RESTORE VERIFYONLY`. Ele lê o arquivo completo do backup para confirmar que está intacto e legível, sem de fato restaurar os dados. Nossos técnicos frequentemente automatizam essa verificação logo após a criação do backup. Embora não garanta a consistência lógica dos dados, o comando confirma a integridade estrutural do arquivo, o que já evita muitas surpresas desagradáveis. Em ambientes virtualizados, o VSS (Volume Shadow Copy Service) do Windows também desempenha um papel fundamental. Ele coordena com o SQL Server para pausar momentaneamente as operações de escrita. Isso garante que o snapshot do volume capture um estado consiste...
Restaurar um banco de dados SQL Server exige uma sequência lógica e cuidadosa. O primeiro passo é sempre restaurar o último backup completo com a opção `WITH NORECOVERY`. Essa cláusula deixa o banco em um estado de restauração, pronto para receber cópias adicionais. Se o banco for colocado online prematuramente com `WITH RECOVERY`, o processo para e nenhuma outra cópia pode ser aplicada. Após o backup completo, o próximo passo depende da sua estratégia. Se você usa backups diferenciais, aplique o último diferencial criado após o backup completo, também com a opção `WITH NORECOVERY`. Em seguida, aplique todas as cópias do log de transações na ordem exata em que foram geradas. A quebra nessa sequência invalida todo o processo. Somente após aplicar o último arquivo do log, use `WITH RECOVERY` para finalizar e deixar o banco online. Para recuperar o banco até um ponto específico no tempo, como um minuto antes de um erro crítico, use a cláusula `WITH STOPAT` no último backup do log que será restaurado. Você especifica a data e a hora exatas, e o SQL Server aplica as transações at...
Um plano de Disaster Recovery (DR) vai além da simples restauração dos arquivos e prepara a empresa para eventos catastróficos, como a perda completa de um datacenter. A base para qualquer DR é ter cópias offsite, ou seja, armazenadas em um local geograficamente distinto. Se um incêndio ou inundação atingir o local principal, as cópias remotas garantem a sobrevivência dos dados. Tecnologias como Log Shipping automatizam o envio e a restauração dos backups do log para um servidor secundário. Esse servidor permanece em modo de espera (standby) e pode ser ativado rapidamente em caso de falha no principal. Embora exista uma pequena latência, é uma solução de DR robusta e com um custo relativamente baixo. Ela depende inteiramente da cadeia de backups para funcionar. Para ambientes que exigem um RTO quase zero, soluções como Always On Availability Groups são mais adequadas. Elas mantêm uma ou mais réplicas sincronizadas do banco de dados, com failover automático ou manual. Mesmo assim, essas tecnologias não substituem a necessidade dos backups. Uma cópia de segurança ainda é essen...
Armazenar os backups no mesmo servidor que hospeda o banco de dados é um erro comum e bastante perigoso. Uma falha no disco ou um ataque ransomware comprometeria tanto os dados originais quanto suas cópias. Por isso, o primeiro passo é sempre salvar os arquivos em um dispositivo separado, como um storage conectado à rede (NAS). O armazenamento em nuvem, como o Azure Blob Storage ou o Amazon S3, oferece uma excelente opção para cópias offsite. Muitos administradores usam a funcionalidade nativa do SQL Server para fazer backup diretamente para uma URL. A nuvem fornece escalabilidade, durabilidade e acesso a partir de qualquer lugar. No entanto, os custos com o armazenamento e a transferência dos dados, além da velocidade para a restauração, precisam ser cuidadosamente avaliados. A combinação de armazenamento local e na nuvem geralmente oferece o melhor dos dois mundos. As cópias mais recentes ficam em um NAS local para restaurações rápidas, enquanto cópias mais antigas são arquivadas na nuvem para retenção a longo prazo e DR. Essa abordagem híbrida equilibra desempenho, custo ...
Um storage NAS centraliza o armazenamento dos backups em um único local na rede, o que simplifica o gerenciamento e a automação. Em vez de salvar arquivos em vários discos locais, todas as rotinas do SQL Server apontam para um compartilhamento no NAS. Isso também melhora a segurança, pois as permissões de acesso podem ser controladas de forma granular. Além disso, os sistemas NAS modernos oferecem recursos que fortalecem a estratégia de proteção. A redundância com arranjos RAID, por exemplo, protege as cópias contra falhas de disco no próprio equipamento. A tecnologia de snapshots cria versões imutáveis dos arquivos de backup, oferecendo uma camada extra de defesa contra ransomware, pois os arquivos maliciosos não conseguem criptografar essas versões. Muitos equipamentos também incluem aplicativos para sincronizar automaticamente os dados com serviços na nuvem, o que facilita a implementação da regra 3-2-1. Como resultado, o NAS atua como um hub para a sua estratégia, combinando a velocidade do acesso local com a segurança da cópia remota. Nessas condições, um servidor de ar...