Backup em nuvem corporativo: Vantagens e desvantagens

Backup em nuvem corporativo: Saiba mais sobre esse tipo de cópia, vantagens e desvantagens, recursos e compare o backup em nuvem com um storage local.

O que é backup em nuvem corporativo?

Backup em nuvem corporativo é um serviço que copia e armazena os dados da sua empresa em uma rede de servidores remotos, gerenciados por um provedor especializado. O acesso a essas cópias ocorre pela internet, o que desvincula a segurança dos dados da infraestrutura física local. Frequentemente, um software agente é instalado nos servidores e computadores para automatizar o processo, criptografar os arquivos e transmiti-los com segurança para o datacenter do provedor. Essa tecnologia funciona para proteger uma vasta gama de ativos digitais. Alguns exemplos incluem bancos de dados, máquinas virtuais, servidores de arquivos e até mesmo aplicações SaaS como o Microsoft 365. Em nossos testes, a configuração inicial raramente leva mais que algumas horas, e a partir daí, as rotinas de cópia são executadas automaticamente, sem qualquer intervenção manual. Essa automação simplifica bastante a gestão dos dados. Portanto, a principal aplicação do backup na nuvem é garantir uma cópia de segurança geograficamente distante. Se ocorrer um incidente grave no escritório principal, os dados ...

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Quais as principais vantagens dessa estratégia?

Uma das vantagens mais evidentes do backup em nuvem é a acessibilidade. Como os dados ficam em servidores externos, você consegue restaurar arquivos ou sistemas inteiros a partir de qualquer lugar com uma conexão à internet. Essa flexibilidade é muito útil para equipes remotas ou para recuperar um servidor enquanto um novo hardware está sendo preparado. Além disso, a escalabilidade é quase ilimitada e imediata. Muitas empresas também adotam essa solução para otimizar os custos. A troca do modelo de investimento (CapEx) pela despesa operacional (OpEx) elimina a necessidade de comprar e manter hardware caro, como autoloaders ou fitas LTO. O pagamento geralmente é uma assinatura mensal baseada no volume de dados armazenados, o que torna o custo mais previsível e ajustável ao crescimento do negócio. A segurança é outro ponto forte. Provedores de nuvem renomados investem pesadamente em medidas protetivas, como criptografia de ponta a ponta, redundância geográfica e conformidade com várias normas de segurança. Quase sempre, o nível de proteção oferecido por esses datacenters é sup...

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E quais são as desvantagens a considerar?

Apesar dos benefícios, existem algumas desvantagens importantes. A principal delas é a dependência total da conexão com a internet. Se o seu link for lento, instável ou cair, tanto o envio das cópias quanto a recuperação dos dados ficam comprometidos. Em situações de emergência, essa limitação pode atrasar criticamente o restabelecimento das operações. A velocidade para restaurar grandes volumes de dados também é um fator limitante. Recuperar alguns arquivos é rápido, mas imagine baixar terabytes de um servidor completo. Esse processo pode levar dias, ou até semanas, dependendo da sua banda larga. Por isso, a nuvem nem sempre é a melhor escolha para cenários que exigem uma recuperação quase instantânea. Por fim, os custos recorrentes podem se tornar um problema. Embora o modelo de assinatura pareça atraente no início, o valor mensal aumenta conforme o volume de dados cresce. Algumas vezes, as taxas de saída (egress fees), cobradas para baixar os dados, podem gerar surpresas desagradáveis na fatura, especialmente após uma restauração massiva.

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Como os custos do backup na nuvem são calculados?

Os modelos de precificação para serviços de backup em nuvem variam bastante entre os provedores, mas geralmente se baseiam em alguns fatores principais. O mais comum é o custo por gigabyte (ou terabyte) armazenado por mês. Quanto mais dados você guarda, maior a sua fatura mensal. Esse modelo é simples, mas exige um monitoramento constante do volume para evitar surpresas. Outros fornecedores cobram por dispositivo ou usuário protegido, independentemente da quantidade de dados. Essa abordagem pode ser vantajosa para empresas com muitos dados em poucos servidores. No entanto, é preciso ficar atento aos custos ocultos. As taxas para retirar dados (egress) são frequentes e podem encarecer muito uma restauração completa. Vale ressaltar que nem todos os planos incluem recursos avançados como retenção de longo prazo ou versionamento ilimitado. Por exemplo, uma empresa com 2 TB de dados pode pagar uma mensalidade fixa pelo armazenamento. Porém, se precisar restaurar todo esse volume após um desastre, o provedor pode cobrar uma taxa adicional significativa pela transferência. Portanto...

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RPO e RTO: Como a nuvem afeta esses objetivos?

Os objetivos de tempo e ponto de recuperação (RTO e RPO) são métricas que definem a eficácia de uma estratégia de backup. O RPO (Recovery Point Objective) determina a perda máxima de dados aceitável, medida em tempo. Com o backup em nuvem, é possível atingir um RPO muito baixo, com cópias quase contínuas, desde que sua conexão com a internet suporte o tráfego constante. Já o RTO (Recovery Time Objective) define o tempo máximo que um sistema pode ficar inoperante após uma falha. E aqui está o grande desafio do backup exclusivamente na nuvem. Embora os dados estejam seguros, o tempo para baixá-los e restaurar um servidor inteiro pode ser longo, o que impacta diretamente o RTO. Para muitas empresas, esperar dias para voltar a operar simplesmente não é uma opção viável. Na prática, um backup local quase sempre oferece um RTO muito menor que um backup em nuvem para recuperações de grande porte. Por isso, a escolha da estratégia deve equilibrar a segurança da cópia externa (que melhora o RPO contra desastres) com a velocidade da recuperação local (que garante um RTO baixo para fal...

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A velocidade de recuperação é um ponto crítico?

Sim, a velocidade para recuperar os dados é um dos fatores mais críticos e, frequentemente, subestimado ao se adotar uma solução de backup 100% em nuvem. A restauração de arquivos individuais ou pastas pequenas costuma ser rápida e eficiente. O problema real surge quando é necessário restaurar um sistema completo, como um servidor de banco de dados ou uma máquina virtual com vários terabytes. Vamos comparar cenários. Restaurar um servidor de 5 TB a partir de um storage na rede local, com uma conexão de 10 GbE, pode levar algumas horas. Realizar a mesma tarefa a partir da nuvem, mesmo com um link de internet de 1 Gbps, levaria mais de 11 horas em condições ideais, sem contar latência e outras sobrecargas. Na realidade, esse tempo pode facilmente se estender por dias. Esse atraso prolonga o downtime e causa prejuízos diretos ao negócio. A produtividade para, as vendas caem e a reputação da empresa é afetada. Por isso, a velocidade de recuperação deve ser um critério decisivo na sua escolha. A nuvem é excelente para a segurança da cópia offsite, mas raramente é a mais rápida pa...

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Quais integrações são essenciais para as empresas?

Uma boa solução de backup em nuvem corporativo precisa se integrar perfeitamente aos sistemas que sua empresa já utiliza. A integração com plataformas de virtualização como VMware vSphere e Microsoft Hyper-V é fundamental, pois permite copiar máquinas virtuais inteiras de forma consistente e sem interromper os serviços. Isso simplifica muito a proteção de ambientes de servidores complexos. Outra integração indispensável é com aplicações de Software as a Service (SaaS), como o Microsoft 365 e o Google Workspace. Muitas pessoas acreditam que esses serviços já incluem um backup robusto, mas isso não é verdade. A proteção nativa é limitada e não resguarda contra exclusões acidentais, ataques de ransomware ou falhas de sincronização. Um serviço de backup de terceiros que se conecta a essas plataformas é essencial para garantir a recuperação de e-mails, arquivos do OneDrive ou documentos do Google Drive. Além disso, o suporte a bancos de dados como SQL Server, Oracle e MySQL é crucial. A ferramenta de backup deve conseguir realizar cópias consistentes dessas aplicações para garant...

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O serviço de nuvem substitui um plano de Disaster Recovery?

Não, um serviço de backup em nuvem não substitui um plano de Disaster Recovery (DR), mas é um componente essencial dele. Um plano de DR é um documento abrangente que detalha todos os procedimentos, responsabilidades e tecnologias necessárias para que a empresa se recupere de um desastre. Ele vai muito além da simples cópia de dados. O backup na nuvem resolve uma parte importante do problema, que é ter uma cópia segura dos dados fora do local principal. No entanto, um plano de DR também define como e onde esses dados serão restaurados, quem será responsável por cada etapa, como a comunicação com clientes e funcionários será feita e quais sistemas são prioritários para o restabelecimento. Sem esse planejamento, ter os dados na nuvem pode não ser suficiente para uma recuperação rápida e organizada. Alguns provedores oferecem o chamado Disaster Recovery as a Service (DRaaS), que é uma solução mais completa. Além do backup, o DRaaS replica toda a infraestrutura de servidores na nuvem e permite ativá-la rapidamente em caso de falha. Mesmo assim, a empresa ainda precisa definir seu...

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O que o SLA (Service Level Agreement) precisa garantir?

O Acordo de Nível de Serviço, ou SLA, é um contrato entre você e o provedor do serviço de nuvem que define as métricas de desempenho e as responsabilidades de cada parte. Ao contratar uma solução de backup, é fundamental analisar o SLA com muito cuidado. Ele deve garantir, no mínimo, um alto tempo de atividade (uptime) do serviço, geralmente acima de 99,9%. No entanto, o uptime apenas garante que a plataforma estará acessível, não diz nada sobre a velocidade ou o sucesso da recuperação. Um bom SLA deve especificar também os objetivos de RTO e RPO que o provedor se compromete a cumprir. Ele precisa deixar claro em quanto tempo, no máximo, seus dados estarão disponíveis para restauração após uma solicitação e qual a frequência mínima das cópias. Outros pontos importantes a observar no SLA são os tempos de resposta do suporte técnico, as penalidades para o provedor em caso de descumprimento das metas e as políticas de segurança e privacidade dos dados. Um SLA vago ou que cobre apenas a disponibilidade do serviço é um sinal de alerta. Ele precisa ser um documento claro que lhe d...

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Backup híbrido: A combinação do local com a nuvem

A estratégia de backup híbrido surge como a resposta para as limitações das abordagens puramente locais ou em nuvem. O modelo local é rápido, mas vulnerável a desastres físicos. O modelo em nuvem é seguro contra desastres, mas lento para recuperações de grande volume. O backup híbrido une o melhor dos dois mundos para criar uma solução mais resiliente e eficiente. A lógica segue a conhecida regra 3-2-1: ter pelo menos três cópias dos dados, em duas mídias diferentes, com uma delas armazenada fora do local. Na prática, isso significa manter uma cópia principal dos dados em um dispositivo de armazenamento local, como um NAS storage, para recuperações rápidas no dia a dia. Essa é a sua primeira linha de defesa contra falhas de hardware ou exclusões acidentais. Ao mesmo tempo, essa cópia local é replicada para um serviço de armazenamento em nuvem. Essa cópia externa funciona como a sua apólice de seguro contra desastres que afetem todo o seu escritório. Assim, você obtém a velocidade da recuperação local para problemas comuns e a segurança da cópia offsite para eventos catastróf...

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Por que um network storage otimiza a estratégia híbrida?

Um Network Attached Storage é a peça central ideal para uma estratégia de backup híbrido eficaz. Ele atua como o destino primário para todas as cópias de segurança da rede local, centralizando a proteção de servidores, computadores e máquinas virtuais em um único equipamento. Sua alta velocidade de acesso via rede local garante que as recuperações sejam muito mais rápidas que qualquer download da nuvem. A grande vantagem dos sistemas de armazenamento híbridos é que eles já vêm com softwares integrados que automatizam a segunda etapa do processo: o envio dos dados para a nuvem. Aplicativos como o Hybrid Backup Sync da QNAP ou o Hyper Backup da Synology permitem configurar facilmente a sincronização dos backups locais com dezenas de provedores de nuvem, como Amazon S3, Google Cloud ou Backblaze B2. Dessa forma, o NAS simplifica toda a operação. Ele gerencia as cópias locais para garantir um RTO baixo e, em seguida, cuida da replicação para a nuvem para assegurar a proteção contra desastres. Para a maioria das empresas que buscam um equilíbrio entre velocidade, segurança e cust...

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