Backup em tempo real: Saiba como proteger seus dados importantes

Backup em tempo real: Saiba como proteger seus dados, conheça os destinos de backup para a tarefa e teste o ambiente para manter seus dados seguros.

O que é backup em tempo real?

Backup em tempo real, também conhecido como proteção contínua de dados (CDP), é um método que salva as alterações nos arquivos quase instantaneamente. Diferente das cópias agendadas que rodam em horários fixos, essa abordagem monitora o ambiente e copia cada nova informação ou modificação assim que ela acontece, o que praticamente elimina a janela de perda de dados. Na prática, um software agente instalado no servidor ou computador detecta mudanças em nível de bloco ou arquivo. Por isso, em vez de esperar por uma rotina noturna, o sistema envia essas alterações para um destino seguro, como um storage NAS ou a nuvem. Essa técnica é muito mais eficiente para ambientes com alto volume de transações, pois garante que a versão mais recente dos dados esteja sempre protegida. Alguns cenários ideais para essa tecnologia incluem bancos de dados, servidores de virtualização e sistemas financeiros. Nesses casos, qualquer perda de informação pode ser catastrófica. Portanto, a cópia contínua assegura um ponto de recuperação (RPO) próximo de zero, o que significa que a restauração recuper...

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Diferença entre replicação e sincronização

Embora pareçam semelhantes, replicação e sincronização têm propósitos distintos. A replicação geralmente cria uma cópia exata e funcional de um ambiente em outro local, pronta para assumir as operações em caso de falha. O fluxo de dados é quase sempre unidirecional, do armazenamento principal para o secundário, com o objetivo de garantir a alta disponibilidade. A sincronização, por outro lado, mantém dois ou mais conjuntos de dados idênticos, com alterações que podem ocorrer em ambas as direções. Seu foco é a consistência das informações entre diferentes locais ou usuários, muito comum em ferramentas de colaboração. No entanto, a sincronização pode propagar erros, como a exclusão acidental de um arquivo, para todas as cópias. O backup contínuo frequentemente utiliza tecnologias de replicação para enviar as alterações ao destino. Porém, seu objetivo principal é a recuperação de dados, não o failover imediato. Uma boa solução de backup com replicação ainda inclui versionamento. Assim, protege contra a propagação de corrupção ou ataques de ransomware.

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Como funciona com bancos de dados e arquivos abertos?

Copiar arquivos enquanto estão em uso é um desafio clássico na área de TI. Uma simples cópia de um banco de dados ativo ou de uma planilha aberta pode resultar em um arquivo corrompido e inutilizável. Isso acontece porque o arquivo pode ser modificado durante o processo, o que gera uma cópia inconsistente. Para contornar esse problema, as ferramentas modernas usam tecnologias como o VSS (Volume Shadow Copy Service) no Windows. O VSS cria um "instantâneo" ou snapshot do volume, que congela o estado dos dados em um ponto específico no tempo. O software de backup então copia os dados a partir desse instantâneo consistente, sem interferir nas operações ao vivo. Em ambientes com bancos de dados como SQL Server ou Oracle, a abordagem é ainda mais sofisticada. Os sistemas de backup se integram aos logs de transações do banco. Eles capturam todas as operações confirmadas, o que garante uma recuperação consistente e granular. Sem esse tipo de integração, qualquer cópia de segurança de um banco de dados ativo seria, na melhor das hipóteses, pouco confiável.

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Destinos de backup: local ou nuvem?

A escolha do destino para as cópias de segurança afeta diretamente a velocidade da recuperação e a resiliência contra desastres. Um destino local, como um servidor de armazenamento, oferece uma restauração muito rápida. Como os dados estão na mesma rede, o tempo para recuperar arquivos ou sistemas inteiros é mínimo, o que melhora o tempo de recuperação (RTO). Por outro lado, armazenar os dados apenas localmente deixa a empresa vulnerável a incidentes físicos, como incêndios, inundações ou roubos. A nuvem surge como uma excelente alternativa para a proteção offsite. Ela garante a redundância geográfica, pois seus dados ficam seguros em um datacenter distante, imune a problemas locais. A estratégia mais segura, no entanto, é a híbrida, que segue a regra 3-2-1 (três cópias, em duas mídias diferentes, com uma offsite). Manter uma cópia contínua em um NAS local para recuperações operacionais rápidas e replicar esses dados para a nuvem para o disaster recovery é a abordagem mais completa. Assim, a empresa combina o melhor dos dois mundos: velocidade e segurança.

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Requisitos de rede e o impacto da latência

A implementação de uma cópia de segurança contínua exige uma análise cuidadosa da infraestrutura de rede. Como as alterações são enviadas constantemente, o processo consome uma parte da largura de banda. Em ambientes com grande volume de dados, uma rede sobrecarregada pode afetar o desempenho das aplicações principais. Para um backup local, uma rede Gigabit Ethernet (1 GbE) é o requisito mínimo, mas nossa equipe frequentemente recomenda redes de 10 GbE para cargas de trabalho mais intensas. Isso garante que as transferências de dados ocorram sem gargalos. A latência, ou o tempo de resposta da rede, também é um fator crítico, especialmente ao enviar dados para a nuvem. Uma latência alta pode criar um "engarrafamento" de alterações pendentes, que aguardam para serem transferidas. Se ocorrer uma falha no dispositivo de origem antes que esses dados sejam enviados, eles serão perdidos. Portanto, é essencial monitorar a saúde da rede para garantir que o backup em tempo real cumpra sua promessa de proteção contínua.

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A importância do versionamento e da retenção

Um backup em tempo real sem versionamento é uma faca de dois gumes. Ele protege contra falhas de hardware, mas replica instantaneamente problemas lógicos. Por exemplo, se um arquivo for corrompido ou criptografado por um ransomware, a versão danificada substituirá imediatamente a cópia segura, o que torna a recuperação impossível. O versionamento resolve esse problema ao salvar múltiplas versões históricas dos dados. Em vez de ter apenas a última cópia, o sistema armazena vários pontos de recuperação ao longo do tempo. Isso permite "voltar no tempo" para um estado anterior ao incidente, seja ele uma exclusão acidental ou um ataque malicioso. Definir uma política de retenção clara é igualmente importante. Essa política determina por quanto tempo e quantas versões serão mantidas. Uma retenção muito curta pode não ser suficiente para detectar um problema, enquanto uma retenção muito longa consome bastante espaço de armazenamento. O ideal é encontrar um equilíbrio que atenda às necessidades do negócio e às exigências de conformidade.

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RPO e RTO no backup contínuo

Dois conceitos são fundamentais em qualquer plano de continuidade: o RPO e o RTO. O RPO (Recovery Point Objective) define a quantidade máxima de dados que uma empresa aceita perder. O grande trunfo do backup em tempo real é entregar um RPO próximo de zero, pois os dados são salvos quase no momento em que são criados. Já o RTO (Recovery Time Objective) mede o tempo máximo que um servidor, storage ou aplicação pode ficar inativa após uma falha. Esse indicador não depende apenas do backup, mas também do processo de restauração. Um backup local em um storage NAS geralmente proporciona um RTO baixo, de minutos. A recuperação a partir da nuvem, por outro lado, pode levar horas, dependendo do volume de dados e da velocidade da internet. É um erro comum focar apenas no RPO e esquecer do RTO. Ter uma cópia segura dos dados é apenas metade da batalha. A outra metade é restaurar os serviços rapidamente para minimizar o tempo de inatividade. Por isso, o planejamento deve considerar tanto a proteção dos dados quanto a agilidade na recuperação.

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Como testar sua estratégia de recuperação?

Muitos administradores de TI acreditam ter uma estratégia sólida, mas nunca a validaram na prática. Um backup que nunca foi testado é apenas uma suposição de segurança. Sem testes regulares, não há como garantir que os dados poderão ser recuperados quando mais se precisa deles. O processo de teste envolve simular um cenário de falha e executar os procedimentos de restauração. Isso pode incluir recuperar arquivos individuais, um banco de dados completo ou até uma máquina virtual inteira em um ambiente isolado (sandbox). O objetivo é verificar a integridade dos dados e o tempo real necessário para a recuperação. Esses testes validam o RTO planejado, revelam falhas no processo e ajudam a treinar a equipe técnica. Realizar simulações periódicas transforma a esperança em certeza. Além disso, documentar os resultados fortalece o plano de recuperação de desastres e aumenta a confiança na resiliência da infraestrutura de TI.

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Um NAS como central para o backup em tempo real

Um Network Attached Storage se consolida como a peça central ideal para uma estratégia de backup em tempo real. Esses equipamentos evoluíram muito além do simples armazenamento de arquivos. Hoje, eles são servidores multifuncionais que oferecem um ecossistema completo para a proteção de dados. Muitos sistemas de armazenamento em rede, como os da Qnap, incluem aplicativos nativos para replicação contínua, como o HBS 3 (Hybrid Backup Sync). Eles também suportam snapshots para um versionamento eficiente, se integram com serviços como o VSS e podem replicar seus próprios dados para a nuvem ou para outro equipamento remoto, o que simplifica a implementação da regra 3-2-1. Ao centralizar o backup em um servidor de rede, a empresa ganha uma solução robusta e fácil de gerenciar. O equipamento atua como um destino local de alta velocidade para recuperações rápidas e como um ponto de partida seguro para a cópia offsite. Diante dos desafios atuais, um storage NAS é a resposta para quem busca proteção contínua, confiável e com excelente custo-benefício.

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