Backup multinível: Saiba mais sobre essa tecnologia de cópia

Backup multinível: Saiba mais sobre essa tecnologia de cópia, dispositivos utilizados, retenção dos dados, janelas de backup e como testar o ambiente.

O que é um backup multinível?

Backup multinível é uma estratégia que combina diferentes métodos para criar cópias de segurança. Em vez de usar apenas um tipo de cópia, como a completa, o sistema alterna entre processos mais rápidos e eficientes para otimizar o uso do espaço e reduzir o tempo necessário para as rotinas. Essa abordagem frequentemente usa uma cópia completa como base e a complementa com cópias incrementais ou diferenciais. A cópia completa serve como um ponto de restauração seguro e integral, enquanto as outras registram apenas as alterações, o que acelera bastante o processo diário. Como resultado, a empresa ganha flexibilidade. É possível, por exemplo, executar um backup completo apenas nos fins de semana e rodar cópias incrementais rápidas durante a semana, sem sobrecarregar a rede ou os servidores durante o horário de trabalho.

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Backup completo, incremental ou diferencial?

A escolha do método de backup ideal depende diretamente do equilíbrio entre velocidade, espaço em disco e complexidade na hora de restaurar os arquivos. O backup completo copia absolutamente todos os dados selecionados, sempre que a rotina é executada. Embora seja o método mais simples para restaurar, ele consome muito armazenamento e tempo. O backup incremental, por outro lado, salva apenas os dados alterados desde a última cópia, seja ela completa ou incremental. Esse processo é extremamente rápido e econômico em espaço. No entanto, a restauração é mais complexa, pois exige o último backup completo e todos os incrementais subsequentes em sequência. Já o backup diferencial armazena todas as mudanças feitas desde o último backup completo. Ele ocupa mais espaço que o incremental a cada dia, mas simplifica a restauração. Para recuperar os dados, você precisa apenas do último backup completo e do último diferencial, o que torna o processo muito mais ágil.

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Como definir a janela de backup ideal?

A janela de backup é o período de tempo que uma empresa reserva para executar suas rotinas de cópia sem impactar negativamente o desempenho dos sistemas. Muitas organizações definem essa janela durante a noite ou nos fins de semana, quando a carga de trabalho nos servidores é consideravelmente menor. Para definir a janela correta, é preciso analisar o volume de dados, a velocidade da rede e a capacidade do hardware de backup. Um cálculo incorreto pode fazer com que as rotinas de cópia invadam o horário de expediente, o que deixa os aplicativos e serviços lentos para os usuários. Nessas situações, otimizar os processos é fundamental. Usar backups incrementais ou diferenciais, por exemplo, reduz drasticamente o tempo necessário para as cópias diárias. Assim, a janela de backup pode ser muito menor, o que garante que as operações da empresa nunca sejam afetadas.

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Entendendo os objetivos RPO e RTO

Dois indicadores são essenciais para medir a eficácia de uma política de backup: RPO e RTO. O RPO (Recovery Point Objective) define a quantidade máxima de dados que uma empresa tolera perder, medida em tempo. Por exemplo, um RPO de uma hora significa que, após um desastre, a perda de dados será de no máximo uma hora de trabalho. O RTO (Recovery Time Objective), por sua vez, estabelece o tempo máximo que um sistema pode permanecer inativo após uma falha. Um RTO de duas horas, por exemplo, determina que todos os serviços críticos precisam voltar a operar dentro desse prazo. Esse indicador mede a agilidade do seu plano de recuperação. Ambos os objetivos devem ser definidos com base na criticidade de cada serviço. Sistemas de vendas online, por exemplo, exigem RPO e RTO de poucos minutos, enquanto um servidor de arquivos interno talvez suporte algumas horas. Alinhar a estratégia de backup a esses indicadores é o que garante a resiliência do negócio.

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A estratégia de retenção GFS funciona?

A estratégia GFS (Grandfather-Father-Son) é um dos métodos mais populares e eficientes para gerenciar a rotação e a retenção de mídias de backup. Ela organiza as cópias em três níveis: diário (Son), semanal (Father) e mensal (Grandfather), o que cria um sistema robusto para recuperação em diferentes pontos no tempo. Na prática, o modelo funciona assim: as cópias diárias (Son) são geralmente incrementais e retidas por uma semana. No final da semana, uma cópia completa (Father) é criada e guardada por um mês. No final do mês, uma cópia completa (Grandfather) é gerada e armazenada por um ano ou mais. Esse esquema otimiza o espaço e garante pontos de restauração de longo prazo. A grande vantagem do GFS é o equilíbrio entre a granularidade da recuperação e o uso do armazenamento. Ele garante que você possa restaurar arquivos de ontem, da semana passada ou de meses atrás, sem precisar guardar dezenas de backups completos. Por isso, ainda é um padrão em muitos ambientes.

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Por que a regra 3-2-1 é tão importante?

A regra 3-2-1 é um princípio fundamental para a segurança dos dados e serve como um guia para criar um sistema de backup à prova de desastres. Ela estabelece que você deve manter pelo menos três cópias dos seus dados importantes, o que aumenta significativamente a chance de ter uma cópia funcional quando precisar. Adicionalmente, a regra orienta que essas cópias sejam armazenadas em dois tipos de mídia diferentes. Por exemplo, uma cópia pode ficar em um storage NAS local e outra em fitas magnéticas ou HDs externos. Essa prática protege os dados contra falhas específicas de uma tecnologia, como a degradação de um tipo de disco. O ponto final e talvez mais importante é manter uma das cópias em um local externo (off-site). Essa cópia remota, que pode estar na nuvem ou em outra unidade física da empresa, é sua garantia de recuperação em caso de desastres locais, como incêndios, inundações ou roubos. Sem essa cópia, seu plano de recuperação fica incompleto.

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Testes de restauração são realmente necessários?

Muitos administradores de TI acreditam que, se o software de backup reporta sucesso, os dados estão seguros. Essa é uma suposição perigosa. Um backup só tem valor real se for possível restaurá-lo com sucesso, e a única forma de confirmar isso é através de testes periódicos. Os testes de restauração simulam um cenário de falha real e validam todo o processo, desde a localização da mídia correta até a integridade dos arquivos recuperados. Durante esses testes, não é raro descobrir problemas como fitas ilegíveis, arquivos corrompidos ou configurações incorretas que impediriam uma recuperação completa em uma emergência. Portanto, agendar testes de restore trimestrais ou semestrais é uma prática indispensável. Esses procedimentos devem verificar não apenas a recuperação de arquivos individuais, mas também a restauração de sistemas inteiros. Um backup que nunca foi testado é apenas uma esperança, não uma garantia.

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O papel do versionamento na proteção dos dados

O versionamento de arquivos é um recurso que salva múltiplas versões de um mesmo arquivo sempre que ele é modificado. Embora pareça com backup, seu propósito é diferente. Enquanto o backup protege contra a perda total de dados, o versionamento protege contra alterações indesejadas, como exclusões acidentais ou a criptografia por ransomware. Imagine que um usuário salva acidentalmente um documento em branco sobre uma planilha importante ou que um ransomware criptografa todos os seus arquivos. Com um backup tradicional, você talvez só consiga restaurar a versão do dia anterior. Com o versionamento, é possível voltar para a versão de minutos antes do incidente, o que minimiza a perda de trabalho. Sistemas de armazenamento em rede modernos frequentemente oferecem essa funcionalidade através de snapshots. Eles criam "fotografias" do sistema de arquivos em pontos específicos no tempo, o que permite restaurar pastas ou arquivos individuais para um estado anterior de forma quase instantânea.

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Onde armazenar as cópias: storage local ou nuvem?

A decisão entre armazenar backups localmente ou na nuvem envolve uma análise de custo, velocidade de recuperação e segurança. O armazenamento local, geralmente em um NAS ou servidor de arquivos, oferece a maior velocidade para backup e restauração, já que os dados trafegam pela rede local (LAN). A nuvem, por outro lado, é excelente para cumprir o requisito de cópia off-site da regra 3-2-1. Ela protege os dados contra desastres locais e oferece escalabilidade quase infinita. No entanto, a velocidade de recuperação de grandes volumes de dados depende totalmente da sua conexão com a internet, o que pode ser um gargalo. Muitas vezes, a melhor abordagem é a híbrida. Manter backups recentes em um storage local para recuperações rápidas do dia a dia e sincronizar cópias mais antigas ou críticas para a nuvem como uma camada extra de segurança. Essa estratégia combina o melhor dos dois mundos.

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Qual a melhor solução para centralizar os backups?

Gerenciar uma estratégia de backup multinível com diversas ferramentas e destinos pode se tornar um pesadelo. Centralizar todas as rotinas em um único equipamento simplifica o gerenciamento, melhora a confiabilidade e facilita a execução de testes de restauração. É aqui que um storage NAS se destaca. Um servidor de armazenamento em rede funciona como um hub central de backup. Ele suporta múltiplos protocolos para receber cópias de servidores Windows, Linux, máquinas virtuais e estações de trabalho. Além disso, seu software integrado permite agendar diferentes tipos de backup, aplicar políticas de retenção como a GFS e gerenciar o versionamento com snapshots. Com aplicativos para sincronização com serviços de nuvem, o equipamento também automatiza a criação da sua cópia off-site, o que cumpre a regra 3-2-1 sem intervenção manual. Para empresas que buscam uma solução completa, segura e fácil de gerenciar, um servidor NAS é a resposta para consolidar e proteger seus dados.

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