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Backup on premise: Saiba mais sobre essa tecnologia

Backup on premise: Saiba mais sobre essa tecnologia

Índice:

Muitas empresas ainda subestimam o risco real da perda de dados. Uma falha de hardware, um erro humano ou um ataque ransomware pode paralisar completamente as operações em poucos minutos.

O desafio cresce com a diversidade dos dados, que incluem arquivos, máquinas virtuais e bancos de dados. Cada um exige uma abordagem específica para garantir uma recuperação rápida e confiável.

Assim, uma estratégia de backup on premise bem estruturada é fundamental. Ela oferece controle total sobre a infraestrutura e a segurança dos dados, algo que a nuvem nem sempre consegue entregar.

O que é um backup on premise?

Backup on premise é uma cópia de segurança dos dados corporativos, armazenada localmente na infraestrutura da própria empresa. Diferente das soluções em nuvem, todo o processo acontece dentro do seu perímetro físico, usando servidores, storages ou tape libraries. Essa abordagem quase sempre garante controle direto sobre o hardware e as políticas de segurança, o que simplifica auditorias e conformidade com regulamentos como a LGPD. Essa tecnologia funciona com um software que gerencia as rotinas, copiando arquivos, volumes de disco, bancos de dados ou máquinas virtuais inteiras para um dispositivo de armazenamento secundário.

Para proteger arquivos, o software geralmente lê os dados diretamente do sistema de arquivos. Já para máquinas virtuais e bancos de dados, ele frequentemente usa agentes específicos ou APIs que garantem a consistência dos dados durante a cópia. Por exemplo, um agente para SQL Server consegue "congelar" o banco por um instante para criar um snapshot consistente. Essa autonomia é um grande diferencial, pois a velocidade para restaurar os dados depende apenas da sua rede interna, sem qualquer gargalo com a internet.

A principal vantagem é a velocidade, tanto para copiar quanto para recuperar as informações. Em um cenário de desastre, restaurar terabytes a partir da nuvem pode levar dias, enquanto um restore local acontece em horas ou até minutos. Além disso, o custo inicial com hardware pode ser mais alto, mas não existem taxas mensais recorrentes por volume de dados, o que torna o TCO (Custo Total de Propriedade) bastante atrativo a longo prazo para muitas organizações.

Quais dispositivos são usados para cópias locais?

A escolha do dispositivo de armazenamento é uma das decisões mais importantes em uma estratégia de backup local. Alguns usuários ainda usam HDs externos para pequenas cargas de trabalho, mas essa prática é bastante arriscada pela falta de redundância e pela necessidade de manuseio constante. Um disco pode falhar sem aviso, e a gestão manual frequentemente leva a erros. Por isso, para ambientes mais sérios, existem algumas opções mais profissionais e confiáveis.

Os autoloaders e as tape libraries, que usam fitas LTO, são uma escolha clássica para arquivamento de longo prazo. As fitas oferecem um custo por gigabyte muito baixo e uma durabilidade de décadas quando armazenadas corretamente. Elas também criam um "air gap" natural, pois ficam offline após o uso, o que as torna imunes a ataques cibernéticos. No entanto, o tempo para recuperar um arquivo de uma fita é consideravelmente maior que o de um disco.

Atualmente, os storages NAS são os dispositivos mais populares para backup on premise. Esses equipamentos são servidores de armazenamento dedicados que se conectam à rede e centralizam os dados. Eles usam múltiplos discos em arranjos RAID para tolerância a falhas, suportam snapshots para recuperação granular e oferecem aplicativos de backup integrados. Um NAS corporativo consegue proteger arquivos, VMs e bancos de dados, além de replicar as cópias para outro local, unindo o melhor dos mundos: velocidade local e segurança offsite.

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Como definir RPO e RTO para o negócio?

Definir os objetivos de recuperação é um passo que transcende a tecnologia e entra na estratégia do negócio. O RPO (Recovery Point Objective) determina a quantidade máxima de dados que a empresa tolera perder. Se o seu RPO é de uma hora, significa que você precisa de uma cópia dos dados com no máximo uma hora de defasagem. Essa métrica impacta diretamente a frequência das suas rotinas de backup.

Por outro lado, o RTO (Recovery Time Objective) estabelece o tempo máximo que aplicações podem ficar indisponíveis após uma falha. Um RTO de duas horas, por exemplo, exige que toda a sua infraestrutura, incluindo dados e aplicações, volte a operar dentro desse prazo. O RTO influencia a escolha do hardware e do software, pois soluções mais rápidas para restaurar dados, como storages All-Flash, são necessários para cumprir metas mais agressivas.

Essas duas métricas raramente são definidas pela equipe de TI isoladamente. Elas nascem de uma análise de impacto nos negócios (BIA), que avalia o prejuízo financeiro e operacional causado por cada hora de paralisação. Um e-commerce com RTO de poucos minutos precisa de uma solução de alta disponibilidade, enquanto um sistema interno de RH talvez suporte um RTO de várias horas. Portanto, o alinhamento entre TI e gestão é essencial para dimensionar uma solução que proteja a empresa sem gerar custos desnecessários.

Qual a frequência ideal para as rotinas?

A frequência das rotinas de backup está diretamente ligada ao RPO definido para cada tipo de dado. Sistemas críticos, como bancos de dados transacionais ou servidores de arquivos muito dinâmicos, frequentemente exigem backups a cada 15 ou 30 minutos. Para isso, tecnologias como snapshots ou backup contínuo são mais eficientes que os backups tradicionais baseados em arquivos, pois capturam apenas as alterações em nível de bloco e têm um impacto mínimo no desempenho.

Para dados menos voláteis, como arquivos de projetos ou e-mails, uma rotina diária geralmente é suficiente. A estratégia mais comum combina diferentes tipos de backup. Um backup completo (full) é executado semanalmente, copiando todos os dados. Durante a semana, backups incrementais ou diferenciais são executados diariamente. Os incrementais são mais rápidos por copiarem apenas o que mudou desde o último backup (seja ele full ou incremental), mas a restauração é mais complexa. Já os diferenciais copiam tudo que mudou desde o último backup completo, o que acelera o processo de restore.

Vale ressaltar que o agendamento também deve considerar a janela de backup, ou seja, o horário de menor atividade para fazer as cópias. Executar um backup completo durante o horário de pico pode degradar o desempenho das aplicações. Por isso, muitas empresas programam essas tarefas pesadas para a madrugada ou para os fins de semana. O objetivo é sempre o mesmo: garantir que o RPO seja cumprido sem prejudicar a produtividade dos usuários.

Políticas de retenção e o versionamento

Uma política de retenção define por quanto tempo as cópias de segurança devem ser mantidas antes de serem descartadas. Essa regra não é arbitrária, ela geralmente responde a duas necessidades: conformidade regulatória e requisitos operacionais. Vários setores, como o financeiro e o de saúde, possuem leis que obrigam a guarda de registros por anos. A política de retenção, portanto, automatiza esse ciclo de vida dos dados, garantindo que a empresa esteja em conformidade.

Além da retenção, o versionamento é outro pilar da proteção de dados. Ele consiste em salvar múltiplas versões de um mesmo arquivo ou aplicação ao longo do tempo. Imagine que um arquivo foi corrompido ou infectado por ransomware e o problema só foi notado dias depois. Se o seu backup salva apenas a última versão, ele provavelmente salvará o arquivo já danificado. Com o versionamento, você pode voltar no tempo e restaurar uma versão íntegra de dias ou semanas atrás. Essa capacidade é, sem dúvida, uma das defesas mais eficazes contra ameaças modernas.

Boas ferramentas de backup permitem criar políticas granulares. Por exemplo, você pode definir que os backups diários sejam retidos por duas semanas, os semanais por três meses e os mensais por sete anos. Essa estrutura, conhecida como GFS (Grandfather-Father-Son), otimiza o uso do espaço de armazenamento. Assim, você mantém um histórico longo para fins de auditoria, mas sem sobrecarregar seu sistema de armazenamento com cópias diárias desnecessárias.

A importância da cópia offsite e imutável

Manter todas as cópias de segurança no mesmo local que os dados originais é um erro grave. Um incêndio, uma inundação ou até mesmo um roubo no datacenter principal comprometeria tanto os dados de produção quanto os backups. É por isso que a regra 3-2-1 do backup é tão difundida: tenha pelo menos três cópias dos seus dados, em duas mídias diferentes, com uma delas armazenada em um local geograficamente distinto (offsite).

A cópia offsite é sua apólice de seguro contra desastres locais. Ela pode ser enviada para uma filial, um cofre de segurança (no caso de fitas) ou replicada para um serviço de nuvem. Muitos servidores NAS modernos possuem recursos nativos para replicar snapshots para outro dispositivo ou para um provedor de cloud S3 compatível. Essa automação simplifica muito a tarefa e garante que a cópia remota esteja sempre atualizada.

Recentemente, um novo conceito fortaleceu ainda mais essa proteção: a imutabilidade. Um backup imutável é uma cópia que, uma vez gravada, não pode ser alterada ou apagada por um período predeterminado, nem mesmo por um administrador com acesso total ao sistema. Essa característica é uma barreira poderosa contra o ransomware, que costuma tentar criptografar ou deletar os backups antes de atacar os arquivos de produção. Se o malware não consegue apagar a cópia segura, a capacidade de recuperação da empresa está garantida.

O que é a janela de backup e como gerenciá-la?

A janela de backup é o período de tempo alocado para que as rotinas de cópia de segurança sejam executadas sem impactar negativamente o desempenho dos softwares de produção. Tradicionalmente, essa janela ocorre durante a noite ou nos fins de semana, quando a carga de trabalho é menor. O problema é que, com o crescimento exponencial do volume de dados, muitas empresas descobrem que suas rotinas não cabem mais nesse período.

Quando o backup invade o horário comercial, os usuários começam a sentir a lentidão nas aplicações, pois o processo consome recursos de rede, disco e processamento. Gerenciar essa janela é um desafio contínuo. Uma das primeiras ações é otimizar as tarefas, por exemplo, substituindo backups completos diários por uma estratégia com mais incrementais, que são muito mais rápidos.

Outra abordagem eficaz é investir em tecnologias que reduzem o impacto do backup. Soluções baseadas em snapshots, comuns em servidores de aplicação, storages e ambientes virtualizados, criam pontos de recuperação quase instantâneos. Como elas operam em nível de bloco, o tempo para "tirar a foto" do sistema é de segundos, independentemente do volume de dados. O processo de copiar os dados do snapshot para o repositório de backup pode então ocorrer em segundo plano, sem afetar a produção. Assim, a janela de backup deixa de ser um grande limitador.

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Testes de restore e o plano de DR

Um backup que nunca foi testado é apenas uma esperança, não uma garantia. Muitas equipes de TI executam suas rotinas de cópia religiosamente, mas raramente validam se os dados podem ser efetivamente recuperados. Um erro de configuração, um arquivo de backup corrompido ou uma mídia defeituosa podem transformar uma estratégia aparentemente sólida em um completo fracasso no momento da crise.

Realizar testes de restauração periódicos é a única forma de confirmar que o processo funciona. Esses testes devem abranger diferentes cenários: a recuperação de um único arquivo deletado por engano, a restauração de um banco de dados inteiro e até a recuperação completa de uma máquina virtual. É importante também cronometrar o tempo do restore para verificar se o RTO definido para o negócio é alcançável na prática. Muitas vezes, os testes revelam gargalos que podem ser corrigidos antes que um desastre real aconteça.

Esses testes são um componente fundamental do Plano de Recuperação de Desastres (DR Plan). Esse documento formaliza todo o procedimento para reestabelecer a operação de TI após uma interrupção grave. Ele detalha quem é responsável por cada etapa, a ordem em que os aplicativos devem ser restaurados e como a comunicação com as áreas de negócio deve ser feita. Sem testes regulares, o plano de DR é apenas teoria. A prática é que constrói a confiança na sua capacidade de recuperação.

Dimensionamento e custos envolvidos

Dimensionar corretamente uma solução de backup on premise é essencial para evitar surpresas com desempenho ou falta de espaço. O cálculo deve considerar não apenas o volume atual de dados de produção, mas também a taxa de crescimento projetada para os próximos três a cinco anos. Além disso, é preciso levar em conta o espaço adicional exigido pela política de retenção e pelo versionamento. Manter múltiplas cópias históricas pode facilmente triplicar a necessidade de armazenamento.

Os custos de uma solução local se dividem em algumas categorias principais. O investimento inicial (CAPEX) inclui a compra do hardware (servidor, NAS, fitas) e as licenças do software de backup. Embora esse valor possa parecer alto, ele é diluído ao longo da vida útil dos equipamentos. É importante não economizar em componentes críticos, pois um hardware subdimensionado pode criar gargalos que comprometem a janela de backup e o RTO.

Já os custos operacionais (OPEX) envolvem o consumo de energia, a manutenção do hardware, a renovação de suporte e a compra de novas mídias. Mesmo com esses gastos contínuos, o custo total de propriedade de uma solução on premise bem planejada é frequentemente menor que o de uma assinatura de backup em nuvem para grandes volumes de dados. A chave é fazer um planejamento cuidadoso, que equilibre o investimento inicial com as necessidades de proteção e o crescimento futuro do negócio.

Um NAS centraliza a proteção dos dados?

Sim, um NAS redundante é frequentemente a peça central de uma estratégia de backup on premise eficiente e consolidada. Ele supera as limitações de dispositivos mais simples, como HDs externos, e oferece uma flexibilidade que servidores de propósito geral nem sempre entregam. Um NAS é projetado especificamente para armazenamento, por isso ele otimiza o desempenho e a segurança dos dados.

O equipamento centraliza as cópias de segurança de diversas fontes, como estações de trabalho, servidores de arquivos, máquinas virtuais e bancos de dados, em um único repositório. Com suporte a múltiplos protocolos de rede, como SMB, NFS e iSCSI, ele se integra facilmente a qualquer ambiente. Além disso, recursos como RAID protegem os dados contra falhas de disco, enquanto os snapshots permitem criar versões de recuperação quase instantâneas e granulares, essenciais para combater ransomware.

Muitos NAS servers, como os da QNAP ou Synology, também incluem um ecossistema de aplicativos de backup sem custo adicional. Essas ferramentas gerenciam agendamentos, políticas de retenção e até a replicação para um segundo NAS ou para a nuvem, facilitando a implementação da regra 3-2-1. Ao unir hardware confiável com software poderoso, um servidor de armazenamento simplifica a gestão, reduz a complexidade e melhora a resiliência do ambiente. Para muitas empresas, essa combinação é a resposta para proteger seus ativos digitais mais valiosos.

Mariana Costa

Mariana Costa

Especialista em backup
"Sou Mariana Costa, especialista em backup com mais de oito anos de experiência implementando soluções de armazenamento para micro, pequenas e médias empresas. Produzo conteúdo prático e direto sobre configuração, rotinas de backup, snapshots, permissões, acesso remoto e proteção contra ransomware, com foco em desempenho, confiabilidade e recuperação testada. Meu trabalho é traduzir tecnologia em passos aplicáveis. Estou aqui para simplificar seu dia a dia."

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