Backup remoto: Saiba mais sobre o assunto com dados sobre como funciona, a frequência de cópia e conheça os melhores sistemas de armazenamento para seus dados.
Backup remoto é o processo que copia dados de um computador ou servidor para um destino de armazenamento localizado fora do ambiente físico principal, através de uma rede como a internet. Diferente da cópia local, que armazena os arquivos em um HD externo ou outro servidor na mesma rede, essa abordagem protege as informações contra desastres que afetam toda a infraestrutura local. Seu funcionamento geralmente envolve um software agente instalado no equipamento de origem. Esse aplicativo lê os dados selecionados, os criptografa para segurança e os transmite para o servidor de destino. Esse destino pode ser um datacenter na nuvem ou um storage privado em outra filial da empresa. O processo é quase sempre automatizado para ocorrer fora do horário comercial. A principal vantagem dessa técnica é a resiliência. Mesmo que todo o escritório fique indisponível, os dados permanecem seguros e acessíveis em outro local. Isso é fundamental para um plano eficaz de recuperação de desastres, pois garante a sobrevivência das informações críticas para a operação do negócio.
A execução de uma cópia remota começa com a instalação de um software específico nos servidores ou computadores que precisam de proteção. Esse programa funciona como um cliente que se comunica com o destino do backup. Nele, o administrador define quais pastas, arquivos ou sistemas inteiros serão copiados, além da frequência e do horário para a tarefa. Quando a rotina programada inicia, o software primeiro identifica os dados que foram alterados desde a última cópia. Em seguida, ele comprime e criptografa esses blocos para otimizar o uso da banda e garantir a confidencialidade durante a transferência pela rede. Essa transmissão ocorre via protocolos seguros, como o TCP/IP, para o servidor de armazenamento remoto. No destino, outro software recebe os pacotes, valida sua integridade e os armazena de forma organizada. Muitas soluções modernas também aplicam a deduplicação no destino, uma técnica que evita o armazenamento de blocos de dados repetidos e economiza bastante espaço em disco. Como resultado, o processo todo se torna muito mais eficiente após a primeira cópia completa.
A escolha entre um backup contínuo e um agendado depende diretamente da criticidade dos dados e do impacto que sua perda pode causar. Um backup agendado, o modelo mais tradicional, executa a cópia em intervalos definidos, como diariamente à noite ou uma vez por semana. Essa abordagem é bastante previsível e consome recursos do sistema apenas durante a sua execução. Por outro lado, o backup contínuo, também conhecido como CDP (Continuous Data Protection), monitora as alterações nos arquivos em tempo real. Cada vez que um arquivo é salvo, o sistema automaticamente copia a nova versão para o destino remoto. Isso praticamente elimina a janela de perda de dados, pois a cópia está sempre atualizada. No entanto, a proteção contínua exige mais recursos de processamento, rede e armazenamento, pois o volume de transferências é muito maior. Geralmente, sistemas com bancos de dados transacionais ou servidores de arquivos com alta atividade se beneficiam desse modelo. Para a maioria dos outros cenários, um backup diário agendado oferece um excelente equilíbrio entre segurança e desempenho.
A janela de backup é o período de tempo disponível para que a rotina de cópia seja concluída sem afetar negativamente o desempenho das aplicações em produção. Em muitas empresas, essa janela é noturna, quando a carga de trabalho é menor. Se o volume de dados for muito grande, a cópia pode exceder esse tempo e competir por recursos com as operações diárias, o que frequentemente causa lentidão. Já a política de retenção define por quanto tempo as cópias de segurança são mantidas antes de serem descartadas. Uma política comum pode ser reter backups diários por uma semana, semanais por um mês e mensais por um ano. Essa estratégia equilibra a necessidade de recuperação com o custo do armazenamento. O versionamento é um componente chave aqui, pois permite restaurar um arquivo para um estado específico de qualquer dia dentro do período retido. Definir corretamente esses dois parâmetros é essencial. Uma janela mal calculada prejudica a produtividade, enquanto uma política de retenção inadequada pode levar à perda de dados históricos importantes ou a custos de armazenamento desnecess...
Os objetivos RPO (Recovery Point Objective) e RTO (Recovery Time Objective) são, talvez, os dois indicadores mais importantes para uma estratégia de recuperação de desastres. O RPO define a quantidade máxima de dados que uma empresa tolera perder, medida em tempo. Por exemplo, um RPO de 24 horas significa que, em caso de falha, a empresa aceita perder até um dia de trabalho. O RTO, por sua vez, estabelece o tempo máximo que o sistema pode permanecer offline após um incidente. Um RTO de 4 horas, por exemplo, determina que todos os serviços críticos precisam estar operacionais novamente dentro desse prazo. Juntos, esses dois objetivos ditam a complexidade e o custo da solução de backup. Um RPO muito baixo, próximo de zero, exige tecnologias como a replicação contínua, que são geralmente mais caras. Da mesma forma, um RTO curto necessita de um hardware rápido no destino e um link de alta velocidade para a restauração. Portanto, alinhar as expectativas de negócio com as capacidades técnicas é o primeiro passo para projetar um sistema de backup remoto que realmente funcione.
Sim, o consumo de banda é frequentemente um dos principais desafios na implementação de um backup remoto. O primeiro backup completo, chamado de full backup, transfere um volume enorme de dados e pode facilmente saturar o link de internet por horas ou até dias, dependendo do tamanho do acervo e da velocidade da conexão. Esse impacto inicial precisa ser planejado com muito cuidado. Após a carga inicial, a maioria dos sistemas modernos passa a usar backups incrementais ou diferenciais. Eles copiam apenas os arquivos novos ou modificados, o que reduz drasticamente o volume de dados transferidos diariamente. Tecnologias como compressão e deduplicação também ajudam a minimizar o tráfego, diminuindo ainda mais o uso da banda. Mesmo assim, em ambientes com grandes volumes de alterações diárias, o tráfego de backup pode competir com outras aplicações críticas. Em alguns casos, as empresas optam por contratar um link de internet dedicado para as cópias ou usar recursos de QoS (Quality of Service) para priorizar o tráfego. Avaliar o perfil de mudança dos seus dados ajuda a dimensionar...
A restauração é o momento em que uma estratégia de backup prova seu valor. O processo varia conforme a necessidade, mas geralmente começa com o acesso à interface do software de cópia. A partir dali, o administrador pode navegar pelas versões salvas e selecionar o que precisa ser recuperado. A flexibilidade do sistema é um grande diferencial. Para recuperar um único arquivo ou pasta que foi deletado acidentalmente, o administrador realiza uma recuperação granular. Ele localiza o item no catálogo do backup, escolhe a data da versão desejada e inicia a transferência para o local original ou para um novo diretório. Esse processo é geralmente muito rápido. Em um cenário de desastre completo, como a perda total de um servidor, é necessária uma recuperação bare-metal. Esse procedimento restaura o sistema operacional, as aplicações e todos os dados para um novo hardware. A velocidade dessa operação depende diretamente do desempenho do link de internet e do storage de destino, por isso um bom planejamento impacta diretamente o RTO.
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige que as empresas adotem medidas técnicas para proteger os dados pessoais contra acessos não autorizados e situações acidentais ou ilícitas. Um sistema de backup remoto bem estruturado é uma parte fundamental para atender a esses requisitos, pois garante a disponibilidade e a integridade das informações. Para estar em conformidade, a segurança é um ponto que não pode ser negligenciado. É essencial que os dados sejam criptografados tanto durante a transmissão (em trânsito) quanto no armazenamento (em repouso). Isso impede que pessoas não autorizadas consigam ler as informações, mesmo que consigam interceptar o tráfego ou acessar fisicamente o disco de backup. Além disso, a gestão de acesso ao sistema de backup deve ser rigorosa, com permissões baseadas em função para garantir que apenas pessoal autorizado possa realizar operações de restauração. A escolha de um provedor de nuvem ou a configuração de um sistema de armazenamento remoto também deve considerar a localização física dos dados, pois a lei impõe regras para a transferência ...
Muitas organizações implementam uma rotina de backup e simplesmente presumem que ela funciona. Esse é um erro perigoso, porque um backup que nunca foi testado não é confiável. Falhas de software, erros de configuração ou até mesmo a corrupção silenciosa de dados podem invalidar as cópias sem gerar qualquer alerta visível. Por isso, a execução de testes periódicos de restauração é uma prática indispensável. O ideal é, pelo menos uma vez por trimestre, simular um cenário de perda de dados e tentar recuperar alguns arquivos ou até uma máquina virtual completa em um ambiente de teste isolado. Esse exercício valida a integridade das cópias e a eficácia do procedimento. Esses testes também servem para cronometrar o tempo real da recuperação, o que ajuda a verificar se o RTO definido é alcançável na prática. Documentar os resultados e ajustar os processos conforme necessário transforma a esperança em certeza. Afinal, a tranquilidade de um backup só existe quando se tem a prova de que ele realmente funciona.
A escolha do destino para o backup remoto envolve um trade-off entre custo, controle e conveniência. O armazenamento em nuvem pública, oferecido por gigantes como AWS, Azure e Google Cloud, é uma opção popular. Ela elimina a necessidade de investir em hardware, oferece escalabilidade quase infinita e transfere a gestão da infraestrutura para o provedor. A principal desvantagem da nuvem são os custos recorrentes, que podem se tornar altos com o aumento do volume de dados, além das taxas para a retirada das informações (egress traffic). A velocidade da restauração também fica totalmente dependente da sua conexão com a internet, o que pode ser um problema em desastres de grande escala. Por outro lado, usar um storage local, como um NAS (Network Attached Storage) em uma filial ou colocation, oferece controle total sobre os dados e a segurança. O investimento inicial em hardware (CAPEX) é maior, mas não há taxas mensais de armazenamento. A restauração via rede local (LAN) é muito mais rápida. Essa abordagem cria uma nuvem privada, ideal para empresas que buscam mais autonomia.
Um storage NAS é uma excelente plataforma para centralizar o backup remoto. Ele funciona como uma nuvem privada, que combina a segurança do armazenamento local com a acessibilidade remota. Com um equipamento desses, sua empresa mantém a posse e o controle total sobre os dados, sem depender de políticas de terceiros ou se preocupar com custos mensais imprevisíveis. Esses sistemas possuem recursos avançados para proteger os dados. A tecnologia de snapshots, por exemplo, cria cópias de ponto no tempo quase instantâneas e imunes a ransomware, pois os arquivos maliciosos não conseguem criptografar essas versões. Além disso, é possível replicar os dados de um NAS para outro em um local diferente, automatizando a regra 3-2-1 de backup. A recuperação de dados a partir de um NAS também é muito mais ágil, especialmente quando o equipamento está na mesma rede local ou em uma rede WAN de alta velocidade. Para empresas que precisam de RTOs baixos e controle granular sobre sua política de segurança, um network attached storage é a resposta para um backup remoto eficiente, seguro e com cus...