Índice:
- O que é o Commvault Backup?
- Cobertura ampla para ambientes híbridos
- Como funciona o licenciamento da plataforma?
- Dimensionamento correto dos MediaAgents e storage
- A importância da conectividade com a rede
- Integrações com Azure, AWS e VMware
- Alcançando RPO e RTO com Disaster Recovery
- Performance e otimização das rotinas
- Upgrade e migração da infraestrutura
- Alternativas on-premise para backup centralizado
Muitas empresas enfrentam o desafio de proteger dados espalhados por servidores físicos, máquinas virtuais, aplicações na nuvem e serviços SaaS. Essa fragmentação frequentemente resulta no uso de várias ferramentas de backup, cada uma com sua própria interface e política.
Esse cenário dificulta bastante a gestão, aumenta os custos operacionais e cria brechas de segurança. Uma falha na restauração de um único sistema crítico pode paralisar as operações por horas ou até dias, com um impacto financeiro considerável.
Assim, a busca por uma plataforma unificada que centralize a proteção dos dados em um único local se torna uma necessidade estratégica para garantir a continuidade dos negócios e a conformidade com as políticas internas.
O que é o Commvault Backup?
Commvault Backup é uma plataforma unificada para gerenciamento e proteção de dados que centraliza as rotinas de cópia e recuperação para ambientes complexos. A solução protege cargas de trabalho em infraestruturas on-premise, nuvens públicas e aplicações SaaS, tudo a partir de uma única console de administração. Seu principal objetivo é substituir múltiplas ferramentas pontuais por um sistema coeso, que simplifica as operações e melhora a governança sobre os ativos digitais da empresa.
A arquitetura da plataforma é modular e bastante escalável. Ela se baseia em três componentes principais: o CommServe, que funciona como o cérebro central para gerenciar todas as políticas e metadados; os MediaAgents, que são os responsáveis por mover os dados entre os sistemas de produção e o storage de backup; e os agentes, instalados nos clientes para capturar os dados na origem. Essa estrutura distribuída permite que a solução se adapte a ambientes de qualquer tamanho, desde pequenos escritórios até grandes datacenters globais.
Na prática, o sistema funciona como um hub de controle para a resiliência dos dados. Ele não apenas executa backups, mas também arquiva, replica e analisa informações para otimizar o armazenamento e acelerar a recuperação. Por isso, a plataforma é frequentemente adotada por organizações que precisam de um controle granular sobre seus dados e buscam atender a rigorosos Acordos de Nível de Serviço (SLAs).
Cobertura ampla para ambientes híbridos
Uma das principais forças do Commvault é sua vasta compatibilidade com diferentes ambientes. Para máquinas virtuais, ele oferece integração profunda com hipervisores como VMware e Hyper-V, o que viabiliza backups eficientes baseados em snapshots. Essa abordagem quase sempre minimiza o impacto no desempenho das VMs produtivas e acelera tanto a cópia quanto a restauração completa dos servidores.
Em servidores físicos, a plataforma protege sistemas operacionais como Windows Server e diversas distribuições Linux, além de aplicações empresariais críticas. Bancos de dados como SQL Server, Oracle e SAP HANA são suportados com backups consistentes e com reconhecimento da aplicação, o que garante uma recuperação confiável dos dados. Isso elimina a necessidade de scripts manuais e complexos para proteger esses sistemas.
A cobertura também se estende para a nuvem e serviços SaaS. A ferramenta protege nativamente recursos em AWS, Microsoft Azure e Google Cloud, além de oferecer backup para Microsoft 365, cobrindo Exchange Online, SharePoint e OneDrive. Essa capacidade é fundamental para empresas que adotaram uma estratégia de nuvem híbrida e precisam de uma política de proteção consistente em todos os seus ambientes.
Como funciona o licenciamento da plataforma?
O modelo de licenciamento do Commvault pode parecer complexo, pois oferece várias opções para se adaptar a diferentes necessidades. Tradicionalmente, a empresa oferecia licenças granulares por módulo, mas hoje os sistemas mais comuns são baseados na capacidade total de dados protegidos (Front-End Terabyte) ou no número de instâncias, como máquinas virtuais, usuários de nuvem ou servidores físicos.
Muitos clientes optam pelo pacote Commvault Complete Backup & Recovery, que consolida a maioria das funcionalidades em uma única licença. Essa abordagem simplifica a aquisição e evita surpresas com custos adicionais para recursos essenciais como deduplicação, replicação ou arquivamento. Ainda assim, existem opções à la carte para empresas com necessidades muito específicas, embora raramente sejam a escolha mais econômica.
Para definir o licenciamento correto, uma análise detalhada do ambiente é indispensável. É preciso quantificar o volume de dados em servidores, VMs e aplicações SaaS para estimar o custo com precisão. Vale ressaltar que o modelo por capacidade geralmente mede os dados na origem, antes da deduplicação, um fator que precisa ser considerado no planejamento orçamentário.
Dimensionamento correto dos MediaAgents e storage
O MediaAgent é o componente que executa o trabalho pesado na arquitetura Commvault, pois ele processa e transporta os dados para o repositório de backup. Um dimensionamento inadequado desse servidor quase sempre resulta em janelas de backup estouradas e restaurações lentas. A análise para seu dimensionamento deve considerar a CPU, a memória RAM e a largura de banda da rede, com base no volume e no tipo de dados a serem protegidos.
Para ambientes maiores, a implantação de múltiplos MediaAgents é uma prática comum para escalar o desempenho e aumentar a resiliência. Por exemplo, uma empresa pode ter um MediaAgent local para backups rápidos em disco e outro dedicado para replicar os dados para um site secundário ou para a nuvem. Essa distribuição da carga de trabalho otimiza os recursos e evita que um único ponto de falha comprometa todo o processo.
O planejamento do storage de destino é igualmente importante. A plataforma suporta uma grande variedade de alvos, incluindo discos locais, sistemas de armazenamento em rede (NAS), bibliotecas de fitas e armazenamento de objetos na nuvem. A tecnologia de deduplicação da ferramenta reduz drasticamente o espaço necessário, mas exige um storage com bom desempenho para hospedar seu banco de dados (DDB), que cataloga os blocos de dados únicos.
A importância da conectividade com a rede
As rotinas de backup são operações que consomem muita largura de banda. Uma rede lenta ou congestionada pode se tornar o principal gargalo do ambiente, mesmo com servidores e storage de alto desempenho. Sem uma conectividade adequada, cumprir metas agressivas de RPO e RTO se torna praticamente impossível, pois a transferência dos dados simplesmente não acompanha o ritmo necessário.
Por esse motivo, em muitas infraestruturas, a recomendação é criar uma rede dedicada para o tráfego de backup, geralmente por meio de VLANs. Essa segmentação isola o tráfego pesado das cópias e evita que ele impacte o desempenho das aplicações de produção. Com uma rede exclusiva, os backups rodam de forma mais previsível e estável, sem competir por recursos com os serviços essenciais da empresa.
Para otimizar ainda mais o fluxo de dados, tecnologias como agregação de link (Link Aggregation) e o uso de interfaces de rede de 10GbE ou superiores nos MediaAgents são frequentemente necessárias. Essas medidas aumentam o throughput disponível e garantem que os servidores de backup consigam processar grandes volumes de dados dentro das janelas de tempo estabelecidas pela política da empresa.
Integrações com Azure, AWS e VMware
A integração do Commvault com o VMware vSphere é um dos seus pontos mais fortes. A plataforma se comunica diretamente com o vCenter por meio de APIs para realizar backups baseados em snapshots de forma automatizada e eficiente. Isso permite a recuperação rápida de máquinas virtuais inteiras, arquivos individuais dentro de uma VM ou até mesmo itens de aplicações como Active Directory, sem a necessidade de restaurar o servidor completo.
No contexto de nuvem pública, a ferramenta oferece agentes nativos e gerenciamento de snapshots para workloads em Azure e AWS. Essa capacidade permite que as empresas protejam suas instâncias de computação, bancos de dados e armazenamento de objetos diretamente na nuvem. Além disso, a nuvem pode ser configurada como um destino de backup ou um site de Disaster Recovery para a infraestrutura on-premise.
A plataforma também atua como uma ponte para a migração de cargas de trabalho. É possível, por exemplo, fazer o backup de uma VM VMware local e restaurá-la como uma instância no Azure ou na AWS. Esse recurso simplifica projetos de migração para a nuvem e oferece uma camada de proteção consistente durante todo o processo de transição do ambiente.
Alcançando RPO e RTO com Disaster Recovery
O Commvault é projetado para ajudar as organizações a definir e cumprir seus objetivos de recuperação. O Recovery Point Objective (RPO), que determina a perda máxima de dados aceitável, é atendido por meio de políticas de agendamento flexíveis, que automatizam a frequência dos backups. Para cargas de trabalho críticas, backups podem ser agendados a cada poucos minutos para minimizar a perda de dados em caso de falha.
Já o Recovery Time Objective (RTO), que define o tempo máximo para restaurar um serviço, é alcançado com as diversas opções de recuperação da plataforma. A funcionalidade de "Live Mount" permite montar um backup diretamente do repositório e ligar uma VM em minutos, enquanto a recuperação granular acelera a restauração de arquivos, e-mails ou tabelas de banco de dados específicas. Essas opções reduzem drasticamente o tempo de inatividade.
Além da recuperação de dados, a ferramenta oferece recursos avançados para Disaster Recovery (DR). Ela pode orquestrar a replicação contínua de máquinas virtuais para um site secundário, seja ele on-premise ou na nuvem. Em caso de desastre, o processo de failover pode ser automatizado para ativar o ambiente de contingência rapidamente, garantindo a continuidade das operações críticas.
Performance e otimização das rotinas
A performance em um sistema de backup vai além da velocidade de transferência. A eficiência é um fator chave, e o Commvault utiliza a tecnologia IntelliSnap para otimizar o processo. Esse recurso se integra com os principais fabricantes de sistemas de armazenamento para criar snapshots no nível do hardware, o que gera cópias de segurança quase instantâneas e com impacto mínimo nos sistemas de produção.
A deduplicação global é outra funcionalidade que melhora o desempenho e reduz custos. Ao analisar e armazenar apenas os blocos de dados únicos em todo o ambiente, a tecnologia diminui drasticamente o consumo de storage e a utilização da largura de banda da rede. Em muitos casos, a economia de espaço pode superar 90%, especialmente em ambientes com muitos dados repetidos, como sistemas de arquivos e máquinas virtuais.
No entanto, para que a deduplicação funcione bem, seu banco de dados (DDB) precisa estar hospedado em um disco rápido, como um SSD, e o MediaAgent deve ter poder de processamento suficiente para lidar com os cálculos de hash. Um dimensionamento incorreto desses componentes é uma causa frequente de lentidão nas rotinas de backup e restauração.
Upgrade e migração da infraestrutura
Manter a plataforma Commvault atualizada é um processo bem definido. Geralmente, o upgrade começa pelo servidor CommServe, que é o componente central. Após sua atualização, os MediaAgents são os próximos, seguidos pelos agentes instalados nos clientes. Seguir essa ordem garante a compatibilidade entre os componentes e evita problemas durante a transição para uma nova versão.
A migração para um novo hardware de servidor ou um novo sistema de armazenamento também é uma tarefa comum em ambientes dinâmicos. A plataforma inclui ferramentas que facilitam a movimentação de funções, como a transferência do papel de um MediaAgent para outro servidor ou a migração de dados de backup entre diferentes pools de armazenamento. Esses procedimentos são projetados para minimizar a interrupção das rotinas de proteção.
Apesar das facilidades, qualquer projeto de upgrade ou migração exige um planejamento cuidadoso e testes prévios em um ambiente controlado. Uma execução apressada ou sem validação pode levar a um tempo de inatividade inesperado do sistema de backup ou, em casos piores, à corrupção dos dados, comprometendo a capacidade de recuperação da empresa.
Alternativas on-premise para backup centralizado
Embora o Commvault seja uma solução extremamente poderosa, sua complexidade e seu custo de licenciamento podem ser um obstáculo para algumas organizações. Felizmente, o mercado oferece diversas alternativas para quem busca centralizar o backup em uma infraestrutura local. Cada uma delas atende a diferentes perfis de empresas e necessidades técnicas.
Soluções como o Veeam, por exemplo, ganharam muita popularidade pela sua simplicidade e foco em ambientes virtualizados com VMware e Hyper-V. Outros concorrentes, como Rubrik e Cohesity, propõem uma abordagem de appliance hiperconvergente, que une software e hardware em um único pacote para simplificar a implantação e o gerenciamento. Essas opções são frequentemente mais fáceis de administrar que plataformas mais tradicionais.
Para pequenas e médias empresas, um NAS é muitas vezes a resposta mais equilibrada entre custo, simplicidade e funcionalidade. Equipamentos como os da QNAP ou Synology centralizam o armazenamento em rede e incluem suítes de backup completas, capazes de proteger servidores, computadores e máquinas virtuais. Eles oferecem uma solução robusta e confiável com um custo total de propriedade significativamente menor.
