NAS para sua empresa? Saiba mais sobre os fabricantes, modelos, recursos de hardware e software de cada um antes de comprar seu próximo storage.
A escolha de um NAS storage para sua empresa envolve analisar a capacidade de armazenamento, o desempenho do hardware e a compatibilidade com os protocolos de rede. Um Network Attached Storage é um servidor de arquivos que centraliza dados, simplifica o compartilhamento e automatiza rotinas de backup para múltiplos usuários. Esse tipo de equipamento funciona como um cofre digital conectado à rede local. Nele, sua equipe acessa pastas e arquivos com permissões específicas, como se estivessem em um disco local, mas com a segurança da redundância e do gerenciamento centralizado. Muitos sistemas operacionais modernos, como o Windows e o macOS, se conectam a esses dispositivos nativamente. Na prática, um bom servidor de arquivos melhora a produtividade porque todos os dados ficam em um único local. Além disso, ele também protege contra a perda de informações, pois a maioria dos sistemas de armazenamento em disco possui recursos avançados para recuperação de desastres, como snapshots e replicação remota.
O mercado de storages NAS é amplamente liderado por duas grandes marcas, a Synology e a QNAP. Ambas oferecem soluções muito confiáveis, mas com algumas filosofias distintas. A Synology frequentemente se destaca pela interface do seu sistema operacional, o DiskStation Manager (DSM), que é extremamente intuitivo e fácil de usar. Por outro lado, a QNAP geralmente oferece um hardware um pouco mais potente na mesma faixa de preço, com mais opções de conectividade como portas 2.5GbE ou 10GbE em NAS de entrada. Seu sistema, o QTS, é igualmente poderoso, embora alguns usuários o considerem um pouco mais complexo para configurar inicialmente. Existem ainda outros fabricantes como a Asustor e a TerraMaster, que competem com preços agressivos. No entanto, o ecossistema de aplicativos e o suporte comunitário da Synology e QNAP são muito mais maduros, o que representa um grande diferencial para o ambiente empresarial.
O número de baias para discos rígidos define diretamente as opções de arranjos RAID disponíveis e a capacidade de expansão futura. Um NAS com apenas duas baias, por exemplo, geralmente suporta RAID 1, que espelha os dados entre dois HDDs. Essa configuração oferece boa redundância, mas limita a capacidade total a apenas um disco. Para a maioria das empresas, um storage com pelo menos quatro baias é o ponto de partida ideal. Essa quantidade de drives suporta arranjos mais eficientes, como o RAID 5, que combina desempenho e proteção com uma perda de capacidade menor. Se um dos discos falhar, o sistema continua funcionando sem qualquer interrupção, e a substituição do disco defeituoso é simples. Sistemas com seis ou mais baias abrem portas para o RAID 6, que tolera a falha simultânea de até dois discos. Essa camada extra de segurança é fundamental para ambientes que armazenam dados críticos e não podem arriscar a indisponibilidade do serviço. Portanto, a escolha do arranjo sempre será um balanço entre segurança, capacidade e custo.
Dimensionar a capacidade de um servidor de arquivos exige mais do que apenas somar o espaço dos discos. É preciso considerar a capacidade bruta versus a capacidade líquida, que é o espaço realmente disponível após a formatação e a configuração do arranjo RAID. Em um sistema RAID 5 com quatro discos de 4 TB, por exemplo, a capacidade líquida será de aproximadamente 12 TB, pois um disco inteiro é usado para paridade. Uma boa prática é calcular a necessidade atual de armazenamento e projetar o crescimento dos dados para os próximos três a cinco anos. Muitas empresas subestimam essa projeção e acabam sem espaço muito antes do previsto. Comprar um equipamento com mais baias do que o necessário no momento pode ser uma estratégia inteligente para futuras expansões. Além disso, recursos como snapshots, que criam versões de arquivos, também consomem espaço adicional. Por isso, sempre adicione uma margem de segurança de pelo menos 30% sobre a sua projeção. Essa folga garante que o sistema opere com tranquilidade e evita a necessidade de uma migração de dados prematura.
O desempenho de um NAS não depende apenas dos discos rígidos. O processador (CPU) e a memória RAM são componentes vitais que determinam a velocidade com que o sistema responde a múltiplas solicitações simultâneas. Um CPU mais potente processa tarefas como transcodificação de vídeo, indexação de arquivos e execução de máquinas virtuais com muito mais agilidade. A memória RAM, por sua vez, afeta diretamente a capacidade do sistema de lidar com vários usuários e serviços ao mesmo tempo. Pouca RAM pode causar lentidão, especialmente quando se utilizam aplicativos adicionais ou se o acesso a arquivos pequenos e constantes é frequente. Para ambientes com mais de dez usuários, 8 GB de RAM é um bom ponto de partida. Para acelerar ainda mais o acesso, muitos storage rackmount suportam cache com SSDs. Um ou dois SSDs podem ser usados para armazenar os dados acessados com mais frequência, o que reduz drasticamente a latência e melhora a experiência do usuário. Em nossos testes, essa melhoria é bastante perceptível em bancos de dados e máquinas virtuais.
Os protocolos de rede definem como os computadores se comunicam com o storage. O SMB (Server Message Block) é o protocolo padrão para redes Windows e é amplamente compatível com macOS e Linux. Ele é ideal para compartilhamento de arquivos e pastas em ambientes de escritório tradicionais. O NFS (Network File System), por outro lado, é a escolha preferida para ambientes baseados em Linux e Unix, incluindo muitos hypervisors como o VMware ESXi. Ele geralmente oferece um desempenho ligeiramente superior ao SMB para cargas de trabalho específicas e é bastante comum em datacenters. Já o iSCSI (Internet Small Computer System Interface) funciona de maneira diferente. Ele apresenta o armazenamento em bloco pela rede, fazendo com que o sistema operacional do cliente veja o espaço do NAS como um disco local. Essa abordagem é perfeita para virtualização, bancos de dados e outras aplicações que exigem baixa latência e alto desempenho de IOPS.
A alta disponibilidade garante que os dados permaneçam acessíveis mesmo durante uma falha de hardware. Além da redundância dos discos com RAID, muitos storages empresariais incluem componentes duplicados para evitar pontos únicos de falha. Fontes de alimentação redundantes, por exemplo, mantêm o equipamento online se uma das fontes queimar. Portas de rede múltiplas também contribuem para a continuidade do serviço. Elas podem ser configuradas com agregação de link para aumentar a largura de banda total ou em modo de failover. Se uma porta de rede ou um switch falhar, o tráfego é automaticamente redirecionado para a outra porta, sem que os usuários percebam a interrupção. Em cenários ainda mais críticos, alguns sistemas de ponta oferecem controladoras duplas em modo ativo-passivo. Se a controladora principal falhar, a secundária assume imediatamente todas as operações. Embora essa solução tenha um custo mais elevado, ela é essencial para empresas que não podem tolerar qualquer tempo de inatividade.
Um fator muitas vezes negligenciado na hora da compra é a qualidade do suporte técnico e a política de garantia do fabricante. Quando um problema ocorre, ter acesso a um suporte ágil e eficiente pode economizar horas de estresse e evitar perdas financeiras. Verifique se o fabricante oferece suporte local e em seu idioma. A garantia padrão da maioria dos storages varia entre dois e três anos. NAS empresariais, no entanto, frequentemente oferecem garantias estendidas de até cinco anos. Além do tempo de cobertura, é importante entender o processo de troca de peças (RMA). Alguns serviços incluem o envio antecipado de peças de reposição, o que minimiza o tempo de inatividade. Nossa experiência mostra que investir em um produto com bom suporte e uma garantia sólida é sempre uma decisão acertada. O custo inicial pode ser ligeiramente maior, mas a tranquilidade de saber que você terá ajuda quando mais precisar não tem preço. Esse é um seguro valioso para a continuidade dos seus negócios.
O preço de um storage NAS vai muito além do valor do gabinete. O custo total de propriedade (TCO) deve incluir o investimento nos discos rígidos, que representam uma parte significativa do total. Discos corporativos, como os do padrão SAS ou SATA Enterprise são mais caros, mas oferecem maior confiabilidade e desempenho para uso contínuo. Além do hardware, considere possíveis custos com licenças de software para recursos avançados, como replicação de dados ou integração com serviços de nuvem. Embora muitos aplicativos sejam gratuitos, algumas funcionalidades específicas para empresas podem exigir uma assinatura ou pagamento único. Por fim, o consumo de energia e a necessidade de refrigeração também entram na conta, especialmente em operações 24/7. Um equipamento mais eficiente pode gerar uma economia considerável na conta de luz ao longo de sua vida útil. Portanto, uma análise completa de todos esses fatores entrega uma visão real do investimento necessário.
A implementação de um servidor NAS vai muito além da simples compra de um equipamento. Ela representa uma mudança estratégica na forma como a sua empresa gerencia e protege suas informações. Ao centralizar os dados, você cria um ambiente organizado, onde o acesso é controlado e as políticas de segurança são aplicadas de forma uniforme. Essa centralização também simplifica radicalmente as rotinas de backup. Em vez de gerenciar cópias de segurança de dezenas de máquinas, você pode configurar uma única tarefa para proteger todos os dados críticos da empresa. Com recursos como snapshots, é possível recuperar versões anteriores de arquivos em poucos minutos, uma arma poderosa contra ataques de ransomware. Diante dos riscos e da complexidade crescente do cenário digital, um servidor de arquivos robusto e bem configurado não é um luxo, mas sim uma necessidade fundamental. Para garantir a continuidade dos negócios e a integridade dos dados, essa é a resposta mais segura e eficiente.