Como fazer backup dos seus dados importantes?

Guia de backup completo: Saiba mais sobre softwares, dispositivos de armazenamento, cloud backup e adicione uma camada de proteção para sua vida digital.

O que é um backup e por que ele é essencial?

Backup é simplesmente uma cópia de segurança dos seus dados, armazenada em um local diferente do original. Sua principal finalidade é restaurar arquivos, aplicativos ou ambientes inteiros caso o dado primário seja perdido ou corrompido. Sem ele, qualquer falha pode ser permanente. Essa cópia de segurança funciona como um seguro digital. Ela protege contra uma vasta gama de problemas, desde falhas físicas em um HD ou SSD até ameaças lógicas como a corrupção de arquivos por software malicioso. Ter um backup atualizado frequentemente é o que separa um pequeno susto de um desastre completo. Além disso, a prática de copiar os dados importantes traz tranquilidade. Saber que existe uma versão segura e recuperável das suas informações mais valiosas melhora a resiliência do seu ambiente de TI. Essa proteção é fundamental para qualquer pessoa ou negócio que dependa de dados digitais para operar.

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Quais dispositivos e dados devem ser protegidos?

Qualquer dispositivo que armazena informações importantes precisa de proteção. Isso inclui servidores que rodam aplicações críticas, os computadores dos funcionários, notebooks com projetos em andamento e até mesmo os smartphones que guardam contatos e fotos. Cada ponto de armazenamento é um potencial ponto de falha. A prioridade geralmente recai sobre arquivos insubstituíveis. Documentos de trabalho, bancos de dados, planilhas financeiras, fotos de família e projetos criativos são exemplos óbvios. Depois dos arquivos, vêm as configurações dos aplicativos e, por fim, o próprio sistema operacional, que pode ser recuperado com um backup bare-metal. É importante diferenciar a cópia de arquivos da imagem do sistema. Salvar apenas os arquivos recupera seus documentos, mas exige a reinstalação de todo o sistema operacional e softwares em caso de falha total. Um backup completo por outro lado, restaura o ambiente inteiro, o que acelera muito o retorno às atividades.

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Softwares de backup: nativos ou dedicados?

Muitos sistemas operacionais, como o Windows e o macOS, incluem ferramentas nativas para criar cópias de segurança. O Histórico de Arquivos no Windows e o Time Machine no macOS são exemplos bastante conhecidos. Eles são fáceis de configurar e funcionam bem para tarefas básicas, como proteger pastas pessoais. Por outro lado, softwares dedicados oferecem muito mais controle e recursos avançados. Aplicações como Veeam, Acronis ou Nakivo, por exemplo, gerenciam agendamentos complexos, executam a compressão e a criptografia dos dados, além de suportarem múltiplos destinos, como storages e a nuvem. Essas ferramentas são quase sempre necessárias em ambientes profissionais. A escolha entre os dois depende da complexidade do seu ambiente. Para um usuário doméstico com um único computador, uma ferramenta nativa talvez seja suficiente. Já uma empresa com vários servidores e estações de trabalho precisa da robustez e da capacidade de gerenciamento centralizado que apenas um software especializado entrega.

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Frequência e janelas de backup: definindo o ritmo

A frequência com que você executa um backup determina a quantidade máxima de dados que sua empresa pode perder em caso de falha, um conceito conhecido como RPO (Recovery Point Objective). Servidores críticos podem precisar de cópias a cada hora, enquanto computadores de uso geral talvez fiquem bem com rotinas diárias ou semanais. A janela de backup é o período reservado para a rotina rodar sem impactar o desempenho do ambiente de produção. Geralmente, as empresas programam essas tarefas para a noite ou para os fins de semana, quando a carga de trabalho é menor. Uma janela mal planejada pode deixar a rede lenta e prejudicar os usuários. Bancos de dados transacionais, por exemplo, frequentemente exigem cópias quase contínuas para minimizar qualquer perda. Já um servidor de arquivos com documentos que mudam pouco pode ter um RPO de 24 horas. A análise da criticidade dos dados é o que dita o ritmo ideal para cada rotina.

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Tipos de backup: completo, incremental e diferencial

O backup completo, ou full, copia todos os dados selecionados para o destino. Ele é a base para qualquer estratégia de proteção, pois garante uma cópia integral. Sua principal vantagem é a simplicidade na hora de restaurar, mas ele consome bastante tempo e espaço de armazenamento. Já o backup incremental salva apenas os arquivos alterados desde a última cópia, seja ela completa ou incremental. Esse método é muito rápido e economiza espaço. No entanto, a restauração é mais complexa, pois exige o último backup completo e todos os incrementais subsequentes em sequência. O backup diferencial, por sua vez, copia todos os dados que mudaram desde o último backup completo. Ele oferece um equilíbrio entre os outros dois tipos. A restauração é mais rápida que a incremental, pois precisa apenas do backup completo e do último diferencial. A escolha correta depende do volume de dados e da sua janela de backup.

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A regra 3-2-1: a estratégia de ouro para segurança

A regra 3-2-1 é um pilar fundamental para a resiliência dos dados e uma das práticas mais recomendadas por especialistas. Ela estabelece um método simples para garantir que suas informações sobrevivam a praticamente qualquer tipo de desastre. A ideia é criar redundância em camadas. A estratégia dita que você deve manter pelo menos três cópias dos seus dados. Essas cópias precisam estar em duas mídias diferentes, como um disco interno e outra em um dispositivo como um servidor de armazenamento. Por fim, uma dessas cópias precisa ser offsite, ou seja, guardada em um local físico distinto, como a nuvem ou um segundo escritório. Essa abordagem protege contra múltiplos cenários de falha. Se o servidor principal falhar, você usa a cópia local no NAS. Se um incêndio destruir o escritório, a cópia offsite na nuvem garante a recuperação. A regra 3-2-1 é a forma mais eficaz de mitigar riscos e assegurar a continuidade dos negócios.

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Backup local versus backup em nuvem

O backup local, geralmente feito em um HD externo ou um storage NAS na mesma rede, oferece velocidade e controle. A restauração de grandes volumes de dados é muito mais rápida quando a cópia está na LAN, o que reduz o tempo de inatividade (RTO). Além disso, não há custos mensais de armazenamento nem dependência da velocidade da internet. O backup em nuvem, por sua vez, cumpre a parte "offsite" da regra 3-2-1 com excelência. Ele protege seus dados contra desastres locais, como roubo, incêndio ou enchentes. Embora a recuperação possa ser mais lenta, a segurança de ter uma cópia geograficamente distante é um benefício imenso. Na prática, as melhores estratégias não forçam uma escolha, mas combinam as duas abordagens. Muitas empresas usam um sistema de armazenamento híbrido: mantêm cópias locais em um servidor NAS para recuperações rápidas do dia a dia e replicam essas cópias para a nuvem como uma camada extra de segurança para desastres.

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Por quanto tempo guardar as cópias de segurança?

A política de retenção define por quanto tempo as cópias de segurança são mantidas antes de serem descartadas. Essa decisão impacta diretamente o custo de armazenamento e a capacidade de recuperar dados antigos. Uma retenção muito curta pode impedir a recuperação de um arquivo apagado há meses, enquanto uma muito longa eleva os custos. Alguns dados, como notas fiscais e contratos, precisam ser guardados por anos por questões legais ou de conformidade. Outros, como arquivos temporários de projetos, podem ser descartados após algumas semanas. Sua política de retenção deve refletir essas necessidades variadas. Uma boa política também inclui o versionamento, que salva múltiplas versões de um mesmo arquivo ao longo do tempo. Isso é vital para recuperar um documento antes de uma alteração indesejada ou para se proteger contra a corrupção silenciosa de dados, que pode passar despercebida por dias.

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A etapa final: testar a restauração dos dados

Um backup que nunca foi testado é apenas uma esperança, não uma garantia de recuperação. Muitos administradores de TI só descobrem que suas cópias estão corrompidas ou incompletas no momento em que mais precisam delas. Esse é um erro que pode custar muito caro. Periodicamente, você deve simular um cenário de falha e testar o processo de restauração. Tente recuperar um arquivo aleatório, uma pasta específica ou até mesmo uma máquina virtual inteira para um ambiente de teste. O objetivo é validar a integridade dos dados e o funcionamento do software. Esses testes confirmam que as cópias são utilizáveis e também familiarizam a equipe com o procedimento de recuperação. Quando um desastre real acontecer, todos saberão exatamente o que fazer, o que reduz o pânico e acelera o retorno à normalidade. A validação é uma parte não negociável do plano.

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Centralizando a proteção com um storage

Para simplificar e centralizar todas essas tarefas, um NAS (Network Attached Storage) é uma ferramenta extremamente poderosa. Ele funciona como um repositório central na sua rede, onde todos os dispositivos, de servidores a computadores, podem salvar suas cópias de segurança de forma organizada e automática. Um equipamento como esse é compatível com a maioria dos softwares de backup do mercado e facilita a implementação da regra 3-2-1. Ele serve como a primeira mídia de cópia local e veloz. Adicionalmente, muitos modelos de NAS possuem aplicativos que replicam os dados para serviços de nuvem, cumprindo o requisito de cópia offsite. Recursos como snapshots, que criam pontos de recuperação instantâneos e imunes a ransomware, adicionam ainda mais segurança. Em vez de gerenciar dezenas de HDs externos e rotinas manuais, você concentra a proteção em um único ponto. Nesse cenário, um NAS é a resposta para uma gestão de dados segura e eficiente.

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