HD externo de 1TB: Conheça os principais fabricantes e modelos com dados sobre desempenho, riscos de uso, garantia e saiba qual disco rígido comprar.
A escolha de um HD externo de 1TB depende diretamente do seu uso, da conectividade necessária e do orçamento disponível. Para backups gerais e armazenamento de arquivos, modelos como o Seagate Expansion e o WD Elements são opções muito eficientes e populares. Se a prioridade for a resistência física para transporte, o LaCie Rugged é uma alternativa superior, ainda que seu custo seja consideravelmente mais alto. Vários fatores influenciam a decisão. Um disco portátil, alimentado pela própria porta USB, oferece máxima conveniência para quem trabalha com notebooks. Já os hard disks de mesa, como o WD My Book, geralmente exigem uma fonte externa, mas em troca entregam um pouco mais de robustez para uso contínuo em um local fixo. Sempre avalie o ambiente onde o disco será utilizado. Minha recomendação pessoal é analisar o conjunto de dispositivos que você já possui. Se todos os seus equipamentos usam portas USB-C, talvez valha a pena investir em um HD com essa conexão nativa. Isso simplifica o dia a dia e evita o uso de adaptadores, que algumas vezes são pontos de falha inesperados.
Quatro marcas dominam amplamente este mercado: Seagate, Western Digital (WD), Toshiba e LaCie. A Seagate oferece linhas como a Expansion e a Basic, focadas em custo-benefício para armazenamento massivo. A série One Touch também adiciona um design mais refinado e, em alguns casos, softwares úteis para backup. A Western Digital compete diretamente com os HDD Elements, que são seus campeões de venda, e a linha My Passport, que possui um design compacto e criptografia por hardware. A Toshiba, com sua família Canvio, frequentemente se destaca pelo bom preço e confiabilidade. Seus discos Advance e Flex são bastante conhecidos. Por outro lado, a LaCie, uma marca da Seagate, atende a um nicho profissional. Seus produtos, como o famoso Rugged com sua capa laranja, são projetados para resistir a impactos, poeira e água. Essa proteção adicional, no entanto, reflete em um preço significativamente maior, justificável apenas para fotógrafos de campo ou videomakers.
A grande maioria dos HDs externos de 1TB utiliza a interface USB 3.0, hoje chamada de USB 3.2 Gen 1, com taxas de transferência teóricas de até 5 Gb/s. Na prática, a velocidade é limitada pela mecânica do próprio disco, ficando em torno de 120 a 150 MB/s. Essa performance é suficiente para quase todas as tarefas domésticas e de escritório. A conexão USB-C tem ganhado muito espaço pela sua conveniência, pois o conector é reversível. Embora o padrão físico seja diferente, a velocidade na maioria dos HDDs de 1TB ainda é a mesma do USB 3.2 Gen 1. O principal benefício aqui é a compatibilidade direta com notebooks e Macs modernos, sem a necessidade de adaptadores. A tecnologia Thunderbolt, por sua vez, raramente aparece em HDs externos de 1TB. Suas velocidades altíssimas, de 40 Gb/s, são mais aproveitadas por SSDs externos ou arranjos RAID. Portanto, para um único disco rígido, o gargalo não é a conexão, mas sim a capacidade do próprio HDD em ler e gravar os dados.
Muitos HDs externos da Seagate e da WD incluem seus próprios utilitários de backup. Esses programas geralmente permitem agendar cópias automáticas dos seus arquivos, sincronizar pastas específicas ou até mesmo criar uma imagem completa do disco. Para um usuário iniciante, essas ferramentas simplificam bastante a proteção dos dados. O software da WD, por exemplo, é conhecido pela sua interface amigável, enquanto a Seagate oferece opções que integram o backup local com serviços na nuvem. No entanto, é fundamental entender que esses aplicativos não são soluções profissionais. Eles frequentemente carecem de recursos avançados como o versionamento de arquivos (snapshots) ou uma verificação robusta da integridade dos dados copiados. Em nossos testes, percebemos que, embora úteis, esses softwares podem consumir alguns recursos do computador durante a execução. Uma alternativa é usar as ferramentas nativas, como o Histórico de Arquivos do Windows ou o Time Machine do macOS, que são bastante confiáveis e bem integradas.
A velocidade de um HD externo é um ponto que gera muitas dúvidas. Um disco rígido de 1TB, tipicamente de 2,5 polegadas e 5400 RPM, entrega taxas de leitura e escrita sequenciais que variam entre 100 MB/s e 150 MB/s. Esse desempenho é ótimo para transferir grandes arquivos, como filmes ou instaladores de programas. O cenário muda completamente ao copiar milhares de arquivos pequenos, como fotos ou documentos. Nessas situações, a performance cai drasticamente porque a cabeça de leitura do disco precisa se mover constantemente. Esse é um comportamento normal para qualquer HDD e um ponto onde os SSDs levam uma enorme vantagem. O aquecimento também merece atenção. Durante cópias longas, é normal que o gabinete do disco fique morno. Temperaturas excessivas, porém, podem reduzir a vida útil dos componentes. Discos de mesa, com mais espaço para dissipação, geralmente trabalham mais frios que os portáteis ultracompactos.
A principal vantagem de um HD externo de 1TB é, sem dúvida, a portabilidade. Dispositivos como o WD My Passport ou o Seagate Ultra Touch são extremamente leves e cabem em qualquer bolso. Essa conveniência, no entanto, os expõe a um risco muito maior de quedas e impactos durante o transporte. É preciso ser claro: discos rígidos são componentes mecânicos delicados. Uma única queda, mesmo de uma altura pequena, pode danificar as cabeças de leitura ou os pratos magnéticos, resultando em perda total dos dados. A recuperação profissional, quando possível, tem um custo bastante elevado. Para quem realmente precisa de durabilidade, os modelos da linha LaCie Rugged são a escolha certa. Seu gabinete reforçado com borracha absorve boa parte dos impactos e protege o disco interno. Ainda assim, essa proteção não é infalível. Nenhuma resistência física substitui a necessidade de ter uma segunda cópia dos seus arquivos importantes.
A compatibilidade de um HD externo com diferentes sistemas operacionais depende do seu sistema de arquivos. A maioria dos discos vem pré-formatada em NTFS, o padrão do Windows. Um Mac consegue ler arquivos em NTFS, mas não consegue escrever neles nativamente, o que dificulta muito o uso. Para usar o mesmo disco em Windows e macOS sem restrições, a melhor solução é formatá-lo em exFAT. Ele é universalmente compatível, inclusive com muitas Smart TVs e consoles de videogame. Contudo, o exFAT não possui o mesmo nível de robustez contra corrupção de dados que o NTFS ou o APFS (padrão da Apple). Se o disco for usado exclusivamente em um Mac, o ideal é formatá-lo em APFS para aproveitar todos os recursos do dispositivo, como snapshots locais. O importante é tomar essa decisão antes de começar a usar o disco, pois a formatação apaga todos os dados existentes no dispositivo.
O maior problema ao usar um único HD externo para guardar dados importantes é a completa falta de redundância. Todos os seus arquivos ficam concentrados em um só lugar. Se aquele dispositivo falhar, seja por um defeito de fabricação, desgaste natural ou um acidente, tudo é perdido instantaneamente. As falhas podem ser mecânicas, como um motor que para de girar, ou lógicas, como a corrupção do sistema de arquivos após uma desconexão incorreta. Além disso, há o risco de roubo, perda ou até mesmo um ataque de ransomware que criptografe todos os seus arquivos de backup. Confiar em um único ponto é uma aposta muito arriscada. Muitas pessoas só percebem essa vulnerabilidade quando já é tarde demais. A sensação de abrir o explorador de arquivos e ver a unidade inacessível é desesperadora. Por isso, a regra de ouro do backup (a regra 3-2-1) preconiza ter pelo menos três cópias dos seus dados, em duas mídias diferentes, com uma delas guardada fora do local principal.
A decisão entre um HD externo, um SSD portátil e um NAS envolve um balanço entre custo, desempenho e segurança. O HD externo tradicional vence no quesito custo por gigabyte, sendo a opção mais barata para armazenar grandes volumes de dados que não exigem acesso constante. Um SSD portátil, por sua vez, oferece velocidades de transferência muito superiores e uma resistência a impactos incomparavelmente maior, pois não possui partes móveis. Essa performance e durabilidade, no entanto, vêm com um preço bem mais alto. Ele é ideal para quem precisa de agilidade para editar vídeos ou transportar projetos grandes com segurança. Já um storage NAS é uma solução completamente diferente. Ele é um pequeno servidor conectado à sua rede que centraliza o armazenamento para todos os dispositivos da casa ou do escritório. Sua principal vantagem é a segurança, pois utiliza múltiplos discos para criar redundância (RAID), protegendo os dados contra a falha de um dos HDs.
Um NAS 2 baias para discos SATA contorna as principais fraquezas de um HD externo. Com pelo menos dois discos em uma configuração RAID 1, por exemplo, todos os dados são espelhados em tempo real. Se um disco falhar, o outro continua funcionando perfeitamente, garantindo que nenhum arquivo seja perdido. Basta substituir o disco defeituoso e o sistema se reconstrói sozinho. Além da redundância, um servidor de armazenamento doméstico oferece uma plataforma de software muito mais poderosa. Ele pode automatizar o backup de vários computadores na rede, criar snapshots (versões de arquivos) para proteger contra ransomware e permitir o acesso seguro aos seus dados de qualquer lugar do mundo. O equipamento também centraliza suas fotos, vídeos e documentos em uma biblioteca organizada. Embora o investimento inicial seja maior que o de um simples HD externo, os benefícios em segurança e tranquilidade gerados são imensuráveis. Para quem realmente valoriza seus dados, seja por motivos pessoais ou profissionais, centralizar o armazenamento em uma solução com redundância não é um luxo. Dia...