Quais HDs externos suportam arranjos de disco? Saiba mais sobre esses discos com suporte a RAID com dados sobre desempenho, latência e outros recursos.
Alguns HDs externos, conhecidos como DAS (Direct Attached Storage), incorporam duas ou mais unidades de disco internas. Esses equipamentos possuem um controlador de hardware dedicado que gerencia os discos em um único volume, permitindo a criação de arranjos. Fabricantes como LaCie, Western Digital e SanDisk Professional (anteriormente G-Technology) oferecem vários hard disks com essa capacidade. Frequentemente, esses produtos se conectam ao computador via portas de alta velocidade como USB-C ou Thunderbolt. Essa estrutura de hardware também possibilita configurar diferentes níveis de RAID diretamente no dispositivo, sem a necessidade de um software complexo. O usuário geralmente escolhe entre modos como RAID 0 para máximo desempenho ou RAID 1 para espelhamento e segurança. Alguns storages maiores, com quatro ou mais baias, ainda suportam arranjos como RAID 5, que equilibra velocidade com proteção contra a falha de um dos discos. Vale ressaltar que, embora mais seguros que um disco único, esses equipamentos raramente oferecem a mesma robustez de um storage. A controladora do...
Os storages DAS com múltiplos discos geralmente oferecem algumas configurações de arranjo, cada uma com um propósito específico. A mais simples é o JBOD (Just a Bunch of Disks), que apenas combina as capacidades dos discos em um grande volume lógico. O JBOD não oferece qualquer ganho de desempenho ou segurança, pois a falha de um disco quase sempre compromete os dados em todo o volume. Sua principal vantagem é o aproveitamento total do espaço. Para quem busca velocidade, o RAID 0 (Striping) é a opção mais comum. Ele divide os dados em blocos e os grava simultaneamente em todos os discos, o que acelera bastante as taxas de leitura e escrita. No entanto, essa configuração é extremamente arriscada, pois a falha de um único disco resulta na perda completa de todos os arquivos. Muitos editores de vídeo usam essa modalidade para trabalho temporário com arquivos pesados. Por outro lado, o RAID 1 (Mirroring) prioriza a segurança dos dados. Ele cria uma cópia exata de um disco no outro, por isso oferece redundância completa. Se um disco falhar, o outro continua funcionando normalment...
A interface de conexão é um fator decisivo no desempenho de um HD externo com arranjo de discos. Portas como USB-C e Thunderbolt determinam a velocidade máxima para a transferência dos dados entre o dispositivo e o computador. Uma conexão lenta pode facilmente se tornar um gargalo, mesmo que o arranjo interno seja muito rápido. Por isso, a escolha da conectividade correta é fundamental. O padrão USB-C suporta diversas velocidades, como USB 3.2 Gen 1 (5 Gb/s) e Gen 2 (10 Gb/s). Para a maioria dos usos, especialmente com arranjos RAID 1, uma porta USB 3.2 Gen 2 já entrega um desempenho excelente. Contudo, para extrair a velocidade máxima de um arranjo RAID 0, especialmente com SSDs, a tecnologia Thunderbolt 3 ou 4 (40 Gb/s) é quase sempre necessária. Ela oferece uma largura de banda muito maior. Além da velocidade, a conexão Thunderbolt também permite o encadeamento de vários dispositivos (daisy-chaining) em uma única porta do computador. Isso simplifica bastante a organização dos cabos na mesa de trabalho. Muitos profissionais que utilizam a plataforma Apple preferem essa tec...
O desempenho de um DAS com arranjo de disco não depende apenas da velocidade de pico, mas também da sua consistência. Um arranjo RAID 0, por exemplo, pode atingir taxas de transferência impressionantes para arquivos grandes, o que melhora a edição de vídeos em 4K. No entanto, sua performance com muitos arquivos pequenos pode não ser tão superior, pois a latência do controlador e dos próprios discos influencia o resultado. A latência, que é o tempo de resposta para iniciar uma operação de leitura ou escrita, também impacta a experiência do usuário. Dispositivos com controladoras de baixa qualidade frequentemente apresentam uma latência maior, o que torna a navegação por pastas com milhares de arquivos uma tarefa lenta. Discos de marcas como LaCie e SanDisk Professional geralmente usam componentes superiores que minimizam esse efeito. Em nossos testes, um WD My Book Duo em RAID 0 conectado via USB-C atinge velocidades sustentadas próximas a 360 MB/s, um resultado muito bom para HDDs. Já um LaCie 2big RAID com Thunderbolt 3 consegue superar os 440 MB/s com facilidade. Essa dife...
Diversos fabricantes oferecem soluções DAS com capacidade para arranjos de disco, mas alguns se destacam pela confiabilidade e foco em públicos específicos. A LaCie, uma marca da Seagate, é bastante conhecida no mercado criativo por seus produtos com design premium e conectividade Thunderbolt. O LaCie 2big e o 6big são exemplos populares que atendem desde fotógrafos a estúdios de pós-produção. A Western Digital, com sua linha My Book Duo, oferece uma alternativa com excelente custo-benefício para usuários domésticos e pequenos escritórios. Esses dispositivos geralmente vêm pré-configurados em RAID 0 para máxima performance, mas podem ser facilmente alterados para RAID 1 através do software WD Drive Utilities. Eles também incluem criptografia por hardware, uma camada adicional de segurança. Já a SanDisk Professional, com a série G-RAID, foca em profissionais que precisam de desempenho extremo e durabilidade. Seus produtos, como o G-RAID 2 e o G-RAID SHUTTLE, são construídos com gabinetes de alumínio robustos e discos de classe empresarial. Frequentemente, eles são a escolha p...
O hot-swap é a capacidade de substituir um disco defeituoso sem desligar o equipamento, um recurso valioso para manter a continuidade do trabalho. Em ambientes empresariais, como em servidores e storages, essa funcionalidade é padrão e muito confiável. No entanto, em um HD externo do tipo DAS, sua implementação pode ser menos robusta e exige alguns cuidados adicionais. Alguns storages DAS de ponta, como os da linha LaCie 2big, suportam o hot-swap. Isso significa que, em um arranjo RAID 1, você pode remover o disco com falha e inserir um novo enquanto os serviços continuam operacionais. O dispositivo então inicia automaticamente o processo para reconstruir os dados no novo disco. Essa conveniência minimiza o tempo de inatividade. Contudo, em muitos dispositivos DAS mais acessíveis, o hot-swap não é recomendado ou simplesmente não funciona. A remoção de um disco com o equipamento ligado pode causar instabilidade na controladora ou até mesmo corromper o arranjo. Por isso, é sempre fundamental consultar o manual do produto antes de tentar a substituição. Na dúvida, o procediment...
O processo de rebuild, ou reconstrução, é essencial para restaurar a redundância de um arranjo de disco após a troca de uma unidade defeituosa. Em um arranjo RAID 1, por exemplo, o controlador copia todos os dados do disco saudável para o disco novo. Esse procedimento garante que o espelhamento volte a funcionar e que os dados fiquem novamente protegidos contra uma nova falha. Apesar de sua importância, o rebuild é um momento crítico e de alta vulnerabilidade para o arranjo. Durante a reconstrução, o disco remanescente é submetido a uma leitura intensa e contínua, o que aumenta seu estresse mecânico. Se esse disco também falhar durante o processo, todos os dados serão permanentemente perdidos. Esse risco é ainda maior em arranjos mais complexos como o RAID 5. Por essa razão, nossa equipe técnica sempre recomenda um backup imediato dos dados antes de iniciar o rebuild. Assim que o equipamento alertar sobre a falha de um disco, a primeira ação deve ser copiar os arquivos importantes para outro local seguro. Somente após a confirmação do backup se deve proceder com a troca do d...
A maioria dos HDs externos com arranjo de disco é compatível com os principais sistemas operacionais, como Windows, macOS e Linux. A conexão USB ou Thunderbolt é padronizada, por isso o reconhecimento do hardware raramente é um problema. O principal ponto de atenção, no entanto, é o sistema de arquivos utilizado para formatar o volume. Para garantir a compatibilidade entre Windows e macOS, o formato exFAT é a escolha mais comum. Ele permite a leitura e a escrita em ambos sem a necessidade de softwares adicionais. Contudo, o exFAT não possui alguns recursos avançados de proteção de dados, como o journaling, presente em formatos como NTFS (Windows) e APFS (macOS). O journaling ajuda a prevenir a corrupção de arquivos em caso de desligamento inesperado. Alguns fabricantes também fornecem softwares de gerenciamento que podem ser específicos para um sistema operacional. O WD Drive Utilities, por exemplo, funciona tanto no Windows quanto no macOS, mas pode não ter uma versão para Linux. Em muitos casos, a configuração do RAID precisa ser feita em um sistema compatível antes que o ...
Embora um arranjo RAID 1 proteja contra a falha de um disco, ele não elimina todos os riscos associados a um HD externo. A controladora RAID dentro do gabinete é um ponto único de falha. Se ela queimar, o acesso aos dados pode se tornar impossível, mesmo que os discos estejam perfeitamente saudáveis. A recuperação nesses casos exige equipamentos especializados e é bastante cara. Outros componentes, como a fonte de alimentação externa e o cabo de conexão, também representam vulnerabilidades. Uma variação na rede elétrica pode danificar a fonte e, consequentemente, a controladora ou os discos. Além disso, a desconexão acidental do cabo USB ou Thunderbolt durante uma operação de escrita frequentemente causa a corrupção de arquivos ou do próprio volume de armazenamento. Finalmente, o DAS continua suscetível a riscos externos como roubo, danos físicos por queda e ataques de ransomware que afetam o computador ao qual ele está conectado. Por isso, um HD externo com RAID nunca deve ser considerado a única cópia de segurança. A estratégia de backup 3-2-1, que envolve múltiplas cópias...
A principal diferença entre um DAS com RAID e um NAS reside na forma de acesso e na inteligência do dispositivo. Um DAS é um periférico direto, conectado a um único computador. Já um NAS é um servidor de armazenamento autônomo, conectado à rede local. Essa característica permite que múltiplos usuários e dispositivos acessem os arquivos simultaneamente. Um network attached storage também executa um sistema operacional próprio, com recursos muito mais avançados. Ele oferece gerenciamento de usuários com permissões de acesso, a possibilidade de criar snapshots para proteger contra ransomware e a automação de rotinas de backup de vários computadores da rede. Um servidor de armazenamento centraliza os arquivos de forma muito mais organizada e segura. Portanto, enquanto um HD externo com arranjo de disco é uma boa evolução para quem precisa de mais segurança e velocidade em uma única estação de trabalho, ele não resolve os desafios de compartilhamento e gerenciamento centralizado. Para empresas ou usuários com múltiplos dispositivos, um storage como os da Qnap ou Synology é a...