Qual é o melhor HD externo de 30TB do Brasil? Compare os modelos, recursos e riscos desse tipo de solução antes de armazenar seus dados importantes.
A escolha do melhor HD externo com capacidade próxima a 30TB depende diretamente da aplicação, do orçamento e da necessidade de segurança. Frequentemente, esses produtos não são um disco único, mas sim um gabinete com dois ou mais HDDs internos que operam em conjunto via RAID. Essa configuração atinge a alta capacidade anunciada, mas também introduz complexidades que o usuário precisa conhecer. Modelos como o WD My Book Duo, o LaCie 2big e o G-Technology G-RAID 2 são exemplos populares. Eles geralmente vêm pré-configurados em RAID 0 para entregar o máximo de espaço e velocidade. Nesse arranjo, os dados são divididos entre os discos, o que melhora o desempenho. Porém, se um dos discos internos falhar, todos os arquivos são perdidos, pois nenhuma parte dos dados pode ser recuperada isoladamente. Portanto, o "melhor" equipamento é aquele que equilibra a sua demanda por espaço com uma estratégia de redundância. Para dados críticos, um storage que suporte RAID 1 (espelhamento) ou uma solução de backup adicional é quase sempre indispensável, mesmo que isso signifique ter menos esp...
Atualmente, a tecnologia de fabricação de discos rígidos ainda não produz unidades únicas com 30TB para o consumidor final. Os maiores HDDs disponíveis comercialmente raramente ultrapassam 22TB ou 24TB. Por isso, os fabricantes criam soluções de armazenamento externo que combinam múltiplos discos para alcançar essas capacidades impressionantes. A estratégia mais comum é o RAID 0, ou "striping". Esse modo soma a capacidade de dois ou mais discos, apresentando-os ao sistema operacional como um volume único. Um gabinete com dois HDDs de 16TB, por exemplo, se torna um volume de 32TB. Essa abordagem também acelera as taxas de leitura e escrita, pois o trabalho é distribuído. O problema dessa arquitetura é a total ausência de redundância. A chance de falha é matematicamente dobrada, pois a quebra de qualquer um dos componentes internos compromete todo o conjunto. Infelizmente, muitos usuários compram esses produtos sem entender essa vulnerabilidade crítica.
O WD My Book Duo é uma das soluções de armazenamento direto mais conhecidas do mercado. Ele geralmente inclui dois discos rígidos WD Red, otimizados para operação contínua, e uma conexão USB-C compatível com os padrões mais recentes. Sua principal vantagem é a facilidade de uso, pois o equipamento já vem pronto para conectar e usar no Windows ou Mac após uma formatação simples. A Seagate também oferece produtos similares, como a linha Expansion com 28TB, que segue o mesmo princípio de dois discos internos. Ambos os fabricantes entregam um software de gestão que permite ao usuário alterar o modo RAID. É possível reconfigurar o arranjo para RAID 1, que espelha os dados e protege contra a falha de um disco, mas a capacidade total cai pela metade. Em nossos testes, esses equipamentos funcionam bem para backups rápidos ou como armazenamento secundário. No entanto, usá-los como repositório principal de dados em RAID 0 é uma aposta arriscada. A conveniência do plug-and-play muitas vezes mascara a fragilidade da configuração padrão.
As marcas LaCie (subsidiária da Seagate) e G-Technology (parte da Western Digital) focam no mercado profissional, especialmente criadores de conteúdo. Seus produtos, como o LaCie 2big Dock ou o G-RAID Shuttle 4, são construídos com gabinetes de alumínio mais resistentes, melhores componentes de refrigeração e componentes de maior durabilidade. Essas melhorias justificam seu preço mais elevado. Além da construção superior, esses modelos frequentemente incluem portas Thunderbolt 3 ou 4. Essa conexão oferece velocidades de até 40 Gb/s, muito superior aos 10 Gb/s do USB 3.2 Gen 2. Para quem edita vídeos em 4K ou 8K diretamente do drive externo, a diferença de desempenho é bastante significativa e melhora todo o fluxo de trabalho. Ainda assim, a lógica do RAID permanece a mesma. Muitos desses servidores também vêm configurados em RAID 0 por padrão para maximizar o desempenho. A diferença é que seu público-alvo geralmente possui mais conhecimento técnico para reconfigurar o arranjo para RAID 1 ou RAID 5 (em modelos com quatro ou mais baias) e implementar rotinas de backup robustas.
A confusão entre o conector USB-C e a tecnologia Thunderbolt é comum. O USB-C é apenas o formato físico do conector, reversível e moderno. O que realmente define a velocidade e os recursos é o protocolo que ele utiliza. Um mesmo conector USB-C pode operar como USB 3.2, USB4 ou Thunderbolt 3 e 4, com desempenhos radicalmente diferentes. O Thunderbolt é um protocolo desenvolvido pela Intel em parceria com a Apple e oferece a maior largura de banda disponível para periféricos. Ele não só transfere dados mais rápido, mas também suporta a conexão de múltiplos monitores e outros dispositivos em cadeia (daisy-chaining). Isso simplifica a organização de uma estação de trabalho complexa. Para a maioria dos usuários que precisa somente de um disco para backup ou armazenamento de arquivos, uma conexão USB 3.2 Gen 1 (5 Gb/s) ou Gen 2 (10 Gb/s) é mais que suficiente. O investimento em um equipamento com Thunderbolt só se justifica para profissionais que manipulam arquivos imensos e precisam da menor latência possível.
Alguns usuários tentam economizar montando sua própria solução de armazenamento. A ideia é comprar um gabinete externo (case) vazio e dois discos rígidos de alta capacidade separadamente. Embora essa abordagem possa parecer mais barata inicialmente, ela quase sempre introduz uma série de riscos que anulam a economia. Cases genéricos frequentemente possuem controladoras RAID de baixa qualidade, fontes de alimentação instáveis e de refrigeração deficientes. Um superaquecimento ou uma variação de energia pode corromper dados ou danificar permanentemente os discos. Além disso, a compatibilidade entre o case e os HDDs nem sempre é garantida, o que pode gerar instabilidade. Optar por uma solução integrada de um fabricante como WD, LaCie ou Seagate garante que todos os componentes foram testados para funcionar em harmonia. O firmware do dispositivo é otimizado para os discos internos, e o suporte técnico cobre o produto como um todo. Esse nível de confiabilidade raramente é alcançado com montagens caseiras.
Como vimos, o RAID 0 oferece capacidade e velocidade ao custo da segurança. Qualquer falha em um dos discos resulta na perda total dos dados. Outra configuração possível em alguns gabinetes é o JBOD (Just a Bunch Of Disks). Nesse modo, os discos são apresentados ao sistema operacional como volumes separados, ou podem ser concatenados para formar um grande volume lógico. No modo concatenado, quando o primeiro disco enche, o software começa a gravar no segundo. Embora não divida os arquivos como o RAID 0, a falha de um disco ainda torna inacessível uma grande parte do volume total. Nenhuma dessas duas configurações oferece qualquer tipo de proteção contra falhas de hardware. Para um volume de dados tão grande quanto 30TB, utilizar configurações sem redundância é extremamente imprudente. A probabilidade de uma falha ocorrer ao longo de três ou cinco anos de uso é estatisticamente relevante. Por isso, a perda de dados é uma questão de "quando", não de "se".
A forma mais básica de proteger os dados em um NAS de dois discos é o RAID 1 (espelhamento). Nessa configuração, tudo que é gravado em um disco é instantaneamente copiado para o outro. Se um disco falhar, os arquivos continuam disponíveis e online no disco espelhado e nenhum dado é perdido. O disco defeituoso pode ser substituído, e o espelho é reconstruído automaticamente. A principal desvantagem do RAID 1 é a perda de 50% da capacidade bruta. Um NAS doméstico de 32TB (2x 16TB) oferecerá somente 16TB de espaço útil. Para muitos, esse custo é um obstáculo. No entanto, o valor dos dados armazenados quase sempre supera o custo do hardware adicional necessário para protegê-los. É fundamental entender que RAID não é backup. A redundância protege contra falha de hardware, mas não contra exclusão acidental, corrupção por software ou um ataque de ransomware. Um arquivo apagado em um arranjo RAID 1 é apagado nos dois discos simultaneamente. Portanto, uma estratégia de backup externa continua sendo essencial.
Um HD externo, mesmo um de alta capacidade, está fundamentalmente ligado a um único computador por um cabo. Essa arquitetura, conhecida como DAS (Direct Attached Storage), cria gargalos. Compartilhar arquivos com outros membros da equipe se torna um processo manual e ineficiente. Além disso, o acesso aos dados depende da máquina à qual o disco está conectado. Se você precisa que múltiplos usuários acessem os mesmos arquivos simultaneamente, ou se necessita acessar seus dados remotamente, um HD externo rapidamente mostra suas limitações. A gestão de permissões de acesso é inexistente, e a organização do trabalho colaborativo se torna um verdadeiro caos. Esses desafios indicam que o problema não é apenas a falta de espaço, mas a necessidade de uma plataforma de armazenamento mais inteligente e centralizada. É nesse ponto que as soluções de armazenamento em rede se tornam a alternativa mais adequada.
Um Network Attached Storage nada mais é que um servidor de arquivos conectado diretamente à sua rede local. Ele funciona como um repositório centralizado, acessível por qualquer dispositivo autorizado na rede, seja um PC, Mac, ou até mesmo um smartphone. Isso resolve completamente o problema do compartilhamento e da colaboração. Alguns servidores NAS corporativos como os da Qnap ou Synology vão muito além do simples armazenamento. Eles suportam arranjos RAID mais avançados e eficientes, como o RAID 5 e o RAID 6, que oferecem redundância sem sacrificar metade da capacidade. Eles também possuem recursos como snapshots, que criam cópias de segurança instantâneas e protegem contra ransomware. Adicionalmente, um servidor de dados executa aplicativos para automação de backup, sincronização com a nuvem, vigilância por vídeo e muito mais. Para quem lida com volumes de dados na casa das dezenas de terabytes e precisa de segurança, flexibilidade e acesso facilitado, uma unidade de armazenamento em rede é a resposta.