Qual o melhor HD externo de 8TB do Brasil? Compare fabricantes, modelos, conectividade e descubra qual a melhor forma de manter seus dados protegidos.
Um HD externo de 8TB é um dispositivo de armazenamento que oferece uma vasta capacidade para backups, bibliotecas de mídia e expansão do espaço em computadores. A melhor opção geralmente depende da aplicação, exigindo um balanço entre os HDDs portáteis de 2,5 polegadas e as versões mais robustas de 3,5 polegadas para desktop, fabricadas por marcas como Seagate e Western Digital. Quase sempre, para essa capacidade, os discos de mesa são a escolha mais comum. As unidades de 3,5 polegadas, conhecidas como HDs de mesa, necessitam de uma fonte de alimentação externa. Em contrapartida, elas oferecem um custo por terabyte mais baixo e, em muitos casos, um desempenho superior para transferências de arquivos grandes. Esses discos são ideais para ambientes de trabalho fixos, onde o equipamento não precisa ser movido com frequência. Já os discos portáteis de 2,5 polegadas são alimentados diretamente pela porta USB, o que simplifica bastante seu uso em trânsito. Contudo, discos com 8TB nesse formato são raros e geralmente mais caros. Eles também podem apresentar um desempenho de escrita...
Diversos fabricantes oferecem soluções de 8TB, cada um com suas particularidades. A Western Digital, por exemplo, é bastante conhecida pela sua linha My Book. Esses discos de mesa são frequentemente elogiados pela confiabilidade e pelo software de backup que acompanha o produto, o que melhora a experiência para usuários domésticos. A Seagate também compete fortemente com a linha Expansion Desktop. Geralmente, esses discos são vistos como uma alternativa com ótimo custo-benefício, entregando grande capacidade a um preço competitivo. Em nossos testes, o desempenho de ambos é muito similar para tarefas cotidianas, como copiar grandes volumes de arquivos. Para o público profissional, a LaCie, uma marca da Seagate, oferece a série d2 Professional. Esses equipamentos possuem um design mais robusto, construção em alumínio para melhor dissipação de calor e, algumas vezes, utilizam discos rígidos de classe empresarial. O preço é mais elevado, mas se justifica para quem busca durabilidade e um desempenho mais consistente em ambientes de trabalho exigentes.
A decisão entre um HD de mesa (3,5") e um portátil (2,5") impacta diretamente a usabilidade e o desempenho do dispositivo. Os discos de 3,5 polegadas são a escolha padrão para a capacidade de 8TB. Eles exigem um adaptador de energia, pois a porta USB não fornece corrente suficiente para seu funcionamento. Em compensação, essa característica permite o uso de mecanismos internos mais rápidos, com velocidades de rotação que podem chegar a 7200 RPM. Essa maior velocidade de rotação, aliada a um cache mais generoso, resulta em taxas de transferência de dados mais altas. Por isso, um disco de mesa é mais adequado para tarefas como edição de vídeo, manipulação de grandes bancos de dados ou como um repositório central de arquivos em um escritório. Sua estrutura física também ajuda na dissipação do calor, um fator importante para a longevidade. Por outro lado, os discos de 2,5 polegadas priorizam a portabilidade. A alimentação via USB elimina a necessidade de carregar uma fonte externa, o que é uma grande vantagem para quem trabalha em campo ou viaja. No entanto, para atingir 8TB, os...
Muitos usuários ficam confusos com as diferentes nomenclaturas de conexão, como USB 3.2, USB-C e Thunderbolt. No entanto, para um HD externo mecânico, a interface raramente é o gargalo de desempenho. O fator limitante é a própria velocidade física de leitura e gravação do disco rígido, que dificilmente ultrapassa os 200 MB/s. Uma porta USB 3.0, hoje chamada de USB 3.2 Gen 1, oferece uma velocidade teórica de 5 Gb/s (cerca de 625 MB/s). Esse valor é mais que suficiente para extrair o máximo desempenho de qualquer HD mecânico de 8TB. Interfaces mais rápidas, como Thunderbolt (até 40 Gb/s), só trazem benefícios práticos quando usadas com SSDs, que possuem velocidades muito superiores. A principal diferença, então, reside na conveniência do conector. O USB-C é reversível e se tornou padrão em muitos notebooks modernos, especialmente nos MacBooks. Ainda assim, o desempenho final para um HDD será o mesmo de um conector USB-A tradicional. Logo, não vale a pena pagar mais por uma interface veloz em um HD externo, a menos que seu computador possua exclusivamente portas daquele tipo e...
Uma das especificações técnicas mais importantes e, infelizmente, menos divulgadas pelos fabricantes é o método de gravação magnética do disco. Existem duas tecnologias principais: CMR (Conventional Magnetic Recording) e SMR (Shingled Magnetic Recording). Essa diferença impacta diretamente o desempenho do HD, principalmente em operações de escrita. A tecnologia CMR grava os dados em trilhas paralelas que não se sobrepõem. Esse método permite que novas informações sejam escritas de forma rápida e direta, sem alterar os dados adjacentes. Por essa razão, discos CMR são mais consistentes e ideais para cargas de trabalho intensas, como o uso em servidores, soluções de vigilância ou edição de arquivos pesados. Já a tecnologia SMR sobrepõe parcialmente as trilhas de dados, como telhas em um telhado, para aumentar a densidade e reduzir o custo de fabricação. O problema surge ao reescrever informações, pois o processo pode exigir que um bloco inteiro de trilhas seja lido e regravado. Isso causa uma queda drástica na velocidade de escrita sustentada, tornando os discos SMR inadequados...
A maioria dos HDs externos da Seagate e da Western Digital acompanha um pacote de softwares para backup e segurança. Para muitos usuários iniciantes, essas ferramentas oferecem uma forma simples de automatizar cópias de segurança. Os programas geralmente possuem interfaces intuitivas que guiam o processo de configuração de uma rotina de backup com poucos cliques. Alguns discos como o WD My Book também incluem criptografia de hardware AES de 256 bits, que protege os dados com uma senha. Esse recurso é bastante útil para quem armazena informações sensíveis. No entanto, é fundamental não esquecer essa senha, pois a recuperação dos arquivos se torna praticamente impossível sem ela. Ainda assim, esses utilitários são limitados. Eles raramente oferecem recursos avançados como o versionamento de arquivos (snapshots), que protege contra ransomware, ou a sincronização de dados entre múltiplos dispositivos. Para uma estratégia de proteção de dados verdadeiramente eficaz, softwares de terceiros ou as funcionalidades de um servidor de armazenamento são sem dúvida, muito mais completos e...
HDs externos não foram projetados para funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana. Seu uso contínuo acelera o desgaste dos componentes mecânicos, como o motor que gira os pratos e o braço atuador. Essa carga de trabalho excessiva aumenta drasticamente a probabilidade de uma falha mecânica, que pode ocorrer sem qualquer aviso prévio. Outro problema sério é o superaquecimento. A maioria dos gabinetes externos possui ventilação passiva, insuficiente para dissipar o calor gerado durante operações longas. As altas temperaturas degradam os componentes eletrônicos e a superfície magnética dos discos, encurtando sua vida útil e podendo levar à corrupção de dados. Além disso, a conexão USB é inerentemente frágil. Uma desconexão acidental durante uma transferência de arquivos, uma pequena oscilação na energia fornecida pela porta ou um cabo de má qualidade pode corromper a tabela de alocação de arquivos. Quando isso acontece, o sistema operacional pode não reconhecer mais o disco, e a recuperação dos 8TB de dados se torna uma tarefa complexa e cara.
A compatibilidade de um HD externo depende diretamente do seu sistema de arquivos. A maioria dos discos de 8TB vem pré-formatada em NTFS (para Windows) ou exFAT. O formato exFAT é a escolha mais versátil, pois oferece compatibilidade de leitura e escrita tanto no Windows quanto no macOS sem a necessidade de softwares adicionais. Se o disco estiver em NTFS, usuários de Mac conseguirão ler os arquivos, mas não poderão gravar novas informações nativamente. Para isso, seria preciso instalar um driver de terceiros, o que nem sempre é uma solução estável. Da mesma forma, um disco formatado em HFS+ ou APFS (padrões da Apple) não será acessível em um PC com Windows sem um programa específico. A situação se complica ainda mais com outros dispositivos, como TVs e consoles de videogame. Muitos desses aparelhos possuem suporte limitado a alguns sistemas de arquivos e, frequentemente, não reconhecem partições NTFS. Portanto, antes de usar o HD, é fundamental verificar qual formato é compatível com todos os seus equipamentos e, se necessário, reformatar a unidade, um processo que apaga to...
A resposta direta é não. Utilizar um único HD externo para backup viola a regra fundamental da segurança de dados. Manter apenas uma cópia de segurança cria um ponto único de falha. Se esse disco for danificado por uma queda, roubado ou afetado por um surto de energia, tanto os dados originais quanto a cópia de segurança podem ser perdidos simultaneamente. Uma estratégia de backup confiável segue o princípio 3-2-1. Ele recomenda ter pelo menos três cópias dos seus dados, armazenadas em dois tipos de mídia diferentes, com uma dessas cópias guardada em um local físico distinto (off-site). Um HD externo cumpre apenas uma parte do primeiro requisito, o que é insuficiente para proteger contra desastres como incêndios, inundações ou ataques de ransomware. Embora um HD externo seja melhor que nada, ele deve ser visto somente como um componente de uma estratégia maior. Ele funciona bem para uma cópia local e rápida, mas a segurança real exige redundância e distanciamento geográfico. Confiar 8TB de informações valiosas a um único dispositivo é uma aposta arriscada.
Para quem leva a sério a proteção de dados, um NAS 2 baias é a evolução natural. Diferente de um HD externo, esse equipamento é um computador dedicado ao armazenamento, projetado para operar de forma contínua e segura. Sua principal vantagem é a redundância através da tecnologia RAID. Com um arranjo RAID 1 por exemplo, os dados gravados são espelhados em dois discos rígidos simultaneamente. Se um dos discos falhar, o outro continua operando normalmente, sem qualquer perda de informação. Isso elimina o perigo do ponto único de falha, que é o maior risco de um HD externo. Adicionalmente, um servidor de armazenamento em rede oferece recursos avançados impossíveis em um disco USB. Ele permite criar backups automáticos e multiversionados de todos os computadores da rede, centralizar arquivos para acesso remoto seguro e criar snapshots para recuperação instantânea contra exclusões acidentais ou ransomware. Diante desses benefícios, um storage doméstico não é apenas um lugar para guardar arquivos. Ele é a resposta para quem precisa de um ambiente de armazenamento centralizado, prot...