Network server all flash? Guia sobre servidores de alto desempenho com dados sobre modelos, configuração e como melhorar sua infraestrtutura de rede.
Um network server all flash é um sistema de armazenamento centralizado conectado a uma rede que utiliza exclusivamente unidades de estado sólido (SSDs).Diferente dos servidores tradicionais com discos rígidos (HDDs), essa solução elimina as partes mecânicas, o que resulta em um acesso quase instantâneo aos arquivos e aplicações. Seu funcionamento se baseia na velocidade da memória flash.Como os SSDs não possuem agulhas de leitura ou pratos giratórios, o tempo para localizar e entregar um dado é drasticamente menor.Em nossos testes, a latência frequentemente cai de milissegundos para microssegundos, uma melhoria de desempenho bastante significativa. Esse tipo de servidor é ideal para cargas de trabalho intensivas.Ambientes com virtualização, bancos de dados transacionais e aplicações que exigem alto número de operações de entrada e saída por segundo (IOPS) se beneficiam imensamente dessa arquitetura, pois o armazenamento deixa de ser um gargalo.
A principal distinção entre um sistema all-flash e um baseado em HDDs está na forma como os dados são acessados.Os discos rígidos são mecânicos e precisam girar pratos e mover uma cabeça de leitura, um processo físico que impõe limites de velocidade.Já os SSDs são eletrônicos, por isso acessam qualquer dado com a mesma agilidade. Essa característica se reflete diretamente nos indicadores de performance.Enquanto um bom HDD corporativo raramente ultrapassa 200 IOPS, um único SSD SATA pode entregar milhares.Alguns servidores com SSDs NVMe alcançam centenas de milhares de IOPS, o que transforma completamente a experiência do usuário em aplicações pesadas. Na prática, essa diferença significa que um relatório de banco de dados que levava vários minutos para ser gerado pode ficar pronto em poucos segundos.A agilidade melhora a produtividade e também abre portas para novas análises e processos que antes eram inviáveis devido à lentidão.
A latência, ou o tempo de resposta do armazenamento, se torna um grande problema em cenários onde cada fração de segundo conta.Em plataformas de e-commerce, por exemplo, um atraso no carregamento de produtos ou no processamento de pagamentos pode levar à perda de vendas.O sistema precisa responder instantaneamente. Outro ambiente muito sensível é a infraestrutura de desktops virtuais (VDI).Se os usuários sentem que suas máquinas virtuais são mais lentas que um computador local, a taxa de adoção da tecnologia cai drasticamente.Um network server all flash garante que a experiência seja fluida e responsiva. Bancos de dados que suportam sistemas de gestão (ERPs) ou de relacionamento com o cliente (CRMs) também sofrem com a alta latência.A demora para consultar informações prejudica o trabalho das equipes, por isso a migração para uma solução de armazenamento mais rápida é frequentemente a única saída.
Um servidor de armazenamento em rede oferece dados através de protocolos específicos.Os mais comuns para compartilhamento de arquivos são o SMB/CIFS, nativo em ambientes Windows, e o NFS, amplamente utilizado em sistemas Linux e de virtualização.Ambos são bastante simples de configurar para criar pastas compartilhadas. Para aplicações que exigem maior desempenho, como bancos de dados e máquinas virtuais, os protocolos de bloco são mais indicados.O iSCSI utiliza a infraestrutura de rede Ethernet padrão para transportar comandos SCSI, o que o torna uma opção flexível e com bom custo-benefício para muitas empresas. Ainda existe o Fibre Channel (FC), um protocolo de altíssimo desempenho que requer uma rede dedicada e hardware específico.Embora seja mais caro e complexo, o FC oferece a menor latência possível e é frequentemente a escolha para ambientes corporativos com demandas extremas de performance.
Embora a velocidade seja o principal atrativo, os benefícios de um sistema all-flash vão muito além.Um desses pontos é a eficiência energética.Como os SSDs não possuem motores, eles consomem muito menos energia que um arranjo de dezenas de discos rígidos, o que reduz os custos com eletricidade e refrigeração no datacenter. O espaço físico também é otimizado.É possível armazenar muito mais terabytes em um gabinete menor quando se usa SSDs, liberando um espaço valioso no rack.Além disso, a ausência de partes móveis torna esses sistemas completamente silenciosos e muito mais confiáveis, com um tempo médio entre falhas (MTBF) consideravelmente maior. Essas características combinadas resultam em um custo total de propriedade (TCO) frequentemente menor ao longo do tempo.O investimento inicial pode ser maior, mas a economia com energia, espaço e manutenção, somada ao ganho de produtividade, justifica a troca em muitos cenários.
Nem todos os SSDs são iguais, e a escolha do tipo correto impacta diretamente o desempenho do servidor.Os SSDs com interface SATA são os mais comuns e oferecem um grande salto em relação aos HDDs, mas sua velocidade é limitada pela própria interface, em torno de 600 MB/s. Para ambientes mais exigentes, os SSDs SAS dobram essa velocidade e adicionam recursos corporativos, como o dual-port, que aumenta a redundância.No entanto, a verdadeira revolução veio com o padrão NVMe.Ele se conecta diretamente ao barramento PCIe do sistema, o que elimina gargalos e entrega taxas de transferência e IOPS muito superiores. Vale ressaltar a importância da durabilidade.SSDs corporativos são classificados por métricas como TBW (Terabytes Written) e DWPD (Drive Writes Per Day), que indicam o quanto de dados pode ser gravado antes que a unidade se desgaste.Escolher um SSD com a durabilidade adequada para a sua carga de trabalho é fundamental para a longevidade do sistema.
O custo por terabyte ainda é um ponto de atenção ao avaliar uma solução all-flash.Os SSDs são, de fato, mais caros que os HDDs de mesma capacidade.Porém, essa análise isolada pode ser enganosa, pois não considera os ganhos indiretos e as tecnologias que otimizam o uso do espaço. Muitos sistemas all-flash modernos incluem recursos como desduplicação e compressão de dados em tempo real.Essas tecnologias identificam e eliminam dados repetidos, o que aumenta a capacidade efetiva do armazenamento.Em ambientes de virtualização, por exemplo, a economia de espaço pode ser bastante expressiva. Portanto, ao calcular a viabilidade, é preciso considerar o custo total de propriedade.A redução com energia, o menor espaço ocupado e, principalmente, o aumento da produtividade das equipes e a melhoria na experiência do cliente são fatores que pesam a favor da tecnologia all-flash.
Adotar um servidor de armazenamento centralizado exige atenção com a proteção dos dados.Como todo o acesso depende de um único ponto, qualquer falha no equipamento pode paralisar as operações da empresa.Por isso, a redundância é um requisito obrigatório em qualquer projeto sério. É fundamental escolher um sistema com fontes de alimentação e controladoras redundantes.Se um componente falhar, o outro assume automaticamente, sem qualquer interrupção do serviço.A configuração de um arranjo RAID (como RAID 5, 6 ou 10) também é indispensável para proteger os dados contra a falha de um ou mais SSDs. Além disso, a alta velocidade não imuniza o sistema contra ameaças como ransomware ou erro humano.Um ataque ou um comando errado pode corromper os dados rapidamente.Assim, uma estratégia de backup robusta e testada periodicamente continua sendo a principal linha de defesa.
Realizar o backup de um sistema all-flash apresenta seus próprios desafios.O grande volume de dados e a alta taxa de mudança exigem uma solução que consiga proteger tudo sem impactar o desempenho do ambiente de produção.Backups tradicionais, que leem todos os arquivos, podem se tornar um novo gargalo. A tecnologia de snapshots é uma grande aliada nesse cenário.Ela cria "fotografias" instantâneas do estado dos dados em um determinado momento, com impacto quase nulo na performance.Esses snapshots servem como pontos de recuperação rápidos para reverter exclusões acidentais ou danos causados por malware. Para uma proteção completa, é crucial combinar os snapshots locais com a replicação remota.Essa prática consiste em enviar cópias dos dados para outro storage, em um local físico diferente, ou para a nuvem.Desse modo, a empresa garante a continuidade dos negócios mesmo em caso de um desastre local.
Um Storage NAS all-flash moderno combina o alto desempenho dos SSDs com uma interface de gerenciamento simples e intuitiva.Diferente das complexas e caras redes SAN, um NAS pode ser configurado e administrado por equipes de TI menores, sem a necessidade de conhecimento especializado em Fibre Channel. Esses equipamentos geralmente oferecem um sistema operacional completo, com aplicativos para backup, sincronização de arquivos, replicação e monitoramento.A criação de pastas compartilhadas, LUNs iSCSI e a configuração de permissões de usuários são tarefas que se resolvem com poucos cliques através de uma interface web. Essa simplicidade democratiza o acesso à tecnologia de armazenamento de alta velocidade.Empresas de diversos portes agora podem eliminar gargalos de performance e acelerar suas aplicações críticas.Nesse contexto, um Storage NAS all-flash é a resposta para quem busca desempenho, proteção de dados e facilidade de uso em uma única solução.