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CIFS/SMB: Os protocolos de compartilhamento em rede

CIFS/SMB: Os protocolos de compartilhamento em rede

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Muitas empresas enfrentam dificuldades para compartilhar arquivos entre diferentes sistemas operacionais. Essa falta de integração frequentemente resulta em gambiarras, com pastas duplicadas e controles de acesso inconsistentes.

O cenário piora quando dados sensíveis ficam expostos por falhas na configuração. A ausência de um protocolo padronizado para o compartilhamento de arquivos cria silos de informação e gargalos operacionais.

Equipes perdem um tempo valioso ao procurar a versão correta de um documento ou quando solicitam acesso a uma pasta. Essa desorganização também abre brechas graves para ataques cibernéticos e vazamentos.

Como resultado, compreender o funcionamento dos protocolos de rede é fundamental para estruturar um ambiente colaborativo seguro e eficiente.

O protocolo SMB surge como uma resposta direta para esses desafios, pois ele unifica o acesso a arquivos em redes heterogêneas.

O que é o protocolo CIFS/SMB?

Server Message Block (SMB) é um protocolo de rede cliente-servidor que rege o acesso compartilhado a arquivos, impressoras e outros recursos em uma rede local. Ele permite que um aplicativo em um computador leia e escreva arquivos ou solicite serviços de um programa servidor em outra máquina. Quase todos os sistemas operacionais modernos, incluindo Windows, macOS e Linux, suportam o protocolo.

Originalmente desenvolvido pela IBM, o SMB foi amplamente adotado e expandido pela Microsoft, que o integrou nativamente em seus aplicativos. Uma implementação mais antiga do protocolo ficou conhecida como Common Internet File System (CIFS). Embora o termo CIFS ainda apareça, ele geralmente se refere à versão SMB1, que hoje é considerada obsoleta e insegura.

Na prática, esse protocolo permite que um usuário acesse uma pasta em um servidor remoto como se ela estivesse em seu próprio disco local. Essa transparência simplifica muito a colaboração e a centralização dos dados. Muitas organizações usam essa tecnologia para criar servidores de arquivos centralizados, onde equipes inteiras podem trabalhar nos mesmos documentos simultaneamente.

A evolução das versões: SMB1, SMB2 e SMB3

A primeira versão do protocolo, SMB1, dominou as redes por muitos anos, mas sua arquitetura antiga a tornou lenta e ineficiente. O SMB1 exige várias trocas de comandos para executar uma única tarefa, o que gera alta latência. Além disso, sua falta de recursos modernos de segurança o transformou em um alvo fácil para malwares, como o famoso ransomware WannaCry.

Com o lançamento do Windows Vista, a Microsoft introduziu o SMB2, uma grande reformulação do protocolo. Essa versão reduziu drasticamente o número de comandos necessários para as operações, melhorou o desempenho com um mecanismo chamado pipelining e aumentou a escalabilidade da rede. O SMB2 foi um salto significativo em velocidade e confiabilidade, tornando o compartilhamento de arquivos muito mais robusto.

Atualmente, o padrão é o SMB3, introduzido com o Windows 8 e o Windows Server 2012. Essa versão trouxe recursos essenciais para ambientes corporativos modernos. Entre as melhorias estão a criptografia ponta a ponta, que protege os dados em trânsito, e o SMB Multichannel, que usa múltiplas conexões de rede simultaneamente para aumentar a taxa de transferência e a resiliência. Portanto, o SMB3 é a escolha mais segura e performática para qualquer infraestrutura.

Como habilitar o compartilhamento em sistemas Windows?

Nos sistemas operacionais Windows mais recentes, como o Windows 10 e 11, o protocolo SMB3 já vem habilitado por padrão. Isso significa que os usuários podem compartilhar pastas e acessar recursos na rede sem qualquer configuração adicional complexa. O processo geralmente se resume a clicar com o botão direito em uma pasta, selecionar "Propriedades" e configurar as permissões na aba "Compartilhamento".

No entanto, a preocupação principal não é habilitar, mas sim verificar se a versão antiga e insegura, o SMB1, está desativada. Por razões de compatibilidade com dispositivos legados, algumas redes ainda podem ter esse protocolo ativo. Para desativá-lo, um administrador pode acessar o "Painel de Controle", ir para "Programas e Recursos", clicar em "Ativar ou desativar recursos do Windows" e desmarcar a caixa "Suporte ao Compartilhamento de Arquivos SMB 1.0/CIFS".

Essa medida protetiva é uma das recomendações mais importantes para fortalecer a segurança da rede. Manter o SMB1 ativo é expor a infraestrutura a vulnerabilidades conhecidas e já exploradas por vários ataques em massa. A menos que exista um equipamento muito antigo e insubstituível que dependa do SMB1, a desativação é sempre a melhor prática.

Integrando Linux e macOS com Samba

A interoperabilidade entre diferentes sistemas operacionais é um desafio comum em muitas redes. Para resolver essa questão, o projeto de código aberto Samba implementa o protocolo SMB/CIFS para aplicações baseadas em Unix, como Linux e macOS. O Samba permite que essas máquinas se integrem perfeitamente a redes Windows.

Com o Samba, um servidor Linux pode funcionar como um controlador de domínio Active Directory, um servidor de arquivos ou um servidor de impressão para clientes Windows. Da mesma forma, um desktop Linux ou um Mac pode acessar pastas e impressoras compartilhadas em um servidor Windows sem qualquer dificuldade. A instalação dos pacotes `samba` e `smbclient` geralmente é suficiente para começar.

A configuração do Samba é feita através do arquivo `smb.conf`, onde os administradores definem quais pastas serão compartilhadas, quem pode acessá-las e quais permissões se aplicam. Embora exija algum conhecimento técnico, o Samba é uma ferramenta poderosa e flexível. Ele é a ponte que conecta mundos diferentes, pois garante que a colaboração flua sem barreiras tecnológicas.

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Mapeamento de unidades para acesso simplificado

Digitar o caminho completo de um compartilhamento de rede, como `\\servidor\documentos`, toda vez que um arquivo é necessário, é pouco prático para os usuários finais. Para simplificar esse acesso, os sistemas operacionais oferecem o recurso de mapeamento de unidades de rede. Esse processo atribui uma letra de unidade, como Z:, a uma pasta compartilhada na rede.

Após o mapeamento, a pasta remota aparece no explorador de arquivos como se fosse um disco local. Isso torna a navegação e o salvamento de arquivos muito mais intuitivos. No Windows, o mapeamento é feito facilmente através da opção "Mapear unidade de rede" no "Este Computador". Os usuários podem escolher a letra da unidade, o caminho da pasta e se a conexão deve ser refeita a cada login.

Em ambientes Linux e macOS, o processo é conhecido como "montagem" de um compartilhamento. Embora seja frequentemente realizado via linha de comando com o comando `mount`, as interfaces gráficas modernas também oferecem assistentes para facilitar a tarefa. O mapeamento de unidades é uma conveniência que melhora a produtividade e reduz a curva de aprendizado para acessar recursos centralizados.

Autenticação: Domínio, Usuário Local e Protocolos

A segurança do acesso aos arquivos compartilhados depende de uma plataforma de autenticação robusta. A abordagem mais simples é a autenticação por usuário local. Nesse modelo, contas de usuário são criadas diretamente no servidor ou no storage NAS que hospeda os arquivos. Cada pessoa usa seu próprio login e senha para acessar as pastas permitidas, uma solução adequada para redes pequenas.

Em ambientes maiores, gerenciar dezenas ou centenas de usuários locais se torna inviável. Por isso, a autenticação baseada em domínio, como o Microsoft Active Directory (AD), é a mais indicada. Com o AD, todas as contas de usuário, grupos e políticas de segurança são gerenciadas centralmente. Um servidor de arquivos integrado ao domínio consulta o AD para validar as credenciais do usuário, o que simplifica muito a administração.

Por trás dessa validação, rodam protocolos como NTLM e Kerberos. O NTLM é um protocolo mais antigo, baseado em um modelo de desafio-resposta. Já o Kerberos, padrão em ambientes Active Directory, é considerado mais seguro, pois utiliza um modelo de tickets criptografados para autenticar usuários sem transmitir senhas pela rede. A escolha do método de autenticação impacta diretamente a segurança e a escalabilidade da sua infraestrutura.

Gerenciamento de permissões: ACL vs. chmod

Definir quem pode fazer o quê com os arquivos é uma tarefa crítica. No universo Unix/Linux, o modelo tradicional de permissões é o `chmod`. Ele é simples e define três níveis de acesso, Leitura (r), Escrita (w) e Execução (x), para três tipos de identidades, o Dono do arquivo, o Grupo ao qual ele pertence e os Outros. Embora eficaz para cenários básicos, o `chmod` é pouco flexível para regras complexas.

Por outro lado, o mundo Windows utiliza as Listas de Controle de Acesso (ACLs). Uma ACL é um conjunto de regras muito mais granular. Com ela, um administrador pode definir permissões específicas, como "Modificar", "Listar conteúdo da pasta" ou "Controle total", para vários usuários e grupos diferentes no mesmo arquivo ou pasta. Essa flexibilidade é essencial para ambientes corporativos com diversas funções e níveis de acesso.

Um conceito importante em ambos os modelos é a herança. As permissões aplicadas a uma pasta podem ser herdadas automaticamente por todos os arquivos e subpastas dentro dela. A herança simplifica o gerenciamento, mas exige um planejamento cuidadoso para evitar que acessos indevidos sejam propagados. A maioria dos storages empresariais adota o modelo de ACLs para seus compartilhamentos SMB, pois ele oferece um controle muito mais preciso.

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O perigo real do SMB1 e por que desativá-lo

Manter o protocolo SMB1 ativo em qualquer dispositivo da rede é um risco de segurança inaceitável nos dias de hoje. Essa versão antiga não possui recursos de proteção modernos, como criptografia e integridade de pré-autenticação. Essa fragilidade o torna um vetor de entrada para alguns dos ataques cibernéticos mais devastadores da história recente, incluindo os ransomwares WannaCry e NotPetya.

Esses ataques exploraram uma vulnerabilidade no SMB1 para se espalhar lateralmente pelas redes, criptografando arquivos em milhares de computadores e servidores em questão de horas. A Microsoft lançou correções para essa falha, mas a arquitetura inerentemente insegura do protocolo continua sendo um problema. Muitos especialistas em segurança o consideram a maior ameaça em redes locais.

Por isso, a recomendação é clara e unânime, desative o SMB1 em todos os seus sistemas, incluindo clientes Windows, servidores e dispositivos NAS. A necessidade de manter a compatibilidade com um equipamento legado raramente justifica a enorme exposição ao risco. A segurança da sua rede inteira pode depender dessa simples, mas vital, ação preventiva.

O papel dos storages NAS no compartilhamento SMB

Os Network Attached Storages são equipamentos projetados especificamente para atuar como servidores de arquivos centralizados. Eles oferecem uma plataforma otimizada para o protocolo SMB, pois combinam hardware eficiente com um sistema operacional focado em armazenamento. Um servidor NAS simplifica radicalmente a tarefa de criar e gerenciar compartilhamentos de rede.

Através de uma interface web intuitiva, qualquer administrador pode criar pastas compartilhadas, definir permissões de acesso baseadas em ACLs, integrar o dispositivo a um domínio Active Directory e monitorar o uso dos arquivos. Essa facilidade de gerenciamento economiza um tempo precioso e reduz a chance de erros de configuração que poderiam comprometer a segurança dos dados.

Além disso, um storage NAS agrega várias camadas de proteção que um servidor de arquivos improvisado não possui. Recursos como arranjos de discos (RAID) para tolerância a falhas, snapshots para recuperação instantânea contra ransomware e rotinas de backup automatizadas são nativos nesses equipamentos. Eles não apenas compartilham arquivos, mas também os protegem ativamente.

Como um servidor de arquivos centraliza a colaboração?

A implementação de um servidor de arquivos centralizado com o protocolo SMB transforma a maneira como uma equipe trabalha. Em vez de arquivos espalhados por vários computadores, com versões conflitantes, todos passam a acessar um único repositório de dados. Isso garante que todos estejam sempre trabalhando com as informações mais atualizadas, o que aumenta a eficiência e a consistência do trabalho.

Esse modelo também fortalece o controle sobre os dados da empresa. Os gestores de TI têm um ponto único para aplicar políticas de segurança, auditar acessos e gerenciar permissões. Fica muito mais fácil garantir que apenas as pessoas autorizadas acessem informações confidenciais. A centralização também simplifica drasticamente as rotinas de backup, pois apenas um local precisa ser copiado.

Para qualquer empresa que busca organizar seus dados, proteger suas informações e melhorar a produtividade da equipe, a adoção de um NAS como servidor de arquivos SMB é a resposta. Essa solução combina o desempenho e a segurança do moderno protocolo SMB3 com a robustez e a simplicidade de um equipamento dedicado ao armazenamento.

Celso Ricardo Andrade

Celso Ricardo Andrade

Especialista em storage NAS
"Sou especialista em storages com mais de 10 anos de experiência e ajudo pessoas e empresas a projetarem ambientes de armazenamento centralizados, seguros e de fácil gestão. Atuo como arquiteto de soluções, implemento NAS, DAS e redes SAN, além de ser redator senior e oferecer estratégias práticas para o armazenamento de dados, com um conteúdo claro e aplicável para resultados reais."

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