Qual a diferença de arranjo RAID e backup?

Qual a diferença de arranjo RAID e backup? Saiba mais sobre p assunto. Conheça as diferenças, aplicações, falhas não cobertas e cenários que exigem ambos.

Qual a diferença de RAID e backup?

RAID (Redundant Array of Independent Disks) é uma tecnologia que aumenta a disponibilidade do sistema, pois agrupa vários discos para que funcionem como uma única unidade lógica e protege contra a falha física de um componente. Já o backup cria uma cópia de segurança dos dados, que fica armazenada em outro dispositivo ou local, para proteger contra falhas lógicas, exclusões, corrupção e ataques cibernéticos. Na prática, o principal objetivo do RAID é manter o servidor operando sem interrupções caso um disco rígido pare de funcionar. Por exemplo, em uma configuração RAID 1, os dados são espelhados em dois discos simultaneamente. Se um deles falhar, o outro assume imediatamente, o que quase sempre evita o downtime. Sua função é garantir a continuidade, não a recuperação histórica dos arquivos. Por outro lado, o backup funciona como uma máquina do tempo para seus dados. Ele cria um registro histórico que pode ser restaurado a qualquer momento. Se um arquivo for deletado hoje por engano, um bom sistema de cópias de segurança restaura a versão de ontem. Essa cópia é independente ...

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Como o RAID funciona na prática?

O RAID combina múltiplos discos rígidos para melhorar o desempenho, a redundância ou ambos. Existem vários níveis, cada um com uma finalidade específica. O RAID 1, por exemplo, usa espelhamento, onde cada dado gravado em um disco é duplicado em outro. Essa abordagem oferece uma excelente redundância, mas utiliza apenas metade da capacidade total dos discos. Outros níveis, como o RAID 5, distribuem os dados e as informações de paridade entre três ou mais discos. Se um dos discos falhar, o sistema consegue reconstruir os dados perdidos a partir da paridade armazenada nos outros. Essa técnica otimiza o uso do espaço, porém o processo de reconstrução do arranjo, conhecido como "rebuild", pode ser lento e intensivo para o hardware. Vale ressaltar que o RAID sempre opera em tempo real sobre os dados ativos. Qualquer alteração, seja ela intencional ou acidental, é imediatamente replicada em todos os discos do conjunto. Por isso, essa tecnologia melhora a tolerância a falhas de hardware, mas nunca substitui uma rotina de cópias de segurança.

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Quais falhas o RAID não consegue cobrir?

Muitos administradores de sistemas aprendem da maneira mais difícil que o RAID possui várias limitações. A principal delas é sua total vulnerabilidade a erros humanos. Se um usuário deletar uma pasta importante, o RAID diligentemente executará o comando e replicará a exclusão em todos os discos do arranjo. Não há como reverter essa ação sem um backup. A tecnologia também é ineficaz contra falhas lógicas. Um arquivo corrompido por uma falha de software ou um pico de energia será espelhado ou distribuído pelo arranjo da mesma forma corrompida. O sistema não tem como saber que aquele dado está inválido. O mesmo vale para ataques de malware, especialmente o ransomware, que criptografa os arquivos e o RAID apenas ajuda a propagar o estrago mais rápido. Além disso, o RAID não protege contra desastres físicos que afetam todo o equipamento. Um incêndio, uma inundação ou até mesmo o roubo do servidor destrói todos os discos simultaneamente. Sem uma cópia externa, os dados são perdidos para sempre. Nesses cenários, somente uma cópia de segurança offsite pode salvar a empresa.

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O papel fundamental da cópia de segurança

Enquanto o RAID foca na continuidade operacional, o backup se concentra na integridade e na recuperação dos dados. Uma cópia de segurança é essencialmente um "seguro" contra perdas. Ela garante que, independentemente do que aconteça com os dados ativos, sempre existirá uma versão segura e restaurável guardada em outro lugar. Sistemas modernos de backup também oferecem recursos avançados como o versionamento. Com ele, é possível manter múltiplas versões históricas de um mesmo arquivo. Isso é extremamente útil para recuperar um documento antes de uma alteração indesejada ou para analisar a evolução de um projeto. Essa capacidade de voltar no tempo é algo que o RAID simplesmente não consegue oferecer. Portanto, a cópia de segurança é a última linha de defesa. Ela protege contra o mais amplo espectro de ameaças, desde uma simples exclusão acidental até um desastre completo no datacenter. Sem ela, qualquer estratégia de proteção de dados é fundamentalmente incompleta e arriscada.

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RAID e backup: quando usar os dois juntos?

A abordagem mais segura e profissional para proteger dados críticos é quase sempre usar RAID e backup de forma complementar. As duas tecnologias não são concorrentes, mas sim aliadas, cada uma cobrindo as fraquezas da outra. Juntas, elas formam uma defesa robusta e em camadas contra a perda de dados e o tempo de inatividade. Um cenário típico é um servidor de arquivos empresarial. O RAID garante que o serviço permaneça online e acessível para os usuários mesmo que um disco falhe, o que evita interrupções na produtividade. Ao mesmo tempo, uma rotina de backup diário protege os arquivos contra exclusões acidentais, corrupção ou um ataque de ransomware, o que garante a recuperação dos dados. Em resumo, o RAID cuida da disponibilidade do hardware, enquanto o backup cuida da integridade dos dados. Um sistema que depende apenas do RAID está vulnerável a inúmeras falhas lógicas. Um sistema que depende apenas do backup pode sofrer com longos períodos de inatividade após uma falha de disco. A combinação das duas é a resposta para a maioria dos ambientes de TI.

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Como essa combinação afeta RPO e RTO?

A união de RAID e backup impacta diretamente duas métricas cruciais em um plano de recuperação de desastres: o RPO e o RTO. O RPO (Recovery Point Objective) define a quantidade máxima de dados que uma empresa pode perder. Já o RTO (Recovery Time Objective) estabelece o tempo máximo que um sistema pode ficar indisponível após uma falha. O RAID melhora drasticamente o RTO em casos de falha de disco. Como o sistema continua funcionando, o tempo de recuperação é praticamente zero, o que mantém a operação sem paradas. No entanto, o RAID não tem qualquer efeito sobre o RPO, pois ele não protege contra a perda de dados causada por falhas lógicas. O backup, por sua vez, é o principal responsável por definir o RPO. Se as cópias são feitas a cada hora, o RPO é de no máximo uma hora. Ele também influencia o RTO em cenários de perda de dados, pois o tempo necessário para restaurar os arquivos determina a rapidez com que o sistema volta ao normal. Assim, uma estratégia completa usa o RAID para RTOs baixos e o backup para RPOs curtos.

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Implementando a regra de backup 3-2-1

A regra 3-2-1 é um princípio amplamente aceito para criar uma estratégia de backup resiliente. Ela é surpreendentemente simples e eficaz para proteger dados contra quase todos os tipos de falhas. A regra dita que você deve manter pelo menos três cópias dos seus dados importantes. A segunda parte da regra orienta que essas cópias sejam armazenadas em dois tipos de mídia diferentes. Por exemplo, uma cópia pode ficar em um storage NAS na rede local, enquanto a outra pode ser gravada em fitas LTO ou enviada para um serviço de nuvem. Essa diversificação de mídias reduz o risco de que uma falha específica de tecnologia comprometa todas as cópias. Finalmente, a regra exige que pelo menos uma das cópias seja mantida offsite, ou seja, em um local físico diferente. Isso protege os dados contra desastres locais como incêndios, inundações ou roubos. Ao seguir a regra 3-2-1, você cria múltiplas camadas de redundância que tornam a perda de dados um evento extremamente improvável.

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A importância dos testes de restauração

Muitas empresas investem em sistemas de backup sofisticados, mas raramente testam se eles realmente funcionam. Um backup que nunca foi testado é apenas uma esperança, não uma garantia. A única forma de ter certeza que os dados podem ser recuperados é realizando testes de restauração periódicos. Esses testes simulam um cenário de desastre e validam todo o processo. Eles verificam a integridade da mídia de backup, a consistência dos dados copiados e a eficácia do software. Além disso, os testes ajudam a equipe de TI a se familiarizar com os procedimentos, o que torna a recuperação real muito mais rápida e menos estressante quando um incidente ocorrer. Agendar testes trimestrais ou semestrais deveria ser uma prática padrão em qualquer política de segurança. Descobrir que suas cópias estão corrompidas ou que o processo de restauração é mais complexo que o esperado durante uma emergência real é um risco que nenhuma organização deveria correr. Um backup só é bom se sua restauração for bem-sucedida.

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Dispositivos de armazenamento para cópias seguras

A escolha do dispositivo de armazenamento correto é uma parte vital da estratégia de backup. Para usuários domésticos, um HD externo pode ser suficiente, embora o processo seja manual e pouco confiável. Em ambientes profissionais, as opções são mais robustas e automatizadas. As fitas magnéticas, como as da tecnologia LTO, continuam sendo uma excelente escolha para arquivamento de longo prazo e cópias offsite. Elas oferecem um custo por terabyte muito baixo e uma durabilidade notável. Por outro lado, o backup em nuvem proporciona grande flexibilidade, escalabilidade e acesso remoto, mas envolve custos recorrentes e depende da velocidade da conexão com a internet. Os sistemas de armazenamento em rede surgem como uma solução centralizadora e muito versátil. Esses equipamentos combinam a redundância do RAID com softwares de backup avançados, o que permite automatizar rotinas, criar snapshots e replicar dados para outros locais de forma simplificada.

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Por que um NAS é a resposta ideal?

Um servidor NAS moderno é projetado para ser o centro de uma estratégia de proteção de dados completa. Ele resolve o dilema "RAID ou backup" ao oferecer as duas tecnologias em uma única plataforma integrada e fácil de gerenciar. O equipamento já vem com suporte nativo a arranjos RAID para garantir alta disponibilidade. Adicionalmente, esses dispositivos rodam sistemas operacionais com aplicativos de backup poderosos. Eles podem centralizar cópias de segurança de servidores, computadores e máquinas virtuais na rede. Muitos modelos também incluem a tecnologia de snapshots, que cria pontos de recuperação quase instantâneos e imunes a ransomware. Com um NAS, é possível implementar a regra 3-2-1 com bastante eficiência. Ele serve como o repositório principal das cópias, pode replicar os dados para um segundo NAS em outro local e ainda sincronizar tudo com um serviço de nuvem. Portanto, um network attached storage simplifica a gestão e eleva o nível de segurança, tornando-se a resposta para quem busca proteção de dados séria e confiável.

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