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RAID 50: Tudo sobre esse arranjo de discos

RAID 50: Tudo sobre esse arranjo de discos

Índice:

Muitas empresas enfrentam um dilema ao projetar sua infraestrutura para armazenamento.

Elas precisam simultaneamente de alto desempenho para suas aplicações e uma robusta tolerância a falhas para proteger dados críticos, mas nem sempre encontram um equilíbrio ideal com arranjos de disco tradicionais.

Um único e grande volume RAID 5, por exemplo, sofre com tempos extensos para reconstrução após uma falha, o que aumenta a janela de vulnerabilidade.

Por outro lado, o RAID 10 oferece velocidade, porém com um custo por terabyte bastante elevado por causa da sua baixa eficiência no aproveitamento do espaço.

Assim, arranjos aninhados foram desenvolvidos para combinar as melhores características dos níveis mais simples.

Uma dessas soluções é o RAID 50, que busca entregar velocidade, capacidade e segurança para ambientes com alta demanda.

O que é RAID 50?

O RAID 50, também conhecido como RAID 5+0, é um arranjo de discos aninhado que combina a distribuição de dados do RAID 0 com a proteção por paridade do RAID 5.

A sua estrutura cria múltiplos subgrupos em RAID 5 e os une em um único volume lógico através do RAID 0.

Essa abordagem híbrida melhora o desempenho da escrita e a resiliência do sistema.

Para funcionar, o sistema exige no mínimo seis discos rígidos, que são divididos em pelo menos dois conjuntos idênticos.

Os dados são distribuídos (striped) entre esses conjuntos, enquanto a paridade é calculada e armazenada individualmente dentro de cada subgrupo.

Essa operação paralela acelera as transferências e também otimiza o tempo para reconstrução em caso de falha.

Essa configuração é frequentemente encontrada em servidores de armazenamento e storages NAS que atendem a bancos de dados, ambientes virtualizados e sistemas de backup.

A sua popularidade vem da capacidade para equilibrar performance, espaço útil e proteção, algo que poucos arranjos conseguem fazer com a mesma eficiência.

Como a estrutura aninhada funciona?

A arquitetura do RAID 50 é engenhosa porque opera em duas camadas distintas.

Na camada superior, um RAID 0 distribui os blocos de dados uniformemente entre dois ou mais subgrupos.

Essa técnica, chamada striping, é a principal responsável pelo ganho de velocidade, pois permite que o sistema grave e leia informações em paralelo usando todos os conjuntos simultaneamente.

Na camada inferior, cada um desses subgrupos funciona como um RAID 5 independente.

Dentro de cada conjunto, os dados também são distribuídos entre os discos, mas com um bloco adicional para paridade.

Essa paridade é a informação redundante que possibilita a reconstrução dos dados se um dos discos do subgrupo falhar.

Na prática, quando uma aplicação envia um arquivo grande para o volume, o controlador RAID divide esse arquivo em pedaços menores.

Parte desses pedaços vai para o primeiro subgrupo, outra parte para o segundo, e assim por diante.

Essa distribuição paralela quase sempre resulta em um desempenho superior quando comparado a um único arranjo RAID 5 com a mesma quantidade de discos.

Qual o desempenho esperado do arranjo?

O desempenho de leitura em um volume RAID 50 é um dos seus pontos mais fortes.

Como os dados são distribuídos por todos os discos em todos os subgrupos, o sistema consegue acessar múltiplos blocos em paralelo.

Isso resulta em taxas de transferência sequenciais muito altas, ideais para aplicações como streaming de vídeo, edição de arquivos grandes e data warehousing.

A performance de escrita também é significativamente melhor que a de um RAID 5 ou RAID 6.

Embora a penalidade de escrita do RAID 5 ainda exista (leitura do dado antigo, leitura da paridade antiga, escrita do novo dado, escrita da nova paridade), ela ocorre de forma isolada dentro de cada subgrupo.

Como as operações são distribuídas, o gargalo é menor, o que acelera o processo.

No entanto, para cargas de trabalho com muitas operações aleatórias e pequenas, como em bancos de dados transacionais ou servidores com máquinas virtuais, o RAID 10 geralmente ainda apresenta uma performance superior.

A sua simplicidade na escrita espelhada evita os cálculos de paridade, o que o torna mais ágil para esse tipo de tarefa.

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Tolerância a falhas e segurança dos dados

A proteção dos dados em um RAID 50 é bastante robusta, mas possui algumas particularidades.

O arranjo consegue sobreviver à falha de um disco em cada um dos seus subgrupos RAID 5.

Por exemplo, em uma configuração com dois subgrupos, o sistema continua funcionando normalmente mesmo com a perda de até dois discos, contanto que cada falha ocorra em um conjunto diferente.

Esse modelo de redundância também traz uma vantagem importante: a velocidade para reconstrução.

Quando um disco falha, o controlador precisa apenas reconstruir os dados dentro do subgrupo afetado, que é muito menor que o volume total.

Isso reduz drasticamente o tempo do rebuild e, consequentemente, a janela em que o arranjo opera em modo degradado e vulnerável a novas falhas.

Ainda assim, existe um risco crítico.

Se dois discos falharem simultaneamente dentro do mesmo subgrupo RAID 5, todo o volume será perdido.

Embora a probabilidade seja baixa, essa condição torna o monitoramento da saúde dos discos uma tarefa essencial para administradores de sistemas que utilizam essa tecnologia.

Comparativo: RAID 50 vs RAID 6

A escolha entre RAID 50 e RAID 6 geralmente depende da prioridade do ambiente: desempenho ou máxima segurança.

O RAID 6 utiliza paridade dupla, o que permite a falha de quaisquer dois discos no arranjo sem perda de dados.

Essa característica o torna uma opção mais segura para arquivamento de longo prazo e para volumes com dados que raramente podem ser expostos a riscos.

Por outro lado, o RAID 50 frequentemente oferece um desempenho de escrita superior.

A sua camada RAID 0 distribui a carga de trabalho, enquanto o RAID 6 sofre uma penalidade de escrita maior por causa dos cálculos complexos para a paridade dupla.

Em ambientes que exigem agilidade, como servidores de aplicação ou backup, o RAID 50 costuma ser mais indicado.

Em termos de capacidade útil, ambos são bastante eficientes.

O RAID 6 perde o espaço equivalente a dois discos para paridade.

O RAID 50 perde o espaço de um disco por subgrupo.

Portanto, em um sistema com 12 discos e dois subgrupos, ambos os arranjos perderiam o espaço de dois HDs, resultando em um empate técnico nesse quesito.

Comparativo: RAID 50 vs RAID 10

Quando a comparação é com o RAID 10, a principal diferença está no equilíbrio entre performance e aproveitamento do espaço.

O RAID 10 (ou RAID 1+0) é o campeão em desempenho para operações de escrita aleatória, pois combina espelhamento (RAID 1) com distribuição (RAID 0).

Isso o torna a escolha preferida para bancos de dados transacionais e ambientes com muitas máquinas virtuais.

O grande contraponto do RAID 10 é sua baixa eficiência de armazenamento.

Ele utiliza 50% da capacidade bruta dos discos para espelhamento, o que eleva bastante o custo por terabyte.

O RAID 50, por sua vez, é muito mais econômico.

Em um arranjo com 12 discos de 10TB, o RAID 10 entregaria 60TB úteis, enquanto um RAID 50 com dois subgrupos entregaria 100TB.

Logo, a decisão é estratégica.

Se a prioridade absoluta for a velocidade para transações e o orçamento permitir, o RAID 10 é quase sempre a melhor solução.

No entanto, se o objetivo for um balanço inteligente entre bom desempenho, alta capacidade e proteção sólida, o RAID 50 se apresenta como uma alternativa mais versátil e com melhor custo-benefício.

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Qual a capacidade útil real?

Calcular a capacidade útil de um volume RAID 50 é um processo simples.

Primeiro, é preciso definir a estrutura, ou seja, quantos subgrupos serão criados e quantos discos cada um terá.

A regra é que cada subgrupo perde o espaço equivalente a um disco para a paridade.

O espaço restante de todos os subgrupos é então somado para obter a capacidade total.

A fórmula geral é: (Número de discos em um subgrupo - 1) × (Capacidade do menor disco) × (Número de subgrupos).

Por exemplo, vamos imaginar um servidor com 10 discos de 4TB, configurado com dois subgrupos RAID 5, cada um com cinco discos.

O cálculo para cada subgrupo seria (5 - 1) x 4TB, resultando em 16TB úteis por conjunto.

Como resultado, a capacidade total do volume seria 16TB (do primeiro subgrupo) + 16TB (do segundo subgrupo), totalizando 32TB.

A capacidade bruta do sistema era 40TB, o que mostra uma eficiência de 80%.

Essa alta taxa de aproveitamento é um dos maiores atrativos dessa configuração para datacenters.

Onde este arranjo é mais utilizado?

O RAID 50 é uma solução extremamente versátil, por isso se adapta bem a diversas cargas de trabalho em datacenters.

Um dos seus usos mais comuns é em servidores de arquivos que atendem a um grande número de usuários.

Sua alta velocidade para leitura sequencial garante que o acesso a documentos, planilhas e outros arquivos compartilhados seja sempre rápido.

Ele também é uma excelente escolha para servidores de backup que utilizam disco como destino (Backup-to-Disk).

A boa performance de escrita acelera as rotinas, enquanto a alta capacidade permite reter um histórico maior de cópias de segurança.

A rápida reconstrução do arranjo ainda minimiza os riscos durante a recuperação de dados.

Outras aplicações incluem servidores para edição de vídeo, que demandam altas taxas de transferência para manipular arquivos pesados, e bancos de dados que possuem mais operações de leitura que de escrita.

Em resumo, o arranjo se destaca em qualquer cenário que necessite de um volume de armazenamento grande, rápido e com uma proteção confiável.

Quais os principais riscos e limitações?

Apesar das suas muitas qualidades, o RAID 50 não está isento de riscos.

A sua principal limitação é a tolerância a falhas condicional.

A perda de dois discos no mesmo subgrupo causa a falha total do volume, um evento catastrófico que exige uma estratégia de backup externa bem definida.

Por isso, o monitoramento constante da saúde dos discos é obrigatório.

A complexidade para implementação também pode ser um desafio.

Configurar um arranjo aninhado exige um controlador RAID de hardware robusto e conhecimento técnico para definir corretamente o tamanho dos subgrupos e o stripe size.

Uma configuração inadequada pode comprometer o desempenho e até mesmo a segurança dos dados.

Finalmente, o custo inicial é outro fator a ser considerado.

Como o arranjo exige um mínimo de seis discos, o investimento para começar é maior que em níveis como RAID 1 ou RAID 5.

Embora o custo por terabyte seja vantajoso a longo prazo, o desembolso inicial pode ser uma barreira para algumas empresas menores.

Um storage NAS simplifica a implementação?

Configurar manualmente um volume RAID 50 em um servidor tradicional pode ser uma tarefa complexa e suscetível a erros.

É preciso lidar com a BIOS do controlador, instalar drivers específicos e usar ferramentas de linha de comando, o que demanda tempo e conhecimento especializado.

Um erro nesse processo pode invalidar todo o projeto.

Os modernos sistemas de storage NAS, por outro lado, simplificam radicalmente esse trabalho.

Equipamentos de marcas como QNAP e Synology possuem sistemas operacionais com interfaces gráficas intuitivas que guiam o usuário passo a passo na criação de pools de armazenamento.

Em poucos cliques, é possível definir o nível RAID, selecionar os discos e colocar o volume em produção.

Além da facilidade, um NAS agrega uma camada de inteligência ao gerenciamento.

Ele oferece monitoramento automático da saúde dos discos, envia alertas sobre qualquer anomalia e facilita a execução de tarefas essenciais como snapshots e replicação remota.

Para empresas que buscam os benefícios do RAID 50 sem a complexidade técnica, um storage NAS é a resposta para proteger e gerenciar os dados com eficiência.

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