Storage 300TB: Conheça os sistemas de armazenamento redundantes para datacenter com dados sobre desempenho, conectividade e outros recursos importantes.
Um sistema de armazenamento com 300TB é uma solução centralizada, geralmente um Network Attached Storage (NAS), projetada para consolidar, gerenciar e compartilhar grandes volumes de arquivos em rede. O equipamento não possui um único disco, mas sim um arranjo com vários hard disks corporativos que trabalham juntos para entregar alta capacidade e proteção contra falhas. Esses sistemas operam com arranjos RAID (Redundant Array of Independent Disks), que combinam múltiplos discos para formar um único volume lógico. Essa tecnologia também distribui os dados com paridade, o que assegura a continuidade das operações mesmo com a falha de um ou mais discos. Muitos network attached storages ainda incluem fontes de alimentação e controladoras redundantes para maximizar a disponibilidade. Na prática, um storage de alta capacidade atende a demandas como repositórios de backup, servidores para virtualização, armazenamento para edição de vídeo em 4K/8K e bases de dados científicas. Sua arquitetura simplifica a administração e reforça a segurança das informações críticas.
Uma das dúvidas mais comuns ao dimensionar um servidor de arquivos é a distinção entre a capacidade bruta e a capacidade útil. A capacidade bruta corresponde à soma total do espaço de todos os discos instalados no sistema. Por exemplo, vinte discos de 16TB resultam em 320TB brutos. No entanto, a capacidade útil, que é o espaço realmente disponível para armazenar dados, é sempre menor. Isso ocorre porque parte do espaço é reservado para o sistema de proteção RAID. Em um arranjo RAID 6, por exemplo, o equivalente a dois discos é usado para paridade, o que reduz o espaço disponível mas protege os dados contra a falha simultânea de até duas unidades. Além do RAID, o próprio sistema de arquivos e o provisionamento do sistema operacional consomem uma pequena parcela do armazenamento. Portanto, um storage com 320TB brutos em RAID 6 frequentemente entrega cerca de 288TB úteis, um cálculo essencial para evitar surpresas no planejamento da infraestrutura.
A escolha entre hard disks (HDDs) e unidades de estado sólido (SSDs) para um storage de 300TB depende diretamente da carga de trabalho. Os HDDs corporativos, especialmente os storages SAS, oferecem um excelente custo por terabyte e são ideais para armazenar grandes volumes de dados com acesso sequencial, como backups e arquivos de vídeo. Por outro lado, os SSDs entregam um desempenho de leitura e escrita aleatória muito superior, medido em IOPS (operações de entrada e saída por segundo). Essa característica os torna perfeitos para aplicações que exigem baixa latência, como bancos de dados e ambientes com muitas máquinas virtuais. Contudo, o custo para montar um sistema all-flash com 300TB é consideravelmente mais alto. Uma abordagem híbrida é frequentemente a melhor solução. Muitos sistemas modernos, como os da Qnap e Infortrend, suportam tiering ou cache com SSD. Nesses casos, alguns SSDs aceleram o acesso aos dados mais requisitados, que ficam armazenados em um grande volume de HDDs, o que equilibra custo e performance.
Um storage de alta capacidade sem uma rede veloz é como um motor potente com pneus inadequados. A conexão padrão de 1 Gigabit Ethernet (GbE) rapidamente se torna um gargalo, limitando a taxa de transferência a cerca de 125 MB/s. Para um ambiente com múltiplos usuários ou aplicações exigentes, essa velocidade é quase sempre insuficiente. A conectividade de 10GbE já é considerada o padrão mínimo para esses sistemas, pois eleva a taxa de transferência para aproximadamente 1.250 MB/s. Essa velocidade atende bem a maioria dos escritórios e estúdios de pequeno a médio porte. Alguns equipamentos também suportam agregação de link, que combina várias portas para aumentar a largura de banda e a redundância. Para cenários mais intensos, como edição de vídeo colaborativa em alta resolução ou infraestruturas de virtualização densas, pode ser necessário avançar para redes de 25GbE, 40GbE ou até Fibre Channel (FC). A escolha correta da interface de rede garante que o desempenho do storage seja plenamente aproveitado.
Qnap e Synology são duas das marcas mais reconhecidas no mercado de NAS. A Qnap frequentemente se destaca pela flexibilidade do hardware. Seus storages NAS geralmente oferecem mais slots de expansão PCIe, o que permite adicionar placas de rede mais rápidas, controladoras SAS ou SSDs NVMe para cache, o que atrai usuários com necessidades de desempenho muito específicas. A Synology, por sua vez, é amplamente elogiada pelo seu sistema operacional, o DiskStation Manager (DSM). Ele possui uma interface extremamente intuitiva e um ecossistema de software robusto, com aplicativos para backup, sincronização de arquivos, colaboração e vigilância. Essa simplicidade de gerenciamento torna seus produtos muito populares em empresas que buscam uma solução confiável e fácil de administrar. A decisão entre as duas marcas muitas vezes se resume à prioridade do projeto. Se o foco é a máxima performance e customização do hardware, a Qnap pode ser a melhor escolha. Se a prioridade é a facilidade de uso e um software integrado, a Synology geralmente leva vantagem.
Além dos líderes de mercado, outras marcas oferecem soluções de armazenamento muito competitivas. A Asustor, por exemplo, se posiciona como uma forte alternativa, com equipamentos que entregam um hardware poderoso por um preço atrativo. Seu sistema operacional, o ADM, evoluiu bastante e hoje inclui recursos avançados para empresas, como snapshots e sincronização com a nuvem. Já a Infortrend atua em um segmento mais focado no mercado corporativo e em datacenters. Suas soluções de armazenamento unificado (NAS e SAN) são conhecidas pela alta disponibilidade, com muitos sistemas de armazenamento em rede que apresentam controladoras duplas e fontes de alimentação redundantes. Esses recursos garantem que não haja um ponto único de falha, algo fundamental para operações críticas. A escolha por uma dessas marcas depende da análise do ambiente. A Asustor pode ser uma ótima opção para empresas que buscam um bom equilíbrio entre custo e recursos. A Infortrend, por outro lado, é a resposta para infraestruturas que exigem o máximo de resiliência e desempenho.
O sistema operacional é o cérebro de qualquer storage moderno, pois ele vai muito além do simples compartilhamento de arquivos. Ele gerencia os arranjos RAID, monitora a saúde dos discos e controla todas as permissões de acesso dos usuários. Um bom sistema operacional simplifica tarefas complexas e adiciona camadas valiosas de segurança. Recursos como snapshots, por exemplo, são essenciais para a proteção contra ransomware. Eles criam cópias de um volume em um ponto no tempo, o que permite restaurar rapidamente os arquivos para um estado anterior a um ataque. Outras funcionalidades importantes incluem a replicação remota para criar cópias de segurança em outro local e o thin provisioning, que aloca espaço em disco sob demanda. Sistemas de arquivos avançados como o Btrfs ou ZFS, presentes em alguns equipamentos, também oferecem vantagens como a verificação de integridade dos dados para prevenir a corrupção silenciosa de arquivos. Avaliar os recursos do sistema operacional é tão importante quanto analisar o hardware.
Proteger 300TB de dados exige uma estratégia robusta que vai além da redundância oferecida pelo RAID. É fundamental lembrar que RAID protege contra falhas de disco, mas não contra erros humanos, exclusões acidentais, desastres naturais ou ataques de ransomware. Por isso, uma rotina de backup é indispensável. A regra de backup 3-2-1 é um padrão ouro para a segurança da informação. Ela recomenda manter três cópias dos dados, em dois tipos de mídia diferentes, com uma das cópias armazenada fora do local principal. O próprio NAS pode ser a primeira cópia, enquanto a segunda pode ser replicada para outro storage em um local diferente. Para a terceira cópia, muitas empresas utilizam serviços de armazenamento em nuvem ou até mesmo fitas LTO, que continuam sendo uma mídia muito confiável e de baixo custo para arquivamento de longo prazo. A maioria dos sistemas de armazenamento modernos possui softwares integrados que automatizam essa tarefa, o que simplifica a proteção dos dados.
Implementar um storage de 300TB é apenas o primeiro passo. O gerenciamento contínuo é o que garante a longevidade e a confiabilidade da solução. Essa tarefa inclui o monitoramento constante da saúde dos discos através dos relatórios S.M.A.R.T. para prever falhas e substituir as unidades de forma proativa. Manter o firmware do equipamento e o software sempre atualizados também é vital para corrigir vulnerabilidades de segurança e obter melhorias de desempenho. Além disso, a administração de usuários, grupos e permissões de acesso precisa ser rigorosa para garantir que cada pessoa acesse apenas os arquivos pertinentes à sua função. Outro ponto importante é o planejamento da expansão. É preciso avaliar se o sistema escolhido permite adicionar mais discos (scale-up) ou se será necessário adicionar novos equipamentos ao cluster (scale-out). Um bom planejamento evita migrações complexas e custosas no futuro.
Um sistema de armazenamento com 300TB é uma peça de infraestrutura estratégica para setores que lidam com arquivos muito grandes ou um número massivo de documentos. Estúdios de pós-produção de vídeo, por exemplo, precisam de um repositório central para armazenar e editar imagens em alta resolução de forma colaborativa. Empresas de engenharia e arquitetura que trabalham com projetos complexos em CAD e BIM também se beneficiam da centralização e do acesso rápido que esses sistemas proporcionam. No setor da saúde, eles são usados para arquivar imagens médicas, como tomografias e ressonâncias magnéticas, que ocupam um espaço considerável. Além disso, qualquer empresa de médio a grande porte pode usar um storage dessa capacidade como um destino centralizado para o backup de todos os seus servidores e estações de trabalho. Nessas situações, um servidor de arquivos robusto e confiável é a resposta para garantir a continuidade dos negócios e a integridade dos dados.