Storage NAS HNAS Hitachi. Saiba mais sobre esses sistemas de de armazenamento e por que esses storages já não devem armazenar arquivos corporativos.
Um storage HNAS Hitachi obsoleto é um risco porque o equipamento não recebe mais atualizações de segurança, correções de firmware ou suporte técnico oficial do fabricante. Essa condição expõe os dados corporativos a vulnerabilidades graves, falhas críticas sem peças para reposição e gargalos de desempenho que são incompatíveis com as aplicações modernas. Quando um produto atinge o fim da sua vida útil (End of Life), a Hitachi Vantara para de desenvolver melhorias para ele. Pouco tempo depois, o sistema chega ao fim do seu serviço (End of Service Life), momento em que o suporte técnico e a substituição de componentes são formalmente encerrados. Qualquer problema, desde uma falha em um disco até um bug crítico no sistema operacional, se torna responsabilidade exclusiva da equipe de TI, que frequentemente não possui os recursos para resolver. Além disso, o cenário de ameaças digitais evolui constantemente. Um firmware que não recebe patches de segurança se transforma em uma porta de entrada para ataques de ransomware e outras explorações. Manter um desses sistemas HNAS em produ...
Os NAS Hitachi HNAS 3080 e 3090 foram, em sua época, soluções muito competentes para o armazenamento centralizado de arquivos. Eles entregavam a confiabilidade e o desempenho que muitas organizações precisavam para suas operações diárias. Várias empresas construíram suas infraestruturas de dados sobre a estabilidade que esses sistemas ofereciam. No entanto, suas especificações técnicas refletem as necessidades de uma década atrás. A capacidade de armazenamento, embora expansível, opera com limites que hoje são facilmente ultrapassados por volumes de dados gerados por virtualização, bancos de dados e backups. Sua conectividade, geralmente baseada em portas Gigabit Ethernet, cria gargalos significativos em redes que já migraram para padrões mais rápidos. Esses equipamentos foram projetados para um mundo com menos ameaças cibernéticas e demandas de acesso menos intensas. Hoje, eles raramente conseguem acompanhar o ritmo, o que torna sua presença na rede um fator de lentidão e risco. O seu legado é importante, mas sua tecnologia ficou no passado.
A série 4000, que inclui os servidores de armazenamento HNAS 4040, 4060, 4080 e 4100, representou uma evolução considerável sobre seus predecessores. A Hitachi introduziu processadores mais potentes, maior capacidade de memória RAM e arquiteturas que suportavam um volume de IOPS muito superior. Isso permitiu que essas unidades atendessem a cargas de trabalho mais exigentes. Esses sistemas também trouxeram melhorias na escalabilidade, com mais opções para expandir a capacidade bruta e otimizar o acesso aos arquivos. Para muitas empresas, a migração para um HNAS da série 4000 significou um ganho real de produtividade, especialmente em ambientes com muitos usuários simultâneos ou aplicações que dependiam de baixa latência na rede. Ainda assim, mesmo esse salto tecnológico já foi superado. As arquiteturas modernas de armazenamento utilizam recursos como cache em SSD, tiering automático e protocolos de rede muito mais velozes. A série 4000, por mais avançada que tenha sido, não possui a flexibilidade nem a inteligência dos sistemas atuais para gerenciar dados de forma eficiente.
A capacidade máxima suportada pelos HNAS obsoletos da Hitachi é um dos seus maiores problemas. Um limite que parecia generoso anos atrás hoje é frequentemente inadequado para as demandas de armazenamento de dados não estruturados, como vídeos, imagens e logs de sistema. Empresas que tentam estender a vida útil desses equipamentos acabam recorrendo a soluções improvisadas que complicam o gerenciamento. O desempenho é outra barreira crítica. Esses sistemas foram projetados quase exclusivamente com hard disks mecânicos em mente. Eles não tiram proveito da velocidade dos SSDs para cache ou armazenamento primário, o que resulta em alta latência e baixo IOPS. Aplicações como bancos de dados, servidores virtuais e edição de vídeo colaborativa sofrem diretamente com essa lentidão. Como resultado, os usuários percebem uma queda na produtividade e a equipe de TI gasta um tempo valioso tentando otimizar um hardware que já atingiu seu limite. Manter esses sistemas para arquivos importantes significa aceitar um desempenho inferior que impacta negativamente as operações do negócio.
A infraestrutura de rede evoluiu muito mais rápido que os storages HNAS antigos. A maioria desses storages da Hitachi oferece portas de 1GbE, com alguns sistemas mais avançados da série 4000 talvez possuindo opções para 10GbE. Embora 10GbE ainda seja um padrão útil, as redes corporativas modernas já operam com tecnologias como 2.5GbE, 25GbE ou superiores. Essa limitação na conectividade cria um gargalo imediato. Não adianta ter servidores rápidos e uma rede moderna se o storage central não consegue entregar ou receber os dados na mesma velocidade. Tarefas como backups completos, restauração de grandes volumes de arquivos e o acesso simultâneo por dezenas de usuários saturam rapidamente essas conexões antigas. A agregação de link pode aliviar o problema pontualmente, mas não resolve a causa raiz. A arquitetura interna do HNAS simplesmente não foi projetada para lidar com a taxa de transferência que as redes atuais exigem. Por isso, o storage se torna o elo mais fraco da infraestrutura, o que compromete o desempenho de todo o ambiente.
O fim do suporte oficial é talvez o risco mais concreto ao usar um HNAS obsoleto. Sem um contrato de serviço ativo com a Hitachi Vantara, qualquer falha de hardware se transforma em uma crise. Se uma controladora, uma fonte de alimentação ou uma placa de rede falhar, não há um canal oficial para solicitar a substituição da peça. Algumas empresas recorrem ao mercado de suporte terceirizado ou buscam componentes usados online. No entanto, essa abordagem é arriscada. As peças de reposição são escassas e frequentemente não possuem garantia de funcionamento. Além disso, o suporte de terceiros raramente tem o mesmo nível de conhecimento sobre o firmware e as particularidades do sistema que o fabricante original. Essa situação deixa a empresa totalmente exposta. Uma falha crítica pode causar uma parada de dias ou até semanas, enquanto a equipe de TI procura desesperadamente por uma solução. Para qualquer organização que depende da disponibilidade dos seus dados, esse é um nível de risco inaceitável.
Um dos argumentos mais fortes contra o uso de HNAS obsoletos é a segurança. O firmware desses equipamentos parou de ser atualizado há anos. Isso significa que todas as vulnerabilidades descobertas desde então permanecem sem correção. Cibercriminosos conhecem esses pontos fracos e exploram ativamente sistemas legados para invadir redes corporativas. Ameaças como o ransomware, por exemplo, evoluem para explorar falhas específicas em protocolos de rede como o SMBv1, que frequentemente está presente nesses sistemas antigos. Um HNAS vulnerável pode ser o ponto de partida para um ataque que criptografa não apenas os arquivos no storage, mas também se espalha por toda a rede. Manter um equipamento sem patches de segurança é uma falha grave nas boas práticas de TI. Mesmo com firewalls e outras medidas protetivas, o HNAS se torna um alvo fácil dentro do perímetro da rede. A economia gerada por não atualizar o hardware desaparece diante do custo de um incidente de segurança bem-sucedido.
A falha de hardware é uma certeza em qualquer equipamento eletrônico, e com os storages HNAS antigos não é diferente. O problema é que, quando um componente falha, encontrar um substituto compatível se torna uma tarefa muito difícil. Discos rígidos, por exemplo, muitas vezes exigem um firmware específico para funcionar corretamente no arranjo RAID do sistema. Procurar essas peças no mercado de usados é uma aposta. Não há garantia sobre a procedência ou o estado do componente, e o tempo de entrega pode ser longo. Durante essa espera, o sistema pode operar com a redundância comprometida ou, no pior caso, ficar totalmente inoperante, o que causa a perda de acesso aos dados. Essa incerteza complica qualquer planejamento de continuidade. A equipe de TI não consegue prever quando uma peça vai falhar nem garantir que terá uma substituta à mão. Esse cenário de imprevisibilidade é incompatível com a gestão de dados corporativos importantes.
Todos os riscos técnicos associados aos HNAS obsoletos convergem para um único ponto: o impacto na continuidade dos negócios. Uma falha de hardware, um ataque de ransomware ou uma simples corrupção de dados podem paralisar as operações da empresa. A indisponibilidade de arquivos essenciais afeta diretamente a produtividade dos colaboradores e o atendimento aos clientes. O custo de uma parada não planejada vai muito além do conserto do equipamento. Ele inclui a perda de receita, danos à reputação da marca e o tempo que a equipe de TI gasta para contornar a crise em vez de trabalhar em projetos estratégicos. Em muitos casos, a recuperação de um desastre em um sistema sem suporte pode ser impossível, o que resulta em perda permanente de dados. Portanto, a decisão de manter um HNAS Hitachi antigo em produção deve ser avaliada sob uma ótica de risco de negócio, não apenas de custo de TI. O valor dos dados armazenados quase sempre supera em muito a suposta economia com a postergação da troca do hardware.
Uma vez reconhecidos os riscos, o próximo passo é planejar a migração dos dados para uma plataforma moderna. Esse processo exige um planejamento cuidadoso para minimizar o tempo de inatividade e garantir a integridade dos arquivos durante a transferência. O primeiro passo é catalogar todos os dados no HNAS antigo e identificar suas dependências com outras aplicações. Em seguida, é preciso escolher a nova solução de armazenamento e definir a melhor estratégia para a transferência. Ferramentas de sincronização como o rsync ou soluções específicas de migração podem automatizar grande parte do trabalho. É fundamental realizar testes para validar que todos os arquivos, permissões e metadados foram copiados corretamente. O planejamento também deve incluir uma janela de transição, geralmente durante um fim de semana ou fora do horário comercial, para realizar o corte final e apontar os usuários e aplicações para o novo storage. Uma comunicação clara com todos os envolvidos ajuda a evitar surpresas e garante uma transição suave.
O mercado atual oferece uma vasta gama de alternativas aos HNAS legados. Os modernos sistemas de Network Attached Storage (NAS) são projetados com flexibilidade e segurança em mente. Eles combinam o uso de HDDs de alta capacidade com SSDs para cache ou armazenamento all-flash, o que entrega um desempenho muito superior. Essas soluções vêm com sistemas operacionais robustos que incluem recursos avançados de proteção de dados. Funcionalidades como snapshots imutáveis, replicação remota para recuperação de desastres e integração nativa com serviços de nuvem são padrão na maioria dos equipamentos corporativos. Isso simplifica a criação de uma estratégia de backup 3-2-1. Além disso, os novos storages recebem atualizações constantes de firmware para corrigir bugs e fechar brechas de segurança. Eles também suportam os protocolos de rede mais recentes e oferecem interfaces de gerenciamento intuitivas, o que reduz a carga de trabalho da equipe de TI. A migração para um desses sistemas é um investimento direto na segurança e na eficiência da empresa.
A adoção de um novo Storage NAS é a resposta direta para os riscos apresentados pelos storages NAS obsoletos da Hitachi. Primeiramente, ele restaura a tranquilidade ao oferecer suporte técnico do fabricante e garantia de hardware, o que assegura a rápida substituição de peças em caso de falha. Em segundo lugar, um sistema moderno protege ativamente os dados. Com atualizações de segurança regulares, snapshots para recuperação instantânea contra ransomware e recursos de replicação, ele cria múltiplas camadas de defesa. O desempenho também melhora drasticamente, pois a arquitetura híbrida ou all-flash elimina os gargalos de acesso e acelera as aplicações. Por fim, um NAS atual simplifica o gerenciamento e prepara a infraestrutura para o futuro. Sua compatibilidade com tecnologias de nuvem e virtualização, somada à conectividade de alta velocidade, garante que o armazenamento não será um impedimento para o crescimento do negócio. Desse modo, substituir um HNAS obsoleto não é um custo, mas sim um passo estratégico para a modernização e a segurança da informação.