Armazenamento de imagens PACS: Saiba mais sobre o assunto

Armazenamento de imagens PACS: Saiba mais sobre as imagens de exames hospitalares, o tempo de retenção e os dispositvos de armazenamento compatíveis.

Como funciona o armazenamento para imagens PACS?

O armazenamento para imagens PACS (Picture Archiving and Communication System) é uma infraestrutura tecnológica que centraliza, arquiva e distribui exames médicos digitais, como radiografias e tomografias. Esse sistema utiliza o padrão DICOM para garantir a compatibilidade entre diferentes equipamentos e softwares médicos. Frequentemente, essa estrutura é o coração do departamento de radiologia. Na prática, quando um equipamento captura uma imagem, ele a envia para o servidor PACS. Ali, o sistema organiza os arquivos por paciente e os torna disponíveis na rede para médicos e especialistas. Essa organização é fundamental para um fluxo de trabalho clínico muito mais eficiente. Uma solução de armazenamento robusta para PACS também integra com outros sistemas hospitalares, como o HIS (Sistema de Informação Hospitalar) e o RIS (Sistema de Informação Radiológica). Essa conexão melhora a gestão do prontuário eletrônico do paciente, pois associa os exames ao histórico clínico completo.

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Qual a capacidade necessária para um sistema PACS?

A capacidade necessária para um sistema PACS varia muito, pois depende do volume e do tipo de exames realizados anualmente. Para calcular o espaço, é preciso considerar a quantidade de exames, o tamanho médio dos arquivos gerados por cada modalidade e a projeção de crescimento da instituição. Por exemplo, uma ressonância magnética pode gerar centenas de megabytes, enquanto um raio-X gera bem menos. Além do armazenamento ativo, a política de retenção legal exige que os exames fiquem arquivados por muitos anos. Essa necessidade aumenta drasticamente o volume total. Uma boa estratégia é usar um sistema de tiering, que move dados mais antigos para discos mais lentos e baratos, sem comprometer o acesso quando necessário. Nossos técnicos geralmente recomendam iniciar com uma capacidade que suporte pelo menos cinco anos de operação, já com uma margem para crescimento. Um storage expansível é a resposta para evitar migrações complexas e custosas no futuro, pois ele se adapta ao aumento da demanda.

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Desempenho: o que define o acesso rápido aos exames?

O desempenho no acesso aos exames é definido por uma combinação de fatores, incluindo a velocidade dos discos, a configuração da rede e a eficiência do servidor. Para diagnósticos urgentes, qualquer latência é inaceitável. Por isso, sistemas PACS modernos quase sempre utilizam arranjos de discos SSD ou cache com SSD para acelerar a leitura das imagens mais recentes ou acessadas com frequência. A infraestrutura de rede também tem um papel central. Redes Gigabit Ethernet (1GbE) podem se tornar um gargalo quando vários médicos consultam exames pesados ao mesmo tempo. Nesses cenários, uma rede 10GbE ou superior é a mais indicada, pois ela suporta o tráfego intenso e reduz o tempo para carregar as imagens nos visualizadores. Vale ressaltar que o próprio servidor PACS precisa de processamento e memória RAM adequados para gerenciar as solicitações sem lentidão. Um storage on-premises com hardware dedicado geralmente entrega um desempenho superior e mais consistente que algumas alternativas em nuvem, onde a performance pode variar.

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Retenção legal e políticas de arquivamento

As políticas de arquivamento para imagens PACS são diretamente influenciadas pelas regulamentações locais, como as resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) no Brasil. Essas normas determinam o tempo mínimo que os exames devem ser guardados, que pode chegar a 20 anos ou mais. O descumprimento dessas regras acarreta sérias sanções legais e financeiras. Para gerenciar esse grande volume de dados a longo prazo, muitas instituições adotam uma política de arquivamento hierárquico. Imagens recentes ficam em um armazenamento primário de alta performance (hot storage). Após um período, elas são movidas automaticamente para um armazenamento secundário, mais econômico, porém com acesso um pouco mais lento (cold storage). Essa abordagem otimiza os custos sem sacrificar a conformidade legal. Um bom sistema de storage NAS facilita a criação dessas políticas, pois automatiza a movimentação dos dados entre diferentes tipos de disco. Isso simplifica a gestão e garante que os dados estejam sempre disponíveis, conforme a necessidade.

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Compressão de imagens: lossless ou lossy?

A compressão de imagens é uma técnica usada para reduzir o tamanho dos arquivos e otimizar o uso do espaço de armazenamento. Existem dois tipos principais: lossless (sem perdas) e lossy (com perdas). A escolha entre eles é crítica no ambiente médico, porque afeta diretamente a qualidade da imagem e, consequentemente, a precisão do diagnóstico. A compressão lossless reduz o tamanho do arquivo sem descartar nenhuma informação. Ao descomprimir, a imagem retorna exatamente ao seu estado original. Por esse motivo, é o método obrigatório para imagens de diagnóstico, pois preserva todos os detalhes clínicos. Embora a redução do espaço seja menor, a integridade do exame é total. Já a compressão lossy descarta algumas informações que o algoritmo considera menos importantes, o que resulta em uma redução de tamanho muito maior. No entanto, essa perda de dados é irreversível e pode comprometer detalhes sutis, essenciais para um laudo preciso. Seu uso em PACS é raro e limitado a cópias de referência ou para fins não diagnósticos.

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Integração com padrões DICOM e HL7

A integração com os padrões DICOM e HL7 é um requisito fundamental para qualquer sistema de armazenamento PACS. O DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine) é o protocolo universal para transmitir, armazenar e visualizar imagens médicas. Sem ele, um tomógrafo de um fabricante não conseguiria se comunicar com o software de visualização de outro. O HL7 (Health Level Seven) é outro padrão essencial, focado na troca de informações clínicas e administrativas entre diferentes sistemas de saúde. Enquanto o DICOM lida com as imagens, o HL7 cuida dos dados textuais, como informações do paciente, agendamentos e laudos. Um storage PACS precisa ser compatível com ambos para se integrar completamente ao ecossistema do hospital. Essa compatibilidade garante um fluxo de trabalho contínuo, onde as imagens e os dados do paciente são associados corretamente e circulam sem problemas entre os departamentos. Um storage on-premises bem configurado assegura que essas integrações funcionem com baixa latência e alta confiabilidade.

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Segurança e conformidade com a LGPD

A segurança dos dados em um sistema PACS é uma prioridade absoluta, especialmente com a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Imagens de exames são classificadas como dados pessoais sensíveis, e seu vazamento ou acesso indevido pode gerar multas pesadas e danos irreparáveis à reputação da instituição. Por isso, a infraestrutura de armazenamento deve incluir múltiplas camadas protetivas. Entre as medidas indispensáveis estão a criptografia dos dados, tanto em repouso (nos discos) quanto em trânsito (na rede), e um controle de acesso rigoroso. Apenas usuários autorizados devem conseguir visualizar ou manipular os exames. Além disso, é vital manter logs de auditoria detalhados, que registrem quem acessou qual arquivo e quando. Um servidor NAS corporativo oferece essas funcionalidades de forma nativa. Ele também facilita a criação de rotinas de backup e snapshots, que protegem os dados contra falhas de hardware e ataques de ransomware. Essa proteção adicional é um componente chave para garantir a continuidade das operações e a conformidade com a lei.

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Como planejar a migração de um sistema legado?

Planejar a migração de um sistema PACS legado é um processo complexo que exige cuidado para evitar a perda de dados ou a interrupção do serviço. O primeiro passo é realizar um inventário completo do acervo existente, para entender o volume de dados, os formatos dos arquivos e as dependências com outros sistemas. Esse diagnóstico inicial evita surpresas durante o projeto. Com base nessa análise, a equipe define a estratégia de migração, que pode ser feita em fases ou de uma só vez (big bang). A abordagem em fases é geralmente mais segura, pois move os dados em blocos menores e permite validar cada etapa. É fundamental também testar a integridade dos dados migrados antes de desativar o sistema antigo. A escolha de um novo storage que simplifique essa transição é muito importante. Soluções com alta compatibilidade e ferramentas de sincronização de dados ajudam a automatizar parte do processo. Nossa equipe já auxiliou várias clínicas nesse tipo de projeto, e a experiência mostra que um bom planejamento reduz o tempo de inatividade e os riscos associados.

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O papel dos storages on-premises na infraestrutura

Os storages on-premises continuam a desempenhar um papel vital na infraestrutura de PACS, mesmo com o avanço da nuvem. O principal motivo é o desempenho. O acesso local aos arquivos de imagem é quase sempre mais rápido e consistente do que o acesso via internet, um fator crítico para a produtividade dos radiologistas. A baixa latência da rede local faz toda a diferença. Outro ponto importante é o controle total sobre os dados. Manter as informações dos pacientes dentro da própria infraestrutura simplifica a conformidade com a LGPD e outras regulamentações. A instituição tem autonomia para definir suas próprias políticas de segurança, backup e acesso, sem depender das regras de um provedor externo. Além disso, o custo pode ser mais previsível a longo prazo. Embora o investimento inicial seja maior, um storage on-premises não possui taxas mensais variáveis associadas ao tráfego de dados (egress fees), que podem se tornar muito altas em sistemas de imagem. Para muitas instituições, essa previsibilidade financeira é um grande atrativo.

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Um storage NAS como solução centralizada para PACS

Um sistema de armazenamento em rede moderno surge como uma solução centralizada e eficiente para os desafios do armazenamento PACS. Esses equipamentos combinam alta capacidade de expansão com recursos avançados de gerenciamento e segurança, tudo em uma única plataforma. Eles são projetados para suportar cargas de trabalho intensas, como as geradas por exames de imagem. Com um NAS, é possível criar arranjos de discos redundantes (RAID) que protegem os dados contra falhas de hardware. Muitos storages corporativos também suportam cache SSD para acelerar o desempenho, protocolos de rede de alta velocidade como 10GbE e funcionalidades de segurança como criptografia e snapshots. Isso atende diretamente às necessidades de performance e proteção. Adicionalmente, a gestão simplificada e a escalabilidade facilitam a vida da equipe de TI. Aumentar a capacidade ou configurar novas políticas de backup se torna uma tarefa mais simples. Nessas condições, um servidor de arquivos dedicado é a resposta para construir uma infraestrutura PACS confiável, segura e preparada para o futuro.

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