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Saiba como fazer backup de storages all flash

Saiba como fazer backup de storages all flash

Índice:

Muitas empresas investem em storages all-flash para obter o máximo desempenho em suas aplicações críticas. Essa velocidade, no entanto, gera um volume de dados muito maior em menos tempo, o que expõe uma fragilidade inesperada nos sistemas legados.

O backup tradicional frequentemente se torna um grande gargalo, pois não consegue acompanhar o ritmo da produção. Esse descompasso aumenta o risco de perda de dados e estende perigosamente o tempo necessário para qualquer recuperação.

Assim, uma estratégia de proteção moderna é fundamental para garantir a continuidade dos negócios. Ela precisa ser tão ágil quanto o próprio armazenamento primário, sem comprometer a performance que motivou o investimento inicial.

O que é backup de storages all flash?

Backup para storages all-flash é um processo de proteção de dados desenhado especificamente para ambientes que usam apenas SSDs. Sua principal meta é copiar informações com impacto mínimo na performance do ambiente de produção, aproveitando recursos nativos da tecnologia flash. Diferente dos métodos antigos que leem dados disco a disco, essa abordagem frequentemente usa tecnologias como snapshots para capturar o estado dos dados em um instante.

Essa técnica funciona de maneira quase instantânea e com pouquíssima sobrecarga no storage primário. Após a criação do snapshot, o sistema pode mover essa cópia para um segundo local, como um servidor de backup ou a nuvem, sem interferir nas operações principais. Algumas vezes, a replicação direta para outro equipamento também é usada para criar uma cópia espelhada para recuperação rápida.

Sua aplicação é vital para bancos de dados, ambientes virtualizados e aplicações transacionais, onde cada milissegundo de latência conta. Nesses cenários, parar ou degradar a produção para realizar uma cópia de segurança simplesmente não é uma opção viável. Portanto, a agilidade do processo de backup se torna tão importante quanto a velocidade do armazenamento.

Como a velocidade do all-flash impacta o backup?

A altíssima taxa de IOPS e a enorme largura de banda dos storages all-flash podem facilmente sobrecarregar um servidor de backup convencional. A quantidade de dados que um arranjo flash processa em poucos minutos pode levar horas para ser copiada por uma infraestrutura de backup que não foi projetada para esse volume. Esse cenário quase sempre resulta em um grande gargalo.

Com isso, a janela de backup, que é o período noturno ou de baixa atividade reservado para cópias, se torna insuficiente. As rotinas de proteção de dados começam a invadir o horário de produção, o que degrada o desempenho das aplicações e afeta diretamente os usuários. A rede também se torna um ponto de lentidão, pois raramente consegue acompanhar a velocidade do storage.

Como resultado, a empresa enfrenta um dilema: ou investe em uma infraestrutura de backup igualmente veloz, o que é caro, ou convive com um risco maior de perda de dados. A falha em adaptar a estratégia de proteção anula parte dos benefícios obtidos com o armazenamento de alta performance, pois a capacidade de recuperação fica comprometida.

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Snapshot e replicação são melhores que agentes?

Uma abordagem baseada em agentes de software exige a instalação de um programa em cada servidor ou máquina virtual. Esse agente lê os dados e os envia para o destino do backup, um processo que consome recursos valiosos como CPU, memória e I/O do host de produção. Em ambientes all-flash, esse consumo adicional frequentemente degrada o desempenho da aplicação principal.

Por outro lado, snapshots e replicação são recursos executados diretamente pelo sistema de armazenamento. Um snapshot cria uma cópia pontual dos dados com impacto quase nulo, pois apenas registra as alterações em vez de mover blocos inteiros. A replicação, por sua vez, envia esses dados para um segundo storage de forma contínua ou agendada, também com baixa sobrecarga.

Ainda assim, a escolha depende do objetivo. Snapshots são ótimos para recuperações rápidas, mas não protegem contra falhas do equipamento, pois residem no mesmo local. A replicação é excelente para desastres, mas exige um storage de destino compatível. O agente oferece granularidade, porém quase sempre afeta a performance. Para muitos casos, uma combinação das tecnologias é a resposta mais equilibrada.

Definindo RPO e RTO para ambientes de alta performance

O RPO (Recovery Point Objective) determina a perda máxima de dados que uma empresa pode tolerar. Em um ambiente all-flash que suporta aplicações críticas, o RPO é geralmente muito baixo, medido em minutos ou até segundos. A frequência de snapshots ou replicação contínua é a chave para atingir essa meta, pois garante que a cópia de segurança esteja sempre muito próxima do estado atual dos dados.

Já o RTO (Recovery Time Objective) define o tempo máximo que um serviço pode permanecer inativo após uma falha. Ambientes de alta performance exigem um RTO extremamente curto. Restaurar um backup a partir de um snapshot local ou ativar um ambiente replicado é um processo muito mais rápido que a recuperação a partir de um backup tradicional em fita ou disco lento. Isso minimiza o tempo de inatividade.

Essas duas métricas são, na prática, os pilares que sustentam toda a estratégia de proteção de dados. Elas justificam o investimento em tecnologias mais avançadas, pois o custo da paralisação ou da perda de informações críticas é quase sempre muito maior que o valor da própria solução de backup.

A estratégia 3-2-1 funciona com flash?

A regra de backup 3-2-1, que recomenda manter três cópias dos dados em duas mídias diferentes com uma cópia fora do local, continua sendo um pilar fundamental, mesmo em ambientes all-flash. Sua lógica de redundância e distribuição geográfica permanece totalmente válida. O que muda é a forma como essa estratégia é implementada com tecnologias modernas.

A primeira cópia é, naturalmente, o dado em produção no storage all-flash. A segunda cópia pode ser um snapshot replicado para um storage secundário, como um NAS híbrido ou baseado em HDDs, que oferece uma boa capacidade a um custo menor. Esse dispositivo armazena o backup local para recuperações rápidas e operacionais.

A terceira cópia, a externa, é obtida ao sincronizar o backup do NAS local com um serviço de armazenamento em nuvem ou com outro equipamento em um datacenter remoto. Essa abordagem adapta um princípio clássico para a realidade atual, combinando a velocidade do flash, a economia do disco e a segurança da nuvem para criar uma camada extra de proteção completa e robusta.

Backup local versus cópia na nuvem: Qual escolher?

Um backup local, geralmente armazenado em um dispositivo na mesma rede, oferece a maior velocidade de recuperação. Quando um arquivo é deletado por engano ou um servidor virtual é corrompido, restaurar os dados pela LAN é um processo que leva minutos. Por isso, essa abordagem é ideal para a recuperação operacional do dia a dia, pois minimiza o RTO para incidentes comuns.

Por outro lado, uma cópia na nuvem é essencial para a estratégia de recuperação de desastres. Se um incêndio, inundação ou um ataque de ransomware em larga escala comprometer todo o datacenter local, a cópia externa será a única forma de reaver os dados. Embora a recuperação seja mais lenta devido à velocidade da internet, ela garante a sobrevivência do negócio.

Na prática, a decisão não é uma escolha, mas uma necessidade de combinação. Uma estratégia de backup madura utiliza ambas as abordagens de forma complementar. O backup local resolve problemas rápidos e frequentes, enquanto a cópia na nuvem oferece a proteção definitiva contra eventos catastróficos. Juntas, elas fornecem uma cobertura completa.

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Qual a importância do versionamento e da retenção?

O versionamento é a capacidade da solução de backup manter múltiplas versões históricas dos mesmos arquivos. Esse recurso é absolutamente crítico para a recuperação de ataques de ransomware ou corrupção silenciosa de dados. Se um arquivo for criptografado hoje, o versionamento permite restaurar uma cópia limpa de ontem, da semana passada ou do mês anterior.

A política de retenção, por sua vez, define por quanto tempo essas versões serão armazenadas antes de serem descartadas. Uma boa política equilibra a necessidade de recuperação histórica com o custo do armazenamento. Setores regulados, como o financeiro e o de saúde, frequentemente possuem exigências legais estritas sobre o tempo mínimo para a guarda de informações digitais.

Sem um planejamento adequado para esses dois elementos, o backup pode se tornar ineficaz. A ausência de versionamento dificulta a recuperação de ameaças modernas, enquanto uma retenção mal definida pode levar à exclusão prematura de dados importantes ou a custos de armazenamento desnecessariamente altos. Ambos são essenciais para um plano de proteção de dados funcional.

Como a imutabilidade protege contra ransomware?

Um backup imutável é uma cópia de dados que, uma vez gravada, não pode ser modificada ou apagada por um período predeterminado, nem mesmo por um administrador com privilégios máximos. Essa característica cria uma barreira intransponível para malwares. Quando um ataque de ransomware criptografa os dados de produção, ele também tenta localizar e criptografar os backups para impedir a recuperação.

No entanto, ao encontrar um repositório imutável, o ataque falha. O malware não consegue alterar os arquivos de backup, que permanecem intactos e prontos para a restauração. Essa tecnologia funciona como uma apólice de seguro digital, pois garante que sempre haverá uma cópia limpa e confiável disponível, independentemente da sofisticação do ataque.

Muitos storages corporativos já oferecem essa funcionalidade nativamente. A implementação da imutabilidade se tornou uma das defesas mais eficazes no arsenal de cibersegurança, transformando o backup de um simples plano de recuperação em uma verdadeira linha de frente contra o crime digital.

Licenças e testes de recuperação são necessários?

Sim, ambos são absolutamente necessários. Muitas funcionalidades avançadas em storages e softwares de backup, como replicação síncrona, snapshots consistentes com aplicações ou desduplicação avançada, frequentemente exigem licenças específicas. Ignorar esses custos no planejamento inicial pode inviabilizar a implementação da estratégia de proteção de dados ou deixar brechas importantes na segurança.

Além disso, um plano de backup que nunca foi testado é apenas uma teoria. A única forma de garantir que os dados são recuperáveis é através de testes de recuperação regulares. Esses exercícios validam a integridade das cópias, o funcionamento do hardware e software, e também preparam a equipe técnica para agir sob pressão durante um incidente real.

Para muitas empresas, os testes de recuperação não são apenas uma boa prática, mas uma exigência de compliance. Auditorias e regulamentações setoriais, como LGPD, SOX ou HIPAA, exigem provas documentadas de que a organização consegue restaurar seus serviços críticos. Portanto, testar o backup é uma obrigação técnica, operacional e legal.

Simplificando a proteção de dados com um NAS

Um storage NAS dedicado surge como uma solução extremamente eficaz para centralizar e simplificar o backup de um ambiente all-flash. Ele atua como um repositório secundário de baixo custo, ideal para receber cópias de segurança sem sobrecarregar o ambiente de produção. Sua flexibilidade para suportar múltiplos protocolos, como NFS e SMB, facilita a integração com diversas plataformas.

Os storages da Qnap, por exemplo, vão além do simples armazenamento. Eles incorporam softwares de backup robustos, suportam snapshots, replicação remota e integração nativa com os principais serviços de nuvem. Isso permite construir uma estratégia 3-2-1 completa usando um único equipamento como pilar central.

Adicionalmente, recursos como a imutabilidade de snapshots (WORM) oferecem uma camada extra de proteção contra ransomware. Ao consolidar o backup em um NAS, as empresas ganham uma solução de proteção de dados poderosa, econômica e muito mais fácil de gerenciar. Nessa situação, um servidor de arquivos empresarial é a resposta para proteger o investimento em all-flash com segurança e inteligência.

Mariana Costa

Mariana Costa

Especialista em backup
"Sou Mariana Costa, especialista em backup com mais de oito anos de experiência implementando soluções de armazenamento para micro, pequenas e médias empresas. Produzo conteúdo prático e direto sobre configuração, rotinas de backup, snapshots, permissões, acesso remoto e proteção contra ransomware, com foco em desempenho, confiabilidade e recuperação testada. Meu trabalho é traduzir tecnologia em passos aplicáveis. Estou aqui para simplificar seu dia a dia."

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