Backup dos exames de imagem: Saiba mais

Backup dos exames de imagem: Saiba por que guardar, quais equipamentos usar, o tempo de retenção, descarte e como manter seus dados médicos seguros.

Por que guardar o backup de exames de imagem?

Guardar o backup de exames de imagem é uma obrigação legal e ética para garantir a continuidade do cuidado com o paciente e proteger a instituição. A legislação brasileira, por meio de resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), exige que os prontuários dos pacientes, incluindo os exames, sejam armazenados por no mínimo 20 anos. Essa exigência existe por algumas razões bastante claras. Primeiramente, o histórico de exames é fundamental para acompanhar a evolução de uma condição clínica e comparar resultados ao longo do tempo. Sem esses dados, os médicos perdem uma ferramenta valiosa para um diagnóstico preciso. Adicionalmente, os registros servem como prova legal para proteger tanto o paciente quanto a instituição em eventuais disputas judiciais. A posse desses arquivos comprova a conduta adotada. Portanto, um sistema de cópias de segurança funcional não é um luxo, mas uma peça central na gestão da saúde. Ele assegura que as informações vitais dos pacientes permaneçam íntegras e sempre disponíveis. A falha nesse processo repre...

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O papel dos sistemas PACS e do padrão DICOM

Os sistemas PACS (Picture Archiving and Communication System) funcionam como o coração do departamento de radiologia. Eles centralizam o armazenamento, a visualização e a distribuição de todas as imagens médicas geradas por equipamentos como tomógrafos e ressonâncias magnéticas. Frequentemente, esses sistemas gerenciam um volume de dados que cresce exponencialmente, com arquivos muito grandes. Essas imagens são salvas no formato DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine). Esse padrão universal garante que uma imagem gerada em um equipamento de um fabricante possa ser visualizada em um software de outro, com total compatibilidade. O padrão DICOM também armazena metadados importantes, como nome do paciente, data do exame e parâmetros técnicos, diretamente no arquivo. Como resultado, o backup do sistema PACS é, na prática, o backup de todo o histórico de imagens da clínica ou do hospital. Qualquer indisponibilidade nesse sistema paralisa o fluxo de trabalho dos radiologistas e atrasa a entrega dos laudos. Por isso, a proteção desses servidores é absolutamente priori...

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Onde armazenar as cópias dos exames?

A escolha do local para armazenar as cópias de segurança dos exames de imagem envolve uma análise de custo, velocidade e segurança. Uma abordagem puramente local, usando um storage NAS, por exemplo, oferece a recuperação mais rápida possível, pois os dados trafegam pela rede interna. No entanto, essa estratégia sozinha não protege contra desastres locais, como incêndios ou inundações, que podem destruir tanto o servidor principal quanto o backup. Por outro lado, o backup em nuvem move as cópias para um datacenter remoto, o que oferece uma excelente proteção contra sinistros locais. A escalabilidade também é um ponto forte, pois o espaço pode ser expandido conforme a necessidade. O ponto fraco, contudo, é o tempo para recuperar um grande volume de dados, que sempre dependerá da velocidade do link de internet e pode ser inviável em uma emergência. Diante disso, a estratégia híbrida quase sempre é a mais recomendada. Ela combina o melhor dos dois mundos: mantém uma cópia local em um NAS para restaurações rápidas e sincroniza outra cópia na nuvem para garantir a recuperação após...

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Definindo RPO e RTO para ambientes clínicos

Definir as métricas de RPO e RTO é um passo fundamental para construir uma política de backup eficaz em ambientes clínicos. O RPO (Recovery Point Objective) determina a quantidade máxima de dados que a instituição tolera perder em caso de falha. Em um hospital movimentado, um RPO de 24 horas é inaceitável, pois significaria perder todos os exames realizados em um dia inteiro. Frequentemente, o RPO precisa ser de poucos minutos. Já o RTO (Recovery Time Objective) estabelece o tempo máximo que o sistema pode ficar indisponível após um incidente. Se o sistema PACS ficar fora do ar, os radiologistas não conseguem laudar, o que atrasa diagnósticos e tratamentos. Um RTO de 4 horas, por exemplo, exige uma tecnologia que restaure o serviço rapidamente, algo que um simples backup em HD externo talvez não consiga cumprir. Essas duas métricas influenciam diretamente a escolha da tecnologia e o custo da solução. Um RPO e um RTO muito baixos exigem sistemas mais sofisticados, como replicação em tempo real e soluções de alta disponibilidade. Portanto, a definição desses objetivos deve equ...

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Política de retenção e arquivamento seguro

Uma política de retenção define claramente por quanto tempo cada tipo de dado deve ser guardado. Para exames de imagem, a regra geral é o mínimo de 20 anos, mas é preciso diferenciar o backup do arquivamento. O backup serve para recuperações rápidas de dados recentes, enquanto o arquivamento visa a preservação a longo prazo para fins legais e de conformidade, com um custo menor. Uma estratégia eficiente utiliza o armazenamento em camadas (tiered storage). Os exames mais recentes, que são acessados com frequência, permanecem em um armazenamento rápido, como um storage NAS all-flash ou com discos SAS. Conforme os exames envelhecem e o acesso se torna raro, eles são movidos automaticamente para um repositório de arquivamento mais barato, como a nuvem de baixa frequência ou até mesmo fitas LTO. Essa abordagem otimiza os custos sem comprometer a conformidade legal. Ela também garante que o sistema principal de produção não fique sobrecarregado com dados antigos, o que melhora seu desempenho geral. O processo de arquivamento deve ser automatizado para evitar erros humanos e garant...

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O descarte correto e seguro dos dados médicos

O ciclo de vida dos dados não termina no arquivamento. Após o vencimento do período de retenção legal, os exames de imagem precisam ser descartados de forma segura e definitiva. Simplesmente apagar os arquivos de um disco não é suficiente, pois ferramentas especializadas podem facilmente recuperar essas informações. Essa vulnerabilidade representa um sério risco de vazamento de dados sensíveis dos pacientes. O descarte seguro, em conformidade com a LGPD, exige métodos que sobrescrevem os dados inúmeras vezes ou que destroem fisicamente a mídia de armazenamento. Para dados em nuvem, é preciso usar as ferramentas do próprio provedor que garantem a eliminação permanente dos arquivos. Todo esse processo deve ser documentado, com registros que comprovem quais dados foram eliminados, quando e por qual método. Ignorar essa etapa final expõe a instituição a multas pesadas e danos à sua reputação. Portanto, uma política completa de governança de dados deve incluir procedimentos claros para o descarte. A segurança da informação do paciente precisa ser garantida desde a criação do exam...

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A importância dos testes periódicos de restauração

Muitas equipes de TI acreditam que seu trabalho termina quando o backup é concluído com sucesso. Na minha experiência, esse é um erro perigoso. Um backup que nunca foi testado é apenas uma esperança, não uma garantia. A única forma de ter certeza que os dados são recuperáveis é realizando testes periódicos de restauração. Esses testes envolvem a simulação de um cenário de desastre. A equipe seleciona um conjunto de exames aleatórios do backup e tenta restaurá-los em um ambiente de teste separado. O objetivo é validar duas coisas: a integridade dos arquivos copiados e a eficácia do procedimento de recuperação. Muitas vezes, é nesse momento que se descobrem problemas, como arquivos corrompidos ou etapas do processo mal documentadas. Realizar esses testes trimestralmente, por exemplo, transforma a incerteza em confiança. A equipe valida que o RTO definido pode ser cumprido na prática e ajusta o plano de recuperação conforme necessário. No final, um backup só tem valor real se ele funcionar no momento da crise. A validação constante é o que assegura esse resultado.

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Como um Storage NAS centraliza a proteção

Um Storage NAS moderno atua como o pilar central para uma estratégia de proteção de dados médicos eficiente e segura. O equipamento centraliza o armazenamento dos backups do sistema PACS em um único local na rede, o que simplifica o gerenciamento e a automação das rotinas. Em vez de lidar com vários HDs externos ou fitas, a equipe de TI gerencia um único dispositivo de alta capacidade. Além disso, muitos desses sistemas oferecem recursos avançados que são ideais para o ambiente clínico. A tecnologia de snapshots, por exemplo, cria cópias instantâneas dos dados que são imunes a ataques de ransomware, permitindo uma recuperação quase imediata. A capacidade de replicação para outro NAS ou para a nuvem também facilita a implementação de uma estratégia híbrida robusta. Com um hardware que suporta redundância de discos (RAID), fontes e conexões de rede, um Storage NAS entrega a alta disponibilidade que um ambiente médico exige. Ele organiza o armazenamento, automatiza a proteção e acelera a recuperação. Nessas condições, um servidor de arquivos empresarial é a resposta para proteg...

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