Backup orientado a objetos: Saiba mais sobre esse tipo de cópia com explicações técnicas claras, vantagens e saiba como proteger seus dados corporativos.
Backup orientado a objetos é uma técnica que armazena dados em unidades autônomas chamadas objetos, em vez de uma hierarquia de arquivos e pastas. Cada objeto agrupa o dado bruto, metadados extensivos e um identificador único global, tudo em um único contêiner. Essa estrutura funciona em um espaço de armazenamento plano, o que elimina a complexidade e os problemas de desempenho dos sistemas de arquivos tradicionais quando lidam com bilhões de arquivos. Em nossa experiência, a grande vantagem desse modelo é a sua escalabilidade quase infinita. Como não há uma estrutura aninhada para gerenciar, adicionar mais capacidade é um processo muito mais simples. Além disso, os metadados personalizáveis transformam a busca por dados específicos. Em vez de varrer diretórios inteiros, você consulta os metadados para localizar um objeto exato em segundos, mesmo em um repositório com petabytes. Essa abordagem é frequentemente usada em nuvens públicas como Amazon S3 e Azure Blob Storage. Muitas ferramentas modernas de backup, como Veeam e Commvault, também integram nativamente com esses serv...
Um backup baseado em arquivos, o mais comum em ambientes de pequenas e médias empresas, organiza os dados em pastas e subpastas. Essa estrutura é intuitiva para os usuários, mas seu desempenho se degrada drasticamente com o aumento do número de arquivos. Por outro lado, o backup em nível de bloco trata os dados como pedaços de tamanho fixo, sendo ideal para bancos de dados e máquinas virtuais, pois captura mudanças com alta velocidade. No entanto, ele raramente entende o contexto do arquivo. O backup orientado a objetos oferece um meio-termo inteligente. Ele não se prende a uma hierarquia rígida e enriquece cada dado com metadados detalhados. Pense nisso: um sistema de arquivos sabe o nome e a data de um arquivo, mas um sistema de objetos pode saber o projeto associado, o nível de confidencialidade e a política de retenção. Essa capacidade muda completamente a forma como os dados são gerenciados. Como resultado, cada método tem seu lugar. Para a recuperação rápida de um sistema operacional inteiro, o backup em bloco geralmente é mais eficiente. Para o arquivamento de longo p...
Os metadados são a verdadeira força do armazenamento de objetos. Enquanto um sistema de arquivos tradicional armazena metadados básicos como nome, tamanho e data da modificação, um sistema de objetos permite a inclusão de metadados estendidos e totalmente personalizáveis. Você pode adicionar tags que descrevem o conteúdo, o proprietário, o centro de custo ou qualquer outra informação relevante para o seu negócio. Essa flexibilidade transforma o repositório de backup em um arquivo de dados pesquisável e inteligente. Por exemplo, uma equipe jurídica pode precisar recuperar todos os documentos relacionados a um caso específico que foram criados nos últimos cinco anos. Em um sistema de arquivos, essa tarefa exigiria scripts complexos e uma varredura demorada. Com objetos, uma simples consulta aos metadados retorna o resultado quase instantaneamente. Portanto, essa inteligência adicional simplifica muito a conformidade com regulamentações como a LGPD. É possível aplicar políticas de retenção e exclusão baseadas em tags de metadados, o que automatiza o ciclo de vida dos dados e re...
Muitas plataformas de armazenamento de objetos possuem recursos nativos para gerenciar o ciclo de vida dos dados. Isso significa que você pode criar regras automatizadas para mover objetos entre diferentes classes de armazenamento com base em sua idade ou frequência de acesso. Essa automação é uma ferramenta poderosa para otimizar custos sem sacrificar a disponibilidade. Por exemplo, você pode definir uma política para que todos os backups com menos de 30 dias permaneçam em uma camada de armazenamento de acesso rápido. Após esse período, o sistema os move automaticamente para uma camada de acesso infrequente, que possui um custo por gigabyte muito menor. Depois de um ano, os mesmos dados podem ser movidos para uma camada de arquivamento profundo para retenção de longo prazo a um custo mínimo. Essa gestão automatizada do ciclo de vida é difícil de implementar em sistemas de backup tradicionais. Ela não apenas reduz os custos de armazenamento, mas também garante que as políticas de retenção da empresa sejam aplicadas consistentemente, o que ajuda a atender auditorias e requisi...
A capacidade de restauração é onde as diferenças entre as abordagens de backup se tornam mais evidentes. O backup orientado a objetos se destaca na restauração granular. Graças aos identificadores únicos e aos metadados ricos, encontrar e restaurar um único arquivo, e-mail ou documento de um conjunto de dados massivo é uma operação extremamente rápida e eficiente. No entanto, para uma recuperação completa do sistema, conhecida como bare-metal recovery, o backup em nível de bloco ainda leva vantagem. Ele restaura o estado exato de um volume ou disco, incluindo o sistema operacional e as aplicações, de forma muito mais direta. Tentar reconstruir um servidor inteiro a partir de milhões de objetos individuais seria um processo consideravelmente mais lento. Assim, a escolha ideal frequentemente depende da carga de trabalho. Para servidores de arquivos com muitos dados não estruturados, a granularidade dos objetos é perfeita. Para servidores de banco de dados ou hosts de virtualização, uma abordagem em bloco ou baseada em imagem é geralmente mais apropriada para garantir um RTO (R...
O uso do backup orientado a objetos é particularmente vantajoso em alguns cenários específicos. Ambientes com grandes volumes de dados não estruturados, como empresas de mídia, instituições de pesquisa e provedores de conteúdo digital, se beneficiam imensamente da sua escalabilidade e das capacidades de busca por metadados. Para eles, gerenciar petabytes de dados é uma realidade diária. Outro caso de uso forte é o arquivamento de longo prazo para fins de conformidade. Setores como o financeiro e o de saúde precisam reter dados por muitos anos. O baixo custo por gigabyte e as políticas de ciclo de vida automatizadas do armazenamento de objetos tornam essa tarefa economicamente viável e administrativamente simples. Além disso, é uma excelente camada de proteção para recuperação de desastres na nuvem. Por outro lado, essa abordagem talvez não seja a melhor escolha para bancos de dados transacionais de alta performance. Essas aplicações exigem latência extremamente baixa para operações de leitura e escrita, algo que o backup em nível de bloco, diretamente conectado a uma SAN (St...
A análise de custos do backup orientado a objetos pode ser complexa. Se você optar por uma solução local (on-premises), o investimento inicial em hardware e software pode ser significativo. No entanto, o custo total de propriedade (TCO) tende a ser menor ao longo do tempo devido à menor necessidade de gerenciamento manual e à densidade de armazenamento superior. Ao usar um provedor de nuvem, o modelo de pagamento é "pague pelo que usar", o que elimina o custo de capital inicial. Os custos geralmente se dividem em três categorias: armazenamento (custo por GB/mês), transferências de dados (custo para mover dados para dentro ou para fora da nuvem) e requisições de API (custo por operações como PUT, GET, LIST). Essas taxas de requisição são frequentemente subestimadas e podem gerar surpresas na fatura se a aplicação de backup for muito "falante". Ainda assim, para arquivamento de longo prazo, o custo por gigabyte no armazenamento de objetos em nuvem é quase imbatível. Camadas como Amazon S3 Glacier Deep Archive oferecem preços extremamente baixos, tornando viável a retenção de d...
Uma das funcionalidades mais poderosas do armazenamento de objetos é o suporte à imutabilidade, também conhecida como WORM (Write Once, Read Many). Quando um objeto é gravado com uma política de imutabilidade, ele não pode ser modificado ou excluído por ninguém, nem mesmo por um administrador com privilégios máximos, até que o período de retenção definido expire. Essa característica cria uma linha de defesa extremamente robusta contra ransomware. Se um ataque criptografar os dados de produção, os cibercriminosos frequentemente tentam também corromper ou apagar os backups para impedir a recuperação. Com backups imutáveis, essa tática falha. Você sempre terá uma cópia limpa e íntegra dos seus dados, pronta para ser restaurada. Nossos testes mostram que a imutabilidade é uma das formas mais eficazes para garantir a recuperabilidade após um incidente de segurança. Ela transforma o backup de uma simples apólice de seguro em uma fortaleza digital, o que justifica o investimento para muitas organizações.
Apesar das inúmeras vantagens, o backup orientado a objetos apresenta um risco significativo: o aprisionamento tecnológico, ou vendor lock-in. Embora a API do Amazon S3 tenha se tornado um padrão de fato na indústria, muitos fornecedores ainda implementam suas próprias APIs proprietárias. Isso pode criar uma forte dependência da plataforma escolhida. Se sua empresa armazenar petabytes de dados em um formato proprietário, migrar para outro fornecedor no futuro pode se tornar uma tarefa hercúlea, tanto em termos de custo quanto de complexidade técnica. A simples transferência de um volume tão grande de dados pela internet pode levar meses e gerar contas de egresso de dados altíssimas. Portanto, ao avaliar uma solução de armazenamento de objetos, é fundamental priorizar aquelas que oferecem compatibilidade com a API S3. Essa escolha estratégica preserva a flexibilidade e evita que sua empresa fique refém de um único fornecedor, garantindo maior controle sobre seus próprios dados a longo prazo.
Muitos administradores de TI associam o NAS apenas ao compartilhamento de arquivos em rede. No entanto, os equipamentos modernos evoluíram muito e hoje atuam como plataformas de dados versáteis. Vários modelos de NAS, por exemplo, podem executar um serviço de armazenamento de objetos compatível com S3 localmente, o que oferece os benefícios da tecnologia com a segurança e a velocidade de uma rede local. Essa configuração cria uma solução de backup híbrida poderosa. Você pode usar o NAS como um destino primário para backups rápidos e, em seguida, usar suas aplicações integradas para replicar esses dados para um serviço de nuvem de objetos, como o Amazon S3 ou o Backblaze B2. Essa abordagem combina o melhor dos dois mundos: RTOs baixos para recuperações locais e a durabilidade e o custo-benefício da nuvem para arquivamento e recuperação de desastres. Com um sistema de armazenamento em rede você centraliza a gestão, implementa políticas de imutabilidade e automatiza o ciclo de vida dos dados a partir de uma única interface. Para empresas que buscam modernizar sua estratégia de ...