Deduplicação de dados em storages e servidores: Saiba mais

Deduplicação de dados em storages e servidores: Uma tecnologia que melhora o uso do espaço de armzenamento e reduz o custo da infraestrutura de TI.

O que é deduplicação de dados?

Deduplicação é uma técnica especializada que identifica e elimina cópias duplicadas de dados dentro de um sistema de armazenamento. Em vez de salvar múltiplos arquivos ou blocos idênticos, o sistema guarda apenas uma única instância e substitui as demais por ponteiros que apontam para a cópia original. Esse método reduz drasticamente a necessidade de espaço, principalmente em ambientes com alta redundância. Na prática, o processo funciona através da análise do conteúdo. Cada pedaço de dado, seja um arquivo inteiro ou um pequeno bloco, recebe uma assinatura digital única, conhecida como hash. Quando um novo dado chega, seu hash é calculado e comparado com um índice de hashes já existentes. Se uma correspondência for encontrada, o sistema apenas cria um novo ponteiro, em vez de armazenar o dado novamente. Essa tecnologia é frequentemente aplicada em soluções de backup, arquivamento e armazenamento de máquinas virtuais. Nesses cenários, as cópias de segurança diárias ou os múltiplos sistemas operacionais idênticos geram uma quantidade imensa de informações repetidas. A deduplic...

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Tipos principais: em bloco ou arquivo?

A escolha entre a deduplicação em nível de arquivo ou em bloco depende diretamente do tipo de dado e do objetivo da otimização. A abordagem em nível de arquivo, também chamada de Single Instance Storage (SIS), compara arquivos inteiros. Se dois documentos são idênticos, apenas um é armazenado. Essa modalidade é mais simples e exige menos poder computacional, sendo eficaz em servidores de arquivos onde usuários salvam várias cópias do mesmo documento. Por outro lado, a deduplicação em nível de bloco é muito mais granular e eficiente. Ela divide os arquivos em pequenos segmentos de tamanho fixo ou variável e compara cada um deles individualmente. Mesmo que apenas uma pequena parte de um arquivo grande seja alterada, como em um banco de dados ou uma imagem de máquina virtual, somente os blocos novos são salvos. Os blocos inalterados são referenciados a partir da cópia original. Ainda que o método por bloco ofereça uma taxa de economia de espaço superior, ele também demanda mais recursos de processamento e memória RAM para gerenciar o complexo índice de hashes. A decisão entre o...

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Como o processo funciona na prática?

O funcionamento da deduplicação segue uma sequência lógica para garantir a eliminação de redundâncias sem comprometer a integridade dos dados. Primeiramente, o sistema segmenta os dados recebidos em pedaços menores. Essa segmentação pode ocorrer em arquivos inteiros ou, mais comumente, em blocos de dados com tamanho predefinido. Em seguida, para cada um desses segmentos, um algoritmo de hash, como o SHA-256, gera uma identificação criptográfica única. Essa assinatura funciona como uma impressão digital para aquele pedaço de dado. O sistema então consulta uma tabela de índice para verificar se aquele hash específico já existe. Essa tabela é o coração da tecnologia, pois armazena todas as assinaturas dos blocos únicos já salvos. Se o hash for inédito, o bloco de dados correspondente é gravado no disco e sua assinatura é adicionada ao índice. Caso o hash já exista, o sistema descarta o bloco duplicado e cria apenas um metadado, ou ponteiro, que aponta para o bloco original já armazenado. Assim, o arquivo é reconstruído logicamente usando uma combinação de blocos únicos e pontei...

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Qual o impacto real no desempenho?

A implementação da deduplicação raramente passa despercebida pelo desempenho do sistema de armazenamento. O cálculo contínuo de hashes e a consulta a um grande banco de dados de índices consomem ciclos de CPU e uma quantidade considerável de memória RAM. Por isso, a velocidade de escrita dos dados, ou taxa de ingestão, pode ser visivelmente reduzida, especialmente em sistemas com hardware modesto. Existem duas abordagens principais que influenciam esse impacto. A deduplicação em linha (inline) analisa os dados em tempo real, antes que sejam gravados no disco. Embora maximize a economia de espaço imediatamente, ela pode criar um gargalo de desempenho. Já a deduplicação pós-processamento (post-process) grava os dados primeiro e executa a análise posteriormente, durante períodos de baixa atividade, minimizando o impacto na escrita inicial. A performance de leitura também pode ser afetada. Para reconstruir um arquivo deduplicado, o sistema precisa localizar e montar múltiplos blocos de dados que podem estar fisicamente espalhados pelo disco. Esse processo, conhecido como reidrat...

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A economia de espaço é significativa?

A economia real de espaço com a deduplicação varia drasticamente conforme o tipo de dados e a carga de trabalho. Em ambientes ideais, como repositórios de backup com cópias completas diárias de sistemas semelhantes, as taxas de redução podem ser impressionantes, frequentemente alcançando proporções de 20:1 ou superiores. Isso significa que 20 TB de dados de backup podem ocupar apenas 1 TB de espaço físico. Cenários com infraestrutura de desktop virtual (VDI) ou armazenamento de imagens de máquinas virtuais também se beneficiam imensamente. Nesses casos, a maior parte dos dados corresponde a arquivos de sistema operacional idênticos, o que resulta em uma altíssima taxa de duplicidade. Muitas empresas conseguem reduzir sua necessidade de armazenamento em mais de 90% para essas aplicações específicas. No entanto, a tecnologia é quase ineficaz para certos tipos de conteúdo. Arquivos já comprimidos, como vídeos (MP4), músicas (MP3) ou imagens (JPG), e dados criptografados possuem uma estrutura inerentemente única. Tentar deduplicar esses dados resulta em uma economia mínima ou nu...

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Quando vale a pena utilizar a tecnologia?

A decisão de usar a deduplicação deve ser estratégica, pois nem todos os ambientes se beneficiam dela. A tecnologia brilha em cenários onde a redundância de dados é alta e previsível. O caso de uso mais clássico é em sistemas de backup, onde cópias semanais ou diárias de servidores geram um volume massivo de informações repetidas. Nesses casos, a economia de espaço justifica o custo computacional. Outra aplicação valiosa é no armazenamento para ambientes virtualizados. Implantações de VDI, por exemplo, utilizam dezenas ou centenas de imagens de desktop que compartilham a maior parte dos arquivos do sistema operacional. A deduplicação em nível de bloco consegue consolidar esses dados comuns, liberando uma capacidade significativa nos storages all-flash. Por outro lado, seu uso é desaconselhado para armazenamento primário de aplicações que exigem latência ultrabaixa e alta performance de escrita, como bancos de dados transacionais de alta frequência. O overhead do processo de hashing e consulta ao índice pode degradar o desempenho a um nível inaceitável. Para esses sistemas, a...

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O custo computacional envolvido

A deduplicação não é um recurso "gratuito", pois impõe uma carga significativa sobre o hardware do sistema de armazenamento. O principal consumidor de recursos é o processador (CPU), que precisa executar algoritmos de hash para cada bloco de dados que entra no sistema. Cargas de trabalho intensas exigem CPUs potentes para evitar que o processo de hashing se torne um gargalo. A memória RAM também desempenha um papel vital. Para acelerar as consultas, a tabela de índice que mapeia os hashes aos blocos de dados é frequentemente mantida na memória. Quanto maior o volume de dados únicos, maior será essa tabela e, consequentemente, maior a necessidade de RAM. Sistemas com pouca memória precisam realizar mais operações de leitura no disco para consultar o índice, o que degrada bastante o desempenho. Esse custo computacional precisa ser planejado durante o dimensionamento da solução de armazenamento. Um hardware subdimensionado que tenta executar a deduplicação pode apresentar lentidão severa, afetando todas as aplicações que dependem dele. Por isso, a ativação do recurso deve ser a...

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Riscos de corrupção e perda de dados

Embora seja uma tecnologia poderosa para economizar espaço, a deduplicação introduz um risco concentrado de perda de dados. Como um único bloco de dados original é referenciado por múltiplos arquivos, a corrupção desse bloco fundamental pode tornar todos os arquivos associados a ele irrecuperáveis. Esse efeito cascata transforma um pequeno erro de disco em uma falha de grande escala. A integridade da tabela de índice é outro ponto crítico. Se esse banco de dados que contém os hashes e os ponteiros for corrompido ou perdido, o sistema perde o "mapa" para reconstruir os arquivos. Na prática, isso pode significar a perda de todo o conjunto de dados armazenado, pois o sistema não saberá mais como montar os arquivos a partir dos blocos dispersos. Para mitigar esses riscos, é fundamental implementar a deduplicação sobre um sistema de arquivos robusto que possua mecanismos de autoverificação, como o ZFS ou o Btrfs. Esses sistemas utilizam checksums para validar a integridade dos dados em repouso e podem detectar e, em alguns casos, corrigir a corrupção silenciosa. Além disso, mante...

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Melhores práticas para a implementação

Para obter o máximo benefício da deduplicação e minimizar seus riscos, algumas práticas são essenciais. Antes de tudo, analise o perfil dos seus dados. Ferramentas de análise podem estimar a taxa de economia potencial, ajudando a decidir se o esforço vale a pena. Ativar o recurso para dados já comprimidos ou criptografados, por exemplo, apenas desperdiçará recursos. Dimensionar o hardware corretamente é outro passo fundamental. Garanta que o sistema de armazenamento possua CPU e RAM suficientes para lidar com a carga de trabalho adicional. Em ambientes de produção, é sempre melhor superdimensionar ligeiramente os recursos do que enfrentar gargalos de desempenho que afetem as operações do negócio. Combine a deduplicação com outras tecnologias de proteção de dados. Use-a em conjunto com sistemas de arquivos que oferecem verificação de integridade, como o ZFS. Além disso, monitore continuamente o desempenho do sistema e as taxas de economia. Se o impacto na performance for muito alto, considere alternar para o modo pós-processamento ou desativar o recurso para cargas de trabalh...

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Um storage NAS simplifica a gestão

Muitos administradores de sistemas evitam a deduplicação devido à sua complexidade de implementação e aos riscos associados. No entanto, os modernos storages NAS, como os fabricados pela QNAP e Synology, integram essa tecnologia de forma simples e segura, tornando-a acessível até mesmo para pequenas e médias empresas. Esses equipamentos frequentemente utilizam o sistema de arquivos ZFS, que possui a deduplicação como um recurso nativo. A grande vantagem é que o ZFS também oferece mecanismos robustos de proteção contra a corrupção de dados, como checksums de ponta a ponta e data scrubbing. Isso resolve diretamente um dos maiores receios da tecnologia, que é a perda de dados por falha em um bloco único. Com um storage NAS, a ativação da deduplicação geralmente se resume a marcar uma opção na interface de gerenciamento web. O sistema cuida de todo o trabalho pesado de hashing, gerenciamento de índice e verificação de integridade. Dessa forma, a empresa pode aproveitar a economia de espaço sem precisar de conhecimento técnico aprofundado. Nessa situação, um servidor de arquivos ...

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