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Disk storage: A importância dos sistemas de armazenamento em disco

Disk storage: A importância dos sistemas de armazenamento em disco

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Muitas empresas acumulam um volume crescente de dados, mas frequentemente enfrentam gargalos de desempenho ou riscos de perda. A escolha inadequada do armazenamento digital compromete diretamente a produtividade e a segurança das informações. Um sistema lento ou sem redundância pode paralisar operações críticas.

Essa dificuldade surge porque cada tecnologia de disco possui características muito específicas para diferentes cargas de trabalho. Ignorar as diferenças entre capacidade, IOPS e latência quase sempre resulta em investimentos mal direcionados e em uma infraestrutura pouco confiável. O custo de uma falha é muito maior que o planejamento.

Assim, entender os fundamentos do disk storage é o primeiro passo para construir um ambiente de TI eficiente e seguro. A análise correta dos componentes, desde o tipo de disco até a interface de conexão, define o sucesso de qualquer projeto de armazenamento.

O que é disk storage?

Disk storage é um sistema tecnológico que armazena e recupera dados digitais por meio de discos magnéticos, como os HDDs, ou memórias de estado sólido, como os SSDs. Essa tecnologia é a base para guardar arquivos, bancos de dados e aplicações em servidores, computadores e datacenters. Sua principal função é reter informações de forma persistente, mesmo quando o sistema é desligado.

Na prática, o equipamento funciona como um grande arquivo digital, onde os dados são organizados em blocos para acesso rápido. Vários sistemas operacionais, como Windows e Linux, dependem desses dispositivos para funcionar. Além disso, eles são essenciais para rotinas de backup, virtualização e compartilhamento de arquivos em rede, pois garantem que os dados estejam sempre disponíveis.

Existem diversas arquiteturas, como DAS (Direct Attached Storage), SAN (Storage Area Network) e NAS (Network Attached Storage). Cada uma delas atende a uma necessidade específica, desde o armazenamento local em um único servidor até complexas redes de armazenamento que servem centenas de usuários simultaneamente. A escolha correta depende bastante da escala e da criticidade da operação.

Capacidade versus desempenho: o eterno dilema

Muitos gestores de TI enfrentam um dilema clássico ao escolher um sistema de armazenamento. Eles precisam decidir entre máxima capacidade ou máximo desempenho. Raramente é possível obter ambos sem um custo muito elevado. Discos com muitos terabytes, por exemplo, frequentemente possuem menor velocidade de rotação e, consequentemente, menor performance.

O desempenho é medido por três métricas principais. O IOPS (operações de entrada e saída por segundo) indica quantos comandos de leitura e escrita o disco executa. A latência mede o tempo de resposta para uma solicitação. Já o throughput (taxa de transferência) mostra o volume de dados, em MB/s, que o disco move. Cargas de trabalho com muitos arquivos pequenos exigem alto IOPS, enquanto a edição de vídeo se beneficia mais de um alto throughput.

Portanto, a análise da aplicação é fundamental. Um banco de dados transacional, por exemplo, precisa de baixíssima latência e alto IOPS, o que torna os SSDs a escolha ideal. Por outro lado, um servidor de arquivamento de longo prazo pode usar HDDs de alta capacidade, pois o acesso aos dados é menos frequente e a velocidade não é a principal prioridade. O equilíbrio entre essas variáveis define a eficiência do sistema.

HDD, SSD e NVMe: qual a diferença real?

A escolha do tipo de disco impacta diretamente o desempenho e o custo do seu storage. Os HDDs (Hard Disk Drives) são a tecnologia mais antiga e usam pratos magnéticos giratórios para gravar dados. Sua principal vantagem é o baixo custo por terabyte, o que os torna ideais para armazenar grandes volumes de dados que não exigem acesso constante, como backups e arquivos mortos.

Já os SSDs (Solid-State Drives) utilizam chips de memória flash e não possuem partes móveis. Essa característica os torna muito mais rápidos, silenciosos e resistentes a impactos que os HDDs. Eles são perfeitos para sistemas operacionais, aplicações e bancos de dados, pois reduzem drasticamente o tempo de carregamento e melhoram a resposta geral do sistema.

Os SSDs NVMe (Non-Volatile Memory Express) representam a evolução máxima em velocidade. Eles se conectam diretamente ao barramento PCIe do computador, eliminando gargalos das interfaces SATA mais antigas. Em nossos testes, um SSD NVMe chega a ser dezenas de vezes mais rápido que um SSD SATA, sendo a escolha certa para tarefas que exigem latência quase zero, como análise de dados em tempo real e virtualização de alta performance.

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SATA, SAS ou PCIe: a conexão importa muito

A interface de conexão entre o disco e o sistema é tão importante quanto o próprio disco. Uma interface inadequada pode limitar o desempenho de um drive rápido. A SATA (Serial ATA) é a mais comum e atende bem a desktops e servidores de entrada. Ela oferece um bom equilíbrio entre custo e velocidade para a maioria das aplicações cotidianas.

A interface SAS (Serial Attached SCSI), por sua vez, foi projetada para ambientes corporativos que exigem alta disponibilidade. Os discos SAS geralmente possuem duas portas, o que permite a criação de caminhos redundantes para os dados. Se uma controladora falhar, a outra assume. Além disso, seu conjunto de comandos é mais robusto e otimizado para cargas de trabalho pesadas e simultâneas.

Finalmente, o barramento PCIe (Peripheral Component Interconnect Express) oferece a conexão mais rápida disponível. Ele cria um link direto entre o dispositivo de armazenamento e o processador, o que minimiza a latência. É por essa via que os SSDs NVMe atingem seu potencial máximo. Em resumo, a escolha da interface deve acompanhar a criticidade e a demanda por desempenho da sua aplicação.

RAID e redundância para proteger os dados

Muitos usuários acreditam que RAID é uma forma de backup, mas essa ideia é equivocada. O RAID (Redundant Array of Independent Disks) é uma tecnologia que combina múltiplos discos para funcionar como uma única unidade lógica. Seu principal objetivo é fornecer tolerância a falhas de hardware e, em alguns casos, melhorar o desempenho, mas ele não protege contra erros humanos, vírus ou corrupção de arquivos.

Existem vários níveis de RAID, cada um com um balanço diferente entre proteção, desempenho e aproveitamento da capacidade. O RAID 1, por exemplo, espelha os dados em dois discos, oferecendo ótima redundância, mas com um custo de 50% da capacidade total. Já o RAID 5 e o RAID 6 usam paridade para reconstruir dados se um ou dois discos falharem, respectivamente, otimizando melhor o espaço.

Implementar um arranjo RAID é uma medida protetiva essencial para qualquer servidor que armazena dados importantes. Se um disco falhar, o sistema continua operando sem interrupção, e o disco defeituoso pode ser substituído a quente (hot-swappable) na maioria dos sistemas. No entanto, o RAID nunca substitui uma rotina de backup sólida, que é a única garantia para recuperar dados após um desastre lógico.

Escalabilidade: crescendo sem dor de cabeça

O volume de dados de qualquer empresa quase sempre cresce. Por isso, um sistema de armazenamento precisa ser escalável para acompanhar essa demanda sem exigir uma substituição completa da infraestrutura. Existem duas abordagens principais para a expansão. A primeira é a escalabilidade vertical (scale-up), que consiste em adicionar mais discos ou unidades de expansão ao storage existente.

A segunda abordagem é a escalabilidade horizontal (scale-out). Nesse sistema de armazenamento, em vez de aumentar um único sistema, novos servidores ou nós de armazenamento são adicionados a um cluster. Essa arquitetura distribui a carga de trabalho e a capacidade entre múltiplos equipamentos, o que melhora o desempenho e a resiliência. Soluções de scale-out são comuns em ambientes de nuvem e big data.

Planejar a escalabilidade desde o início evita muitos problemas futuros. É importante avaliar se o sistema de armazenamento escolhido suporta a adição de novas unidades de forma simples e sem interromper os serviços. Um bom planejamento também considera o impacto do crescimento no desempenho da rede e na gestão do sistema como um todo.

Vantagens e limites das mídias físicas

O armazenamento em disco local (on-premises) oferece vantagens significativas, especialmente o controle total sobre os dados e a infraestrutura. As empresas mantêm suas informações dentro de casa, o que simplifica a conformidade com algumas regulamentações de privacidade. Além disso, o acesso aos dados pela rede local é geralmente muito mais rápido que o acesso a serviços na nuvem, com latência menor.

Contudo, essa abordagem também apresenta alguns limites. A manutenção do hardware é uma responsabilidade da equipe interna, o que inclui a substituição de discos, a atualização de firmwares e o monitoramento da saúde do sistema. O custo inicial para adquirir servidores e discos pode ser bastante alto, e ainda há os custos contínuos com energia elétrica e refrigeração do datacenter.

Outro ponto de atenção é a segurança física. Proteger um datacenter contra acesso não autorizado, incêndios ou outros desastres físicos exige investimentos adicionais. Por isso, muitas organizações optam por um sistema de armazenamento híbrido, que combina as vantagens do armazenamento local com a flexibilidade e a resiliência da nuvem para diferentes tipos de dados.

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Custo por Terabyte: uma métrica fundamental

Analisar apenas o preço de compra de um disco ou sistema de armazenamento é uma armadilha. A métrica mais útil para comparar opções é o custo por terabyte. Esse cálculo simples, que divide o valor do equipamento pela sua capacidade total, revela o verdadeiro custo do espaço de armazenamento. Atualmente, os HDDs SATA de grande capacidade oferecem o menor custo por terabyte.

No entanto, essa métrica não conta a história completa. Para aplicações que dependem de velocidade, uma análise do custo por IOPS pode ser mais relevante. Um SSD, embora mais caro por terabyte, pode entregar milhares de vezes mais IOPS que um HDD, o que o torna mais econômico para certas cargas de trabalho. O investimento em um SSD pode eliminar a necessidade de adquirir múltiplos servidores para compensar a lentidão dos discos.

Além disso, o custo total de propriedade (TCO) deve incluir outros fatores. Os SSDs consomem menos energia e geram menos calor, o que reduz os custos com eletricidade e refrigeração. Sua maior confiabilidade também diminui os gastos com manutenção e substituição. Portanto, uma avaliação completa considera o ciclo de vida inteiro do produto, não apenas seu preço inicial.

Armazenamento em disco ou fitas magnéticas?

A comparação entre discos e fitas magnéticas é antiga, mas ainda muito relevante. As fitas, como a tecnologia LTO, são imbatíveis no custo por terabyte para armazenamento de longo prazo. Elas são ideais para arquivamento de dados (cold storage) que raramente precisam ser acessados, como backups anuais ou registros históricos. Sua durabilidade, quando armazenadas corretamente, pode chegar a décadas.

O principal ponto fraco das fitas é a velocidade de acesso. Por serem um meio de acesso sequencial, a recuperação de um arquivo específico pode levar vários minutos ou até horas. Já os discos oferecem acesso aleatório, o que permite localizar e ler qualquer dado em milissegundos. Por isso, os discos são a escolha para dados ativos (hot storage), que precisam estar sempre disponíveis para os usuários e aplicações.

Uma estratégia de tiering (armazenamento em camadas) combina o melhor dos dois mundos. Os dados mais recentes e acessados ficam em discos rápidos (SSDs), os dados menos frequentes em discos mais lentos (HDDs) e os dados de arquivamento são movidos para fitas. Essa abordagem otimiza o custo e o desempenho, alocando cada tipo de dado para a mídia mais adequada.

Centralizando tudo com um storage NAS

Gerenciar múltiplos discos, servidores e tecnologias de armazenamento pode se tornar uma tarefa complexa e cara. Um storage NAS (Network Attached Storage) surge como uma solução para simplificar esse cenário. Este tipo de equipamento centraliza todos os dados em um único local na rede, o que facilita o compartilhamento, o gerenciamento de permissões e a execução de backups.

Um bom servidor NAS é flexível e suporta diferentes tipos de discos, desde HDDs de alta capacidade até SSDs NVMe de altíssimo desempenho. Isso permite criar volumes de armazenamento otimizados para cada necessidade, combinando capacidade e velocidade na mesma plataforma. Além disso, ele já vem com suporte nativo a configurações RAID, o que garante a proteção dos dados contra falhas de disco.

Com recursos adicionais como snapshots, que criam versões de arquivos para recuperação rápida, e replicação remota para um segundo local, um NAS moderno vai além do simples armazenamento. Ele se torna um pilar para a continuidade dos negócios. Para empresas que buscam consolidar sua infraestrutura de dados com segurança e simplicidade, um servidor de arquivos dedicado é a resposta.

Celso Ricardo Andrade

Celso Ricardo Andrade

Especialista em storage NAS
"Sou especialista em storages com mais de 10 anos de experiência e ajudo pessoas e empresas a projetarem ambientes de armazenamento centralizados, seguros e de fácil gestão. Atuo como arquiteto de soluções, implemento NAS, DAS e redes SAN, além de ser redator senior e oferecer estratégias práticas para o armazenamento de dados, com um conteúdo claro e aplicável para resultados reais."

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