Drives LTO: Saiba mais sobre esses sistemas de backup em fita

Drives LTO: Saiba mais sobre esses sistemas de backup em fita com recursos, vantagens, desvantagens e conheça as novas soluções de backup em disco.

O que são drives LTO e para que servem?

Drive LTO (Linear Tape-Open) é um equipamento para gravação e leitura de dados em fitas magnéticas, projetado especificamente para backup e arquivamento de longo prazo. Essa tecnologia serve para armazenar grandes volumes de informação com um custo por terabyte muito baixo, ideal para cópias de segurança que raramente precisam de acesso. Seu funcionamento é bastante similar ao de um antigo toca-fitas, mas com uma precisão e capacidade imensamente maiores. O drive puxa a fita do cartucho e a passa por uma cabeça de leitura e gravação, registrando os dados sequencialmente. Por isso, o sistema é excelente para transferir centenas de terabytes de uma só vez, mas não funciona bem para acessar pequenos arquivos aleatórios rapidamente. Muitas organizações usam a tecnologia LTO para criar cópias offline dos seus dados, também conhecidas como "air-gapped". Como a fita fica desconectada da rede após a gravação, ela se torna imune a ataques de ransomware, o que melhora muito a segurança da informação.

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Como a capacidade real se diferencia da comprimida?

A capacidade de um cartucho LTO é quase sempre divulgada com dois valores: o nativo e o comprimido. A capacidade nativa representa o espaço real de armazenamento na fita, sem qualquer tipo de alteração nos arquivos. Já a capacidade comprimida é uma estimativa que assume uma taxa de compressão média de 2.5:1, um cenário bastante otimista. Na prática, a compressão depende totalmente do tipo de dado que você grava. Arquivos de texto, planilhas e alguns bancos de dados frequentemente atingem ou até superam essa taxa. No entanto, arquivos já comprimidos, como vídeos, músicas, imagens JPG ou dados criptografados, quase não sofrem qualquer redução de tamanho. Nesses casos, a capacidade útil será sempre a nativa. Portanto, ao planejar sua estratégia de backup, nossos técnicos sempre recomendam usar a capacidade nativa como base para o cálculo. Essa abordagem evita surpresas desagradáveis, como a falta de espaço no meio de uma rotina de cópia. A compressão deve ser vista como um bônus, não como uma garantia.

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Qual a velocidade de gravação e leitura nas fitas?

A velocidade de transferência dos drives LTO é um dos seus pontos fortes, especialmente para grandes volumes de dados. Um drive LTO-9, por exemplo, alcança taxas de até 400 MB/s para gravação nativa. Isso significa que ele consegue transferir mais de 1.4 terabytes por hora, um desempenho impressionante para um único dispositivo. Essa alta velocidade, no entanto, é sequencial. O drive lê e grava os dados em longas trilhas contínuas, do início ao fim da fita. Esse método é extremamente eficiente para fazer um backup completo de um servidor ou restaurar um volume inteiro. A performance geralmente supera a de muitos discos rígidos em operações de longa duração. Onde a fita LTO não brilha é no acesso aleatório. Localizar e restaurar um único arquivo pequeno no meio de um cartucho com vários terabytes pode demorar muitos minutos. O drive precisa avançar ou rebobinar a fita até encontrar o ponto exato do dado, um processo mecânico e lento. Por isso, discos e SSDs são sempre melhores para dados ativos.

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A compatibilidade entre gerações LTO funciona na prática?

Sim, a compatibilidade entre gerações é um pilar da tecnologia LTO e geralmente funciona muito bem. O consórcio que gerencia o padrão estabeleceu uma regra clara para simplificar a vida dos administradores. Um drive LTO consegue ler fitas das duas gerações anteriores e gravar na sua própria geração e na geração imediatamente anterior. Por exemplo, um drive LTO-8 consegue ler cartuchos LTO-8, LTO-7 e LTO-6. Além disso, ele consegue gravar em cartuchos LTO-8 e LTO-7. Essa flexibilidade é fundamental para empresas que precisam proteger investimentos feitos em mídias mais antigas, pois elas não precisam trocar todo o seu acervo de fitas ao atualizar um drive. Contudo, vale ressaltar que a partir da geração LTO-8, houve uma mudança. Os drives LTO-8 não são compatíveis com cartuchos LTO-7 Type M, uma especificação que permitia formatar fitas LTO-7 com maior capacidade. Essa exceção raramente afeta a maioria dos ambientes, mas é um detalhe técnico importante para quem planeja uma migração.

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Qual o custo real dos drives e cartuchos?

O custo para adotar a tecnologia LTO envolve dois componentes principais: o investimento inicial no drive e o custo contínuo com os cartuchos. Um drive de fita novo pode parecer caro, com valores que facilmente chegam a alguns milhares de dólares. Para dispositivos de backup automatizados como autoloaders ou tape libraries, o preço inicial é ainda maior. A grande vantagem econômica aparece no custo por terabyte das mídias. Um cartucho LTO-9, com 18 TB de capacidade nativa, custa uma fração do valor de um conjunto de discos rígidos empresariais com a mesma capacidade. Essa diferença se torna cada vez mais significativa à medida que o volume de dados para arquivamento cresce. Assim, para empresas que precisam guardar dezenas ou centenas de terabytes por muitos anos, o Custo Total de Propriedade (TCO) da solução em fita é quase sempre imbatível. O alto investimento inicial no hardware se dilui rapidamente com a economia gerada na compra dos cartuchos ao longo do tempo.

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Quanto tempo dura uma fita LTO e como armazenar?

A vida útil de um cartucho LTO é um dos seus maiores atrativos, especialmente para arquivamento de longo prazo. Quando armazenadas corretamente, as fitas podem preservar os dados de forma íntegra por um período que varia entre 15 e 30 anos. Essa durabilidade supera com folga a vida útil da maioria dos discos rígidos, que raramente passam de cinco anos em operação contínua. Para atingir essa longevidade, as condições de armazenamento são fundamentais. Os cartuchos devem ser guardados em um ambiente com temperatura e umidade controladas, longe de campos magnéticos fortes, poeira e luz solar direta. Muitas empresas contratam serviços especializados para guardar suas fitas offsite, o que também garante a segurança física das cópias. Além do armazenamento, o próprio uso afeta a durabilidade. Cada cartucho suporta um número limitado de passadas completas pela cabeça do drive. Embora esse número seja bastante alto, o uso excessivo para leituras e regravações pode, eventualmente, desgastar a fita. Por isso, a tecnologia é ideal para dados que são gravados uma vez e raramente acessados.

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Quando a fita LTO vale mais que o disco?

A escolha entre fita LTO e disco rígido depende quase inteiramente da finalidade dos dados. A fita LTO é a solução superior para arquivamento de "dados frios", que são informações que precisam ser guardadas por conformidade ou registro histórico, mas que dificilmente serão acessadas. Nesses cenários, o baixo custo por terabyte e a longa vida útil da fita são imbatíveis. Outro caso de uso em que a fita se destaca é na proteção contra ransomware. Um backup em fita, quando removido do drive e guardado externamente, cria uma barreira física (air gap) intransponível para qualquer malware. Se a rede for comprometida, essa cópia offline permanece intacta, o que possibilita uma recuperação completa e segura do ambiente de produção. Por outro lado, os discos rígidos e SSDs são sempre a melhor opção para dados ativos. Eles oferecem acesso rápido e aleatório, essencial para sistemas operacionais, bancos de dados e arquivos de trabalho diário. Tentar usar fitas para essas cargas de trabalho resultaria em uma performance inaceitável. A melhor estratégia, frequentemente, combina as duas t...

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E o backup em nuvem, não é uma alternativa melhor?

O backup em nuvem, especialmente em serviços de arquivamento como o Amazon S3 Glacier, é uma alternativa bastante popular à fita. A nuvem oferece conveniência, pois elimina a necessidade de gerenciar hardware e mídias físicas. Para muitas empresas, essa simplicidade operacional justifica os custos com a assinatura do serviço. No entanto, a nuvem apresenta uma desvantagem financeira significativa: os custos de egresso. Enviar os dados para a nuvem é geralmente barato, mas recuperá-los pode gerar uma conta inesperadamente alta, principalmente se for preciso restaurar um grande volume. Essa imprevisibilidade de custos dificulta o planejamento orçamentário em caso de um desastre real. Com a fita LTO, o custo é totalmente previsível. Após a compra do drive e dos cartuchos, não há taxas adicionais para restaurar os dados, não importa quantas vezes seja necessário. Por isso, para grandes volumes de dados que precisam de um plano de recuperação com custo fixo, a fita ainda representa uma vantagem econômica e estratégica muito clara.

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Como um storage simplifica o uso de LTO?

Um sistema de armazenamento em disco pode atuar como o cérebro de uma estratégia de backup híbrida, simplificando enormemente o uso de drives LTO. O equipamento centraliza os dados de vários servidores e estações de trabalho em um único local. A partir dali, ele gerencia as rotinas de cópia para a fita de forma automatizada e programada. Essa abordagem, conhecida como Disk-to-Disk-to-Tape (D2D2T), combina o melhor dos dois mundos. Um network attached storage oferece um primeiro nível de backup em disco, que permite recuperações rápidas de arquivos recentes. Em seguida, o próprio servidor de armazenamento se encarrega de mover os backups mais antigos ou os arquivos para arquivamento para o drive LTO conectado. Com um software de backup compatível, todo o processo se torna transparente para o usuário. O storage NAS Qnap, por exemplo, consegue gerenciar bibliotecas de fitas, agendar tarefas e enviar relatórios, sem exigir intervenção manual constante. Desse modo, a complexidade de operar um sistema de fitas diminui bastante, tornando a tecnologia acessível até para equipes de T...

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