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Qual é o HD externo de maior capacidade disponível no Brasil?

Qual é o HD externo de maior capacidade disponível no Brasil?

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Muitos profissionais e usuários domésticos acumulam um volume cada vez maior de arquivos digitais. Essa necessidade por mais espaço frequentemente leva à busca por um único HD externo com a maior capacidade possível. A ideia parece simplificar o gerenciamento dos dados em um só lugar.

Essa abordagem, no entanto, introduz um risco bastante elevado. Concentrar terabytes de informações valiosas em um único dispositivo sem redundância cria um perigoso ponto único de falha. Uma queda acidental, uma falha eletrônica ou um ataque de malware pode resultar na perda irrecuperável de anos de trabalho ou memórias.

Assim, a escolha de um sistema de armazenamento precisa equilibrar capacidade, conveniência e, principalmente, segurança. Entender as tecnologias disponíveis e seus respectivos limites é fundamental para proteger seus dados de forma eficaz contra qualquer imprevisto.

Qual é o HD externo de maior capacidade disponível?

O HD externo de maior capacidade geralmente é um storage multi-baias que combina vários discos internos para alcançar volumes massivos, como os 28TB do Seagate Expansion. Esses equipamentos, fabricados por marcas como WD, G-Technology e LaCie, não são um disco único. Eles são, na verdade, gabinetes com dois ou mais HDDs internos que trabalham em conjunto para oferecer um espaço de armazenamento unificado.

Essa tecnologia é conhecida como DAS (Direct Attached Storage), pois se conecta diretamente a um computador via USB ou Thunderbolt. HDDs como o WD My Book Duo e o LaCie 2big utilizam dois discos internos. Já soluções mais avançadas, como o G-RAID Shuttle 4 ou Shuttle 8, podem abrigar quatro ou até oito discos, alcançando capacidades que facilmente superam os 100TB.

Vale ressaltar que a capacidade total anunciada nem sempre reflete o espaço útil disponível. Isso ocorre porque muitas desses soluções podem ser configurados com redundância para proteger os dados. Consequentemente, parte do espaço bruto é usada para a segurança das informações, um detalhe frequentemente ignorado por muitos usuários.

Como funcionam os discos de altíssima capacidade?

Esses dispositivos de grande volume quase sempre operam com uma tecnologia chamada RAID (Redundant Array of Independent Disks). O arranjo combina múltiplos discos para funcionarem como uma única unidade lógica. A configuração mais comum para maximizar o espaço é o RAID 0. Nesse modo, os dados são divididos e gravados simultaneamente nos discos, o que também aumenta a velocidade de transferência.

O problema do RAID 0 é o risco amplificado. Se apenas um dos discos falhar, todos os dados do conjunto são perdidos, pois nenhuma parte do arquivo está completa. Por outro lado, a configuração RAID 1 oferece redundância. Ela espelha os dados, criando uma cópia exata em cada disco. Se um HDD falhar, o outro continua funcionando com todas as informações intactas, mas o espaço útil cai pela metade.

Alguns equipamentos também suportam o modo JBOD (Just a Bunch of Disks). Nessa configuração, os discos são combinados para formar um grande volume, mas sem os benefícios de desempenho do RAID 0. A falha de um disco em JBOD geralmente compromete somente os dados contidos nele, ainda que a recuperação do volume de armazenamento possa ser bastante complexa.

Discos populares e suas conexões

Diversos sistemas de disco atendem ao mercado de alta capacidade, cada um com características específicas. O WD My Book Duo, por exemplo, é uma solução popular para usuários de desktop, oferecendo conexões USB-C e compatibilidade com USB 3.0. Ele frequentemente vem pré-configurado em RAID 0 para entregar a máxima capacidade e desempenho logo ao sair da caixa.

Para o público profissional, especialmente editores de vídeo e fotógrafos, o LaCie 2big Dock ou o G-Technology G-RAID 2 Project são mais indicados. Esses produtos tipicamente incluem portas Thunderbolt 3 ou 4, que fornecem taxas de transferência muito superiores às do USB tradicional. Essa velocidade extra é essencial para manipular arquivos grandes, como vídeos em 4K ou 8K, sem gargalos.

A compatibilidade com diferentes sistemas operacionais também é um fator importante. A maioria dos discos vem formatada para funcionar com Windows (NTFS) ou de forma compatível com Mac e PC (exFAT). No entanto, para obter o melhor desempenho no macOS, muitas vezes é necessário reformatar a unidade para APFS ou HFS+, um passo técnico que nem todos os usuários se sentem confortáveis para executar.

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O risco oculto em um único ponto de falha

A conveniência de ter dezenas de terabytes em um único gabinete esconde uma vulnerabilidade crítica. Um HD externo de 28TB configurado sem redundância representa um ponto único de falha catastrófico. Qualquer problema, seja uma falha mecânica nos discos, um defeito na controladora do gabinete ou uma sobrecarga na fonte de energia, pode inutilizar o acesso a todo o volume de dados.

Além das falhas de hardware, existem outros riscos. A desconexão acidental durante uma transferência de arquivos pode corromper a tabela de alocação de arquivos, tornando os dados ilegíveis. Da mesma forma, um simples acidente, como uma queda da mesa, pode danificar permanentemente os componentes mecânicos dos discos rígidos internos. Em nossos testes, vimos que a recuperação de dados de um arranjo RAID 0 danificado é extremamente cara e raramente bem-sucedida.

Esse cenário dificulta muito a proteção dos dados. Fazer backup de um volume tão grande é um desafio logístico. O processo exige outro dispositivo de capacidade igual ou maior e pode levar dias para ser concluído. Por isso, muitos usuários acabam por negligenciar essa tarefa, deixando seus arquivos mais importantes totalmente expostos.

A redundância do RAID é uma penalidade necessária?

Muitos veem a configuração RAID 1 como uma "perda" de 50% da capacidade, mas essa perspectiva é equivocada. Na realidade, a redundância não é uma penalidade. Ela é um investimento fundamental na integridade e disponibilidade dos dados. Para qualquer arquivo que não pode ser perdido, ter uma cópia espelhada em tempo real não é um luxo, mas sim uma necessidade básica de segurança.

Pense no custo para recriar um projeto profissional ou no valor sentimental de fotos e vídeos de família. Comparado a essa perda potencial, o custo de um disco adicional para a redundância é mínimo. A tranquilidade de saber que seus dados sobrevivem a uma falha de hardware é um benefício que supera em muito a aparente desvantagem da menor capacidade útil.

Discos mais robustos, como os da linha G-Technology Shuttle, oferecem ainda mais proteção com RAID 5 ou RAID 6. Essas configurações distribuem os dados e a paridade entre vários discos. Assim, o servidor consegue sobreviver à falha de um ou até dois discos simultaneamente, oferecendo um nível de segurança muito superior para ambientes que lidam com um volume massivo de informações críticas.

Softwares de gerenciamento e backup inclusos

A maioria dos HDs externos de grandes marcas, como Seagate e WD, acompanha um pacote de software para facilitar o uso. Essas ferramentas geralmente incluem utilitários para formatação, diagnóstico do disco e, mais importante, para a realização de backups. O software WD Backup ou o Seagate Toolkit, por exemplo, permitem agendar cópias automáticas de pastas importantes.

Esses aplicativos são um bom ponto de partida para usuários básicos, pois simplificam a criação de uma rotina de proteção. Alguns também oferecem recursos de sincronização de pastas ou até mesmo criptografia por senha para proteger os dados contra acesso não autorizado. No entanto, esses softwares frequentemente possuem limitações importantes.

Em muitos casos, as funcionalidades são básicas. Eles raramente suportam backups de múltiplos computadores para o mesmo disco de forma organizada ou a criação de históricos de versões de arquivos (snapshots). Além disso, o backup fica atrelado à máquina onde o software está instalado, o que não funciona para proteger dados de vários dispositivos em uma casa ou pequeno escritório.

Quando um HD externo gigante não é a resposta?

Um HD externo de alta capacidade é excelente para expandir o armazenamento de um único computador ou para transportar grandes volumes de dados. Contudo, seu propósito se esgota rapidamente quando as necessidades evoluem. Se você precisa compartilhar arquivos com outros usuários na mesma rede, acessar seus dados remotamente ou centralizar o backup de vários dispositivos, um DAS se torna uma solução bastante limitada.

O processo de compartilhamento com um HD externo é manual e ineficiente. Ele exige que o dispositivo seja fisicamente conectado a cada computador ou a um roteador com porta USB, cujo desempenho para compartilhamento de arquivos é notoriamente fraco. Essa dinâmica simplesmente não funciona em um ambiente colaborativo ou para uma família com múltiplos computadores e smartphones.

Adicionalmente, a segurança se torna um problema. Não há como criar permissões de acesso granulares. Qualquer pessoa com acesso físico ao disco pode visualizar, modificar ou apagar todos os arquivos. Essa falta de controle é inaceitável para dados sensíveis ou profissionais, o que torna o HD externo inadequado para muitas aplicações.

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HD Externo, NAS ou Nuvem: qual a melhor escolha?

A decisão entre um HD externo, um serviço de nuvem e um NAS depende inteiramente do seu cenário de uso. O HD externo brilha pela sua simplicidade e portabilidade. Ele é ideal para backups locais de um único computador ou para transportar arquivos que não exigem compartilhamento constante. Seu custo por terabyte também é geralmente o mais baixo.

O armazenamento em nuvem, por outro lado, oferece acessibilidade incomparável. Seus arquivos ficam disponíveis em qualquer lugar com uma conexão à internet. Porém, essa conveniência vem com custos de assinatura mensais, limites de velocidade para upload e download, e potenciais preocupações com a privacidade dos dados, já que eles ficam em servidores de terceiros.

Um servidor NAS é a solução que combina o melhor dos dois mundos. Ele oferece um armazenamento centralizado e privado, acessível por todos os dispositivos da sua rede local. Com uma configuração adequada, ele também funciona como uma nuvem pessoal, permitindo acesso remoto aos seus arquivos com total segurança e sem taxas mensais. Embora o investimento inicial seja maior, o controle e a versatilidade que ele proporciona são muito superiores.

A segurança de um armazenamento centralizado

Um NAS eleva a segurança dos dados a um patamar completamente diferente. Diferente de um HD externo, esse equipamento é um computador dedicado ao armazenamento. Ele possui seu próprio sistema operacional, que oferece recursos avançados de proteção. A principal vantagem é o suporte a arranjos RAID mais robustos, como RAID 1, 5 ou 6, que protegem os dados contra a falha de um ou mais discos.

Além da redundância, um NAS corporativo oferece a funcionalidade de snapshots. Essa tecnologia cria "fotografias" do estado dos seus arquivos em um determinado momento. Se você for vítima de um ataque de ransomware que criptografa seus dados, pode simplesmente restaurar uma versão anterior ao ataque em poucos minutos. Essa é uma camada de proteção poderosa que um HD externo comum nunca oferece.

O controle de acesso é outro pilar da segurança em um servidor de armazenamento. É possível criar contas de usuário individuais, cada uma com suas próprias permissões. Você pode definir quais pastas cada pessoa pode ler, modificar ou sequer visualizar. Isso garante que informações confidenciais fiquem restritas somente a quem precisa delas, uma capacidade essencial tanto para empresas quanto para famílias.

Superando as limitações dos discos portáteis

Ao centralizar os dados em um único equipamento, você elimina a necessidade de conectar e desconectar constantemente um HD externo. O equipamento fica permanentemente ligado à sua rede, disponível para todos os computadores, smart TVs e dispositivos móveis autorizados. Isso simplifica drasticamente o fluxo de trabalho e o compartilhamento de arquivos no dia a dia.

Um NAS também automatiza o processo de backup de forma inteligente. Com softwares como o Hyper Backup da Synology ou o HBS 3 da QNAP, você pode configurar rotinas de backup para todos os seus computadores e até mesmo para seus dados na nuvem. O equipamento executa as tarefas de forma autônoma, garantindo que você sempre tenha cópias atualizadas e seguras sem qualquer intervenção manual.

Portanto, enquanto um HD externo de grande capacidade soluciona o problema imediato de falta de espaço, um storage doméstico aborda a questão do armazenamento de uma forma muito mais completa e segura. Ele não apenas guarda seus arquivos, mas os protege, organiza e torna acessíveis de uma maneira que um simples disco USB jamais conseguiria. Para quem valoriza seus dados, um storage NAS é a resposta definitiva.

Juliana Telles de Oliveira

Juliana Telles de Oliveira

Especialista em HDs externos
"Sou Juliana Oliveira, especialista em computação pessoal com mais de 8 anos ajudando a projetar soluções em disco, fitas e SSD. Trabalho com implantação de sistemas de armazenamento em redes locais e planejo estratégias de recuperação de dados para o SMB. Produzo conteúdo prático e direto para acelerar o aprendizado e alertar sobre riscos de soluções improvisadas. Estou aqui para guiar essa comunidade que precisa de armazenamento e backup simples e fáceis de administrar."

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