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NAS de alta disponibilidade: Saiba mais sobre esses storages

NAS de alta disponibilidade: Saiba mais sobre esses storages

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A indisponibilidade dos dados paralisa qualquer empresa. Uma única falha em um servidor ou storage pode interromper operações críticas por horas, o que frequentemente causa prejuízos financeiros e abala a confiança dos clientes.

Muitas equipes de TI investem em backups robustos, mas esquecem que a restauração dos dados leva tempo. Durante esse período, os sistemas permanecem inativos e a produtividade despenca.

Assim, a continuidade do negócio exige uma abordagem que vá além da simples recuperação. É preciso garantir que o acesso aos arquivos e aplicações nunca seja interrompido, mesmo diante de uma falha grave no hardware.

O que é um NAS de alta disponibilidade?

NAS de alta disponibilidade é um sistema de armazenamento projetado para eliminar pontos únicos de falha através da duplicação de todos os seus componentes críticos. Essa arquitetura redundante garante que, se uma peça falhar, outra assume sua função automaticamente, sem qualquer interrupção no acesso aos dados. Diferente de um backup, que apenas recupera informações após um desastre, a alta disponibilidade mantém os serviços sempre online.

O funcionamento do sistema se baseia em dois ou mais servidores (nós) que trabalham em conjunto. Um nó primário processa todas as solicitações de leitura e escrita, enquanto espelha continuamente essas alterações para um nó secundário. Caso o servidor principal apresente algum problema, o secundário assume o controle instantaneamente, um processo conhecido como failover. Esse mecanismo é totalmente transparente para os usuários e aplicações.

Várias empresas que operam com virtualização, bancos de dados e servidores de arquivos críticos adotam essa tecnologia. Ambientes que não podem tolerar tempo de inatividade, como hospitais e plataformas de e-commerce, também se beneficiam imensamente. A principal vantagem é a garantia de operação contínua, que protege a receita e a reputação do negócio.

Como a redundância de componentes funciona?

A base de um sistema de alta disponibilidade é a redundância completa do hardware. Isso significa que cada componente essencial existe em duplicidade. Se uma controladora, fonte de alimentação ou porta de rede falhar, seu par idêntico assume a carga de trabalho sem que os usuários percebam. Essa troca é quase sempre instantânea e automatizada pelo próprio sistema operacional.

Essa arquitetura espelhada vai muito além de ter apenas peças sobressalentes. Os componentes redundantes operam em modo ativo-passivo ou ativo-ativo. No primeiro modelo, um componente fica em espera (standby), pronto para agir. No segundo, ambos trabalham simultaneamente para distribuir a carga e melhorar o desempenho, além de prover a tolerância a falhas.

Como resultado, o sistema elimina virtualmente qualquer ponto único de falha. Uma falha isolada não compromete o acesso aos dados, pois o caminho alternativo já está ativo. Por isso, a manutenção também é simplificada, pois é possível substituir um componente defeituoso com o sistema ainda em funcionamento, uma característica conhecida como hot-swappable.

A importância dos discos em arranjos tolerantes a falhas

Os discos rígidos são componentes mecânicos e, estatisticamente, os que mais falham em um servidor. Por isso, a proteção dos dados armazenados começa com o uso de arranjos RAID (Redundant Array of Independent Disks). Um bom arranjo, como RAID 6 ou RAID 10, protege o sistema contra a falha simultânea de um ou mais HDDs sem que ocorra a perda de informações.

No entanto, o RAID por si só não garante a alta disponibilidade. Ele protege contra falhas nos discos, mas não contra problemas no servidor, como uma falha na placa-mãe ou na controladora. Um sistema de alta disponibilidade combina a proteção do RAID com a redundância completa do storage. Assim, os dados ficam seguros em múltiplos níveis.

A escolha do arranjo de discos também afeta diretamente o desempenho e a resiliência do conjunto. Enquanto o RAID 5 oferece um bom balanço entre capacidade e proteção, o RAID 6 aumenta a segurança ao suportar a falha de dois discos. Já o RAID 10 entrega a maior velocidade de escrita, sendo ideal para bancos de dados e máquinas virtuais que exigem muitas operações de I/O por segundo (IOPS).

O papel das controladoras duplas no sistema

As controladoras são o cérebro de um sistema de armazenamento, pois gerenciam todo o fluxo de dados entre os discos e a rede. Em um NAS desktop convencional, a falha da controladora única torna todos os dados inacessíveis imediatamente. Já em uma solução de alta disponibilidade, existem duas controladoras idênticas operando em um cluster. Essa configuração é o coração da resiliência do equipamento.

Frequentemente, uma controladora atua como principal (ativa) e a outra como secundária (passiva). A controladora ativa gerencia todas as operações, enquanto a passiva recebe uma cópia espelhada de tudo em tempo real. Se a unidade principal falhar, a secundária assume suas funções em milissegundos. Esse processo de failover é automático e preserva a integridade dos dados.

Alguns sistemas mais avançados utilizam um modelo ativo-ativo, onde ambas as controladoras trabalham ao mesmo tempo. Essa abordagem não apenas fornece redundância, mas também equilibra a carga de trabalho, o que melhora o desempenho geral do sistema. A comunicação constante entre elas garante que ambas possuam o mesmo estado, prontas para qualquer eventualidade.

Fontes de alimentação e a continuidade energética

Muitas falhas em datacenters são causadas por problemas na alimentação elétrica. Uma única fonte de alimentação representa um risco enorme, pois sua queima desliga o equipamento por completo. Por esse motivo, os servidores de alta disponibilidade sempre incluem fontes de alimentação redundantes e hot-swappable. Isso significa que se uma fonte falhar, a outra continua a suprir energia sem interrupção.

Para uma proteção ainda mais eficaz, cada fonte deve ser conectada a um circuito elétrico independente. Idealmente, cada circuito estaria ligado a uma unidade de no-break (UPS) distinta. Essa prática protege o sistema não apenas contra a falha da fonte em si, mas também contra quedas de energia em um dos circuitos do datacenter.

A capacidade de trocar uma fonte defeituosa com o sistema em plena operação simplifica muito a manutenção. O administrador do sistema recebe um alerta sobre a falha e pode realizar a substituição sem a necessidade de agendar uma janela de parada. Como resultado, a integridade energética do storage é mantida com o mínimo de impacto nas operações diárias.

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Conectividade de rede sem interrupções

A conexão com a rede é outro ponto crítico. Um único cabo de rede ou uma porta de rede defeituosa pode isolar o equipamento e impedir o acesso aos dados. Para mitigar esse risco, os sistemas de alta disponibilidade possuem múltiplas portas de rede Ethernet. Essas portas podem ser agrupadas para criar um link agregado, uma técnica conhecida como Link Aggregation (LACP).

A agregação de link oferece dois benefícios principais. Primeiro, ela soma a largura de banda das portas, o que aumenta a velocidade total da comunicação. Segundo, o sistema cria uma redundância automática. Se uma das portas ou um dos cabos falhar, o tráfego de dados é imediatamente redirecionado para as conexões restantes no grupo, sem qualquer perda de conectividade.

Para que essa estrutura funcione corretamente, o servidor de armazenamento deve estar conectado a switches de rede gerenciáveis que suportem o protocolo LACP. Além disso, é uma boa prática conectar as portas a switches físicos diferentes. Assim, a falha completa de um switch não derruba a comunicação com o servidor de armazenamento, o que reforça ainda mais a resiliência da infraestrutura.

O que é o mecanismo de heartbeat?

O mecanismo de heartbeat (batimento cardíaco) é uma conexão de rede privada e dedicada que interliga os dois nós de um cluster de alta disponibilidade. Sua única função é permitir que um servidor verifique constantemente o status do outro. Através dessa conexão, os nós trocam pequenos pacotes de dados em intervalos regulares, como um sinal de "estou vivo".

Se o nó secundário parar de receber esses sinais do nó primário, ele assume que o primário falhou. Nesse momento, o processo de failover é iniciado. O nó secundário promove a si mesmo como o novo servidor ativo e assume o controle de todos os recursos e serviços. Essa verificação é fundamental para automatizar a transição e evitar que ambos os nós tentem operar como ativos ao mesmo tempo, uma condição perigosa conhecida como "split-brain".

Geralmente, a conexão heartbeat utiliza um link de rede separado das redes de dados para evitar qualquer tipo de interferência. Em muitos casos, os administradores usam uma conexão direta entre os dois servidores para garantir a máxima confiabilidade. A estabilidade desse link é vital, pois uma falha no próprio heartbeat pode levar a um failover desnecessário.

Qual hardware é necessário para a infraestrutura?

A montagem de uma infraestrutura de armazenamento com alta disponibilidade exige mais do que apenas comprar um NAS compatível. O primeiro requisito é ter dois servidores de armazenamento (nós) idênticos em hardware e configuração. A similaridade entre eles é importante para garantir que o desempenho e o comportamento sejam consistentes após um failover.

Além dos dois sistemas de armazenamento conectados, a rede precisa ser planejada para a redundância. São necessários switches gerenciáveis que suportem agregação de link (LACP) para as conexões de dados. Também é preciso reservar portas e cabos para a conexão heartbeat, que, como vimos, deve ser isolada do tráfego normal dos usuários para garantir sua estabilidade.

A infraestrutura energética também deve ser duplicada. Isso inclui o uso de no-breaks (UPS) separados para cada nó do cluster e para os switches de rede. Cada componente da solução, desde os servidores até os cabos, deve ser pensado para eliminar qualquer ponto único de falha. Um planejamento cuidadoso é o que transforma um conjunto de equipamentos em um sistema verdadeiramente resiliente.

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Desempenho em um ambiente de alta disponibilidade

Uma dúvida comum é se a alta disponibilidade impacta negativamente o desempenho. A sincronização constante dos dados entre os dois nós consome alguns recursos de processamento e rede. No entanto, os sistemas modernos são projetados para minimizar esse overhead. A conexão heartbeat e a replicação dos dados geralmente usam interfaces de rede dedicadas, por isso não competem com o tráfego dos usuários.

Em configurações ativo-ativo, o desempenho pode até melhorar. Como ambas as controladoras processam solicitações simultaneamente, a carga de trabalho é distribuída. Isso resulta em maior taxa de transferência e menor latência, especialmente em ambientes com muitos usuários ou aplicações exigentes. O sistema não apenas se torna mais resiliente, mas também mais rápido.

Vale ressaltar que o desempenho final sempre dependerá da qualidade do hardware. Processadores rápidos, bastante memória RAM e discos SSD para cache aceleram significativamente as operações. A escolha de uma rede de alta velocidade, como 10GbE ou superior, também é fundamental para garantir que a sincronização entre os nós não se torne um gargalo.

Aplicações típicas para um storage HA

A implementação de um storage com alta disponibilidade (HA) é justificada em cenários onde a continuidade operacional é inegociável. Ambientes de virtualização com VMware vSphere ou Microsoft Hyper-V são os principais candidatos. Nesses casos, o equipamento armazena as máquinas virtuais, e sua indisponibilidade derrubaria dezenas de servidores e aplicações de uma só vez.

Bancos de dados que suportam sistemas de gestão (ERP) e relacionamento com clientes (CRM) também exigem acesso ininterrupto. Qualquer parada pode significar perda de vendas e interrupção dos processos de negócio. O failover automático de um NAS HA garante que as transações continuem a ser processadas sem que a equipe sequer note a falha no hardware.

Outras aplicações incluem servidores de arquivos para grandes equipes, onde a colaboração não pode parar, e sistemas de vigilância por vídeo que precisam gravar 24/7. Em todos esses exemplos, o custo de uma parada é muito superior ao investimento adicional necessário para construir uma infraestrutura de armazenamento totalmente redundante.

Custo e complexidade da implementação

Não há como negar que uma solução de alta disponibilidade tem um custo inicial mais elevado. Afinal, a abordagem exige a compra de pelo menos dois servidores de armazenamento completos, além de uma infraestrutura de rede e energia mais robusta. O investimento em hardware é praticamente o dobro quando comparado a um sistema com um único servidor.

A complexidade na configuração também é um fator a ser considerado. A montagem do cluster, a configuração da rede, o link heartbeat e os testes de failover exigem conhecimento técnico especializado. Um erro na implementação pode comprometer a eficácia do sistema ou, em casos piores, levar a problemas como o "split-brain", que pode causar corrupção de arquivos.

No entanto, esse custo e essa complexidade devem ser avaliados em contraste com o prejuízo causado pelo tempo de inatividade. Para muitas empresas, algumas horas com os sistemas fora do ar representam uma perda financeira que supera em muito o valor da infraestrutura HA. Trata-se de um seguro para a continuidade do negócio, cujo valor se prova na primeira grande falha que ele evita.

A decisão final: Quando um NAS HA é a resposta?

A escolha por um NAS de alta disponibilidade depende de uma análise criteriosa sobre o impacto do tempo de inatividade no seu negócio. Se a sua empresa depende de acesso contínuo a dados para operar, atender clientes ou gerar receita, a resposta é clara. A proteção oferecida por um sistema redundante deixa de ser um luxo e se torna uma necessidade estratégica.

Ambientes que rodam aplicações críticas, como virtualização e bancos de dados, quase sempre justificam o investimento. O failover automático garante que as operações não parem, o que preserva a produtividade e a confiança no serviço. Para essas cargas de trabalho, a pergunta não é "se" um componente vai falhar, mas "quando".

Por outro lado, para pequenas empresas ou usuários domésticos, um bom sistema de armazenamento e backup pode ser suficiente. No entanto, quando a resiliência e a operação ininterrupta são prioridades, um storage corporativo de alta disponibilidade é a resposta definitiva para proteger os dados e garantir a paz de espírito da equipe de TI.

Celso Ricardo Andrade

Celso Ricardo Andrade

Especialista em storage NAS
"Sou especialista em storages com mais de 10 anos de experiência e ajudo pessoas e empresas a projetarem ambientes de armazenamento centralizados, seguros e de fácil gestão. Atuo como arquiteto de soluções, implemento NAS, DAS e redes SAN, além de ser redator senior e oferecer estratégias práticas para o armazenamento de dados, com um conteúdo claro e aplicável para resultados reais."

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