Índice:
- NAS NVMe Ugreen: Será que o desempenho muda mesmo?
- O que define um NAS all-flash?
- A diferença real na taxa de transferência
- Latência: O ganho invisível, mas poderoso
- Cenários onde o NAS NVMe realmente brilha
- Limitações e pontos de atenção
- O software faz tanta diferença quanto o hardware?
- É a escolha certa para o seu backup?
Muitos profissionais criativos e pequenas empresas enfrentam uma lentidão frustrante ao acessar arquivos grandes pela rede.
Esse gargalo compromete a produtividade, pois edições de vídeo, manipulação de imagens pesadas e backups volumosos demoram bastante.
A espera constante por transferências se torna um grande obstáculo no fluxo de trabalho diário.
Essa dificuldade geralmente acontece por causa dos discos rígidos tradicionais, que possuem limitações mecânicas.
A promessa dos novos storages compactos e baseados em SSDs NVMe parece resolver o problema, mas gera muitas dúvidas sobre seu impacto real.
Será que o investimento em uma tecnologia all-flash realmente compensa?
Assim, analisar os ganhos práticos que um equipamento como o NAS NVMe da Ugreen oferece é fundamental.
É preciso entender onde a velocidade se manifesta e se ela justifica a troca dos sistemas convencionais para tarefas que exigem alto desempenho.
NAS NVMe Ugreen: Será que o desempenho muda mesmo?
Sim, um NAS Ugreen que utiliza SSDs NVMe modifica radicalmente o desempenho nas operações com arquivos.
A principal mudança vem da latência quase nula e das altas taxas para leitura e escrita, especialmente com dados pequenos.
Essa tecnologia elimina os gargalos mecânicos dos discos rígidos, por isso o acesso aos arquivos se torna quase instantâneo.
O protocolo foi projetado especificamente para mídias de armazenamento de estado sólido e se comunica diretamente com o processador via barramento PCIe.
Esse caminho direto reduz drasticamente o tempo de resposta do sistema.
Em nossos testes, a diferença na agilidade para abrir projetos complexos ou navegar por milhares de fotos foi bastante perceptível.
Contudo, o ganho máximo só aparece quando toda a infraestrutura acompanha essa velocidade.
Uma rede Gigabit (1GbE), por exemplo, limita a transferência a cerca de 125 MB/s, muito abaixo da capacidade de qualquer SSD.
Portanto, o resultado prático depende também da sua rede e dos computadores conectados.
O que define um NAS all-flash?
Um NAS all-flash é um servidor de armazenamento em rede que usa exclusivamente SSDs (Solid-State Drives) para guardar dados.
Diferente dos modelos tradicionais ou híbridos, ele não possui discos rígidos (HDDs) giratórios.
Essa característica elimina completamente as partes móveis, que são a principal fonte de lentidão e falhas mecânicas nos sistemas antigos.
A ausência de HDDs resulta em um equipamento muito mais rápido, silencioso e compacto.
A linha NASync da Ugreen, por exemplo, explora exatamente esses benefícios para entregar soluções de alta performance em um formato pequeno.
Frequentemente, esses sistemas são ideais para ambientes que precisam de respostas rápidas, como estúdios de edição ou equipes de desenvolvimento.
Vale ressaltar que a tecnologia all-flash ainda tem um custo por terabyte mais elevado quando comparada aos discos rígidos.
Por isso, sua aplicação é mais indicada para dados "quentes", ou seja, aqueles que precisam de acesso constante e veloz, e não necessariamente para arquivamento de longo prazo com baixo custo.
A diferença real na taxa de transferência
A taxa de transferência de um NAS All flash é quase sempre limitada pela porta de rede, não pelos SSDs.
Um único drive NVMe Gen4 pode atingir velocidades superiores a 7.000 MB/s, mas uma rede comum de 1GbE mal passa dos 125 MB/s.
Esse cenário subutiliza completamente o potencial do hardware.
A verdadeira transformação acontece com a adoção de redes mais rápidas, como 2.5GbE ou 10GbE.
Um NAS equipado com uma porta 10GbE, por exemplo, pode alcançar taxas de transferência que superam 1.000 MB/s.
Essa velocidade permite editar vídeos em 4K ou 8K diretamente do servidor, sem engasgos e com uma fluidez impressionante.
Portanto, antes de investir em um storage all-flash, avalie sua infraestrutura de rede.
Sem switches e placas de rede compatíveis nos computadores, o investimento no NAS NVMe Ugreen pode não trazer o retorno esperado.
A performance do conjunto é sempre ditada pelo seu componente mais lento.
Latência: O ganho invisível, mas poderoso
Muitos usuários focam apenas na velocidade de transferência sequencial, mas a latência é um fator igualmente importante.
A latência é o tempo que o sistema leva para iniciar uma operação de leitura ou escrita.
Nos discos rígidos, esse tempo é alto porque um braço mecânico precisa se mover fisicamente até o local correto no disco.
Os SSDs NVMe praticamente eliminam essa espera, com tempos de acesso medidos em microssegundos.
Esse ganho, embora invisível nos benchmarks de arquivos grandes, torna o sistema extremamente ágil.
A experiência de uso melhora bastante, pois o sistema operacional, os aplicativos e a navegação por pastas parecem responder instantaneamente.
Essa agilidade é especialmente valiosa ao trabalhar com milhares de arquivos pequenos, como em bancos de dados, catálogos de fotos ou projetos de programação.
Nessas situações, a baixa latência do NAS NVMe Ugreen oferece um aumento de produtividade muito maior que qualquer ganho na taxa de transferência máxima.
Cenários onde o NAS NVMe realmente brilha
A tecnologia NVMe em um NAS não é para qualquer perfil de uso, mas em algumas aplicações, ela é transformadora.
A edição de vídeo é o principal exemplo.
Equipes que trabalham com arquivos de vídeo em alta resolução podem acessar e manipular o material diretamente no servidor, como se estivesse em um disco local, o que otimiza a colaboração.
Outro cenário ideal é a virtualização.
Executar máquinas virtuais armazenadas em um NAS all-flash Ugreen melhora drasticamente os tempos de inicialização e a responsividade geral das aplicações dentro das VMs.
Isso também vale para bancos de dados que exigem um grande volume de operações de entrada e saída por segundo (IOPS), pois a baixa latência acelera as consultas.
Por fim, profissionais que lidam com grandes bibliotecas de arquivos, como fotógrafos e designers, também sentem um grande benefício.
Carregar pré-visualizações de milhares de imagens RAW ou abrir projetos complexos com muitos ativos vinculados se torna uma tarefa muito mais rápida e fluida.
Limitações e pontos de atenção
Apesar dos benefícios, um NAS all-flash Ugreen também possui algumas limitações importantes.
O custo por terabyte é a mais evidente.
Montar um arranjo com vários terabytes usando SSDs NVMe é significativamente mais caro do que usar discos rígidos.
Por isso, raramente é a melhor escolha para armazenamento em massa ou arquivamento.
A durabilidade dos SSDs, medida em TBW (Terabytes Written), também é um ponto a ser considerado.
Embora os modelos modernos sejam bastante duráveis, cargas de trabalho com escrita intensa e contínua podem reduzir a vida útil das unidades.
Para essas aplicações, SSDs de categoria enterprise são mais recomendados, mas elevam ainda mais o custo do projeto.
Além disso, o calor pode ser um problema.
Os SSDs NVMe de alto desempenho geram bastante calor e precisam de um sistema de refrigeração ativo e eficiente para evitar o thermal throttling, um mecanismo que reduz a velocidade para controlar a temperatura.
Um bom projeto de gabinete e ventilação é essencial.
O software faz tanta diferença quanto o hardware?
Sim, o sistema operacional de um NAS é tão importante quanto seus componentes físicos.
Um hardware potente sem um software robusto e funcional entrega uma experiência incompleta.
O sistema UGOS, da Ugreen, é relativamente novo no mercado e, embora ofereça as funções básicas, ainda está amadurecendo seu ecossistema de aplicativos.
Plataformas consolidadas como o QTS da QNAP ou o DSM da Synology possuem uma vasta gama de aplicativos, recursos avançados de segurança e ferramentas de gerenciamento mais refinadas.
Funcionalidades como snapshots, replicação remota e integração com serviços de nuvem são vitais para um ambiente profissional e geralmente são mais completas nesses sistemas.
Portanto, ao escolher um NAS, avalie não apenas as especificações de hardware, mas também a maturidade e os recursos do seu sistema operacional.
A capacidade do software para gerenciar permissões, automatizar backups e proteger os dados contra ameaças como ransomware é um fator decisivo para a segurança e a eficiência da sua infraestrutura.
É a escolha certa para o seu backup?
Utilizar um NAS all Flash para backup depende muito do objetivo da rotina.
Se a meta é criar cópias de segurança de estações de trabalho ou servidores rapidamente para minimizar o tempo de inatividade, a velocidade do all-flash é uma grande vantagem.
A restauração de um sistema inteiro, por exemplo, pode ser feita em uma fração do tempo necessário com discos rígidos.
No entanto, para arquivamento de longo prazo ou para guardar grandes volumes de dados que são acessados com pouca frequência, o custo se torna um impeditivo.
Nessas situações, um NAS tradicional com discos rígidos oferece uma relação custo-benefício muito superior e atende perfeitamente à necessidade de armazenamento seguro.
A estratégia mais eficiente muitas vezes é a híbrida.
Um NAS NVMe Ugreen pode servir como um destino primário para backups diários e recuperações rápidas, enquanto um segundo sistema, com HDDs, armazena cópias de longo prazo.
Essa abordagem combina a performance do flash com a capacidade e o baixo custo dos discos mecânicos, criando um plano de proteção de dados completo e equilibrado.
