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Storages NAS Storcenter Lenovo: Tudo sobre o assunto

Storages NAS Storcenter Lenovo: Tudo sobre o assunto

Índice:

Muitas empresas ainda utilizam storages NAS da linha Lenovo Storcenter, como os IX2 e PX4, para centralizar seus arquivos.

Esses equipamentos foram bastante populares por sua simplicidade e custo acessível há quase uma década.

No entanto, essa confiança no hardware antigo hoje representa um risco silencioso e crescente.

O problema é que esses dispositivos não recebem mais atualizações de segurança há muitos anos.

Por isso, qualquer vulnerabilidade descoberta se torna uma porta aberta para ataques.

A continuidade operacional do negócio fica seriamente comprometida quando os dados estão em uma plataforma obsoleta.

Assim, o que antes era uma solução confiável para armazenamento em rede, agora é um ponto fraco na infraestrutura de TI.

Entender os detalhes técnicos e as limitações desses network attached storages é o primeiro passo para proteger os ativos digitais da sua empresa contra ameaças modernas.

O que é um storage Storcenter?

Os storages Storcenter Lenovo são uma linha de servidores NAS (Network Attached Storage) desenvolvida para pequenas e médias empresas, além de usuários domésticos avançados.

A resposta para o armazenamento centralizado da época era um equipamento que combinava hardware simples com o sistema operacional LenovoEMC LifeLine.

Sua principal função era compartilhar arquivos e pastas em rede local com protocolos como SMB/CIFS e NFS.

Essa família de produtos nasceu da aquisição da Iomega pela EMC, que depois formou uma joint venture com a Lenovo.

O resultado foi uma série de dispositivos que ofereciam recursos como arranjos RAID para proteção contra falhas de disco, integração com Active Directory para gerenciamento de usuários e até mesmo acesso a armazenamento em bloco via iSCSI, algo raro para a categoria na época.

Apesar de inovadores em seu tempo, esses sistemas foram projetados com a tecnologia daquele período.

Eles frequentemente usavam processadores com desempenho modesto e pouca memória RAM, suficientes para as tarefas daquela época, mas hoje insuficientes para as demandas atuais.

Sua popularidade se deveu ao equilíbrio entre custo e funcionalidades, que simplificou o acesso a dados centralizados para muitas organizações.

Os NAS desktop: Storcenter IX2, IX4 e PX Series

A linha desktop dos NAS servers Storcenter era bastante diversificada, com o objetivo de atender diferentes necessidades.

O NAS Lenovo IX2, por exemplo, era um storage compacto com duas baias para discos rígidos, ideal para escritórios pequenos ou usuários domésticos que precisavam de um primeiro servidor de arquivos com redundância básica (RAID 1).

Já o IX4 ampliava a capacidade para quatro discos, o que permitia arranjos RAID 5 e mais espaço útil.

Para usuários que buscavam mais desempenho, a série PX oferecia uma melhoria substancial.

Modelos como o PX2, PX4 e PX6 eram equipados com processadores Intel Atom e mais memória RAM, o que acelerava as taxas de transferência de arquivos e a resposta do sistema com múltiplos usuários.

Alguns desses equipamentos também incluíam portas de rede duplas para agregação de link, um recurso que melhorava a disponibilidade da conexão.

No entanto, mesmo os network attached storages da linha Storcenter PX mais avançados hoje sofrem com limitações de hardware.

A maioria deles possui apenas 1GB ou 2GB de memória RAM e portas de rede Gigabit.

Essa configuração dificulta a execução de tarefas modernas, como backup de várias máquinas simultaneamente ou a manipulação de arquivos de vídeo em alta resolução, que exigem muito mais poder de processamento e banda de rede.

As versões de storages rackmount

Além dos NAS residenciais, a Lenovo também desenvolveu versões de storages rackmount para empresas que precisavam integrar o armazenamento diretamente em seus racks de servidores.

O principal representante dessa categoria foi o Storcenter Lenovo PX12, um equipamento robusto que suportava até 12 discos rígidos e vinha em formatos como o 3U (três unidades de altura no rack).

Essa linha era claramente voltada para ambientes com maior demanda.

O hardware desses sistemas era superior ao das suas contrapartes desktop.

Frequentemente, os rackmount NAS PX12 vinham com fontes de alimentação redundantes, um componente vital para garantir a continuidade do serviço em caso de falha de uma das fontes.

Eles também possuíam processadores mais potentes e mais memória, o que os tornava aptos para suportar cargas de trabalho mais pesadas, como o armazenamento para ambientes de virtualização.

Ainda assim, a tecnologia embarcada nesses servidores de rack também envelheceu.

As controladoras SATA e as interfaces de rede, embora avançadas para a época, hoje são gargalos de desempenho.

Um ambiente de datacenter moderno exige velocidades de 10GbE ou superiores, algo que esses equipamentos antigos raramente suportam, limitando severamente sua utilidade em infraestruturas atuais.

Recursos que marcaram a linha de NAS Storcenter

O sistema operacional LenovoEMC LifeLine foi o coração dos storages Storcenter Lenovo e trouxe várias funcionalidades importantes.

Uma das mais notáveis era a sua interface de gerenciamento web, que simplificava bastante a configuração de compartilhamentos, usuários e permissões de acesso.

Para muitos administradores de sistemas, essa foi a primeira experiência com um NAS gerenciável sem a necessidade de linhas de comando complexas.

Outro recurso valioso era o suporte nativo a iSCSI, que permitia a criação de LUNs (Logical Unit Numbers) para armazenamento em bloco.

Isso significava que um servidor podia se conectar ao NAS e usar o espaço como se fosse um disco local, uma funcionalidade essencial para virtualização e bancos de dados.

A linha também oferecia integração com serviços de nuvem da época, como o Mozy e o Amazon S3, para backup remoto.

Apesar desses pontos fortes, o LifeLine OS parou no tempo.

O sistema não evoluiu para incorporar tecnologias de segurança e eficiência que hoje são padrão de mercado.

Recursos como snapshots para recuperação instantânea de arquivos ou proteção contra ransomware, por exemplo, nunca foram implementados.

Essa estagnação do software é, talvez, o maior problema desses equipamentos hoje.

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O fim de vida útil dos storages NAS e seus riscos

O conceito de "End of Life" (EOL) ou fim de vida útil é um marco crítico para qualquer produto de tecnologia.

Quando um fabricante declara um equipamento como EOL, ele essencialmente para de fornecer suporte, incluindo atualizações de firmware e correções de segurança.

A linha Lenovo Storcenter atingiu esse estágio há vários anos, e isso tem consequências diretas para a segurança dos dados armazenados.

O principal risco é a exposição a vulnerabilidades conhecidas.

Hackers e malwares, especialmente o ransomware, são programados para procurar sistemas com falhas de segurança não corrigidas.

Um NAS Lenovo conectado à internet ou mesmo a uma rede local comprometida é um alvo fácil.

Como não existem mais patches de correção, qualquer brecha descoberta no sistema operacional LifeLine permanecerá aberta para sempre.

Além da segurança, o fim do suporte significa que, em caso de falha de hardware ou software, não há a quem recorrer.

A Lenovo não oferece mais peças de reposição nem assistência técnica para esses equipamentos.

Portanto, qualquer problema, desde uma falha no disco até a corrupção do sistema, pode resultar na perda permanente dos dados, pois não há um caminho oficial para a recuperação.

Vulnerabilidades de segurança não corrigidas

A falta de atualizações de firmware nos storages Lenovo IX e PX cria um cenário perigoso.

Diversas vulnerabilidades foram documentadas ao longo dos anos para o sistema LifeLine e os serviços que ele executa.

Uma das mais críticas, por exemplo, permitia que um invasor obtivesse acesso administrativo ao dispositivo sem autenticação, explorando uma falha em um dos scripts do sistema.

Essa brecha, uma vez explorada, dá ao atacante controle total sobre o NAS.

Ele pode visualizar, modificar ou sequestrar todos os arquivos, instalar malwares ou usar o equipamento como um ponto de pivô para atacar outros sistemas na mesma rede.

O ransomware é particularmente eficaz nessas situações, pois criptografa todos os dados e exige um resgate, com poucas chances de recuperação sem um backup externo.

O problema se agrava porque muitas dessas falhas são públicas e fáceis de explorar com ferramentas automatizadas.

Cibercriminosos frequentemente varrem a internet em busca de dispositivos vulneráveis.

Se o seu NAS Storcenter Lenovo estiver com alguma porta de gerenciamento exposta, é quase certo que ele já foi ou será alvo de uma tentativa de ataque.

Manter um equipamento assim em produção é uma aposta arriscada.

Desempenho incompatível com as demandas atuais

Mesmo que a segurança não fosse um problema, o desempenho dos storages Storcenter já não acompanha o ritmo do trabalho moderno.

A maioria dos servidores de armazenamento em rede ainda opera com portas de rede de 1 Gigabit por segundo (Gbps).

Essa velocidade, que já foi o padrão, hoje é um grande gargalo, especialmente quando vários usuários acessam o servidor simultaneamente ou manipulam arquivos grandes.

Imagine uma equipe de editores de vídeo tentando acessar projetos em 4K armazenados em um NAS IX4.

A taxa de transferência limitada da rede Gigabit tornaria o trabalho extremamente lento e frustrante.

O mesmo ocorre com backups de grandes volumes de dados.

Uma rotina que levaria minutos em uma rede de 10GbE pode levar horas em um desses equipamentos antigos, impactando as janelas de backup.

O hardware interno também contribui para a lentidão.

Processadores antigos e a pouca quantidade de memória RAM limitam a capacidade do sistema de gerenciar múltiplas conexões e processos.

Em nossos testes, tarefas simples como listar arquivos em uma pasta com milhares de itens podem demorar muito.

Logo, a produtividade da equipe é diretamente afetada pela performance defasada do storage.

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A ausência de recursos modernos essenciais

Os storages NAS modernos evoluíram muito além do simples compartilhamento de arquivos.

Um dos recursos mais importantes hoje é a capacidade de criar snapshots.

Um snapshot captura o estado dos arquivos em um ponto específico no tempo, o que permite restaurar versões anteriores de forma quase instantânea.

Essa é a linha de defesa mais eficaz contra ransomware, pois recupera os dados para o estado anterior ao ataque.

A linha Lenovo Storcenter não possui essa tecnologia.

Se um arquivo for criptografado por ransomware ou deletado acidentalmente, não há como revertê-lo diretamente pelo sistema.

Além disso, os sistemas de arquivos usados por eles, como o EXT4, não oferecem a mesma integridade de dados que sistemas mais modernos como o Btrfs ou o ZFS, que incluem mecanismos para detectar e corrigir a corrupção silenciosa de dados.

Outras funcionalidades ausentes incluem um ecossistema de aplicativos robusto, suporte para tecnologias de cache com SSD para acelerar o desempenho e ferramentas de sincronização de dados mais eficientes.

A falta desses recursos não apenas reduz a segurança, mas também limita a utilidade do equipamento, que deixa de ser uma ferramenta versátil para se tornar apenas um repositório de arquivos lento e inseguro.

Como migrar dados de um Storcenter antigo?

Se você ainda utiliza um NAS Storcenter Lenovo, a migração dos dados para um sistema mais novo e seguro deve ser uma prioridade.

O processo exige planejamento para evitar a perda de informações ou longos períodos de indisponibilidade.

O primeiro passo é catalogar todos os dados importantes e verificar a integridade dos arquivos antes de iniciar a transferência.

A forma mais segura de migrar é através da rede local.

Configure seu novo storage NAS na mesma rede e crie as pastas de destino com a estrutura de permissões adequada.

Depois, use uma ferramenta de cópia de arquivos que preserve os metadados, como o Robocopy no Windows ou o rsync no Linux.

Esse método garante que as permissões de acesso e as datas de modificação dos arquivos sejam mantidas.

É fundamental realizar a migração em um período de baixa atividade para minimizar o impacto nos usuários.

Após a cópia inicial, faça uma sincronização final para transferir quaisquer arquivos que tenham sido alterados durante o processo.

Por fim, desative o antigo NAS Storcenter e atualize os mapeamentos de rede dos computadores para apontar para o novo servidor.

Descomissionar o equipamento antigo é a etapa final para eliminar o risco.

Qual a alternativa segura para substituir um NAS Lenovo?

Existem várias alternativas modernas e seguras no mercado para substituir um storage Lenovo obsoleto.

Fabricantes como QNAP e Synology lideram esse segmento com equipamentos que oferecem um salto tecnológico gigantesco em comparação com os servidores NAS Storcenter.

Seus sistemas operacionais são constantemente atualizados com correções de segurança e novas funcionalidades.

Um NAS moderno oferece hardware muito mais potente, com processadores multi-core, mais memória RAM e suporte para redes de 2.5GbE, 10GbE ou até mais rápidas.

Muitos NAS storages atuais também possuem slots M.2 NVMe para cache em SSD, o que acelera drasticamente o acesso a arquivos frequentemente utilizados.

Essa performance é essencial para suportar as cargas de trabalho atuais.

No quesito software, as vantagens são ainda maiores.

Esses sistemas vêm com proteção contra ransomware baseada em snapshots, sistemas de arquivos avançados, um vasto catálogo de aplicativos para backup, virtualização, colaboração e vigilância, além de suporte técnico ativo.

A troca por um equipamento atual não é apenas uma atualização, mas uma mudança fundamental na forma como a empresa protege e gerencia seus dados.

Investir em um novo servidor de armazenamento é proteger o negócio

Manter um storage NAS Lenovo Storcenter em operação hoje é uma falha grave de segurança.

A ausência de atualizações transforma o equipamento em um vetor de risco para toda a rede, vulnerável a ataques que podem paralisar as operações da empresa.

O custo potencial de um incidente de segurança, seja por perda de dados ou por um ataque de ransomware, é imensuravelmente maior que o valor de um novo equipamento.

A tecnologia de armazenamento evoluiu, e as soluções atuais oferecem camadas de proteção e desempenho que eram impensáveis na época dos Storcenter.

Recursos como snapshots, replicação de dados e sistemas de arquivos auto-reparáveis são ferramentas poderosas para garantir a integridade e a disponibilidade das informações.

Ignorar esses avanços é deixar a empresa exposta a ameaças do presente com defesas do passado.

Portanto, a decisão de aposentar esses dispositivos antigos e migrar para uma plataforma moderna não deve ser vista como um custo, mas como um investimento essencial na continuidade e segurança do negócio.

Proteger os dados corporativos com tecnologia atualizada, segura e com suporte ativo é a resposta para mitigar riscos e garantir que a infraestrutura de TI seja um ativo, e não uma vulnerabilidade.

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