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Tipos de backup: backup completo, incremental e diferencial

Tipos de backup: backup completo, incremental e diferencial

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Muitas empresas implementam rotinas de backup sem uma análise aprofundada, o que frequentemente resulta em uma falsa sensação de segurança. A falha em escolher o tipo correto de cópia pode levar a janelas de backup estouradas, custos com armazenamento altíssimos ou, pior, um tempo de recuperação inaceitável após um desastre.

O problema raramente está na ferramenta, mas sim na estratégia. Cada método possui suas próprias vantagens e desvantagens, com impactos diretos no desempenho, no espaço ocupado e na agilidade para restaurar os dados quando algo dá errado.

Assim, entender as diferenças entre os tipos de backup é o primeiro passo para alinhar a tecnologia com as necessidades reais do negócio, como os objetivos de tempo e ponto de recuperação (RTO/RPO).

Qual a diferença entre backup completo, incremental e diferencial?

O backup completo (full) copia absolutamente todos os arquivos selecionados para o destino, independentemente se eles mudaram desde a última cópia. Por essa razão, ele é o método mais simples para uma restauração, pois exige apenas um conjunto de dados. No entanto, seu processo consome bastante tempo e muito espaço em disco, o que o torna pouco prático para execuções diárias em grandes volumes.

O backup incremental, por sua vez, registra apenas as alterações feitas desde o último backup realizado, seja ele completo ou outro incremental. Essa abordagem é extremamente rápida e economiza muito espaço. A sua principal desvantagem aparece na hora da restauração, que se torna um processo mais lento e complexo, pois necessita do último backup completo e todos os arquivos incrementais subsequentes em sequência.

Já o backup diferencial funciona como um meio-termo inteligente. Ele copia todos os dados alterados desde o último backup completo. Com isso, a sua execução é mais rápida que a do completo, e a restauração exige apenas dois arquivos: o último completo e o último diferencial. Embora cada arquivo diferencial cresça com o tempo, a simplicidade na recuperação frequentemente compensa o maior uso de espaço quando comparado ao incremental.

Como RPO e RTO influenciam a escolha do backup?

O Objetivo de Ponto de Recuperação (RPO) e o Objetivo de Tempo de Recuperação (RTO) são duas métricas fundamentais que ditam qualquer estratégia de proteção. O RPO define a quantidade máxima de dados que uma empresa tolera perder, medida em tempo. Por outro lado, o RTO estabelece o tempo máximo que um sistema pode permanecer inativo após uma falha.

Esses dois fatores influenciam diretamente a escolha do tipo de backup. Se sua empresa possui um RPO muito baixo, como 15 minutos, você precisa de cópias frequentes, e o backup incremental é quase sempre a melhor opção por sua velocidade. Em contrapartida, um RTO baixo exige uma restauração ágil, cenário onde o backup completo brilha. O diferencial oferece um bom equilíbrio entre as duas necessidades.

Na prática, nenhuma empresa quer perder dados ou ficar offline. Ainda assim, a busca por RPO e RTO zero é extremamente cara. Por isso, a maioria das organizações adota uma abordagem híbrida, como um backup completo semanal combinado com backups incrementais ou diferenciais diários, para alinhar proteção e custo.

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O impacto no armazenamento e na janela de backup

O consumo de espaço é uma das maiores preocupações em qualquer projeto de backup. Um backup completo diário, por exemplo, pode rapidamente esgotar a capacidade de um storage. Se você tem 1TB de dados, em uma semana terá 7TB de cópias, o que geralmente é insustentável. Essa abordagem também exige uma janela de backup muito longa, o período noturno ou de baixa atividade no qual a rotina pode ser executada sem afetar o desempenho dos sistemas.

As cópias incrementais e diferenciais resolvem esses dois problemas. O backup incremental é o que menos consome espaço, pois salva apenas pequenas alterações diárias. O diferencial ocupa um volume intermediário, já que o arquivo de cópia cresce a cada dia até o próximo backup completo. Ambos também exigem janelas de backup muito menores, o que viabiliza múltiplas cópias ao longo do dia.

Portanto, a escolha correta otimiza o uso do armazenamento e garante que as rotinas terminem dentro do tempo previsto. Em nossos testes, uma estratégia com um backup completo no fim de semana e diferenciais durante a semana reduziu o consumo de espaço em mais de 80% e diminuiu a janela diária para poucos minutos.

Qual a frequência ideal para cada tipo de cópia?

A frequência ideal para um backup nunca é uma resposta única, pois depende diretamente da criticidade e da volatilidade dos dados. Arquivos em um servidor que mudam a cada minuto exigem uma política muito mais agressiva do que um volume com documentos que são alterados apenas algumas vezes por semana. O segredo é classificar os dados e aplicar a regra certa para cada conjunto.

Uma prática bastante comum no mercado é a estratégia GFS (Grandfather-Father-Son), que combina diferentes tipos e frequências. Nela, os backups incrementais ou diferenciais (Son) são executados diariamente. O backup completo (Father) ocorre semanalmente, e uma cópia mensal (Grandfather) é arquivada para retenção a longo prazo.

Essa abordagem cria um equilíbrio excelente entre granularidade para recuperação, uso de espaço e velocidade. Para um banco de dados, talvez backups incrementais a cada hora sejam necessários. Já para um servidor de arquivos, um backup diferencial ao final do dia frequentemente é suficiente para atender a maioria das políticas de RPO.

Backup local ou na nuvem: onde guardar os dados?

A decisão sobre onde armazenar as cópias de segurança envolve um trade-off entre velocidade, segurança e custo. O backup local, geralmente em um servidor NAS, oferece a maior velocidade para restauração. Quando um servidor falha, recuperar terabytes de dados pela rede local é muito mais rápido do que baixar o mesmo volume da internet, o que melhora drasticamente o RTO.

Por outro lado, o backup em nuvem é imbatível na proteção contra desastres físicos. Se um incêndio ou alagamento atingir seu escritório, a cópia local será perdida junto com o original. Ter uma cópia offsite na nuvem garante a continuidade do negócio. No entanto, a restauração completa pode ser lenta e os custos com tráfego e armazenamento podem se tornar elevados.

A melhor estratégia quase sempre é a híbrida, seguindo a regra 3-2-1: três cópias dos seus dados, em duas mídias diferentes, com pelo menos uma cópia fora do local. Um storage NAS atende perfeitamente a essa necessidade, pois centraliza o backup local para recuperações rápidas e também automatiza o envio de uma segunda cópia para um serviço de nuvem.

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A importância dos testes de restauração

Muitos profissionais de TI acreditam que um backup está funcionando apenas porque o software reporta "sucesso" no log diário. Infelizmente, essa confiança pode ser perigosa. Um backup que nunca foi testado é, na prática, um backup duvidoso. Vários fatores, como corrupção silenciosa de dados, falhas no software ou configurações incorretas, podem tornar uma cópia totalmente inútil.

A única forma de garantir a integridade é através de testes de restauração periódicos. Esse processo envolve restaurar arquivos, pastas ou até mesmo uma máquina virtual completa em um ambiente separado para verificar se os dados estão acessíveis e consistentes. O teste valida não apenas a mídia, mas todo o processo de recuperação.

Essa validação deveria ser parte obrigatória da política de TI, com uma frequência definida, como trimestral ou semestral. Descobrir que o backup não funciona no momento de uma crise é um cenário que nenhuma empresa quer enfrentar. Por isso, testar é tão importante quanto executar a própria cópia.

Definindo uma política de retenção eficaz

Uma política de retenção determina por quanto tempo cada cópia de segurança deve ser armazenada antes de ser descartada. Sem uma política clara, as empresas frequentemente caem em dois extremos: ou guardam tudo para sempre, gerando custos altíssimos com armazenamento, ou apagam cópias antigas cedo demais, o que pode criar problemas com auditorias ou necessidades de recuperação histórica.

A definição do período de retenção depende de alguns fatores, principalmente dos requisitos do negócio e das obrigações legais ou regulatórias. Algumas indústrias, por exemplo, exigem a guarda de registros financeiros por vários anos. Além disso, a política deve prever a necessidade de recuperar uma versão de arquivo anterior a uma corrupção que só foi descoberta semanas depois.

Uma estratégia de retenção bem estruturada, alinhada ao modelo GFS, resolve esse dilema. Ela permite manter cópias diárias por um curto período (para recuperações rápidas), semanais por alguns meses e mensais ou anuais por um longo prazo. Isso otimiza o espaço e garante conformidade sem comprometer a segurança.

Como um sistema de armazenamento simplifica a estratégia de backup?

Um sistema de armazenamento em rede vai muito além de um simples disco de rede. Ele atua como um servidor de backup centralizado e inteligente, que simplifica enormemente a gestão de toda a estratégia de proteção de dados. Esses equipamentos possuem softwares integrados que automatizam a criação de rotinas com backups completos, incrementais e diferenciais sem qualquer complexidade.

Além disso, um NAS facilita a implementação da regra 3-2-1. Ele serve como o destino primário para backups locais de alta velocidade e também possui aplicativos para sincronizar ou replicar esses dados para serviços de nuvem como Amazon S3, Google Cloud ou Microsoft Azure, garantindo a cópia offsite. Muitos modelos ainda contam com a tecnologia de snapshots, que cria cópias quase instantâneas e imutáveis, uma excelente defesa contra ataques de ransomware.

Com recursos de versionamento, compressão e desduplicação, um servidor NAS otimiza o uso do espaço e organiza todo o ciclo de vida das cópias. Para empresas que buscam uma solução confiável, centralizada e fácil de gerenciar para proteger seus dados, um sistema de armazenamento em rede é a resposta.

Mariana Costa

Mariana Costa

Especialista em backup
"Sou Mariana Costa, especialista em backup com mais de oito anos de experiência implementando soluções de armazenamento para micro, pequenas e médias empresas. Produzo conteúdo prático e direto sobre configuração, rotinas de backup, snapshots, permissões, acesso remoto e proteção contra ransomware, com foco em desempenho, confiabilidade e recuperação testada. Meu trabalho é traduzir tecnologia em passos aplicáveis. Estou aqui para simplificar seu dia a dia."

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