Veeam Backup: Saiba mais sobre essa plataforma de backup, dados sobre recursos, vantagens, desvantagens e dispositivos de armazenamento suportados.
Veeam Backup é uma plataforma para proteção de dados que unifica a cópia e a replicação de cargas de trabalho em ambientes virtuais, físicos e na nuvem. Sua principal função é garantir a disponibilidade das informações com recursos avançados para uma recuperação rápida e granular. O software funciona a partir de um servidor central que coordena todas as tarefas. Para ambientes virtualizados, ele geralmente interage diretamente com os hypervisors, como VMware vSphere ou Microsoft Hyper-V, para criar backups baseados em imagem sem a necessidade de agentes dentro das máquinas virtuais. Em servidores físicos ou na nuvem, o sistema frequentemente utiliza agentes leves para capturar os dados. Essa arquitetura flexível simplifica bastante a administração, pois permite gerenciar a proteção de todo o parque tecnológico a partir de uma única console. Por isso, a solução se tornou uma das mais populares do mercado, atendendo desde pequenas empresas até grandes datacenters.
A operação do Veeam se baseia em três componentes principais: o servidor de backup, os proxies e os repositórios. O servidor centraliza o gerenciamento e agenda as tarefas. Os proxies são os responsáveis pelo trabalho pesado, pois processam os dados, aplicam compressão e deduplicação antes de movê-los para o destino. Os repositórios, por sua vez, são os locais para armazenamento das cópias. Eles podem ser desde um storage local até um serviço de objeto na nuvem. Essa estrutura distribuída otimiza o desempenho e a escalabilidade, já que é possível adicionar mais proxies para acelerar o processo sem sobrecarregar o servidor principal. Na prática, quando um job de backup inicia, o servidor Veeam instrui o hypervisor a criar um snapshot da máquina virtual. O proxy então lê os dados desse snapshot, processa e envia para o repositório. Todo esse fluxo melhora a eficiência e minimiza o impacto nas aplicações em produção.
A compatibilidade do Veeam é um dos seus maiores diferenciais, pois a plataforma foi projetada para ambientes híbridos. Ela oferece proteção robusta para as principais plataformas de virtualização, incluindo VMware vSphere e Microsoft Hyper-V, com recursos específicos para cada uma delas. Além do mundo virtual, a solução também protege servidores físicos com sistemas operacionais Windows e Linux. Para esses casos, um agente instalado captura os dados de forma consistente. A cobertura ainda se estende para estações de trabalho, o que garante a segurança das informações dos usuários finais. Recentemente, a Veeam expandiu sua atuação para a nuvem pública, com suporte nativo para cargas de trabalho em AWS, Microsoft Azure e Google Cloud. Isso permite que as empresas centralizem a proteção dos seus dados, independentemente de onde eles residam, seja em um datacenter local ou em múltiplos provedores de nuvem.
O modelo de licenciamento do Veeam evoluiu para simplificar a aquisição e o gerenciamento em ambientes dinâmicos. A empresa adotou a Veeam Universal License (VUL), uma licença portátil que funciona por workload, também chamada de instância. Esse modelo é muito mais flexível que o antigo, baseado em soquetes de CPU. Uma workload é basicamente qualquer máquina que você protege, seja uma VM, um servidor físico, uma estação de trabalho ou uma instância na nuvem. Cada uma delas consome um determinado número de licenças do pacote VUL. Por exemplo, um servidor normalmente consome uma licença, enquanto uma estação de trabalho pode consumir menos. Essa abordagem facilita muito o planejamento orçamentário, porque o custo está diretamente atrelado ao volume de dados protegidos, não à infraestrutura de hardware subjacente. Se uma empresa migra uma máquina virtual para a nuvem, a mesma licença pode ser reaproveitada, o que confere uma grande portabilidade e protege o investimento.
Definir metas claras de RPO (Recovery Point Objective) e RTO (Recovery Time Objective) é essencial para qualquer plano de continuidade. O RPO determina a quantidade máxima de dados que uma empresa tolera perder, enquanto o RTO estabelece o tempo máximo para restaurar um serviço após uma falha. O Veeam oferece várias ferramentas para atingir metas agressivas. Para um RPO baixo, é possível agendar backups frequentes, com intervalos de minutos, ou usar a replicação contínua para manter uma cópia da máquina virtual sempre sincronizada. Isso minimiza a janela de perda de dados para quase zero. Para o RTO, o recurso Instant VM Recovery é um grande aliado. Ele permite iniciar uma máquina virtual diretamente a partir do arquivo de backup em poucos minutos, sem a necessidade de restaurar completamente os dados para o ambiente de produção. Essa funcionalidade reduz drasticamente o tempo de inatividade.
A política de retenção GFS (Grandfather-Father-Son) é uma estratégia clássica para gerenciamento de backups a longo prazo. Ela organiza as cópias em ciclos diários (Son), semanais (Father) e mensais/anuais (Grandfather). O Veeam implementa essa lógica de forma nativa e simplificada. Essa abordagem faz muito sentido para empresas que precisam cumprir requisitos de conformidade ou auditoria, pois garante o arquivamento de pontos de restauração históricos. Por exemplo, é possível configurar a política para manter quatro backups semanais, doze mensais e sete anuais, o que cria um histórico profundo com uso otimizado do espaço. Além disso, a política GFS ajuda a equilibrar a necessidade de retenção com os custos de armazenamento. Em vez de guardar todas as cópias diárias por anos, o dispositivo de backup consolida pontos de restauração mais antigos, o que libera espaço no repositório primário e move dados mais antigos para mídias de menor custo, como fitas ou object storage.
A escolha do repositório de backup impacta diretamente o desempenho, a segurança e o custo da sua estratégia. O Veeam suporta uma vasta gama de dispositivos, o que oferece flexibilidade para desenhar uma arquitetura aderente a cada necessidade. Um storage local, como um servidor com discos ou um servidor NAS, é frequentemente usado para cópias primárias devido à alta velocidade. Para uma camada extra de segurança contra ransomware, o Linux Hardened Repository é uma opção excelente. Ele usa o conceito de imutabilidade para impedir que os arquivos de backup sejam alterados ou excluídos por um período determinado. Nem mesmo um acesso com privilégios de administrador consegue apagar os dados antes do prazo. Já para cópias offsite e arquivamento de longo prazo, a integração com object storage, como Amazon S3 ou compatíveis, é ideal. Através do Scale-out Backup Repository, o Veeam pode mover automaticamente dados mais antigos para a nuvem, o que otimiza custos e cumpre a regra 3-2-1 de backup com bastante eficiência.
A capacidade de restaurar dados de diferentes formas é um dos pontos fortes do Veeam. A plataforma vai muito além da simples recuperação de uma máquina virtual inteira. A funcionalidade de restauração granular, por exemplo, permite recuperar arquivos e pastas individuais sem precisar restaurar todo o servidor. Para aplicações específicas, os Veeam Explorers são ferramentas poderosas. Com eles, é possível restaurar itens de aplicativos como Microsoft Exchange, SharePoint, Active Directory e bancos de dados SQL Server ou Oracle. Um administrador pode, por exemplo, recuperar um único e-mail da caixa de um usuário diretamente do backup. Além disso, o Instant VM Recovery, já mencionado, liga uma VM do backup em minutos. Para servidores físicos, o Bare Metal Recovery recria o sistema do zero em um hardware novo ou diferente. Essa variedade de opções garante que a equipe de TI tenha a ferramenta certa para cada cenário de desastre.
Muitos administradores de TI sabem que um backup bem-sucedido não garante uma restauração funcional. Arquivos corrompidos, problemas no sistema operacional ou falhas na aplicação podem tornar uma cópia de segurança inútil no momento mais crítico. Por isso, testar os backups é uma prática indispensável. O Veeam automatiza esse processo com a tecnologia SureBackup. Ela cria um ambiente isolado, chamado Virtual Lab, e inicia a máquina virtual a partir do backup dentro dessa bolha segura. Em seguida, o dispositivo executa uma série de testes, como verificar a inicialização do sistema operacional e a resposta das aplicações. Esse teste automatizado e sem impacto na produção oferece a certeza de que os backups são recuperáveis. Ao final do processo, um relatório é enviado, o que comprova a integridade das cópias. Com isso, a equipe de TI ganha muito mais confiança na sua capacidade de recuperação.
Um dimensionamento correto da infraestrutura é vital para que o Veeam opere com bom desempenho e cumpra as janelas de backup. O primeiro componente a considerar é o próprio servidor Veeam, que precisa de CPU e memória suficientes para gerenciar os jobs, especialmente em ambientes grandes. Os servidores proxy são talvez os elementos mais críticos para a performance. Como eles processam os dados, sua capacidade de CPU e a velocidade da sua conexão de rede definem o throughput do backup. Em ambientes maiores, é comum usar vários proxies para distribuir a carga de trabalho e acelerar as tarefas. Por fim, o repositório deve ter desempenho de escrita compatível com o volume de dados e capacidade para armazenar os pontos de retenção definidos na política. Uma rede rápida entre os componentes também é fundamental. Um gargalo em qualquer um desses pontos pode comprometer toda a estratégia.
Utilizar um storage NAS como repositório principal para o Veeam é uma decisão que melhora muito a estratégia de proteção de dados. Um equipamento NAS centraliza o armazenamento em um local seguro e de fácil gerenciamento, além de oferecer alta velocidade de acesso via rede, o que acelera tanto as cópias quanto as restaurações. Muitos netowrk attached storages também possuem recursos que complementam o Veeam, como a capacidade de criar snapshots no próprio storage. Essa funcionalidade adiciona uma camada extra de proteção, pois permite reverter para um ponto anterior quase instantaneamente, sem depender do software de backup. Além disso, um NAS empresarial facilita a implementação da regra 3-2-1. É possível configurar o Veeam para salvar a cópia primária no NAS e, em seguida, usar o próprio storage para replicar esses dados para uma segunda unidade em outro local. Portanto, um storage NAS robusto é a resposta para construir uma base sólida e confiável para sua infraestrutura Veeam.