Backup na nuvem: Saiba mais sobre o assunto

Backup na nuvem: Conheça os serviços, provedores, vantagens e desvantagens dessa tecnologia e sistemas de armazenamento que podem simplificar sua vida.

O que é backup na nuvem?

Backup na nuvem é um serviço que copia dados de servidores, computadores e outros dispositivos para um data center remoto através da internet. Um software instalado no equipamento de origem gerencia o processo, que pode ser automático ou manual. Sua principal finalidade é garantir a recuperação das informações caso os dados originais sejam perdidos ou corrompidos. Diferente do armazenamento em nuvem, como Google Drive ou Dropbox, que sincroniza arquivos para acesso, o backup foca na cópia de segurança para restauração. Ele geralmente inclui recursos avançados como versionamento, que salva múltiplas versões do mesmo arquivo. Isso permite recuperar um documento antes de uma alteração indesejada ou após um ataque malicioso. Essa abordagem também simplifica a regra 3-2-1 do backup, que recomenda ter três cópias dos dados, em duas mídias diferentes, com uma cópia fora do local. O serviço de nuvem cumpre com eficiência o requisito da cópia offsite, pois armazena os arquivos em uma localização geograficamente distinta, protegendo contra desastres locais como incêndios ou inundações.

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Como a cópia de segurança online funciona?

O processo geralmente começa com a instalação de um software cliente no dispositivo que contém os dados a serem protegidos. Esse agente é responsável por ler, criptografar e enviar as informações para os servidores do provedor. A primeira cópia, chamada de backup completo, costuma ser a mais demorada, pois transfere todos os arquivos selecionados. Após o backup inicial, o sistema adota métodos mais eficientes, como o backup incremental ou diferencial. Nesses modos, o software envia apenas os blocos de dados que foram alterados ou criados desde a última cópia. Isso reduz drasticamente o consumo da banda de internet e o tempo necessário para completar a rotina. Para restaurar, o usuário acessa um painel de controle via web ou pelo próprio software. Lá, ele pode navegar pelas pastas e arquivos, selecionar os itens que deseja recuperar e escolher a versão ou data específica. O sistema então baixa os dados descriptografados para o local original ou para um novo destino.

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Quais dados devem ser protegidos?

A escolha sobre o que proteger depende da criticidade das informações para a continuidade das operações. Para empresas, isso quase sempre inclui bancos de dados, arquivos de máquinas virtuais, documentos financeiros, contratos e e-mails. Proteger esses ativos é fundamental para evitar a paralisação dos negócios. Usuários domésticos devem priorizar documentos pessoais, fotos, vídeos e outros arquivos insubstituíveis. Embora seja tentador fazer backup de todo o sistema operacional, muitas vezes é mais prático focar apenas nos dados do usuário. Restaurar um sistema do zero pode ser mais rápido que baixar uma imagem completa pela internet. É importante também avaliar o volume total dos dados, pois isso impacta diretamente o custo do serviço e o tempo para o primeiro upload. Uma boa estratégia é categorizar as informações e criar políticas distintas para cada tipo, com algumas cópias sendo feitas diariamente e outras, menos críticas, semanalmente.

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Por quanto tempo manter as cópias?

A política de retenção define por quanto tempo as cópias de segurança são armazenadas antes de serem descartadas. Uma retenção curta, como sete dias, pode ser insuficiente para recuperar um arquivo apagado por engano há duas semanas. Por outro lado, uma retenção muito longa aumenta os custos com armazenamento. Muitas empresas adotam um esquema hierárquico. Por exemplo, mantêm backups diários por uma semana, semanais por um mês e mensais por um ano. Essa abordagem equilibra a necessidade de recuperação granular com o controle dos custos. Alguns setores, como o financeiro e o de saúde, também possuem regulamentações que exigem a guarda dos dados por vários anos. A capacidade de reter múltiplas versões de arquivos é outro ponto fundamental. Isso protege contra corrupção silenciosa de dados ou ataques ransomware, onde um arquivo pode ser danificado e a cópia de segurança mais recente já conter o problema. Com o versionamento, é possível voltar no tempo até um ponto em que o arquivo estava íntegro.

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A segurança dos dados na nuvem é confiável?

A segurança é uma das maiores preocupações quando se trata de enviar dados para terceiros. Provedores de backup na nuvem sérios utilizam múltiplas camadas de proteção. A primeira delas é a criptografia, que deve ocorrer tanto em trânsito, durante a transferência pela internet, quanto em repouso, nos discos do data center. O modelo mais seguro é a criptografia de ponta a ponta com chave privada controlada pelo usuário. Nesse cenário, os dados são criptografados na origem antes de serem enviados, e somente o proprietário possui a chave para descriptografá-los. Nem mesmo os funcionários do provedor conseguem acessar o conteúdo dos arquivos. Além da criptografia, os data centers dos provedores possuem segurança física robusta, com controle de acesso, vigilância 24/7 e sistemas contra incêndio. Eles também contam com redundância de energia e conectividade, o que garante alta disponibilidade do serviço. A conformidade com normas como ISO 27001 e LGPD também atesta o compromisso do provedor com as melhores práticas.

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Quais os riscos e as limitações do serviço?

Apesar das vantagens, o backup em nuvem possui algumas limitações importantes. A principal delas é a dependência total da conexão com a internet. Se o link cair ou estiver lento, as rotinas de backup podem falhar, e a restauração dos dados fica inviável. Isso representa um risco significativo para a continuidade dos negócios. O tempo para recuperar um grande volume de dados é outro desafio. Restaurar terabytes de informação pode levar dias ou até semanas, dependendo da velocidade da conexão. Esse tempo de inatividade, conhecido como RTO (Recovery Time Objective), frequentemente é inaceitável para muitas operações críticas. Existe ainda o risco de "vendor lock-in", onde a migração dos dados para outro provedor se torna complexa e cara. Alguns serviços cobram taxas elevadas para a retirada dos dados (egress fees), o que dificulta a troca de fornecedor. Por isso, é fundamental ler o contrato com atenção antes de contratar o serviço.

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Como os custos recorrentes impactam o orçamento?

Diferente da compra de um hardware, o backup na nuvem é um serviço com pagamento recorrente, geralmente mensal ou anual. O modelo de cobrança varia bastante entre os provedores. Alguns cobram por gigabyte armazenado, enquanto outros baseiam o preço na quantidade de dispositivos ou usuários protegidos. É preciso ter atenção aos custos ocultos. As taxas de egresso, cobradas para baixar os dados, podem surpreender no momento de uma restauração em larga escala. Outros provedores podem limitar a quantidade de versões de arquivos ou cobrar valores adicionais por recursos como backup de bancos de dados específicos. O custo tende a crescer com o tempo, à medida que o volume de dados aumenta. Por isso, um planejamento cuidadoso é necessário para que o serviço não se torne um peso no orçamento. Avaliar o crescimento esperado dos dados e comparar os modelos de precificação é um passo importante para uma decisão sustentável.

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É possível restaurar arquivos antigos ou apagados?

Sim, essa é uma das funcionalidades mais valiosas do backup na nuvem. Através do versionamento, o sistema guarda um histórico das alterações de cada arquivo. Se um documento for salvo com informações erradas ou corrompido, é possível navegar pelas versões anteriores e restaurar uma cópia funcional de horas, dias ou semanas atrás. Essa capacidade também é vital para a recuperação de arquivos deletados acidentalmente. Mesmo que um arquivo seja removido do computador de origem, ele permanece no repositório de backup pelo período definido na política de retenção. Basta acessar o painel de restauração para recuperá-lo. O versionamento é um diferencial poderoso contra ransomware. Se um ataque criptografar os arquivos, as cópias de segurança mais recentes também estarão criptografadas. No entanto, com um bom histórico de versões, é possível restaurar os dados para um ponto anterior ao ataque, neutralizando completamente a ameaça sem pagar resgate.

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O tempo de upload e restauração é um problema?

O desempenho do backup e da restauração está diretamente ligado à velocidade e à estabilidade da conexão com a internet. O primeiro upload completo de centenas de gigabytes ou alguns terabytes pode levar muitos dias. Durante esse período, os dados ainda não estão totalmente protegidos na nuvem. A restauração é o ponto mais crítico. Imagine que um servidor principal falhou e você precisa recuperar 2 TB de dados. Em uma conexão de 100 Mbps, o download levaria mais de 48 horas, sem contar com possíveis instabilidades. Para muitas empresas, dois dias de paralisação são impensáveis. Por essa razão, o backup puramente em nuvem nem sempre é a melhor solução para ambientes que exigem um tempo de recuperação baixo (RTO). A lentidão para restaurar grandes volumes de dados é sua maior limitação prática e deve ser considerada no plano de recuperação de desastres.

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Um network storage melhora a estratégia de backup?

Sim, um Network Attached Storage aprimora consideravelmente a estratégia de proteção dos dados. Ele atua como um repositório de backup local, centralizando as cópias de segurança de todos os computadores e servidores da rede. As rotinas são executadas na velocidade da rede local, que é muito mais rápida que a internet. Isso resolve o problema do tempo de restauração. Recuperar arquivos ou até mesmo um sistema inteiro a partir de um NAS na mesma rede leva minutos ou poucas horas, em vez de dias. Sua presença garante um RTO baixo para a maioria dos incidentes, como falhas de hardware ou exclusões acidentais. Para completar a proteção, o próprio NAS pode replicar seus dados para um serviço de nuvem. Essa abordagem híbrida combina o melhor dos dois mundos. Você tem a velocidade e a conveniência do backup local e a segurança da cópia offsite na nuvem para desastres de grande escala. Nessa configuração, um NAS server é a resposta para uma estratégia de backup rápida, segura e resiliente.

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