Índice:
- Como arquivar dados corporativos sem prejudicar a produção?
- O impacto dos dados inativos no ambiente produtivo
- Backup e arquivamento são processos distintos
- A classificação dos dados antes do arquivamento
- Opções de mídia para um armazenamento secundário
- O uso de um storage NAS como repositório de arquivo
- Implementando um arquivamento transparente ao usuário
- Garantindo a conformidade com políticas de retenção
- Construindo uma estratégia de dados sustentável
O volume com dados em uma empresa cresce sem parar. Isso sobrecarrega servidores e storages, por isso deixa as operações mais lentas e caras. Assim, uma estratégia para arquivar informações antigas se torna essencial.
Como arquivar dados corporativos sem prejudicar a produção?
Arquivar dados corporativos significa mover informações pouco acessadas do armazenamento principal para um secundário, mais barato. Essa ação libera espaço e melhora o desempenho dos sistemas ativos sem apagar os arquivos permanentemente. Diferente do backup, o arquivamento foca na retenção a longo prazo e na otimização dos recursos.
Na prática, o processo para arquivamento identifica arquivos com base em políticas, como a data da última modificação ou acesso. Esses arquivos são então transferidos para um storage mais econômico. Muitas vezes, um ponteiro ou atalho permanece no local original, por isso o usuário acessa o arquivo sem saber que ele foi movido.
O resultado imediato é um ambiente produtivo mais ágil. Os backups também ficam mais rápidos, pois o volume com dados ativos para copiar é menor. Além disso, a empresa economiza com a redução na necessidade por armazenamento primário, que geralmente utiliza tecnologias mais caras como SSDs all-flash.
O impacto dos dados inativos no ambiente produtivo
Muitas empresas mantêm todos os seus dados em sistemas de armazenamento de alta performance. Essa abordagem simplifica a gestão em um primeiro momento, mas cria gargalos com o tempo. O acúmulo excessivo com informações raramente usadas consome recursos valiosos e degrada a experiência do usuário.
Servidores de arquivos com terabytes em dados inativos demoram mais para responder a pesquisas e listagens. As rotinas para backup também se tornam um problema, pois exigem janelas maiores para conclusão e consomem mais espaço no destino. Em alguns casos, a lentidão afeta diretamente as aplicações do negócio.
Esse cenário ainda aumenta os custos operacionais. O armazenamento primário, quase sempre veloz, é caro. Manter arquivos frios nesse nível representa um desperdício financeiro que poderia ser direcionado para outras áreas estratégicas da TI.
Backup e arquivamento são processos distintos
É comum confundir os conceitos sobre backup e arquivamento, mas suas finalidades são bem diferentes. O backup cria cópias dos dados para recuperação rápida em caso de falha, corrupção ou ataque. Seu foco é a continuidade do negócio com um horizonte temporal curto.
O arquivamento, por outro lado, lida com a retenção a longo prazo. Seu objetivo é mover dados inativos do ambiente principal para um local seguro e mais barato. Ele preserva informações por questões legais, conformidade ou valor histórico, sem sobrecarregar a infraestrutura produtiva.
Enquanto o backup trabalha com várias versões dos mesmos arquivos ativos, o arquivamento geralmente move uma única instância do dado para outro local. Portanto, usar um sistema para backup como arquivo morto é ineficiente e caro, pois não foi projetado para essa função.
A classificação dos dados antes do arquivamento
Antes de mover qualquer arquivo, é fundamental saber o que pode ser arquivado. A classificação dos dados é o primeiro passo. Esse processo envolve analisar e categorizar as informações com base em critérios como frequência de acesso, idade e tipo.
Geralmente, arquivos que não são acessados há mais de 180 dias são fortes candidatos ao arquivamento. A análise pode ser automatizada por softwares que geram relatórios sobre o perfil do armazenamento. Com esses relatórios, o gestor de TI toma decisões informadas.
Essa etapa também ajuda a definir políticas de retenção. Alguns dados precisam ser mantidos por anos por força de lei, enquanto outros podem ser descartados após um certo período. Uma política clara evita o acúmulo desnecessário e garante conformidade.
Opções de mídia para um armazenamento secundário
Existem várias tecnologias disponíveis para construir um repositório de arquivamento. As três principais são discos rígidos, fitas magnéticas e a nuvem. Cada uma apresenta uma relação diferente entre custo, velocidade de acesso e durabilidade.
Os sistemas baseados em disco, como um storage NAS, oferecem um ótimo equilíbrio. Eles são mais baratos que o armazenamento primário e ainda garantem acesso rápido aos dados quando necessário. Sua implementação é simples e a gestão, centralizada.
A fita magnética (LTO) tem o menor custo por terabyte e é extremamente durável, mas o acesso aos dados é lento. A nuvem oferece flexibilidade e escalabilidade, porém os custos com tráfego e recuperação podem se tornar imprevisíveis. Para muitas empresas, um NAS local é a solução mais prática e com melhor custo-benefício.
O uso de um storage NAS como repositório de arquivo
Utilizar um storage NAS para arquivamento simplifica bastante a gestão do ciclo de vida dos dados. Esses equipamentos são projetados para oferecer grande capacidade com um custo por terabyte muito menor que os sistemas SAN ou all-flash. Eles se conectam diretamente à rede local e funcionam como um grande repositório central.
Um servidor NAS moderno também oferece recursos avançados para proteção. Snapshots criam versões imutáveis dos arquivos, protegendo contra ransomware. A replicação para outro equipamento ou para a nuvem adiciona uma camada extra em segurança e garante a recuperação em caso de desastre.
Além disso, a configuração é bastante flexível. É possível criar volumes específicos para arquivamento com permissões de acesso restritas. A integração com serviços de diretório como o Active Directory facilita a autenticação e autorização dos usuários, mantendo a segurança do ambiente.
Implementando um arquivamento transparente ao usuário
O maior receio ao implementar uma política para arquivamento é causar transtornos aos usuários. Felizmente, as tecnologias atuais permitem que o processo seja quase invisível. A chave está em usar sistemas que suportam "stubbing" ou links simbólicos.
Quando um arquivo é arquivado, o sistema move o dado para o NAS, mas deixa um pequeno arquivo "stub" no local original. Esse atalho possui o mesmo nome e ícone do arquivo original. Quando um usuário clica nele, o sistema busca o arquivo no repositório de arquivamento e o entrega de forma transparente.
Essa abordagem evita a necessidade de treinar equipes ou alterar fluxos de trabalho. Os usuários continuam a acessar seus arquivos da mesma maneira, através das mesmas pastas. A única diferença, quase sempre imperceptível, pode ser um ligeiro atraso no primeiro acesso a um arquivo muito antigo.
Garantindo a conformidade com políticas de retenção
Muitos setores, como o financeiro, jurídico e a área da saúde, possuem regulamentações rígidas sobre a retenção de dados. A LGPD no Brasil também exige que as empresas gerenciem o ciclo de vida das informações pessoais. Um sistema de arquivamento organizado é fundamental para atender a essas exigências.
Com um repositório de arquivamento centralizado, é possível aplicar políticas de retenção específicas para cada tipo de dado. Por exemplo, contratos podem ser configurados para serem mantidos por dez anos, enquanto e-mails antigos podem ter uma política diferente. Isso automatiza a conformidade e simplifica auditorias.
Além disso, um bom sistema de arquivamento possui recursos para "legal hold", que impedem a exclusão de dados relevantes para um processo judicial. Isso protege a empresa e garante que as informações certas estejam disponíveis quando forem solicitadas, sem a necessidade de vasculhar terabytes em backups.
Construindo uma estratégia de dados sustentável
Arquivar dados corporativos sem prejudicar a produção não é apenas uma medida para economizar espaço. É uma ação estratégica que melhora o desempenho, reduz custos e mitiga riscos. A implementação de um storage NAS como repositório secundário é uma das formas mais eficientes para atingir esses objetivos.
O processo começa com a compreensão do próprio ambiente, classificando os dados e definindo políticas claras. A tecnologia atua como a ferramenta que executa essa estratégia de forma automatizada e segura. O resultado é uma infraestrutura de TI mais enxuta, rápida e preparada para o futuro.
Ao separar os dados ativos dos inativos, a empresa otimiza o uso dos seus recursos mais caros e garante a preservação do seu patrimônio digital. Portanto, um plano de arquivamento bem estruturado é a resposta para um gerenciamento de dados inteligente e sustentável a longo prazo.
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