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Como comprar um storage híbrido corretamente?

Como comprar um storage híbrido corretamente?

Índice:

Muitas empresas precisam de mais desempenho em suas aplicações, mas o alto custo dos sistemas all-flash ainda é um grande obstáculo.

Essa barreira financeira frequentemente força a manutenção de infraestruturas baseadas apenas em discos rígidos, que já não suportam as demandas modernas por velocidade.

Isso resulta em lentidão no acesso a bancos de dados, longos tempos de carregamento para máquinas virtuais e baixa produtividade geral.

O problema não é a falta de tecnologia, mas a dificuldade para equilibrar orçamento com a necessidade por performance.

Assim, entender as nuances de um storage híbrido é fundamental para tomar uma decisão informada, que realmente otimize o ambiente sem comprometer as finanças.

Como comprar um storage híbrido corretamente?

Um storage híbrido é um sistema de armazenamento que combina a velocidade das unidades de estado sólido (SSDs) com a alta capacidade e o baixo custo dos discos rígidos (HDDs).

Essa arquitetura busca oferecer um equilíbrio inteligente entre performance e orçamento, pois usa o melhor dos dois mundos.

Os SSDs atuam como uma camada rápida para dados acessados com frequência, enquanto os HDDs guardam grandes volumes de informações menos urgentes.

Na prática, o sistema operacional do equipamento gerencia automaticamente onde cada dado deve ficar.

Alguns storages usam algoritmos para mover arquivos entre as camadas de armazenamento, um processo conhecido como tiering.

Outros equipamentos utilizam os SSDs como um grande cache de leitura e escrita, o que acelera bastante as operações sem mover fisicamente os arquivos.

Essa abordagem é especialmente útil para ambientes com cargas de trabalho mistas.

Por exemplo, um servidor de arquivos que hospeda documentos antigos e planilhas usadas diariamente se beneficia muito.

Os arquivos do dia a dia ficam na camada flash para acesso instantâneo, e os arquivos mais antigos permanecem nos discos de alta capacidade.

Como o cache SSD acelera o acesso aos dados?

O cache SSD funciona como uma memória intermediária ultrarrápida entre os usuários e os discos rígidos.

Quando um dado é solicitado pela primeira vez, o sistema o copia do HDD para o SSD.

Nas próximas vezes que essa mesma informação for necessária, o storage a entrega diretamente da unidade flash, o que reduz drasticamente a latência.

Existem basicamente dois tipos de cache.

O cache de leitura apenas acelera as consultas, ideal para servidores web ou sistemas com muitos acessos a arquivos repetidos.

Já o cache de leitura e escrita também armazena temporariamente novos dados nos SSDs antes de movê-los para os HDDs, o que melhora muito o desempenho em operações de gravação.

No entanto, o tamanho do cache é um fator crítico.

Um cache muito pequeno para a carga de trabalho não trará benefícios significativos, pois os dados "quentes" serão constantemente substituídos.

Por isso, uma análise prévia do volume de dados ativos é essencial para dimensionar corretamente a quantidade de SSDs.

O que é a tecnologia de tiering automático?

O tiering automático, ou armazenamento em camadas, é uma técnica mais sofisticada que o cache.

Em vez de apenas copiar dados, o sistema move fisicamente os blocos de dados entre diferentes tipos de mídia.

Os dados mais acessados são promovidos para a camada mais rápida (SSD), enquanto os dados "frios" são rebaixados para a camada mais lenta e econômica (HDD).

Essa movimentação é contínua e baseada em políticas definidas pelo administrador ou por algoritmos de inteligência artificial.

O processo é totalmente transparente para o usuário e para as aplicações.

O grande benefício do tiering é a otimização do espaço, pois garante que apenas os dados realmente importantes ocupem o caro armazenamento flash.

Embora seja muito eficiente, o tiering exige um processamento mais intenso da controladora do storage.

Em sistemas mal dimensionados, o próprio gerenciamento das camadas pode consumir recursos e impactar o desempenho geral.

Por isso, a escolha de um equipamento com um bom processador é fundamental para o sucesso dessa estratégia.

Quais aplicações se beneficiam de um storage híbrido?

Várias cargas de trabalho se adaptam perfeitamente ao modelo híbrido.

Ambientes de virtualização, por exemplo, são um caso de uso clássico.

As imagens dos sistemas operacionais das máquinas virtuais, que são acessadas constantemente, permanecem nos SSDs, enquanto os arquivos de dados menos utilizados ficam nos HDDs.

Bancos de dados de pequeno e médio porte também ganham muito desempenho.

Os índices e as tabelas mais consultadas são acelerados pela camada flash, o que resulta em consultas muito mais rápidas.

Servidores de arquivos com grande volume de usuários e dados mistos são outro cenário ideal, pois o sistema equilibra o acesso rápido aos arquivos ativos com o armazenamento de longo prazo.

Por outro lado, aplicações que exigem latência consistentemente baixa para todos os dados, como bancos de dados transacionais de alta frequência, talvez ainda precisem de uma solução all-flash.

A chave é sempre analisar o padrão de acesso aos dados antes de decidir.

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A capacidade é o único fator importante?

Definitivamente não.

Focar apenas nos terabytes é um erro comum que pode levar a uma compra inadequada.

Em um storage híbrido, métricas como IOPS (operações de entrada e saída por segundo) e latência são ainda mais importantes, pois elas ditam a agilidade do sistema.

O número de SSDs dedicados ao cache ou à camada flash impacta diretamente a quantidade de IOPS que o sistema consegue entregar.

Poucos SSDs para uma grande quantidade de HDDs criarão um gargalo, pois a camada rápida não conseguirá atender à demanda.

Uma boa regra geral é buscar um equilíbrio, com uma proporção adequada entre as duas tecnologias.

Além disso, o tipo de SSD também faz diferença.

SSDs SAS ou NVMe corporativos oferecem maior durabilidade (DWPD/TBW) e desempenho consistente em comparação com modelos SATA de consumo.

Investir em drives de qualidade evita falhas prematuras e garante que a performance se mantenha estável ao longo do tempo.

Como avaliar a controladora do sistema?

A controladora é o cérebro do storage.

Ela gerencia o fluxo de dados, executa os algoritmos de cache e tiering, controla os arranjos RAID e gerencia todas as conexões de rede.

Uma controladora fraca anula completamente os benefícios dos SSDs mais rápidos, pois ela se torna o principal ponto de lentidão.

Ao avaliar um equipamento, verifique as especificações do processador e a quantidade de memória RAM da controladora.

Sistemas mais robustos geralmente possuem processadores Intel Xeon e uma quantidade generosa de memória RAM ECC, que corrige erros e aumenta a estabilidade.

Para ambientes críticos, a redundância é obrigatória.

Storages com controladoras duplas em modo ativo-ativo ou ativo-passivo garantem a continuidade dos serviços.

Se uma controladora falhar, a outra assume as operações instantaneamente, sem qualquer interrupção.

Esse recurso, antes restrito a sistemas SAN caríssimos, hoje já está disponível em muitos modelos de NAS empresariais.

A conectividade de rede pode ser um gargalo?

Sim, e frequentemente é.

Não adianta ter um storage híbrido extremamente rápido se a rede não consegue acompanhar a velocidade.

Conectar um sistema desses a uma porta de rede de 1 Gigabit por segundo (1GbE) é como tentar encher uma piscina com um conta-gotas.

A rede limitará a taxa de transferência a cerca de 125 MB/s, muito abaixo da capacidade do storage.

Para extrair o máximo potencial, a infraestrutura de rede deve ter portas de 10GbE ou superiores.

Muitos storages modernos já vêm com portas 10GbE integradas ou suportam placas de expansão PCIe para adicionar essa conectividade.

Essa velocidade maior é essencial para tarefas como backup, virtualização e edição de vídeo em alta resolução.

A agregação de link também é uma ferramenta valiosa.

Ela combina múltiplas portas de rede para aumentar a largura de banda total e fornecer tolerância a falhas.

Se um cabo ou porta de rede falhar, o tráfego é automaticamente redirecionado pelas outras portas ativas, o que mantém o sistema acessível.

Quais os riscos de uma configuração incorreta?

Uma configuração inadequada pode transformar um investimento promissor em uma grande dor de cabeça.

O risco mais comum é o dimensionamento incorreto do cache.

Se a camada de SSD for muito pequena, o sistema passará mais tempo gerenciando o cache do que efetivamente acelerando os dados, um fenômeno conhecido como "cache thrashing".

Outro problema é a escolha de políticas de tiering que não correspondem à carga de trabalho.

Por exemplo, uma política agressiva que move dados muito rapidamente pode causar um desgaste prematuro dos SSDs.

Por outro lado, uma política muito conservadora pode não promover os dados quentes para a camada flash com a agilidade necessária.

Além disso, ignorar a configuração de RAID adequada para cada camada pode comprometer tanto a performance quanto a segurança.

Usar RAID 5 em SSDs de alta escrita, por exemplo, pode criar um gargalo de paridade.

Geralmente, RAID 10 é mais indicado para a camada flash, enquanto RAID 6 oferece uma boa proteção para a camada de capacidade com HDDs.

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Um NAS pode atuar como uma solução híbrida?

Com certeza.

Os Network Attached Storages (NAS) modernos evoluíram muito e hoje oferecem recursos que antes eram exclusivos de sistemas SAN de grande porte.

Fabricantes como QNAP e Synology possuem linhas completas de equipamentos que suportam configurações híbridas, com baias para discos de 3.5 polegadas e slots M.2 NVMe ou baias de 2.5 polegadas para SSDs.

Esses sistemas vêm com softwares de gerenciamento avançados que simplificam a configuração do cache SSD e do tiering automático.

Com interfaces gráficas intuitivas, até mesmo profissionais com menos experiência conseguem implementar uma estratégia de armazenamento híbrido de forma eficaz.

Eles também oferecem snapshots, replicação remota e integração com serviços de nuvem.

A grande vantagem de um NAS híbrido é o seu custo-benefício.

Ele entrega uma performance significativamente superior a um sistema baseado apenas em HDDs, por uma fração do preço de uma solução all-flash.

Para pequenas e médias empresas, um NAS híbrido é a resposta para modernizar a infraestrutura de dados com segurança e um orçamento controlado.

Como a Storage NAS pode ajudar na escolha?

Escolher o storage híbrido correto envolve analisar muitos detalhes técnicos, desde a carga de trabalho até a infraestrutura de rede existente.

Comprar um equipamento superdimensionado significa desperdício de dinheiro, enquanto um modelo subdimensionado não resolverá os problemas de desempenho.

Nossa equipe de especialistas está preparada para ajudar nesse processo.

Nós analisamos suas necessidades específicas para recomendar a solução com o equilíbrio perfeito entre capacidade, velocidade e custo.

Também cuidamos de todos os detalhes, desde a escolha dos discos e SSDs corretos até a configuração ideal do cache ou tiering para sua aplicação.

Se você busca otimizar seu ambiente de TI sem complicações, entre em contato conosco.

Nós oferecemos uma consultoria completa para garantir que seu investimento em um storage híbrido traga os resultados esperados, com a segurança e a confiabilidade que seus dados merecem.

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