Como o multipath reduz a indisponibilidade no acesso aos dados

Como o multipath reduz a indisponibilidade no acesso aos dados

Índice:

Uma falha em um único cabo ou em uma porta de switch pode paralisar o acesso a um storage. Essa interrupção, mesmo que dure poucos minutos, afeta diretamente as operações de qualquer empresa.

A indisponibilidade em sistemas críticos resulta em perda de produtividade e prejuízos financeiros. Muitas vezes, a causa é um ponto único de falha que poderia ser evitado com uma arquitetura mais resiliente.

Assim, a criação de caminhos alternativos para os dados surge como estratégia fundamental para garantir a continuidade dos negócios e a integridade das informações.

O que é multipath I/O?

Multipath I/O é uma tecnologia que cria caminhos físicos redundantes entre um servidor e um sistema de armazenamento. Isso garante que, se uma rota falhar, o acesso aos dados continua por outra via sem qualquer interrupção para as aplicações. A tecnologia funciona principalmente com protocolos de bloco como iSCSI e Fibre Channel.

Na prática, o sistema operacional enxerga todas as conexões como um único dispositivo virtual. Um software específico gerencia esses caminhos, detecta falhas e redireciona o tráfego de forma automática. Por exemplo, se um cabo de rede for desconectado, o multipath I/O imediatamente transfere a comunicação para um caminho ativo, mantendo os serviços no ar.

Essa abordagem também melhora o desempenho, pois o tráfego de leitura e escrita pode ser distribuído entre as várias conexões ativas. Com isso, a tecnologia não apenas aumenta a resiliência, mas também otimiza a largura de banda disponível para o storage.

Como a tecnologia funciona na prática?

O funcionamento do multipath I/O depende de um driver específico no sistema operacional do servidor. Em ambientes Linux, a ferramenta mais comum é o Device Mapper Multipath, enquanto o Windows utiliza o Microsoft Multipath I/O. Ambos os softwares têm a mesma função principal.

Quando o servidor inicia, o driver de multipath escaneia as conexões de armazenamento e identifica todos os caminhos disponíveis para um mesmo LUN. Em seguida, ele cria um dispositivo virtual que representa esse LUN para o sistema operacional. As aplicações interagem apenas com esse dispositivo virtual, sem perceber a complexidade por trás.

Se uma falha ocorre em uma das rotas, como a queda de um switch ou a falha em uma placa HBA, o driver detecta o problema e marca aquele caminho como inativo. O tráfego de entrada e saída é então redirecionado para os caminhos restantes que continuam operacionais.

Ficou com dúvida? Fale agora com um especialista no WhatsApp!
Chamar agora

Quais são os principais componentes envolvidos?

Uma arquitetura com multipath exige redundância em vários níveis. O primeiro componente é o servidor, que precisa ter pelo menos duas interfaces de rede ou adaptadores de barramento de host. Cada uma dessas placas se conecta a um caminho distinto.

Os switches também são fundamentais. Para uma redundância completa, são necessários dois switches separados, sejam eles Ethernet para iSCSI ou Fibre Channel. Cada placa do servidor se conecta a um switch diferente, eliminando o próprio switch como um ponto único de falha.

Por fim, o storage precisa ter no mínimo duas controladoras. Cada controladora possui suas próprias portas de conexão e se liga a um dos switches. Desse modo, a falha em uma controladora do storage não interrompe o acesso aos dados, pois a outra assume a operação.

Muitos profissionais confundem multipath I/O com agregação de link. Embora ambas as tecnologias usem múltiplas conexões, elas operam em camadas diferentes e resolvem problemas distintos. A agregação de link funciona na camada de rede.

O protocolo de agregação une várias portas de rede em um único canal lógico para aumentar a largura de banda e fornecer alguma redundância. No entanto, ele não tem consciência sobre o protocolo de armazenamento. Se a conexão com o storage falhar por um problema na controladora, a agregação de link não consegue redirecionar o tráfego.

Por outro lado, o multipath I/O atua na camada de armazenamento. Ele gerencia os caminhos de ponta a ponta, desde o servidor até o LUN no storage. Por isso, ele consegue lidar com falhas em cabos, switches, placas de rede e até nas controladoras do sistema de armazenamento.

Quais falhas o multipath previne?

A principal função do multipath é proteger a infraestrutura contra uma série de falhas físicas comuns em datacenters. Um exemplo clássico é a falha em um cabo de fibra óptica ou Ethernet. Com o multipath ativo, o sistema simplesmente usa outro caminho sem que os usuários percebam.

A tecnologia também protege contra a falha de componentes mais caros. Se uma placa de rede no servidor queimar, a comunicação continua através da segunda placa. Da mesma forma, se uma porta em um switch apresentar problemas ou o switch inteiro parar de funcionar, o tráfego é desviado pelo segundo switch da topologia.

Além disso, o multipath é vital para a manutenção programada. É possível atualizar o firmware de um switch ou de uma controladora de storage sem derrubar os serviços. Basta desativar os caminhos que passam por aquele componente, realizar a manutenção e reativá-los depois.

As políticas de balanceamento de carga

Além da redundância, o multipath I/O oferece políticas para distribuir a carga de trabalho, o que melhora o desempenho. Uma das políticas mais comuns é a de failover. Nela, apenas um caminho fica ativo, enquanto os outros permanecem em espera. O tráfego só é movido para um caminho reserva se o principal falhar.

Ficou com dúvida? Fale agora com um especialista no WhatsApp!
Chamar agora

Outra política bastante utilizada é a round-robin. Com ela, o sistema distribui as requisições de forma alternada entre todos os caminhos ativos. Essa abordagem garante alta disponibilidade e soma a largura de banda das conexões, acelerando o acesso aos dados.

Existem ainda outras políticas mais avançadas, como a que envia as requisições para o caminho com a menor fila de espera. A escolha da política ideal depende muito da carga de trabalho e do hardware utilizado, como o tipo de storage e as controladoras.

Quando a implementação do multipath é essencial?

A implementação do multipath é obrigatória em ambientes que executam aplicações críticas. Infraestruturas de virtualização com VMware vSphere, Microsoft Hyper-V ou Proxmox dependem de acesso contínuo aos datastores. Uma perda de conexão com o storage poderia derrubar dezenas de máquinas virtuais simultaneamente.

Bancos de dados que suportam sistemas de gestão e relacionamento com clientes são outros candidatos naturais. A latência ou a interrupção no acesso aos arquivos do banco de dados causa erros nas aplicações e impacta diretamente as operações do negócio. O multipath garante que as transações continuem fluindo mesmo durante uma falha.

Qualquer cenário onde o tempo de recuperação precisa ser próximo de zero se beneficia dessa tecnologia. Se a sua empresa não pode tolerar paradas, a redundância de caminhos para o storage é um investimento necessário.

Riscos ao ignorar a redundância de caminhos

Ignorar a implementação do multipath significa aceitar a existência de múltiplos pontos únicos de falha na infraestrutura. Uma única falha em um cabo simples pode gerar um prejuízo enorme em produtividade perdida. A economia inicial com hardware redundante raramente compensa o risco.

Além disso, a ausência de caminhos redundantes torna as janelas de manutenção muito mais complexas e arriscadas. Para atualizar um switch ou uma controladora, será preciso desligar todos os serviços que dependem daquele storage. Isso resulta em paradas planejadas que poderiam ser evitadas.

A falta de multipath também limita o desempenho. Com um único caminho, a largura de banda fica restrita à capacidade daquela conexão. Em ambientes com alta demanda de processamento, isso rapidamente se transforma em um gargalo que afeta a performance de todas as aplicações.

Como garantir a configuração correta para sua infraestrutura?

Embora o conceito de multipath seja direto, sua configuração correta exige atenção aos detalhes. Incompatibilidades entre drivers, firmwares de placas, versões de sistema operacional e configurações do storage podem gerar instabilidade em vez de resiliência. Um erro na escolha da política de balanceamento pode degradar o desempenho.

Garantir que todos os componentes conversem entre si de maneira otimizada é uma tarefa para especialistas. Cada fabricante de storage tem suas próprias recomendações, e alinhar tudo isso com as melhores práticas do setor é fundamental para o sucesso do projeto.

Para sua infraestrutura utilizar essa e outras técnicas de proteção com total eficiência, conte com a consultoria e os projetos personalizados do Storage NAS. Nossa equipe transforma a complexidade técnica em soluções seguras e simples para o seu armazenamento, garantindo a continuidade que seu negócio exige.

Não perca mais tempo: fale AGORA com um especialista!

Tire suas dúvidas sobre storages em minutos e descubra como podemos ajudar você ainda hoje. Atendimento rápido e direto pelo WhatsApp.

QUERO FALAR NO WHATSAPP
✓ Resposta rápida  ·  ✓ Sem compromisso  ·  ✓ Atendimento humano
Celso Ricardo Andrade

Celso Ricardo Andrade

Especialista em storages
"Sou especialista em storages e ajudo a projetar ambientes de armazenamento centralizados, seguros e de fácil gestão. Atuo como arquiteto de soluções, implemento NAS, DAS e redes SAN, além de ser redator senior que entrega soluções práticas para o armazenamento de dados, sempre com um conteúdo claro e aplicável para resultados reais."

Resuma esse artigo com Inteligência Artificial

Clique em uma das opções abaixo para gerar um resumo automático deste conteúdo:


Leia mais sobre: Storages

Conteúdos essenciais para escolher, instalar e configurar um storage ou NAS com foco em organização, desempenho e crescimento.

Fale conosco

Estamos prontos para atender as suas necessidades.

Telefone

Ligue agora mesmo.

(11) 91789-1293

E-mail

Entre em contato conosco.

[email protected]

WhatsApp

(11) 91789-1293

Iniciar conversa