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Data Storage: O armazenamento de dados explicado em detalhes

Data Storage: O armazenamento de dados explicado em detalhes

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Data Storage: O armazenamento de dados explicado em detalhes

O volume massivo de informações digitais gerado diariamente transformou a maneira como empresas e usuários guardam seus dados.

Muitas organizações lutam para gerenciar esse volume crescente, pois a falha na proteção desses ativos causa perdas financeiras e operacionais. Uma infraestrutura de TI inadequada frequentemente deixa o acesso aos serviços lento e expõe os arquivos a riscos graves.

Essa necessidade por organização e segurança impulsiona a busca por soluções mais eficientes.

Ignorar o gerenciamento correto dos dados compromete a continuidade das operações e a integridade das informações valiosas. Sem uma estratégia clara, os arquivos ficam vulneráveis a falhas no hardware, ataques cibernéticos e erros humanos.

Assim, entender as tecnologias disponíveis para armazenamento é o primeiro passo para construir uma infraestrutura resiliente. A escolha correta entre os sistemas existentes define a capacidade da empresa para responder a imprevistos e sustentar seu crescimento.

O que é data storage?

Data storage é o termo que descreve processos e tecnologias para reter informações digitais em mídias eletrônicas. Sua principal função é preservar dados para que usuários e aplicações computacionais os acessem, processem e recuperem sempre que necessário.

Uma solução de armazenamento bem estruturada é a base para qualquer operação digital, desde um simples arquivo pessoal até complexas bases com dados empresariais.

Essa tecnologia funciona combinando hardware específico com software de gerenciamento, garantindo que as informações permaneçam íntegras e disponíveis.

Na prática, esses equipamentos utilizam componentes como hard disks (HDDs) ou unidades em estado sólido (SSDs) para guardar os bits e bytes que compõem os arquivos. O software, por sua vez, organiza esses dados em uma estrutura lógica, como pastas e arquivos, e controla quem pode acessá-los.

Para muitas empresas, um data storage centralizado simplifica o backup, melhora a colaboração entre equipes e aumenta a segurança contra perdas ou acessos não autorizados.

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Como os servidores acessam os dados?

Os servidores interagem com os sistemas de armazenamento por meio de três arquiteturas principais, cada uma com um propósito distinto. A primeira e mais simples é o DAS (Direct-Attached Storage), onde o storage se conecta diretamente a um único servidor, geralmente por uma interface SAS ou USB.

Essa abordagem oferece alta velocidade para um único host, mas sua grande limitação é dificultar o compartilhamento dos dados com outros computadores na rede.

Já a arquitetura NAS (Network-Attached Storage) conecta o equipamento diretamente à rede local Ethernet. Um NAS é, em essência, um servidor de arquivos otimizado que utiliza protocolos como SMB/CIFS para Windows e NFS para Linux.

Qualquer dispositivo na rede com as permissões corretas pode acessar os arquivos, o que facilita muito a colaboração. Por isso, essa solução é bastante popular em escritórios e para usuários domésticos.

Por fim, a SAN (Storage Area Network) cria uma rede dedicada e de alta velocidade exclusiva para o tráfego de armazenamento, normalmente com a tecnologia Fibre Channel (FC) ou iSCSI. Diferente do NAS, uma SAN apresenta o armazenamento aos servidores como se fossem discos locais em blocos.

Essa característica a torna ideal para ambientes que exigem desempenho máximo, como bancos de dados e plataformas de virtualização, onde múltiplos servidores precisam de acesso concorrente e rápido aos mesmos volumes.

Os componentes físicos e lógicos por trás do armazenamento

Um sistema de armazenamento é formado por vários elementos de hardware que trabalham em conjunto. Além das unidades como HDDs e SSDs, o chassi abriga um processador e memória RAM, que atuam como o cérebro da operação.

A memória RAM, por exemplo, é frequentemente usada para cache, o que acelera as operações de leitura e escrita.

Fontes de alimentação e controladoras redundantes também são componentes comuns em aplicações corporativas, pois garantem a continuidade dos serviços mesmo que uma das peças falhe.

O software é igualmente importante para que o conjunto funcione. O sistema operacional do storage gerencia todos os recursos de hardware e oferece uma interface para os administradores configurarem volumes, permissões de usuários e serviços.

Ele também implementa funcionalidades avançadas como os arranjos RAID para proteção contra falha nos discos, snapshots para recuperação instantânea de arquivos e thin provisioning para um uso mais eficiente do espaço disponível.

Em equipamentos mais potentes, o software ainda pode gerenciar replicação para outros locais e tiering automático, que move os dados entre mídias rápidas e lentas conforme a frequência de uso.

HDD, SSD ou uma solução híbrida?

A mídia de armazenamento escolhida define o custo, a capacidade e o desempenho do sistema. Os hard disks (HDDs) são a opção mais tradicional e oferecem a melhor relação de custo por terabyte.

Por essa razão, eles são excelentes para guardar grandes volumes de dados que não exigem acesso ultrarrápido, como arquivos mortos, backups e conteúdo para streaming.

A velocidade de rotação dos discos, medida em RPM, influencia seu desempenho, mas ainda assim eles são mecanicamente mais lentos que os SSDs.

As unidades em estado sólido (SSDs), por outro lado, não possuem partes móveis e usam memória flash para armazenar os dados. Isso resulta em latência muito menor e um número de operações por segundo (IOPS) centenas de vezes maior.

Os SSDs são ideais para bancos de dados e aplicações que realizam muitas leituras e escritas aleatórias. Seu custo por terabyte é mais alto, e sua vida útil é medida em TBW (Terabytes Written) ou DWPD (Drive Writes Per Day).

Uma abordagem híbrida equilibra desempenho e custo ao combinar as duas tecnologias. Nesses data storages, uma pequena quantidade de SSDs funciona como um cache rápido para os dados mais acessados ("hot data"), enquanto a maior parte das informações ("cold data") reside em HDDs mais baratos.

A unidade de armazenamento gerencia automaticamente a movimentação dos dados entre as camadas, oferecendo uma performance próxima a um servidor all-flash para a maioria das cargas de trabalho, mas com um custo total bem mais baixo.

A revolução com os storages All-Flash NVMe

Os storages All-Flash representaram um grande salto em performance, mas a tecnologia NVMe (Non-Volatile Memory Express) elevou esse patamar ainda mais.

Diferentemente das interfaces legadas SATA e SAS projetadas na era dos discos magnéticos, o protocolo NVMe foi criado especificamente para se comunicar com memórias flash. Ele se conecta diretamente ao barramento PCIe, o que elimina gargalos e reduz drasticamente a latência.

Essa arquitetura permite que um único drive NVMe atinja taxas de transferência que antes exigiriam dezenas de SSDs SATA em paralelo.

Como resultado, os storages All-Flash NVMe oferecem um desempenho extremo, com milhões de IOPS e latências na casa dos microssegundos. Esse nível de velocidade é quase sempre necessário para aplicações atuais como inteligência artificial, análise de big data em tempo real e ambientes com virtualização massiva.

Embora o custo inicial seja mais elevado, o investimento se paga ao consolidar a infraestrutura e acelerar os processos do negócio. Muitas empresas descobrem que um único storage NVMe pode substituir vários equipamentos antigos, simplificando o gerenciamento e reduzindo o consumo de energia e espaço no datacenter.

Vale ressaltar que essa tecnologia otimiza o tempo de resposta em aplicações críticas.

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As diferentes formas para organizar a informação

A maneira como os dados são organizados em um servidor de armazenamento define como eles podem ser acessados e gerenciados. O armazenamento baseado em arquivos (file storage) é o mais familiar para a maioria dos usuários.

Nele, os dados se organizam em uma estrutura hierárquica com pastas e subpastas, exatamente como em um computador pessoal. Essa abordagem é intuitiva e ideal para compartilhar documentos, planilhas e outros arquivos não estruturados em uma rede, sendo a base para os network attached storages.

O armazenamento em bloco (block storage), por sua vez, divide os dados em blocos de tamanho fixo, cada um com um endereço único. O servidor gerencia esses blocos como se fossem um disco rígido local, tendo controle total sobre o sistema de arquivos.

Essa granularidade e baixa latência tornam o block storage a escolha preferida para bancos de dados, máquinas virtuais e outras aplicações que exigem alto desempenho em I/O. É a tecnologia por trás das redes SAN.

Já o armazenamento de objetos (object storage) trata cada arquivo como um objeto, que inclui os dados em si, metadados personalizáveis e um identificador único global.

Diferente dos outros dois, ele opera em um espaço de endereço plano, sem hierarquia de pastas. Essa arquitetura é massivamente escalável e resiliente, perfeita para armazenar volumes imensos de dados não estruturados, como vídeos, imagens e backups na nuvem. Sua API RESTful facilita a integração com aplicações web modernas.

Armazenamento local, em rede ou na nuvem?

Decidir onde armazenar os dados envolve equilibrar controle, custo, acessibilidade e segurança. O armazenamento local, que reside fisicamente dentro do servidor ou estação de trabalho, oferece a menor latência e total independência da rede.

No entanto, essa opção dificulta o compartilhamento e centraliza o risco, pois uma falha no equipamento pode significar a perda total dos dados se não houver um backup externo.

O armazenamento em rede, com soluções como NAS e SAN, resolve o problema do compartilhamento e centraliza o gerenciamento dos dados na infraestrutura da própria empresa (on-premises).

Isso confere controle total sobre a segurança e o desempenho, mas exige um investimento inicial em hardware e manutenção contínua. Para muitas organizações, essa é a melhor opção para dados sensíveis ou que necessitam de acesso com baixa latência constante.

A nuvem, por sua vez, oferece um modelo de serviço (Storage as a Service) onde se paga apenas pelo espaço utilizado, sem a necessidade de comprar ou gerenciar hardware.

Essa flexibilidade e escalabilidade são seus maiores atrativos, além da acessibilidade a partir de qualquer lugar com internet. Contudo, os custos podem se tornar imprevisíveis com o tempo, e o desempenho fica sujeito à qualidade da conexão com a internet. A nuvem é frequentemente usada para backups, arquivamento e aplicações menos sensíveis à latência.

Como planejar o crescimento com escalabilidade

A escalabilidade do storage se torna essencial à medida que o volume de dados cresce. Existem duas estratégias principais para expandir a capacidade.

A primeira é a scale-up (escalabilidade vertical), que consiste em adicionar mais recursos a um ambiente existente. Isso pode significar instalar mais discos, aumentar a memória RAM ou atualizar os processadores de um único storage.

Essa abordagem é relativamente simples de gerenciar, mas eventualmente atinge um limite físico e de desempenho.

A segunda estratégia é a scale-out (escalabilidade horizontal), que envolve adicionar mais nós (servidores de armazenamento) a um cluster.

Cada novo nó contribui com sua própria capacidade de processamento, memória e armazenamento, onde o próprio sistema distribui a carga de trabalho entre eles.

Essa arquitetura oferece uma escalabilidade quase ilimitada e pode aumentar o desempenho e a resiliência à medida que cresce. Arquiteturas baseadas em object storage e NAS para clusterização são exemplos típicos dessa abordagem.

A escolha entre scale-up e scale-out depende muito da previsão de crescimento e da natureza da carga de trabalho. Ambientes com crescimento estável e previsível podem se beneficiar da simplicidade do scale-up.

Já para cargas de trabalho imprevisíveis ou que necessitam de performance massiva e escalabilidade linear, a arquitetura scale-out é quase sempre a mais indicada, apesar de sua maior complexidade inicial.

A importância da redundância para a continuidade

Manter os dados disponíveis é tão importante quanto armazená-los. A redundância de componentes é uma técnica para garantir que as aplicações continuem operando mesmo após a falha de uma peça.

Em ambientes críticos, os storages são projetados com fontes de alimentação duplas, controladoras em modo ativo-ativo ou ativo-passivo e múltiplas portas de rede.

Se uma fonte queima ou uma controladora falha, a outra assume imediatamente, sem interromper o acesso aos dados. Isso aumenta significativamente o tempo de atividade (uptime).

Além da redundância no hardware, a proteção dos dados em si é feita através de arranjos RAID (Redundant Array of Independent Disks). O RAID combina vários discos físicos em uma única unidade lógica, distribuindo ou replicando os dados entre eles.

Configurações como RAID 5 e RAID 6 usam paridade para reconstruir os dados de um disco que falhou, enquanto o RAID 10 (espelhamento e distribuição) oferece alta performance e redundância. É fundamental entender que o RAID protege contra falhas em discos, mas não contra erros humanos ou ataques.

Por que o backup continua indispensável?

Muitas pessoas confundem redundância com backup, mas suas finalidades são bem diferentes.

A redundância, seja por meio de componentes duplicados ou RAID, protege contra falhas de hardware em tempo real e busca manter os serviços sempre online. Seu objetivo é a alta disponibilidade.

No entanto, se um arquivo for corrompido, deletado acidentalmente ou criptografado por um ransomware, o RAID replicará essa alteração indesejada para todos os discos, tornando a perda de dados inevitável.

O backup consiste em criar cópias dos dados e guardá-las em um local separado, seja em outra mídia, outro equipamento ou na nuvem.

Essas cópias são um seguro contra desastres, erros humanos, corrupção de software e ataques maliciosos.

Uma boa estratégia de backup, como a regra 3-2-1 (três cópias, em duas mídias diferentes, com uma cópia off-site), garante que sempre haverá uma versão íntegra dos dados para restauração, não importa o que aconteça com o servidor principal.

Portanto, redundância e backup não são mutuamente exclusivos, mas sim complementares. Um data storage com alta redundância garante a continuidade dos negócios no dia a dia, enquanto uma rotina de backup sólida garante a sobrevivência da empresa em caso de um evento catastrófico. Nenhum sistema de armazenamento está completo sem ambos.

Soluções práticas para arquivos e aplicações críticas

Para empresas que precisam de uma solução confiável e fácil de usar para compartilhamento de arquivos, colaboração e backup centralizado, um NAS da Qnap é frequentemente a resposta. Seus sistemas operacionais, como o QTS e o QuTS hero, oferecem uma interface gráfica intuitiva e vários aplicativos que expandem suas funcionalidades.

Um storage Qnap simplifica o gerenciamento de dados não estruturados, protege contra ransomware com snapshots e facilita a criação de uma nuvem privada segura para acesso remoto.

Por outro lado, quando a demanda é por desempenho extremo para aplicações de missão crítica, como bancos de dados e ambientes de virtualização densos, as soluções DAS e SAN da Infortrend se destacam.

Seus equipamentos são projetados com hardware potente, controladoras redundantes e suporte para as mais recentes tecnologias, como Fibre Channel e NVMe. Um storage Infortrend entrega a performance e a confiabilidade em nível de bloco necessárias para que as aplicações mais exigentes funcionem sem gargalos, garantindo a agilidade que o negócio precisa.

Celso Ricardo Andrade

Celso Ricardo Andrade

Especialista em storages
"Sou especialista em storages e ajudo a projetar ambientes de armazenamento centralizados, seguros e de fácil gestão. Atuo como arquiteto de soluções, implemento NAS, DAS e redes SAN, além de ser redator senior que entrega soluções práticas para o armazenamento de dados, sempre com um conteúdo claro e aplicável para resultados reais."

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