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Datastore: Tudo sobre essa estrutura de dados computacionais

Datastore: Tudo sobre essa estrutura de dados computacionais

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Muitas aplicações modernas geram um volume imenso e variado de informações, que frequentemente ultrapassa a capacidade dos bancos de dados tradicionais. Essa limitação dificulta o gerenciamento e a escalabilidade, pois a rigidez das estruturas convencionais não acompanha a agilidade exigida pelos novos softwares.

O resultado direto é a perda de desempenho e o aumento da complexidade operacional. As equipes de TI gastam um tempo considerável para adaptar soluções antigas, enquanto a performance para o usuário final piora a cada dia.

Assim, a busca por um repositório de dados mais flexível e escalável tornou-se uma prioridade para inúmeras empresas. Uma solução que armazene, gerencie e entregue informações com eficiência é fundamental para a continuidade dos negócios.

O que é um datastore?

Datastore é um repositório genérico projetado para armazenar e gerenciar coleções de dados para aplicações. Diferente de um banco de dados relacional, que impõe um esquema rígido com tabelas, linhas e colunas, um datastore oferece muito mais flexibilidade. Ele pode abrigar desde arquivos simples e logs até estruturas complexas como documentos JSON ou pares chave-valor. Sua principal função é fornecer uma camada persistente que abstrai a complexidade do hardware subjacente.

Essa abordagem simplifica bastante o desenvolvimento, pois os programadores não precisam se preocupar com os detalhes do sistema de arquivos ou do disco físico. Em vez disso, eles interagem com uma API que organiza e recupera os dados. Por exemplo, em ambientes de virtualização como o VMware, um datastore agrupa vários discos físicos ou LUNs de uma SAN em um único pool de armazenamento lógico, onde as máquinas virtuais são salvas.

Portanto, o conceito é amplo e se aplica a qualquer infraestrtutura de TI que centralize o armazenamento. Muitos serviços em nuvem, como o Google Cloud Datastore ou o Amazon S3, são exemplos de datastores gerenciados. Eles também podem ser implementados localmente com storages de rede, que entregam alta performance e controle total sobre a infraestrutura.

Para que servem os serviços de datastore?

Os serviços de datastore servem principalmente para sustentar aplicações que demandam alta escalabilidade e flexibilidade no tratamento dos dados. Eles são frequentemente usados para guardar perfis de usuários, catálogos de produtos, sessões de aplicativos web e dados de telemetria de dispositivos IoT. Como esses serviços suportam diversos modelos, os desenvolvedores podem escolher a estrutura mais adequada para cada tipo de informação, o que acelera o ciclo de desenvolvimento.

Além disso, muitos desses serviços são construídos para escalar horizontalmente. Isso significa que, em vez de aumentar a capacidade de um único servidor (scale-in), o sistema adiciona mais nós ao cluster (scale-out). Essa arquitetura distribui a carga de trabalho e garante que a aplicação continue responsiva mesmo com milhões de usuários simultâneos. A resiliência também melhora, pois a falha de um nó raramente compromete todo o ambiente.

Na prática, um datastore funciona como o coração da aplicação, porque centraliza o estado e as informações críticas. Sem um repositório confiável e rápido, a experiência do usuário seria severamente prejudicada. Por isso, a escolha correta do serviço, seja na nuvem ou on-premises, impacta diretamente o sucesso do projeto.

Como os dados são estruturados internamente?

A estrutura dos dados em um datastore varia drasticamente conforme o modelo adotado, o que confere uma enorme versatilidade. Um dos modelos mais simples é o chave-valor, onde cada dado é armazenado com um identificador único, similar a um dicionário. Essa abordagem é extremamente rápida para buscas diretas e frequentemente usada para cache ou armazenamento de sessões de usuário.

Outro modelo popular é o de documentos, que guarda informações em formatos semiestruturados como JSON ou BSON. Cada documento pode ter sua própria estrutura interna, o que elimina a necessidade de um esquema pré-definido. Essa flexibilidade é ideal para catálogos de produtos ou o gerenciamento de conteúdo, onde os atributos dos itens mudam constantemente.

Há também o modelo de família de colunas, otimizado para cargas de trabalho analíticas e de big data. Nele, os dados são agrupados por colunas em vez de linhas, o que acelera consultas que analisam apenas um subconjunto de atributos. Cada modelo possui seus próprios trade-offs, por isso a escolha depende sempre da necessidade específica da aplicação.

Exemplos práticos em nuvem e on-premises

No universo da nuvem, existem vários serviços de datastore consagrados. O Amazon DynamoDB é um banco de dados NoSQL chave-valor e de documentos que entrega latência de milissegundos em qualquer escala, sendo uma escolha comum para aplicações de jogos e e-commerce. O Google Cloud Firestore, sucessor do Datastore, oferece sincronização em tempo real e suporte offline, o que o torna ideal para aplicativos móveis e colaborativos.

Já no ambiente on-premises, o exemplo mais clássico é o datastore do VMware vSphere. Ele representa um volume de armazenamento lógico, que pode ser um disco local, um compartilhamento NFS de um NAS ou uma LUN de uma rede SAN. É nesse espaço que as máquinas virtuais, com seus discos virtuais (VMDKs) e arquivos de configuração, são armazenadas e executadas. A gestão centralizada simplifica a alocação de recursos e a mobilidade das VMs.

Um servidor de armazenamento corporativo também pode atuar como um datastore poderoso para diversas outras finalidades. Ao configurar um compartilhamento de rede, ele serve como um repositório central para arquivos de aplicações, logs ou até mesmo para hospedar bancos de dados. Essa versatilidade o transforma em uma peça fundamental para infraestruturas que exigem controle, desempenho e previsibilidade de custos.

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Consultas, índices e a importância da ordenação

A forma como os dados são recuperados de um datastore depende diretamente de sua estrutura interna e dos índices disponíveis. Em sistemas chave-valor, a consulta mais eficiente é sempre pela chave primária. Qualquer outra busca exigiria uma varredura completa em todos os dados, um processo lento e custoso. Para evitar isso, os administradores criam índices secundários sobre outros atributos que são frequentemente consultados.

Um índice funciona como um índice remissivo de um livro. Ele é uma estrutura de dados separada que mapeia os valores de um campo específico para os registros correspondentes. Por exemplo, em uma coleção de usuários, um índice no campo "cidade" acelera a busca por todos os usuários de uma determinada localidade. Sem esse índice, a plataforma precisaria inspecionar cada documento um por um. A criação de índices, no entanto, consome mais espaço e adiciona uma pequena sobrecarga nas operações de escrita.

A ordenação dos resultados também está intimamente ligada aos índices. Muitos datastores só permitem ordenar os dados por um campo se houver um índice correspondente. Um planejamento cuidadoso dos índices é, portanto, essencial para garantir que as consultas sejam rápidas e que a aplicação consiga apresentar os dados na ordem correta, o que melhora a experiência do usuário.

O trade-off entre consistência e latência

Em sistemas distribuídos, existe um conflito fundamental entre consistência, disponibilidade e tolerância a partições, conhecido como Teorema CAP. Um datastore geralmente precisa escolher entre dois desses três pilares. A consistência forte garante que qualquer leitura sempre retorne o dado mais recentemente escrito. Para alcançar isso, o aplicativo precisa sincronizar todas as réplicas antes de confirmar a escrita, o que pode aumentar a latência.

Por outro lado, a consistência eventual prioriza a baixa latência e a alta disponibilidade. Nesse modelo, uma escrita é confirmada rapidamente, e os dados são replicados para os outros nós em segundo plano. Durante esse curto intervalo, uma leitura pode retornar um valor desatualizado. Embora pareça arriscado, esse comportamento é perfeitamente aceitável para muitas aplicações, como redes sociais ou contadores de visualizações, onde a precisão imediata não é crítica.

A escolha entre os dois modelos depende exclusivamente dos requisitos da aplicação. Uma solução de transações bancárias, por exemplo, exige consistência forte para evitar erros. Já um feed de notícias pode se beneficiar da baixa latência da consistência eventual. Entender esse trade-off é vital para projetar uma arquitetura de dados que seja ao mesmo tempo performática e confiável.

Análise de custos em serviços gerenciados

Os custos associados a datastores em nuvem podem ser complexos e, muitas vezes, imprevisíveis. A maioria dos provedores cobra com base em uma combinação de fatores. O volume de armazenamento consumido, o número de operações de leitura e escrita por segundo (IOPS) e o tráfego de rede de saída (egress) são as métricas mais comuns. Essa granularidade dificulta a previsão exata das despesas mensais.

Uma aplicação com picos de tráfego, por exemplo, pode gerar uma fatura inesperadamente alta. Embora o modelo "pague pelo que usar" pareça vantajoso, ele também introduz um risco financeiro significativo. Se uma consulta for mal projetada ou se o número de usuários crescer subitamente, os custos com operações de leitura podem disparar. Muitas empresas acabam gastando mais do que o previsto para manter suas aplicações no ar.

Além disso, o aprisionamento tecnológico (vendor lock-in) é uma preocupação real. Migrar grandes volumes de dados de um provedor para outro é um processo caro e complexo. Por isso, muitas organizações avaliam alternativas locais, que oferecem um custo total de propriedade (TCO) mais previsível e maior controle sobre a infraestrutura.

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Um storage local pode funcionar como datastore?

Sim, um storage local, especialmente um NAS, é uma excelente plataforma para implementar um datastore. Esses equipamentos disponibilizam armazenamento centralizado na rede através de protocolos padrão como NFS e SMB/CIFS. Qualquer aplicação que precise salvar arquivos, logs ou configurações pode usar um compartilhamento de rede do NAS como seu repositório de dados, de forma simples e direta.

Para necessidades mais avançadas, um storage all flash pode ir muito além. Muitos modelos possuem processadores potentes e memória RAM suficiente para executar softwares diretamente no próprio equipamento, incluindo bancos de dados SQL como PostgreSQL e MariaDB, ou bancos NoSQL como MongoDB. Isso transforma o servidor de armazenamento em uma solução de dados completa e autônoma.

Essa abordagem combina a flexibilidade de um datastore com os benefícios de uma infraestrutura local. A empresa mantém controle total sobre seus dados, com latência de rede mínima para as aplicações internas e custos totalmente previsíveis. A configuração inicial exige um investimento em hardware, mas o retorno a longo prazo costuma ser bastante vantajoso.

Vantagens de usar um NAS para essa finalidade

Utilizar um NAS como datastore local traz diversas vantagens estratégicas para uma empresa. A principal delas é o controle de custos. Após o investimento inicial no hardware, não há taxas mensais recorrentes baseadas no uso, o que elimina surpresas na fatura e simplifica o planejamento orçamentário. O custo total de propriedade, em muitos cenários, é significativamente menor que o de uma solução em nuvem equivalente.

O desempenho é outro ponto forte. Para aplicações que rodam na rede local, o acesso aos dados armazenados em um network storage é muito mais rápido, pois a latência da rede interna é drasticamente inferior à da internet. Isso se traduz em uma experiência mais fluida para os usuários e maior eficiência para processos automatizados. A segurança e a conformidade também são aprimoradas, pois os dados permanecem dentro do perímetro físico da empresa, o que facilita o cumprimento de regulamentações como a LGPD.

Além disso, um servidor de arquivos oferece uma flexibilidade incomparável. O administrador pode escolher o sistema de arquivos, configurar as permissões de acesso com granularidade e instalar qualquer software necessário. Essa autonomia é crucial para empresas que precisam de uma solução de dados personalizada e totalmente alinhada às suas necessidades operacionais.

Centralizando dados com segurança e controle

A necessidade de um repositório de dados flexível, escalável e seguro é uma realidade para quase todas as empresas. Enquanto os serviços de datastore em nuvem oferecem conveniência e escala, eles frequentemente impõem custos imprevisíveis e limitam o controle sobre a infraestrutura. Essa falta de soberania sobre os próprios dados é um risco que muitas organizações não estão dispostas a correr.

Nesse cenário, a implementação de um datastore local com um servidor de armazenamento se destaca. Essa abordagem oferece um equilíbrio ideal entre flexibilidade, desempenho e controle. A empresa consegue centralizar suas informações em um único local, com a segurança da rede interna e a previsibilidade de um investimento em hardware. A capacidade de executar bancos de dados e outras aplicações diretamente no equipamento amplia ainda mais suas possibilidades.

Portanto, para organizações que buscam otimizar sua infraestrutura de dados sem abrir mão da segurança e do controle financeiro, um storage de rede robusto é a resposta. Ele não apenas resolve os desafios de armazenamento, mas também se torna uma plataforma estratégica para o crescimento sustentável do negócio.

Mariana Costa

Mariana Costa

Especialista em backup
"Sou Mariana Costa, especialista em backup com mais de oito anos de experiência implementando soluções de armazenamento para micro, pequenas e médias empresas. Produzo conteúdo prático e direto sobre configuração, rotinas de backup, snapshots, permissões, acesso remoto e proteção contra ransomware, com foco em desempenho, confiabilidade e recuperação testada. Meu trabalho é traduzir tecnologia em passos aplicáveis. Estou aqui para simplificar seu dia a dia."

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