Índice:
- Em quais casos o 25GbE faz diferença em um projeto para storage?
- O gargalo da rede em sistemas all-flash
- Virtualização com alta densidade de VMs
- Edição com vídeo 4K/8K e pós-produção
- Bancos com dados e aplicações OLTP
- Backup e recuperação em janelas curtas
- A infraestrutura necessária para o padrão 25GbE
- Análise sobre custo e benefício na migração
- Quando a rede 10GbE ainda é suficiente
- O futuro com 40GbE e 100GbE
Muitas empresas investiram pesado em storages all-flash. Elas esperavam um salto enorme em performance.
No entanto, grande parte desses sistemas ainda usa redes 10GbE. Essa conexão frequentemente se torna um gargalo que limita todo o conjunto.
Assim, a performance real fica bem abaixo da capacidade do storage. Isso frustra o investimento e limita a produtividade em várias tarefas importantes.
Em quais casos o 25GbE faz diferença em um projeto para storage?
Uma rede 25GbE faz diferença em projetos para storage que usam arrays all-flash, ambientes com virtualização intensa, edição colaborativa com vídeos 4K/8K e bancos com dados transacionais. Ela entrega 2,5 vezes mais largura para banda que uma conexão 10GbE, por isso elimina gargalos em aplicações I/O intensivas.
A tecnologia 25 Gigabit Ethernet usa a mesma infraestrutura com fibra óptica do padrão 10GbE. A principal mudança está nas controladoras e nos transceivers SFP28, que operam em uma frequência maior para alcançar essa velocidade.
Essa evolução representa um caminho natural para empresas que já atingiram o limite do 10GbE. O custo adicional para a migração é frequentemente compensado pelo ganho expressivo em desempenho para as aplicações corretas.
O gargalo da rede em sistemas all-flash
Um storage NAS equipado com vários SSDs NVMe pode alcançar centenas de milhares em IOPS. Essa capacidade massiva para processamento excede em muito o limite teórico do 10GbE, que é por volta de 1,25 GB/s.
Na prática, a rede simplesmente não consegue acompanhar a velocidade dos discos. Por isso, os usuários nunca experimentam todo o potencial do seu investimento em armazenamento, pois o sistema fica subutilizado.
Com uma conexão 25GbE, a taxa para transferência sobe para aproximadamente 3,12 GB/s. Esse aumento alivia a pressão sobre a rede e permite que os arrays all-flash operem muito mais perto da sua performance máxima.
Virtualização com alta densidade de VMs
Ambientes com virtualização concentram dezenas ou até centenas de máquinas virtuais em poucos servidores físicos. Todas essas VMs acessam o armazenamento centralizado através da mesma conexão em rede.
Quando várias máquinas virtuais executam operações com I/O simultaneamente, uma porta 10GbE satura rapidamente. Isso resulta em alta latência para todas as VMs, o que degrada o desempenho geral das aplicações.
A adoção do 25GbE fornece um canal muito mais amplo para comunicação. Assim, cada máquina virtual tem mais banda disponível, a latência geral diminui e a experiência do usuário melhora consideravelmente.
Edição com vídeo 4K/8K e pós-produção
Estúdios para produção audiovisual trabalham com arquivos enormes. Um único fluxo com vídeo 4K não comprimido pode consumir uma parte significativa da banda em uma rede 10GbE.
Em um fluxo colaborativo com múltiplos editores, a situação piora bastante. A rede 10GbE causa travamentos na reprodução, longos tempos para carregamento e muita lentidão ao renderizar os projetos.
Uma infraestrutura com 25GbE resolve esses problemas. Ela suporta vários fluxos simultâneos com vídeo em alta resolução sem qualquer dificuldade, por isso permite que as equipes trabalhem com mais agilidade e sem interrupções.
Bancos com dados e aplicações OLTP
Aplicações para processamento transacional online (OLTP) como sistemas ERP e CRMs são extremamente sensíveis à latência. Cada milissegundo economizado no acesso aos dados impacta diretamente a velocidade das operações.
Embora o 10GbE ofereça baixa latência, o volume alto com requisições concorrentes pode formar filas na porta da rede. Isso aumenta o tempo para resposta nas transações e afeta a produtividade.
As redes 25GbE, especialmente quando combinadas com tecnologias como RDMA (RoCE), reduzem a latência na comunicação entre o servidor e o storage. Como resultado, as transações são concluídas mais rápido e o sistema suporta um número maior com usuários simultâneos.
Backup e recuperação em janelas curtas
Muitas empresas têm janelas para backup cada vez menores, geralmente durante a noite ou nos fins de semana. Transferir terabytes com dados nesse curto período é um desafio enorme para uma rede 10GbE.
Um backup lento não apenas arrisca a integridade dos dados, mas também compromete o Objetivo de Ponto de Recuperação (RPO). Além disso, uma restauração demorada aumenta o tempo com inatividade (RTO) após um desastre.
Ao acelerar a taxa para transferência em 2,5 vezes, a tecnologia 25GbE diminui drasticamente o tempo necessário para as rotinas com backup e recuperação. Isso garante que as metas para proteção com dados sejam cumpridas com mais segurança.
A infraestrutura necessária para o padrão 25GbE
Migrar para 25GbE exige alguns componentes específicos. É preciso ter placas com interface em rede (NICs) e portas em switch compatíveis com o padrão SFP28.
A boa notícia é que o cabeamento com fibra óptica usado para 10GbE (OM3/OM4) geralmente pode ser reaproveitado. Essa compatibilidade simplifica bastante o processo e reduz o custo total da atualização.
Além disso, muitos switches SFP28 são retrocompatíveis com transceivers SFP+ para 10GbE. Essa flexibilidade permite uma migração gradual, pois você pode atualizar primeiro os servidores e storages mais críticos.
Análise sobre custo e benefício na migração
O investimento em equipamentos 25GbE é certamente maior que em seus equivalentes 10GbE. Os switches e as placas com rede para o novo padrão ainda possuem um preço mais elevado no mercado.
No entanto, a análise não deve focar apenas no custo inicial. Para as cargas de trabalho certas, o ganho em produtividade e a eliminação com gargalos crônicos geram um retorno sobre o investimento que justifica a mudança.
Pense no tempo economizado em backups ou na agilidade extra para uma equipe de edição. Frequentemente, esses benefícios operacionais superam o valor dos novos equipamentos em pouco tempo.
Quando a rede 10GbE ainda é suficiente
Apesar das vantagens do 25GbE, a rede 10GbE continua sendo uma excelente opção para muitos cenários. Nem toda aplicação exige uma largura de banda tão alta para funcionar bem.
Para compartilhamento geral com arquivos em um escritório, backups com volumes menores ou para storages baseados em discos rígidos (HDDs), uma infraestrutura 10GbE raramente será o gargalo. Os próprios discos limitam a performance antes da rede.
Portanto, a decisão pela atualização deve ser baseada em uma análise cuidadosa do seu ambiente. Se não há evidências claras sobre um gargalo na rede, talvez o investimento em 25GbE não traga o retorno esperado.
O futuro com 40GbE e 100GbE
A evolução das redes não para no 25GbE. Padrões como 40GbE e 100GbE já existem e são usados em datacenters com altíssima demanda computacional.
Contudo, essas tecnologias ainda têm um custo proibitivo para a maioria das empresas. Elas exigem componentes muito mais caros e, algumas vezes, um cabeamento completamente novo para operar.
Por isso, o 25GbE se posiciona como um ponto de equilíbrio ideal hoje. Ele oferece um salto significativo sobre o 10GbE sem o custo e a complexidade das velocidades superiores, sendo a resposta para remover gargalos em storages de alta performance.
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