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Flash Storage: Saiba mais sobre essa tecnologia de armazenamento

Flash Storage: Saiba mais sobre essa tecnologia de armazenamento

Índice:

Muitas empresas enfrentam lentidão em suas aplicações críticas, um problema que frequentemente gera gargalos operacionais.

Essa demora impacta diretamente a produtividade das equipes e a experiência dos clientes, pois sistemas de banco de dados e virtualização exigem respostas quase instantâneas.

A causa para essa dificuldade geralmente reside na tecnologia dos discos rígidos tradicionais.

Os HDDs possuem partes mecânicas, como pratos giratórios e cabeças de leitura, que impõem limites físicos à velocidade com que os dados são acessados.

Assim, a busca por uma infraestrutura mais ágil se tornou uma prioridade para muitos gestores.

A tecnologia de armazenamento em flash surge como a principal solução para superar essas barreiras e acelerar o acesso aos dados.

O que é Flash Storage?

Flash Storage é uma tecnologia de armazenamento que utiliza chips de memória NAND para guardar dados eletronicamente, sem qualquer parte móvel.

Essa arquitetura de estado sólido elimina a latência mecânica presente nos discos rígidos (HDDs), por isso o acesso aos arquivos ocorre de forma quase imediata.

Vários dispositivos, desde SSDs até complexos sistemas all-flash, usam essa base para entregar um desempenho superior.

Seu funcionamento se baseia em células de memória que retêm informações mesmo sem energia elétrica.

Um controlador gerencia as operações de leitura e escrita, otimizando a distribuição dos dados para aumentar a velocidade e a vida útil do dispositivo.

Diferente dos HDDs, essa tecnologia não precisa esperar um prato girar ou um braço se mover, o que reduz drasticamente o tempo de resposta para qualquer requisição.

Essa característica torna o armazenamento flash ideal para aplicações que demandam alto desempenho.

Bancos de dados, ambientes de virtualização e sistemas de processamento de transações online são alguns exemplos que se beneficiam diretamente da baixa latência e da alta taxa de operações por segundo (IOPS) que essa tecnologia oferece.

A diferença fundamental para os HDDs

A principal distinção entre um flash storage e os HDDs está na sua construção física e no método de acesso aos dados.

Um disco rígido tradicional depende de componentes mecânicos, como pratos que giram a milhares de rotações por minuto e uma cabeça de leitura que se move para encontrar a informação.

Esse movimento físico gera latência, um atraso inevitável em cada operação.

Por outro lado, a tecnologia flash acessa os dados de forma eletrônica em células de memória.

Não há qualquer movimento, o que resulta em um tempo de resposta muito menor, medido em microssegundos em vez de milissegundos.

Essa ausência de partes móveis também torna os dispositivos flash mais resistentes a choques e vibrações, um ponto bastante positivo para a durabilidade.

Na prática, essa diferença se traduz em um desempenho muito superior para o flash, especialmente em cargas de trabalho com muitas leituras e escritas aleatórias.

Enquanto um HDD corporativo raramente ultrapassa algumas centenas de IOPS, um único SSD pode facilmente entregar dezenas de milhares, acelerando qualquer aplicação que dependa de acesso rápido aos dados.

Tipos comuns de memória flash

Existem vários tipos de memória NAND flash, cada um com características distintas de desempenho, durabilidade e custo.

As tecnologias mais conhecidas são SLC (Single-Level Cell), MLC (Multi-Level Cell), TLC (Triple-Level Cell) e QLC (Quad-Level Cell).

A diferença entre elas está na quantidade de bits que cada célula de memória consegue armazenar.

A SLC armazena apenas um bit por célula, o que a torna a mais rápida, durável e cara.

Por isso, seu uso é frequentemente restrito a aplicações de missão crítica.

Já a QLC, que armazena quatro bits por célula, oferece uma capacidade muito maior por um custo menor, mas com desempenho e resistência inferiores.

As tecnologias MLC e TLC representam um equilíbrio entre esses extremos.

Além disso, a inovação do 3D NAND foi um grande avanço.

Essa técnica empilha as células de memória verticalmente, o que aumenta a densidade do armazenamento sem a necessidade de diminuir o tamanho das células.

Como resultado, os fabricantes conseguem produzir SSDs com mais capacidade, maior confiabilidade e um custo por gigabyte cada vez mais competitivo.

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Formatos e interfaces do armazenamento flash

O flash storage está disponível em diversos formatos e se conecta aos sistemas por meio de diferentes interfaces, cada uma com seu próprio nível de desempenho.

O formato mais comum é o SSD SATA de 2,5 polegadas, projetado para ser um substituto direto dos HDDs em notebooks e servidores.

Embora seja muito mais rápido que um disco mecânico, sua velocidade é limitada pela própria interface SATA III, que atinge no máximo 600 MB/s.

Para superar essa limitação, foi desenvolvido o protocolo NVMe (Non-Volatile Memory Express).

Ele foi projetado especificamente para a memória flash e utiliza a interface PCIe (Peripheral Component Interconnect Express), a mesma usada por placas de vídeo.

Essa conexão direta com o processador reduz a latência e aumenta drasticamente a taxa de transferência, que pode ultrapassar 7.000 MB/s em modelos mais recentes.

A escolha entre SATA e NVMe depende da necessidade da aplicação.

Um SSD SATA já representa um grande salto de desempenho para usuários comuns e servidores com cargas de trabalho leves.

No entanto, para bancos de dados, edição de vídeo em alta resolução ou virtualização intensiva, um SSD NVMe é quase sempre a melhor opção para extrair o máximo de velocidade.

O que são All-Flash Arrays (AFA)?

Os All-Flash Arrays (AFA) são sistemas de armazenamento corporativo construídos inteiramente com unidades de estado sólido (SSDs).

Diferente dos sistemas híbridos que mesclam HDDs e SSDs, um AFA utiliza apenas a tecnologia flash, o que garante um desempenho consistentemente alto e uma latência ultrabaixa para todas as aplicações conectadas a ele.

Esses equipamentos são projetados para ambientes de alta demanda e geralmente incluem recursos avançados.

Controladoras redundantes, fontes de alimentação duplicadas e suporte a protocolos de rede de alta velocidade, como Fibre Channel e Ethernet de 25/100 GbE, são características comuns.

Além disso, eles oferecem serviços de dados como desduplicação e compressão para otimizar o uso do espaço.

A principal vantagem de um AFA é sua capacidade de lidar com milhares de operações simultâneas sem degradação do desempenho.

Isso o torna a solução ideal para consolidar múltiplas cargas de trabalho, como máquinas virtuais, bancos de dados e aplicações de análise de dados, em uma única plataforma de armazenamento centralizada e muito veloz.

Desempenho e latência na prática

Ao avaliar o desempenho de um flash storage, dois indicadores são fundamentais: IOPS e latência.

O IOPS mede o número de operações de leitura e escrita que o dispositivo executa por segundo, sendo um fator crítico para cargas de trabalho transacionais, como as de um banco de dados.

Um grande número de IOPS significa que o sistema pode atender a muitas requisições pequenas rapidamente.

A latência, por sua vez, mede o tempo de resposta para cada operação.

Este é talvez o benefício mais perceptível do flash.

Enquanto um HDD pode levar de 5 a 10 milissegundos para responder, um SSD NVMe responde em menos de 100 microssegundos.

Essa redução drástica faz com que as aplicações pareçam muito mais ágeis para o usuário final.

Para ilustrar, imagine uma consulta complexa em um sistema de e-commerce.

Com HDDs, essa operação poderia levar alguns segundos para ser concluída, um tempo suficiente para frustrar um cliente.

Com um sistema flash, a mesma consulta é executada em uma fração de segundo, o que melhora a experiência do usuário e pode até aumentar as vendas.

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Durabilidade e o ciclo de vida dos SSDs

Uma preocupação histórica com a tecnologia flash era sua durabilidade, pois as células de memória NAND possuem um número finito de ciclos de escrita.

No entanto, os SSDs modernos incorporam tecnologias avançadas que mitigam esse problema de forma muito eficaz.

Algoritmos de wear leveling, por exemplo, distribuem as escritas uniformemente por todas as células para evitar o desgaste prematuro de uma área específica.

Outro recurso importante é o over-provisioning, que reserva uma parte da capacidade total do SSD para o controlador.

Essa área extra é usada para substituir células que falham ao longo do tempo e para auxiliar nas tarefas de gerenciamento interno, o que melhora o desempenho e a longevidade do drive.

Códigos de correção de erros (ECC) também atuam para detectar e corrigir falhas antes que elas causem corrupção de dados.

Para quantificar a durabilidade, os fabricantes usam métricas como TBW (Terabytes Written) e DWPD (Drive Writes Per Day).

O TBW indica a quantidade total de dados que pode ser escrita em um flash storage durante sua vida útil, enquanto o DWPD especifica quantas vezes a capacidade total do drive pode ser reescrita por dia durante o período de garantia.

Essas métricas ajudam a escolher o SSD correto para cada tipo de carga de trabalho.

Custos e o TCO do armazenamento em flash

O custo inicial por gigabyte do armazenamento flash ainda é superior ao dos discos rígidos.

Essa diferença de preço, no entanto, nem sempre reflete o custo total de propriedade (TCO) da solução.

Ao analisar o TCO, é preciso considerar outros fatores além do valor da compra, como consumo de energia, refrigeração e espaço físico ocupado.

Sistemas baseados em flash consomem muito menos energia que arranjos de HDDs com desempenho equivalente.

Eles também geram menos calor, o que reduz a necessidade de refrigeração no datacenter.

Além disso, a alta densidade dos SSDs significa que é possível armazenar a mesma quantidade de dados em um espaço físico muito menor, liberando racks para outros equipamentos.

Os ganhos de produtividade também devem ser considerados.

A aceleração das aplicações proporcionadas por flash storages pode resultar em processos de negócio mais rápidos, melhores decisões baseadas em dados e uma maior satisfação dos clientes.

Em muitos cenários, esses benefícios operacionais justificam o investimento inicial mais alto, tornando o TCO do flash bastante competitivo a médio e longo prazo.

Como um NAS potencializa a tecnologia flash

Os modernos sistemas de Network Attached Storage (NAS) oferecem várias maneiras de aproveitar o desempenho da tecnologia flash.

Muitas empresas utilizam uma abordagem híbrida, combinando SSDs de alta velocidade com HDDs de alta capacidade no mesmo equipamento.

Nesse cenário, os SSDs podem ser usados como um cache para acelerar o acesso aos dados mais utilizados, que ficam armazenados nos discos rígidos.

Essa configuração de cache melhora significativamente o desempenho de leitura e escrita para arquivos acessados com frequência, sem a necessidade de um investimento completo em um sistema all-flash.

É uma solução com excelente custo-benefício para pequenas e médias empresas que precisam de mais agilidade, mas ainda dependem da grande capacidade dos HDDs.

Além disso, existem modelos de NAS totalmente all-flash.

Esses dispositivos unem a velocidade do armazenamento flash com a simplicidade de gerenciamento, os protocolos de compartilhamento de arquivos e os recursos de proteção de dados de um NAS.

Para cargas de trabalho como virtualização, pequenas bases de dados ou colaboração em arquivos grandes, um NAS all-flash é a resposta para obter alto desempenho sem a complexidade de uma SAN tradicional.

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