O HD externo 30TB já está disponível?

HD externo de 30 TB? Saiba mais sobre esses equipamentos e conheça os riscos de centralizar muitos dados em uma solução improvisada de armazenamento.

Existe um HD externo de 30TB?

Um HD externo com 30TB em um único disco raramente é encontrado no mercado de consumo. Geralmente, essa capacidade resulta da combinação de vários discos internos dentro de um gabinete com tecnologia RAID ou em um storage, pois os fabricantes ainda não produzem discos únicos com esse volume para venda direta ao público. As maiores unidades de disco rígido disponíveis hoje para o consumidor final alcançam cerca de 24TB. Qualquer produto que prometa mais volume quase sempre utiliza múltiplos HDDs. Essa abordagem aumenta a complexidade do equipamento em questão, mas também abre portas para mais desempenho ou segurança. Portanto, quando você encontrar uma oferta para um drive com 30TB, investigue sua estrutura interna. Provavelmente, o equipamento abriga dois ou mais discos, e entender como eles funcionam juntos é fundamental para proteger seus arquivos.

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Montando sua própria solução de armazenamento

Uma alternativa comum é comprar um case externo e um HD interno de alta capacidade separadamente. Essa montagem DIY oferece bastante flexibilidade na escolha dos componentes, como um disco Seagate ou WD com a velocidade desejada. O processo é relativamente simples para quem tem alguma familiaridade com hardware. No entanto, essa solução exige atenção. A qualidade do gabinete, sua ventilação e a fonte de alimentação impactam diretamente a estabilidade do disco. Um case de baixa qualidade pode superaquecer ou fornecer energia instável, o que frequentemente causa falhas prematuras no HDD. Além disso, a responsabilidade pela compatibilidade e pelo funcionamento correto recai totalmente sobre o usuário. A garantia dos produtos é separada, dificultando o suporte técnico caso algum problema ocorra no conjunto.

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O perigo de concentrar 30TB em um único dispositivo

Armazenar 30TB de dados em um único dispositivo sem redundância é uma estratégia extremamente arriscada. Uma queda acidental, uma variação na rede elétrica ou uma simples falha mecânica pode inutilizar o disco e todo o seu conteúdo. A perda de décadas de trabalho, fotos de família ou projetos críticos é um cenário bastante real. A recuperação de dados de um disco rígido danificado é um processo caro e nem sempre bem-sucedido. Em muitos casos, os arquivos se corrompem de forma irreversível, especialmente em discos com densidade de dados tão alta. O custo para tentar reaver os arquivos pode facilmente ultrapassar o valor do próprio equipamento. Esse risco aumenta ainda mais com ameaças digitais. Um ataque de ransomware que criptografa um drive de 30TB pode paralisar completamente as operações de uma pequena empresa ou destruir o acervo pessoal de um criador de conteúdo. Sem um backup externo, a situação se torna desesperadora.

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Arranjos RAID para mais segurança e capacidade

Para mitigar o risco de perda total, muitas soluções externas com múltiplos discos utilizam arranjos RAID. Um gabinete com dois discos de 16TB, por exemplo, pode ser configurado de diferentes maneiras. Em RAID 0, os dois discos somam suas capacidades para entregar 32TB, com mais velocidade, mas o risco dobra, pois a falha em um deles compromete todos os dados. Por outro lado, a configuração em RAID 1 espelha os dados. O mesmo dispositivo de armazenamento com dois discos de 16TB ofereceria somente 16TB de espaço útil, porque o segundo disco guarda uma cópia exata do primeiro. Se um HDD falhar, o outro continua funcionando com todos os arquivos intactos, o que garante a continuidade do acesso. Existem também arranjos mais complexos como o RAID 5, que equilibra capacidade e proteção, mas exige no mínimo três discos. Soluções de mesa como o WD My Book Duo ou o LaCie 2big RAID já vêm prontas para uso com essas tecnologias, simplificando a implementação para o usuário final.

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Conectividade e velocidade de transferência

A velocidade de acesso aos dados é outro fator importante.Interfaces como as USB 3.2, USB-C e Thunderbolt oferecem taxas de transferência muito altas, teoricamente chegando a dezenas de Gb/s. Isso acelera a cópia de grandes volumes de arquivos, como vídeos em 4K ou backups completos. Contudo, a velocidade real é quase sempre limitada pelo próprio disco rígido. Um HDD mecânico, mesmo um rápido de 7200 RPM, raramente ultrapassa 250 MB/s em leituras sequenciais. A interface veloz garante que não haverá gargalos na conexão, mas o desempenho final depende da tecnologia interna do disco. Em nossos testes, uma conexão Thunderbolt é particularmente vantajosa para profissionais que editam vídeo diretamente do drive externo. Sua baixa latência e alta largura de banda sustentam fluxos de trabalho pesados sem travamentos, algo que uma porta USB mais antiga talvez não consiga.

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Compatibilidade e formatação do disco

Um drive externo de grande capacidade precisa ser compatível com diferentes sistemas operacionais. A formatação do disco define essa compatibilidade. O formato NTFS é nativo do Windows, enquanto o HFS+ ou APFS funciona somente no macOS. Nenhum dos dois softwares lê e escreve nativamente no formato do outro. Para máxima flexibilidade, o exFAT é a melhor escolha. Ele funciona tanto no Windows quanto no macOS sem a necessidade de softwares adicionais, além de ser compatível com muitos televisores, consoles de videogame e servidores NAS. Sua única limitação é a ausência de alguns recursos avançados de segurança presentes no NTFS e APFS. Antes de usar o disco pela primeira vez, é sempre recomendável formatá-lo no computador principal. Isso garante que o sistema de arquivos esteja otimizado para o seu uso e elimina qualquer software pré-instalado pelo fabricante que você talvez não precise.

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Alimentação externa e a estabilidade

Discos rígidos de 3.5 polegadas, usados para atingir altas capacidades, consomem mais energia do que uma porta USB consegue fornecer. Por isso, um HD externo de 30TB sempre precisará de uma fonte de alimentação externa conectada à tomada. Essa dependência limita um pouco sua portabilidade. A qualidade dessa fonte é vital para a longevidade do disco. Fontes genéricas ou instáveis podem enviar picos de tensão que danificam os componentes eletrônicos sensíveis do HDD. Nossa equipe recomenda sempre usar o adaptador de energia original fornecido pelo fabricante. Além disso, o equipamento deve ficar em um local arejado para evitar superaquecimento. O calor excessivo é um dos maiores inimigos dos discos mecânicos, pois acelera o desgaste de suas peças móveis e aumenta a probabilidade de falhas.

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Vida útil, garantia e monitoramento SMART

Todo disco rígido tem uma vida útil limitada. Fabricantes usam métricas como MTBF (Tempo Médio Entre Falhas) para estimar a confiabilidade, mas esse número é uma estatística e não uma garantia. Na prática, qualquer disco pode falhar a qualquer momento. Para prever problemas, os HDDs modernos incluem a tecnologia SMART (Self-Monitoring, Analysis and Reporting Technology). Ela monitora vários indicadores de saúde do disco, como setores realocados e erros de leitura. Softwares específicos podem ler esses dados e alertar o usuário sobre uma falha iminente. Verificar o período de garantia oferecido pelo fabricante também é uma boa prática. Marcas como LaCie e algumas linhas da WD oferecem garantias mais longas, que frequentemente incluem serviços de recuperação de dados, um diferencial valioso para proteger seu investimento.

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HDD, SSD ou um NAS?

Ao comparar tecnologias para armazenar 30TB, a escolha se resume a custo, velocidade e segurança. Um SSD com essa capacidade teria um custo proibitivo para a maioria dos usuários, embora ofereça velocidade incomparável. Por isso, os HDDs continuam sendo a opção padrão para armazenamento em massa. No entanto, quando a segurança e o acesso compartilhado são prioridades, um HD externo simples não funciona. Ele continua sendo um ponto único de falha e seu acesso é limitado ao computador em que está conectado. É aqui que um storage NAS (Network Attached Storage) se destaca. Um NAS é um servidor de arquivos conectado à sua rede. Ele abriga múltiplos discos em arranjos RAID, oferece backups automáticos, permite o acesso aos arquivos de qualquer dispositivo e possui camadas de segurança contra acessos não autorizados e ransomware. Para um volume de 30TB de dados críticos, um NAS é a resposta.

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A centralização segura com um storage de rede

Um NAS de 2 baias SATA resolve diretamente o principal problema de um HD externo gigante, a falta de redundância. Com pelo menos dois discos em RAID 1, seus dados permanecem seguros mesmo se um dos HDDs falhar. A troca do disco defeituoso é simples e não interrompe o acesso aos arquivos. Adicionalmente, um equipamento como esse centraliza os dados de forma inteligente. Ele permite criar usuários com permissões específicas, agendar rotinas de backup para outros dispositivos e até mesmo sincronizar arquivos com serviços de nuvem, criando uma camada extra de proteção. Portanto, se você precisa de 30TB de espaço, pense além da simples capacidade. Avalie o risco de perda de dados e a necessidade de acesso. Em quase todos os cenários profissionais ou para dados pessoais insubstituíveis, investir em um network attached storage é a decisão mais segura e eficiente a longo prazo.

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