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My Cloud Expert Series: Os storages NAS EX2, EX2 Ultra, EX2100, EX4 e EX4100

My Cloud Expert Series: Os storages NAS EX2, EX2 Ultra, EX2100, EX4 e EX4100

Índice:

Muitos usuários e pequenas empresas buscam uma forma simples para centralizar seus arquivos. A linha My Cloud Expert Series da Western Digital frequentemente surge como uma aparente solução, pois promete armazenamento em rede com um custo inicial bastante atrativo. Essa facilidade, no entanto, esconde alguns riscos. A promessa de ter uma nuvem pessoal para acessar dados de qualquer lugar é muito sedutora. No entanto, a dependência de um hardware com limitações e um software com histórico de problemas pode transformar a conveniência em um grande pesadelo. A perda de arquivos importantes é uma consequência real. Assim, a escolha por esses equipamentos exige uma análise cuidadosa. É preciso entender suas características técnicas, o desempenho real e, principalmente, as vulnerabilidades que eles apresentam para não colocar dados críticos em uma situação de perigo.

O que são os storages My Cloud Expert Series?

A linha My Cloud Expert Series da Western Digital agrupa storages NAS 2 e 4 baias, como os storages EX2, EX2 Ultra, EX2100 e EX4100. Esses equipamentos foram projetados para usuários domésticos avançados e pequenos escritórios que precisam centralizar e compartilhar arquivos em uma rede local. Basicamente, eles funcionam como pequenos servidores dedicados ao armazenamento, acessíveis por múltiplos dispositivos.

Cada um desses sistemas opera com um sistema operacional próprio, o My Cloud OS, que oferece uma interface web para gerenciar usuários, pastas e backups. A ideia central é simplificar a criação de uma nuvem privada. No entanto, seu hardware geralmente utiliza processadores ARM de baixo consumo e uma quantidade modesta de memória RAM, o que impacta diretamente o desempenho em tarefas simultâneas.

Embora a proposta seja interessante, a arquitetura desses produtos é mais próxima de um dispositivo de consumo do que de um servidor empresarial. Isso significa que vários recursos de segurança e redundância presentes em soluções mais robustas simplesmente não existem aqui. Essa diferença é fundamental para entender seus limites de uso.

Capacidade e configuração dos discos

Os network attached storages da família My Cloud Expert, como o EX2 Ultra e o EX4100, oferecem flexibilidade na capacidade por conta de suas baias para discos. As versões com duas baias, por exemplo, são ideais para arranjos RAID 1 (espelhamento), onde um disco é uma cópia exata do outro. Nesse modo, se um HD falhar, os dados permanecem seguros na unidade restante, mas a capacidade útil é sempre a de um único disco.

Já os equipamentos com quatro baias, como o EX4, ampliam as possibilidades com o suporte a RAID 5. Esse arranjo distribui os dados e a paridade entre três ou mais discos, o que otimiza o espaço e ainda mantém a proteção contra a falha de uma unidade. Um sistema com quatro HDs de 4 TB em RAID 5, por exemplo, disponibiliza cerca de 12 TB para uso, um ganho considerável de espaço.

Vale ressaltar que muitos desses storages eram vendidos sem discos, o que permitia ao usuário escolher os HDs. Contudo, a compatibilidade nem sempre foi perfeita com todas as marcas. A própria Western Digital recomendava seus discos da linha Red, projetados para NAS, para garantir um funcionamento mais estável e confiável.

Desempenho real em tarefas do dia a dia

O desempenho dos storages My Cloud Expert Series é um ponto que frequentemente gera frustração. Para um único usuário que transfere arquivos grandes sequencialmente, a velocidade pode parecer adequada, quase sempre limitada pela porta de rede Gigabit. O verdadeiro problema aparece quando múltiplos usuários ou processos acessam o equipamento ao mesmo tempo.

O hardware modesto, geralmente com processadores Marvell ARM e pouca memória RAM (entre 1 GB e 2 GB), não consegue lidar com cargas de trabalho intensas. Tentar assistir a um filme via streaming enquanto outro computador realiza um backup, por exemplo, quase sempre degrada a performance para todos. O sistema fica lento, e as taxas de transferência caem drasticamente.

Essa limitação de processamento também impede o uso de aplicações mais exigentes, como a transcodificação de vídeo em tempo real ou a virtualização. Portanto, embora sirvam para o armazenamento centralizado, esses NAS raramente entregam uma experiência fluida em ambientes com mais de dois ou três usuários ativos simultaneamente.

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Conectividade e portas disponíveis

A conectividade nos servidores NAS My Cloud Expert Series é bastante básica, mas funcional para seu público-alvo. A maioria dos equipamentos, como o EX2 Ultra, vem com uma única porta de rede Gigabit Ethernet. Essa porta é suficiente para o tráfego de uma pequena rede doméstica ou de um escritório com poucas pessoas, embora possa se tornar um gargalo em transferências pesadas.

Equipamentos um pouco mais avançados, como o EX4100, trazem duas portas Gigabit Ethernet. Essa adição permite configurar a agregação de link, que soma a largura de banda das duas portas para melhorar a velocidade e a redundância da conexão. No entanto, o hardware interno do NAS ainda é o principal fator limitante, por isso o ganho de desempenho nem sempre é expressivo.

Adicionalmente, esses dispositivos incluem portas USB 3.0. Elas são muito úteis para conectar discos externos, seja para expandir o armazenamento de forma rápida ou para executar rotinas de backup locais. Essa funcionalidade simplifica a cópia de segurança dos dados do próprio NAS para uma mídia externa, uma prática de segurança essencial.

O sistema operacional My Cloud OS e seus problemas

O software é talvez o ponto mais crítico da linha My Cloud Expert. Muitos desses aparelhos operavam com o My Cloud OS 3, um sistema que a Western Digital descontinuou oficialmente. Isso significa que ele não recebe mais atualizações de segurança, o que deixa qualquer dispositivo que ainda o utilize completamente exposto a novas ameaças e vulnerabilidades.

A transição para o My Cloud OS 5, a versão mais recente, foi conturbada para muitos usuários. O processo de atualização apresentou falhas, e algumas funcionalidades importantes foram removidas ou alteradas, o que gerou uma onda de reclamações. Além disso, o novo sistema ainda depende da infraestrutura da WD para o acesso remoto, o que cria um ponto central de falha.

Essa dependência de um software proprietário com um histórico de instabilidade e abandono é um risco enorme. Quando um fabricante encerra o suporte a um sistema operacional, ele essencialmente decreta o fim da vida útil segura do produto. Manter um NAS com software desatualizado conectado à internet é uma péssima ideia.

Por que o acesso remoto se tornou um risco?

A principal conveniência dos storages My Cloud era o acesso remoto fácil por meio dos serviços da Western Digital. No entanto, essa facilidade se transformou em um grande vetor de risco. No passado, falhas de segurança graves permitiram que invasores acessassem e até apagassem remotamente todos os dados de milhares de usuários sem qualquer interação.

Esses incidentes ocorreram porque as vulnerabilidades no software do My Cloud OS permitiam o acesso não autorizado aos dispositivos. Com o fim do suporte para versões mais antigas do sistema, como o OS 3, qualquer nova falha descoberta por cibercriminosos não será corrigida, o que deixa os dados permanentemente em perigo.

Confiar o acesso aos seus arquivos mais importantes a uma plataforma com um histórico de segurança tão frágil é uma aposta muito arriscada. A centralização do acesso remoto nos servidores da fabricante também significa que, se o serviço da WD ficar offline, o usuário perde o acesso externo aos seus próprios arquivos, mesmo que o NAS esteja funcionando perfeitamente em casa.

Falta de redundância em componentes essenciais

A proteção de dados em um storage vai muito além dos arranjos RAID. A redundância de componentes de hardware é igualmente importante para garantir a continuidade. Os NAS storages da linha My Cloud Expert Series, sem exceção, possuem uma única fonte de alimentação. Se essa fonte queimar, o equipamento inteiro para de funcionar até a substituição.

Da mesma forma, não há controladoras redundantes ou outros mecanismos de failover no nível do hardware. A placa-mãe é um ponto único de falha, e qualquer problema nela inutiliza o acesso a todos os discos. Essa arquitetura simplificada ajuda a reduzir o custo, mas elimina camadas de proteção que são padrão em equipamentos de nível profissional.

Essa ausência de redundância em componentes críticos reforça que esses produtos não foram construídos para ambientes que exigem alta disponibilidade. Para uma empresa, a paralisação do acesso aos arquivos por conta de uma falha de hardware pode causar prejuízos significativos. Por isso, seu uso deve ser restrito a cenários não críticos.

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A grande armadilha: por que não usar para dados críticos?

A resposta é uma soma de todos os fatores discutidos. A combinação de um hardware com desempenho limitado, a falta de redundância em componentes vitais e, principalmente, um sistema operacional com graves falhas de segurança e suporte encerrado torna os storages My Cloud Expert Series uma escolha inadequada para armazenar qualquer arquivo que não possa ser perdido.

Documentos de trabalho, contratos, bancos de dados, fotos de família insubstituíveis ou backups de sistemas são exemplos de dados críticos. Armazená-los em um dispositivo com vulnerabilidades conhecidas e sem atualizações de segurança é como deixar a porta de casa aberta. O risco de perda por falha de hardware ou ataque cibernético é simplesmente alto demais.

Embora possam servir para armazenar uma coleção de filmes ou arquivos temporários, esses equipamentos nunca devem ser o único repositório de informações importantes. A economia inicial na compra do hardware pode custar muito caro no futuro, com a perda definitiva de dados valiosos.

Alternativas seguras para armazenamento em rede

Para quem precisa de um armazenamento em rede confiável e seguro, existem alternativas muito superiores no mercado. Fabricantes como QNAP e Synology oferecem um portfólio de storages NAS que, mesmo nos NAS residenciais, entregam um nível de segurança e recursos muito mais elevado. Seus sistemas operacionais são robustos e recebem atualizações constantes.

Essas soluções frequentemente utilizam sistemas de arquivos mais avançados, como o Btrfs ou o ZFS, que oferecem proteção contra a corrupção de dados e a capacidade de criar snapshots. Os snapshots são "fotos" instantâneas do sistema de arquivos, que permitem reverter pastas ou arquivos para um estado anterior, uma defesa poderosa contra ransomware.

Além disso, o hardware desses equipamentos é geralmente mais potente, e os storages corporativos incluem fontes de alimentação redundantes e outros mecanismos de proteção. Investir um pouco mais em um NAS de uma marca especializada em armazenamento é a decisão correta para proteger dados críticos. Nesse cenário, um servidor de arquivos empresarial é a resposta para garantir a segurança e a disponibilidade das informações.

Celso Ricardo Andrade

Celso Ricardo Andrade

Especialista em storage NAS
"Sou especialista em storages com mais de 10 anos de experiência e ajudo pessoas e empresas a projetarem ambientes de armazenamento centralizados, seguros e de fácil gestão. Atuo como arquiteto de soluções, implemento NAS, DAS e redes SAN, além de ser redator senior e oferecer estratégias práticas para o armazenamento de dados, com um conteúdo claro e aplicável para resultados reais."

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