Índice:
- O que é um NAS Asustor Flashstor?
- Análise dos principais NAS Flashstor
- Quais SSDs são compatíveis com esses storages?
- Híbrido ou all-flash: qual a diferença real?
- Aplicações ideais para um NAS all-flash
- Como a redundância funciona com SSDs?
- Limitações e pontos de atenção da linha
- Flashstor versus storages corporativos Infortrend
Muitos profissionais criativos e pequenas empresas enfrentam gargalos de desempenho com storages tradicionais. A manipulação de arquivos grandes ou o acesso simultâneo por vários usuários frequentemente resulta em uma lentidão frustrante que impacta diretamente a produtividade.
Essa busca por mais velocidade geralmente leva a soluções complexas e com um custo bastante elevado. Tal cenário cria uma barreira significativa para diversos orçamentos, que dificilmente conseguem justificar um investimento tão alto para melhorar o fluxo de trabalho.
Como resultado, os storages all-flash surgem como uma alternativa viável, mas é preciso conhecer suas características. Entender o funcionamento desses equipamentos ajuda a fazer uma escolha mais adequada para cada necessidade.
O que é um NAS Asustor Flashstor?
Flashstor é uma família de servidores de armazenamento em rede da Asustor projetada exclusivamente para operar com SSDs NVMe M.2. Ela elimina os gargalos dos discos rígidos convencionais e entrega altíssima velocidade para tarefas que exigem muito do armazenamento.
O conceito central desses equipamentos é priorizar a baixa latência e altas taxas de IOPS. Para isso, seu projeto remove as baias para discos de 3.5 polegadas e foca apenas em slots M.2, o que também resulta em um gabinete muito mais compacto e silencioso.
Essa abordagem atende diretamente a nichos específicos, como editores de vídeo, criadores de conteúdo e pequenos ambientes de virtualização. Assim, a linha Flashstor funciona como uma ponte entre os NAS domésticos e os caros storages all-flash corporativos.
Análise dos principais NAS Flashstor
Dois storages se destacam na família, o FS6706T e o FS6712X. O primeiro possui seis baias M.2 e duas portas de rede 2.5GbE, enquanto o segundo dobra a capacidade para doze baias e inclui uma porta 10GbE para um desempenho ainda maior.
Ambos utilizam o processador Intel Celeron N5105 e 4GB de memória RAM DDR4, que pode ser expandida. Vale ressaltar que a porta 10GbE do FS6712X é quase obrigatória para extrair todo o potencial dos SSDs em um ambiente com múltiplos acessos, pois as portas 2.5GbE podem se tornar um gargalo.
O software que gerencia esses equipamentosd é o ADM (Asustor Data Master). Seu sistema operacional oferece uma interface bastante intuitiva, com inúmeros aplicativos e recursos essenciais como snapshots, aplicativos de backup e sincronização com serviços de nuvem.
Quais SSDs são compatíveis com esses storages?
A série Flashstor utiliza exclusivamente SSDs do tipo NVMe M.2, que se conectam via barramento PCIe 3.0. Este é um ponto de atenção, pois módulos M.2 com padrão SATA ou SSDs de 2.5 polegadas são fisicamente incompatíveis com o equipamento.
É sempre recomendável consultar a lista oficial de compatibilidade no site do fabricante antes de adquirir as unidades. Alguns SSDs voltados para o consumidor final, por exemplo, raramente possuem a durabilidade necessária (medida em TBW) para suportar cargas de trabalho contínuas em um servidor.
Nessas situações, nossa equipe sugere o uso de drives NVMe com especificações profissionais ou corporativas. Embora o custo inicial seja maior, a longevidade e a consistência do desempenho compensam o investimento, especialmente em ambientes com vários usuários.
Híbrido ou all-flash: qual a diferença real?
Um storage híbrido combina tecnologias para equilibrar custo e performance. Ele geralmente usa alguns SSDs como um cache rápido para os dados mais acessados, enquanto a maior parte dos arquivos permanece em discos rígidos mais lentos e baratos.
Por outro lado, um servidor all-flash como o Asustor Flashstor armazena e acessa todos os dados diretamente em SSDs. Isso proporciona uma latência consistentemente baixa para qualquer arquivo, não somente para um subconjunto de dados "quentes" no cache.
A decisão entre as duas arquiteturas depende muito do orçamento e da aplicação. Para edição de vídeo 4K com múltiplos arquivos grandes, por exemplo, o acesso aleatório e constante a todo o projeto torna a tecnologia all-flash a escolha mais adequada.
Aplicações ideais para um NAS all-flash
A principal aplicação para um NAS all-flash é, sem dúvida, a edição de vídeo e a pós-produção. Com ele, vários editores conseguem trabalhar simultaneamente em projetos com resolução 4K ou 8K, sem sofrer com os travamentos comuns em equipamentos baseados em HDDs.
Pequenos ambientes de virtualização também se beneficiam imensamente da tecnologia. A alta taxa de IOPS dos SSDs acelera drasticamente o tempo de inicialização e a operação geral das máquinas virtuais, o que melhora a experiência do usuário.
Outros cenários de uso incluem bancos de dados que exigem respostas rápidas e repositórios centralizados para fotógrafos ou designers. Esses profissionais frequentemente manipulam arquivos RAW e projetos com centenas de camadas, que sobrecarregam qualquer sistema de armazenamento lento.
Como a redundância funciona com SSDs?
A redundância em um NAS Flashstor opera com a mesma lógica de um equipamento tradicional, por meio de arranjos RAID. Para SSDs, os níveis mais comuns são o RAID 5 e o RAID 6, que protegem os dados contra a falha de uma ou duas unidades, respectivamente, sem interromper o acesso.
O sistema operacional ADM também oferece o recurso de snapshots. Essa funcionalidade cria pontos de recuperação instantâneos do volume de armazenamento, que servem como uma camada adicional de proteção contra exclusões acidentais ou ataques de ransomware.
No entanto, é fundamental lembrar que RAID não substitui uma boa rotina de cópias de segurança. Portanto, a implementação de uma estratégia de backup 3-2-1, com cópias dos dados em outro dispositivo ou na nuvem, continua sendo indispensável para a segurança.
Limitações e pontos de atenção da linha
O custo por Terabyte de uma solução all-flash é consideravelmente mais alto quando comparado a um NAS equipado com discos rígidos. Esse é talvez o principal fator que limita a adoção da tecnologia por muitos usuários e escritórios com orçamentos mais restritos.
A capacidade total de armazenamento também pode se tornar um desafio. Embora já existam SSDs M.2 com vários terabytes, seus preços ainda são bastante elevados. Um NAS tradicional alcança dezenas de terabytes com um investimento muito menor para a mesma capacidade.
Além disso, o processador Celeron é adequado para as tarefas de armazenamento, mas pode se tornar um gargalo para aplicações mais pesadas. Processos como a transcodificação de vídeo 4K em tempo real ou a execução de várias máquinas virtuais podem exigir um hardware mais potente.
Flashstor versus storages corporativos Infortrend
O NAS Flashstor Asustot é uma solução excelente para profissionais autônomos e pequenos grupos de trabalho. Seu projeto foca na simplicidade, em um custo de entrada acessível para um storage totalmente flash e em um ótimo desempenho para cargas de trabalho bem definidas.
Em contrapartida, os storages da Infortrend pertencem a uma categoria totalmente corporativa. Esses equipamentos entregam recursos avançados como controladoras duplas para alta disponibilidade, fontes de alimentação redundantes e suporte a protocolos como Fibre Channel (FC).
A escolha entre eles não se baseia em qual é o melhor, mas sim em qual atende à necessidade do negócio. Para uma pequena produtora de vídeo, o Flashstor resolve o problema de performance. Para um datacenter que exige disponibilidade contínua e gerenciamento granular, um storage Infortrend é a resposta.
