NAS IBM? Saiba mais sobre o SONAS, N Series, TotalStorage e Storwize V7000 com dados sobre desempenho, hardware, software e outros recursos importantes.
Os sistemas NAS/SAN da IBM como o SONAS, a linha System Storage N series e o Storwize V7000, representaram uma era importante no armazenamento de dados. Eles foram projetados para centralizar o acesso a arquivos em redes corporativas, com foco em desempenho e alta disponibilidade para ambientes exigentes. Muitas dessas soluções surgiram para competir em um mercado que demandava tanto armazenamento em bloco (SAN) quanto em arquivo (NAS) a partir de uma única plataforma. O IBM SONAS (Scale Out Network Attached Storage), por exemplo, foi uma aposta em arquitetura escalável horizontalmente, que prometia crescimento quase ilimitado com a adição de novos nós. Já a System Storage N series era, em grande parte, fruto de uma parceria com a NetApp, essencialmente oferecendo tecnologia da NetApp sob a marca IBM. Por fim, o Storwize V7000 Unified combinava recursos de SAN e NAS em um único chassi, uma tentativa de unificar a infraestrutura. Apesar do seu papel histórico, esses equipamentos foram desenvolvidos para um contexto tecnológico muito diferente. Suas interfaces, protocolos e, p...
O IBM SONAS foi lançado como uma solução de ponta para armazenamento escalável. Sua arquitetura permitia que as empresas expandissem a capacidade e o desempenho de forma linear, simplesmente adicionando mais nós ao cluster. Essa abordagem era ideal para grandes volumes de dados não estruturados, como os encontrados em pesquisa científica ou na indústria de mídia. O sistema utilizava um sistema de arquivos global, o que simplificava o gerenciamento para os administradores. No entanto, essa flexibilidade tinha um custo bastante elevado. A complexidade para gerenciar um cluster SONAS era significativa, e exigia conhecimento técnico especializado. Qualquer falha em um dos nós ou na rede interna do cluster poderia impactar todo o ambiente. Além disso, os custos com licenciamento, suporte e energia elétrica eram substanciais, o que tornava o custo total de propriedade (TCO) bastante alto para muitas organizações. Com o tempo, o mercado evoluiu para soluções mais simples e eficientes. A IBM descontinuou o SONAS, e os clientes que ainda o utilizam enfrentam enormes desafios. A falta...
A linha IBM System Storage N series foi uma resposta estratégica da IBM para atender à crescente demanda por sistemas NAS. Em vez de desenvolver uma tecnologia própria do zero, a empresa optou por uma parceria OEM (Original Equipment Manufacturer) com a NetApp, uma líder consolidada no mercado de armazenamento. Essencialmente, os produtos da N series eram equipamentos da NetApp com a marca e o suporte da IBM. Essa abordagem funcionou bem por um tempo, pois permitiu que a IBM oferecesse rapidamente uma solução NAS competitiva. Os sistemas da N series herdaram muitos recursos avançados do sistema operacional ONTAP da NetApp, como snapshots eficientes e replicação de dados. Contudo, essa dependência também criou algumas limitações para os clientes da IBM. Quando a parceria entre as duas empresas terminou, os usuários da N series ficaram em uma posição delicada. As atualizações de software e o desenvolvimento de novos recursos passaram a depender exclusivamente do ciclo de vida dos produtos da NetApp, não da IBM. Como resultado, muitos desses sistemas atingiram o fim da vida úti...
O IBM Storwize V7000 foi amplamente reconhecido por sua excelência como um sistema de armazenamento em bloco (SAN). Sua capacidade de virtualização, o tiering automático e o desempenho consistente o tornaram uma escolha popular para cargas de trabalho como bancos de dados e máquinas virtuais. Para ampliar seu alcance, a IBM introduziu o Storwize V7000 Unified, que adicionava funcionalidades de NAS ao sistema. Apesar da proposta de unificação, a implementação dos serviços de arquivo no V7000 sempre pareceu uma adição posterior, não um recurso nativo. A gestão das pastas e permissões era menos intuitiva se comparada a um NAS dedicado. Além disso, o desempenho para protocolos como SMB/CIFS e NFS frequentemente não atingia o mesmo nível de eficiência visto nas operações de bloco (iSCSI/Fibre Channel). Na prática, muitas empresas que utilizavam o V7000 para arquivos enfrentavam gargalos de performance e complexidade administrativa. O sistema era, fundamentalmente, um SAN com uma camada de software para emular um NAS. Por isso, raramente entregava a simplicidade e a otimização que...
Os sistemas de armazenamento legados da IBM foram projetados com base nas tecnologias de disco e rede da sua época. Muitos modelos do Storwize V7000 ou da N series, por exemplo, eram limitados a HDDs SAS com velocidades de 7.200 ou 10.000 RPM. Embora alguns suportassem SSDs, suas controladoras não foram otimizadas para extrair o máximo desempenho da tecnologia flash, como fazem os sistemas all-flash modernos. A conectividade também é um ponto crítico. A maioria desses equipamentos oferece portas de rede de 1GbE, com algumas opções para 10GbE. Em um ambiente onde redes de 2.5GbE, 10GbE e até mais rápidas se tornaram padrão, essa limitação cria um gargalo significativo. A taxa de transferência total do sistema fica restrita pela velocidade das suas portas de rede, o que afeta diretamente a produtividade dos usuários que acessam arquivos grandes. Além disso, a capacidade máxima de expansão é frequentemente restrita. Adicionar mais discos ou gavetas de expansão é um processo caro e, em muitos casos, impossível devido ao fim do suporte do fabricante. Como resultado, as empresas f...
A redundância sempre foi um pilar nas soluções de armazenamento da IBM. Fontes de alimentação e controladoras redundantes, além de arranjos RAID robustos, eram características padrão. Esses recursos foram projetados para proteger contra falhas de hardware e garantir a continuidade das operações. No entanto, a eficácia dessa proteção diminui drasticamente em equipamentos antigos. O principal problema é o desgaste dos componentes. Discos rígidos mecânicos, por exemplo, possuem uma vida útil limitada. Em um sistema com vários anos de uso, a probabilidade de falhas simultâneas em múltiplos discos aumenta consideravelmente, o que pode levar à perda total de um arranjo RAID. Encontrar discos de reposição compatíveis para esses storages mais antigos também é um desafio crescente. Outro ponto de falha é o software. Sem atualizações de firmware e patches de segurança, o sistema operacional do storage fica vulnerável a bugs e exploits que podem causar instabilidade ou corrupção de dados. A redundância de hardware não adianta muito se o software que gerencia tudo é instável ou inseguro...
Talvez o maior risco de usar um NAS IBM antigo para armazenar arquivos corporativos seja sua completa inadequação para combater ameaças cibernéticas modernas, especialmente o ransomware. Esses sistemas foram criados antes da proliferação massiva desses ataques. Por isso, eles não possuem os mecanismos de defesa que hoje são considerados essenciais. Sistemas de armazenamento modernos integram recursos como snapshots imutáveis, que criam versões dos dados que não podem ser alteradas ou criptografadas por um invasor. Eles também oferecem detecção de anomalias em tempo real, que identifica atividades suspeitas, como a criptografia em massa de arquivos, e bloqueia o usuário malicioso automaticamente. Os equipamentos legados da IBM simplesmente não têm essas funcionalidades. Recuperar-se de um ataque de ransomware em um sistema antigo é um processo lento, manual e muitas vezes impossível sem um backup externo atualizado. A falta de recursos de segurança nativos transforma esses storages em alvos fáceis. Manter dados críticos da empresa em uma plataforma tão vulnerável é uma aposta...
A migração de um sistema legado da IBM para um storage NAS moderno e dedicado resolve diretamente as limitações de desempenho, segurança e gerenciamento. As soluções atuais são projetadas especificamente para o armazenamento e compartilhamento de arquivos, com hardware e software otimizados para essa finalidade. Elas oferecem uma experiência de uso muito mais simples e eficiente. Um NAS moderno vem com um sistema operacional intuitivo, com interface web que facilita a configuração de usuários, pastas e permissões. Ele também integra um ecossistema de aplicativos que expandem suas funcionalidades, como ferramentas de backup para endpoints e servidores, sincronização com a nuvem e suítes de colaboração. Isso centraliza várias tarefas de TI em um único equipamento. Em termos de hardware, os novos servidores de arquivos suportam SSDs NVMe para cache ou armazenamento all-flash, portas de rede multi-gigabit (2.5GbE, 10GbE e superiores) e processadores mais potentes. Como resultado, eles entregam um desempenho muito superior para um grande número de usuários simultâneos. Para o arm...