NAS WD My Cloud Mirror: Storages NAS domésticos de 2 baias

NAS WD My Cloud Mirror? Saiba mais sobre esses storages domésticos com dados sobre capacidade, desempenho e outros recursos de hardware e software.

O que é o NAS WD My Cloud Mirror?

WD My Cloud Mirror é um storage conectado à rede (NAS) com duas baias, projetado principalmente para o público doméstico. Sua principal função é centralizar arquivos e criar uma cópia espelhada dos dados em tempo real, usando uma configuração conhecida como RAID 1. Assim, se um dos hard disks falhar, o outro teoricamente mantém uma cópia intacta dos arquivos. Esse equipamento foi lançado em algumas gerações, cada uma com pequenas atualizações de hardware. Geralmente, os primeiros servidores NAS vinham com processadores ARM de baixo consumo e uma quantidade limitada de memória RAM, suficientes apenas para tarefas básicas. A proposta era oferecer um cofre digital acessível e fácil de configurar, sem a complexidade dos sistemas mais profissionais. Apesar da proposta, seu hardware modesto e o software simplificado impõem sérias restrições. Essas limitações afetam não apenas o desempenho, mas também a segurança e a confiabilidade do sistema para armazenar informações valiosas a longo prazo.

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Capacidade e configuração dos discos

Os servidores NAS WD My Cloud Mirror eram vendidos com capacidades que variavam bastante, como 4 TB, 6 TB ou 8 TB. É importante notar que essa capacidade total é dividida entre os dois discos. Por exemplo, um NAS de 8TB continha dois HDs dessa capacidade, mas o espaço útil era de apenas 8TB, porque o segundo disco apenas espelhava o primeiro. A configuração padrão e recomendada para este NAS era o RAID 1 (espelhamento). Essa tecnologia de redundância grava simultaneamente os mesmos dados em ambos os discos. Embora o RAID 1 proteja contra a falha mecânica de um único HD, ele não oferece qualquer segurança contra exclusão acidental, corrupção de arquivos ou ataques de ransomware. O sistema também permitia outras configurações, como o RAID 0, que soma a capacidade dos dois discos para obter mais desempenho. No entanto, o RAID 0 aumenta drasticamente o risco, pois a falha de qualquer um dos discos resulta na perda total de todos os arquivos armazenados no arranjo.

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Desempenho e conectividade do equipamento

O desempenho do WD My Cloud Mirror é um dos seus pontos mais fracos, principalmente por causa do seu hardware. Equipado com um processador Marvell ARMADA e pouca memória RAM (frequentemente 512 MB na Gen 2), o dispositivo sofre para lidar com múltiplas tarefas ou transferências de muitos arquivos pequenos. Na prática, as taxas de leitura e escrita raramente atingem o máximo que uma porta Gigabit Ethernet suporta. As velocidades caem ainda mais quando o acesso remoto está ativo ou durante a indexação de mídias. Essa lentidão torna o processo de backup demorado e a navegação entre as pastas uma experiência frustrante para muitos usuários. A conectividade também é básica, com apenas uma porta de rede Gigabit e uma ou duas portas USB 3.0. A porta USB serve para conectar um HD externo para backup adicional, uma prática recomendada. Contudo, a falta de agregação de link ou portas mais rápidas confirma seu posicionamento como um produto de entrada, inadequado para qualquer carga de trabalho mais intensa.

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O sistema operacional My Cloud OS

O My Cloud OS é o software que gerencia o NAS da Western Digital. Sua interface foi projetada para ser intuitiva, com o objetivo de simplificar a configuração para usuários sem conhecimento técnico. Através dela, é possível criar usuários, compartilhar pastas e habilitar o acesso remoto aos arquivos. Apesar da simplicidade, o sistema é bastante limitado em recursos quando comparado a soluções de concorrentes como QNAP ou Synology. O número de aplicativos disponíveis é pequeno e as opções de personalização são quase inexistentes. Funções essenciais para a segurança, como snapshots, não estão presentes nesses equipamentos. O maior problema do My Cloud OS, no entanto, é seu histórico de segurança. Várias vulnerabilidades graves foram descobertas ao longo dos anos, e a Western Digital encerrou o suporte para muitas versões do sistema. Um dispositivo sem atualizações de segurança se torna um alvo fácil para ataques, o que o desqualifica para guardar qualquer tipo de dado sensível.

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A promessa do espelhamento de dados em RAID 1

A principal propaganda do My Cloud Mirror era a segurança proporcionada pelo RAID 1. A ideia de ter uma cópia exata e instantânea dos dados em um segundo disco transmite uma falsa sensação de tranquilidade. Muitas pessoas compram o produto acreditando que seus arquivos estão totalmente protegidos. O espelhamento realmente funciona contra a falha física de um disco rígido. Se um dos HDs parar de funcionar, o sistema continua operando com o disco restante, e os dados permanecem acessíveis. Depois, basta substituir o disco defeituoso para que o sistema reconstrua o espelho automaticamente. Contudo, é fundamental entender que RAID não é backup. Qualquer problema lógico que afete os dados será instantaneamente replicado para o segundo disco. Isso inclui arquivos deletados por engano, dados corrompidos por um erro de software ou arquivos criptografados por um ataque de ransomware.

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Por que o My Cloud Mirror não é seguro para dados críticos?

Existem várias razões técnicas que tornam o WD My Cloud Mirror uma escolha inadequada para armazenar arquivos importantes. O primeiro ponto é o hardware, que representa um ponto único de falha. A fonte de alimentação, a placa-mãe ou o próprio chassi podem falhar, o que inutiliza o acesso aos dois discos simultaneamente. O segundo e mais grave motivo é o software. O histórico da linha My Cloud inclui falhas de segurança críticas que permitiram a invasores apagar remotamente os dados de milhares de usuários. Além disso, a Western Digital descontinuou o suporte para o My Cloud OS 3, deixando muitos desses dispositivos vulneráveis e sem qualquer correção para novas ameaças. Por fim, a ausência de recursos avançados de proteção de dados, como os snapshots, impede a recuperação de versões anteriores de arquivos. Em um sistema moderno, snapshots são a primeira linha de defesa contra ransomware, pois permitem restaurar os dados para um estado anterior ao ataque em poucos minutos.

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Riscos reais: falhas, vírus e perda de acesso

Os riscos ao usar um WD My Cloud Mirror como repositório principal são bastante concretos. Um surto na rede elétrica, por exemplo, pode queimar a placa lógica do equipamento, o que impede o acesso aos dados mesmo que os discos estejam intactos. Recuperar esses arquivos exigiria a contratação de um serviço especializado e caro. Um ataque de ransomware é ainda mais devastador. Como o RAID 1 replica todas as operações de escrita, no momento em que um arquivo é criptografado pelo vírus, sua cópia espelhada também é criptografada. Sem um sistema de backup separado ou snapshots, a recuperação dos dados se torna praticamente impossível. A exclusão acidental segue a mesma lógica. Se um usuário apaga uma pasta importante, a ação é imediatamente espelhada no segundo disco. Não há uma "lixeira" de rede robusta ou um mecanismo simples para reverter o erro, o que resulta na perda permanente daquelas informações.

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Cenários de uso aceitáveis para o dispositivo

Apesar das suas graves limitações, o WD My Cloud Mirror pode ter alguma utilidade em cenários específicos e de baixo risco. Ele funciona razoavelmente bem como um servidor de mídia para streaming de filmes e músicas na rede local, desde que a biblioteca não seja muito grande e o desempenho não seja uma prioridade. O equipamento também pode servir como um destino de backup secundário ou terciário. Por exemplo, você pode usá-lo para guardar uma cópia extra dos arquivos que já estão seguros em um computador e também na nuvem. Nesse contexto, ele atua como uma camada adicional dentro de uma estratégia maior. O ponto crucial é nunca utilizá-lo como o único local de armazenamento para arquivos que você não pode perder. Fotografias de família, documentos de trabalho e outros dados insubstituíveis precisam de um sistema com mais camadas de proteção e um software que receba atualizações constantes.

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Alternativas mais confiáveis para armazenamento em rede

Para quem precisa de um armazenamento em rede seguro e confiável, existem alternativas muito superiores no mercado. Fabricantes como QNAP e Synology oferecem storages NAS com hardware mais potente, sistemas operacionais robustos e um forte compromisso com a segurança. Esses equipamentos possuem recursos que o My Cloud Mirror não tem, como suporte a snapshots, sistemas de arquivos mais resilientes (Btrfs ou ZFS), aplicativos de backup versáteis e atualizações de segurança frequentes. Além disso, muitos desses servidores de armazenamento corporativos contam com fontes de alimentação redundantes e portas de rede duplas. Embora o custo inicial seja maior, o investimento em um NAS mais completo se justifica pela tranquilidade. A capacidade de recuperar arquivos de um ataque de ransomware em minutos ou de proteger os dados contra corrupção silenciosa é um benefício que supera em muito a diferença de preço.

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A importância da estratégia de backup 3-2-1

Nenhum dispositivo de armazenamento, por mais caro que seja, é infalível. A verdadeira segurança dos dados vem de uma estratégia de backup bem planejada, como a regra 3-2-1. Ela dita que você deve ter pelo menos três cópias dos seus dados importantes. Essas três cópias devem estar armazenadas em dois tipos de mídias diferentes. Por exemplo, uma cópia no seu computador (SSD), outra em um NAS (HDD) e a terceira em um serviço de nuvem. Manter mídias distintas protege contra falhas que afetam uma tecnologia específica. Finalmente, uma dessas cópias precisa estar em um local físico diferente (offsite). Isso garante a recuperação dos arquivos em caso de desastres locais, como incêndio, roubo ou inundação. Para dados críticos, um sistema de armazenamento doméstico de entrada não é suficiente, por isso, uma estrutura de backup robusta é a resposta.

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