Por que fintechs exigem baixa latência no storage

Por que fintechs exigem baixa latência no storage

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Uma transação com cartão falha no aplicativo. Alguns milissegundos em atraso geram frustração e podem custar um cliente. Para as fintechs, essa velocidade na resposta não é um luxo, mas uma exigência operacional.

Muitas dessas empresas processam milhões em operações financeiras por minuto. Cada operação envolve consultas, validações e registros que dependem diretamente da agilidade do sistema de armazenamento.

Assim, a latência no storage se torna o gargalo ou o motor para o sucesso. Um atraso mínimo pode comprometer a integridade das transações, a segurança contra fraudes e a confiança do usuário final.

Por que a baixa latência no storage é vital para fintechs?

A baixa latência no storage representa o tempo mínimo entre uma requisição por dados e a sua entrega efetiva. Para fintechs, isso significa processar milhares de transações por segundo, analisar riscos em tempo real e oferecer uma experiência fluida ao usuário. Um sistema com alta latência simplesmente não acompanha o ritmo do mercado financeiro digital.

Na prática, quando um cliente faz um pagamento, o sistema precisa consultar seu saldo, validar a transação, verificar possíveis fraudes e registrar a operação. Todas essas etapas ocorrem em frações de segundo. Se o storage demora para responder, toda a cadeia entra em colapso e a transação falha ou fica perigosamente lenta.

Por isso, a infraestrutura para uma fintech precisa de um subsistema de armazenamento com respostas na casa dos microssegundos. Soluções all-flash com SSDs NVMe são frequentemente a base para atingir essa performance, pois eliminam os atrasos mecânicos dos discos rígidos tradicionais e otimizam o caminho dos dados.

O impacto do tempo resposta nas transações financeiras

O tempo para resposta em um sistema de pagamento é um fator crítico. Uma demora superior a poucos segundos pode levar um cliente a abandonar a compra ou tentar novamente, o que arrisca uma cobrança duplicada. A experiência negativa também afeta a imagem da marca.

Internamente, a alta latência complica a consistência dos dados. Imagine dois pagamentos simultâneos para a mesma conta com saldo limitado. O sistema que processar a primeira transação mais rápido precisa atualizar o saldo instantaneamente para que a segunda seja corretamente recusada. Um storage lento abre uma janela para inconsistências contábeis.

Como resultado, as plataformas de pagamento investem pesado em sistemas de armazenamento que garantem IOPS elevados e latência ultrabaixa. Essa combinação assegura que milhões de usuários possam transacionar ao mesmo tempo sem qualquer tipo de conflito ou lentidão perceptível.

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A velocidade na análise para detecção de fraudes

A detecção de fraudes é uma corrida contra o tempo. Os algoritmos analisam padrões de comportamento, histórico de compras e dezenas de outras variáveis em tempo real para aprovar ou bloquear uma transação. Essa análise exige acesso rápido a enormes volumes com dados.

Um storage com alta latência atrasa essa consulta. Com isso, o sistema tem duas opções ruins: ou atrasa a transação para concluir a análise, prejudicando a experiência do usuário, ou aprova a operação sem uma verificação completa, aumentando o risco de prejuízo financeiro.

Portanto, a infraestrutura por trás dos motores antifraude precisa de um armazenamento extremamente rápido. Frequentemente, essas aplicações utilizam bancos com dados em memória ou arrays all-flash para garantir que as consultas sejam executadas em microssegundos, bloqueando atividades suspeitas antes que elas se concretizem.

O papel do storage em plataformas de negociação

Em plataformas de negociação de alta frequência (HFT), cada microssegundo conta. Os algoritmos tomam decisões de compra e venda baseadas em flutuações mínimas do mercado. A velocidade para acessar dados históricos e executar ordens determina o lucro ou o prejuízo.

Nesse cenário, um storage lento é impensável. A latência introduzida por um sistema de armazenamento inadequado pode fazer com que uma ordem chegue atrasada ao mercado. Essa pequena diferença temporal é suficiente para que uma oportunidade lucrativa se transforme em uma perda substancial.

Esses ambientes quase sempre usam as tecnologias mais avançadas disponíveis. Arrays de armazenamento com tecnologia NVMe-oF (NVMe over Fabrics) são comuns, pois estendem a performance do barramento PCIe pela rede e entregam a menor latência possível entre os servidores e o storage.

Armazenamento all-flash como padrão para o setor

Sistemas all-flash usam apenas SSDs e praticamente eliminaram os gargalos mecânicos dos HDDs. Por isso, a tecnologia entrega centenas de milhares em IOPS com latência inferior a um milissegundo. Essa performance tornou-se o padrão mínimo para qualquer fintech competitiva.

No entanto, nem todos os SSDs são iguais. Unidades NVMe, por exemplo, comunicam diretamente com o processador via barramento PCIe e oferecem um desempenho muito superior aos modelos SATA ou SAS. Essa arquitetura reduz o número de saltos que os dados precisam dar e diminui a latência drasticamente.

A adoção de um storage all-flash melhora diretamente a velocidade das aplicações, a capacidade para processar mais transações e a agilidade na análise de dados. Embora o custo por terabyte seja maior, o ganho em performance e a redução nos riscos operacionais justificam o investimento.

Protocolos de rede que influenciam a performance

A latência não vem apenas dos discos. O protocolo de rede usado para conectar os servidores ao storage também tem um grande impacto. Protocolos como iSCSI sobre Ethernet ou Fibre Channel (FC) foram projetados para transportar comandos de armazenamento em bloco com eficiência.

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O Fibre Channel é historicamente conhecido pela sua confiabilidade e baixa latência, mas exige uma infraestrutura dedicada e mais cara. O iSCSI, por outro lado, funciona sobre redes Ethernet padrão, o que o torna mais acessível, embora possa introduzir uma latência ligeiramente maior dependendo da configuração da rede.

Mais recentemente, o NVMe-oF surgiu para resolver esse dilema. Ele permite que os comandos NVMe trafeguem diretamente pela rede com sobrecarga mínima. Assim, o protocolo aproxima o desempenho do armazenamento em rede ao de um SSD local e se torna a escolha ideal para as cargas de trabalho mais exigentes das fintechs.

A relação entre latência e a experiência do usuário

Para o cliente final, a tecnologia por trás do aplicativo é invisível. O que ele percebe é a velocidade. Um aplicativo bancário que abre instantaneamente, exibe o extrato sem demora e confirma um PIX em um segundo transmite confiança e eficiência.

Essa agilidade depende totalmente da baixa latência da infraestrutura. Cada toque na tela dispara uma ou mais requisições ao datacenter. Se o storage que armazena os dados da conta demora para responder, a interface do aplicativo trava e o usuário fica esperando.

Muitas fintechs entendem que a experiência do usuário é seu principal diferencial competitivo. Consequentemente, otimizar a latência ponta a ponta, desde o aplicativo até o storage, é uma prioridade estratégica. Um bom desempenho gera clientes satisfeitos e leais.

Riscos associados a uma infraestrutura lenta

Ignorar a necessidade por baixa latência no armazenamento expõe uma fintech a vários riscos graves. O primeiro é o risco financeiro direto, causado por fraudes não detectadas a tempo ou por inconsistências em transações que geram prejuízos.

Existe também o risco reputacional. Clientes frustrados com a lentidão ou com falhas em aplicativos rapidamente migram para concorrentes. Em um mercado tão concorrido, a má fama se espalha e dificulta a aquisição de novos usuários.

Por fim, há o risco operacional e de conformidade. Sistemas lentos dificultam a geração de relatórios para auditorias e podem falhar em registrar logs de transações com a velocidade exigida por reguladores. Uma infraestrutura inadequada é, portanto, uma ameaça direta à sustentabilidade do negócio.

Como escolher a solução de armazenamento correta

A escolha de um storage para uma fintech deve ir além da capacidade em terabytes. O primeiro critério a ser analisado é a latência, medida em microssegundos (µs), e a performance em IOPS para cargas de trabalho com leitura e escrita aleatórias.

Avalie a tecnologia dos discos. Sistemas all-flash baseados em SSDs NVMe são a melhor opção para aplicações críticas. Verifique também o suporte a protocolos de rede de baixa latência, como Fibre Channel ou NVMe-oF, para garantir que não haja gargalos na comunicação.

A escalabilidade é outro ponto fundamental. A solução deve permitir o crescimento da capacidade e do desempenho sem a necessidade de uma migração complexa. Para isso, uma arquitetura que equilibra performance, confiabilidade e custo-benefício é a resposta para suportar o crescimento acelerado do setor financeiro.

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Celso Ricardo Andrade

Celso Ricardo Andrade

Especialista em storages
"Sou especialista em storages e ajudo a projetar ambientes de armazenamento centralizados, seguros e de fácil gestão. Atuo como arquiteto de soluções, implemento NAS, DAS e redes SAN, além de ser redator sênior que entrega soluções práticas para o armazenamento de dados, sempre com um conteúdo claro e aplicável para resultados reais."

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