Qual o melhor NAS para RAID 5? Conheça os melhores storages disponíveis, os recursos técnicos de cada modelo e armazene seus dados com segurança.
O melhor NAS para um arranjo RAID 5 é aquele que combina um processador competente, memória RAM suficiente e um sistema operacional robusto. Essa tecnologia distribui os dados e a paridade entre, no mínimo, três discos rígidos. Por isso, se um HDD falhar, o arranjo de discos usa as informações de paridade dos discos restantes para reconstruir os dados perdidos. O equipamento ideal deve gerenciar esse processo sem sobrecargas, pois a reconstrução consome muitos recursos. Um bom servidor para essa finalidade também possui baias hot-swappable, que trocam um disco defeituoso sem desligar o equipamento. Fabricantes como Synology e QNAP oferecem sistemas operacionais avançados que simplificam o gerenciamento do arranjo e enviam alertas sobre a saúde dos discos. Portanto, a escolha certa depende menos da marca e mais das especificações técnicas que asseguram um desempenho estável, principalmente durante uma falha.
Alguns fabricantes se destacam no mercado por oferecerem soluções de armazenamento confiáveis e com softwares intuitivos. A Synology, por exemplo, é bastante conhecida por seu DiskStation Manager (DSM), que simplifica a configuração de arranjos e outros serviços. Servidores de armazenamento como o Synology DS923+ ou o DS423+ são frequentemente recomendados para pequenas e médias empresas, pois entregam um ótimo equilíbrio entre desempenho e recursos. Do outro lado, a QNAP oferece storages com hardware geralmente mais potente na mesma faixa de preço, como os da linha TS-x64. Seu sistema operacional QTS também é muito completo e flexibiliza a expansão com slots PCIe para placas de rede 10GbE ou cache SSD. A escolha entre essas marcas muitas vezes se resume à preferência pela interface do software ou por necessidades específicas de hardware, já que ambas entregam produtos de alta qualidade.
Para montar um arranjo RAID 5, o requisito mínimo é de três discos rígidos. Com essa quantidade, dois discos armazenam os dados em blocos divididos (striping) e o terceiro guarda a paridade. No entanto, a maioria dos especialistas recomenda o uso de storages com pelo menos quatro baias. Essa recomendação não é aleatória, pois um storage com mais discos oferece maior flexibilidade para futuras expansões. Um NAS de quatro baias, por exemplo, permite iniciar com três HDDs e adicionar um quarto disco posteriormente para expandir a capacidade do volume. Além disso, essa configuração abre portas para migrar para arranjos mais seguros, como o RAID 6, que exige no mínimo quatro discos. Ter uma baia extra disponível também facilita a inclusão de um disco de hot spare, que assume automaticamente o lugar de um drive defeituoso e inicia o rebuild imediatamente.
O cálculo da capacidade útil em um arranjo RAID 5 é relativamente simples. A fórmula básica é (N-1) x C, onde "N" é o número total de discos no conjunto e "C" é a capacidade do menor disco do grupo. Isso ocorre porque o espaço equivalente a um disco inteiro é reservado para as informações de paridade, que garantem a redundância. Assim, o equipamento sacrifica parte do armazenamento bruto para proteger os dados. Por exemplo, se você montar um arranjo com quatro HDDs de 8 TB cada, o cálculo seria (4-1) x 8 TB. O resultado é uma capacidade útil de 24 TB. É importante notar que todos os discos devem ter, preferencialmente, o mesmo tamanho. Se você usar discos com capacidades diferentes, o sistema nivelará todos pela capacidade do menor drive, o que desperdiça espaço nos discos maiores.
Usar discos rígidos projetados especificamente para NAS é fundamental para a estabilidade de qualquer arranjo RAID. HDDs para desktop não são construídos para operar 24/7 e geralmente não possuem sensores para mitigar vibrações. Em um storage com várias baias, a vibração conjunta dos discos pode causar erros de leitura e escrita, o que degrada o desempenho e aumenta o risco de falhas prematuras. Discos como os da linha Seagate IronWolf ou WD Red Pro são otimizados para trabalho contínuo e incluem tecnologias que compensam a vibração. Além disso, seus firmwares são ajustados para funcionar melhor em ambientes RAID, com um controle de recuperação de erros (TLER/ERC) que impede o disco de "cair" do arranjo prematuramente. A economia ao usar um HD comum raramente compensa o risco de instabilidade e perda de dados.
A escolha entre RAID 5, RAID 6 e SHR (Synology Hybrid RAID) depende diretamente da sua tolerância ao risco e da necessidade de flexibilidade. O RAID 5 protege contra a falha de um único disco, mas como vimos, sua reconstrução é um momento de alta vulnerabilidade. Por outro lado, o RAID 6 utiliza o espaço de dois discos para paridade, o que permite a falha simultânea de até dois HDDs sem perda de dados. Essa segurança adicional é altamente recomendada para arranjos com mais de quatro discos ou que usam HDDs de grande capacidade. O SHR da Synology é uma alternativa interessante, pois simplifica o gerenciamento e otimiza o uso de discos com tamanhos diferentes. O SHR-1 funciona de forma semelhante ao RAID 5, com proteção para um disco, enquanto o SHR-2 equivale ao RAID 6, com proteção para dois. Sua principal vantagem é a facilidade para expandir o armazenamento. Para a maioria dos usuários, o RAID 6 ou o SHR-2 oferecem uma tranquilidade que justifica a perda de um pouco mais de capacidade.
Discos hot-swap são aqueles que podem ser removidos e substituídos com as aplicações em pleno funcionamento. Em um ambiente empresarial, essa característica é essencial para manter a continuidade das operações. Quando um disco falha em um arranjo RAID, a capacidade de trocá-lo sem desligar o NAS significa que os usuários continuam acessando os arquivos enquanto o novo disco é sincronizado. Isso minimiza o tempo de inatividade e simplifica muito a manutenção. A maioria dos storages voltados para empresas e usuários avançados já vem com baias hot-swappable. Sem essa funcionalidade, o administrador precisaria agendar uma janela de manutenção para desligar o servidor, abrir o gabinete, trocar o disco e religar o sistema. Esse processo, além de demorado, introduz riscos adicionais. Portanto, o suporte a hot-swap não é um luxo, mas uma necessidade para ambientes que dependem da alta disponibilidade dos dados.
A velocidade da conexão de rede impacta diretamente a experiência de uso de um storage. Uma porta Gigabit Ethernet (1GbE) é o padrão mínimo hoje, suficiente para tarefas básicas como backup e compartilhamento de arquivos em pequenas equipes. No entanto, essa velocidade pode se tornar um gargalo quando múltiplos usuários acessam dados simultaneamente ou quando se trabalha com arquivos muito grandes, como vídeos em alta resolução. Muitos servidores NAS modernos já vêm equipados com portas de 2.5GbE ou até 10GbE, que aumentam significativamente a taxa de transferência. Para aproveitar essas velocidades, sua infraestrutura de rede, incluindo switches e placas nos computadores, também precisa ser compatível. Alguns equipamentos ainda oferecem agregação de link, que combina duas ou mais portas de rede para aumentar a largura de banda e fornecer redundância na conexão.
Além da redundância dos discos, alguns storages oferecem outros níveis de proteção para evitar pontos únicos de falha. Fontes de alimentação redundantes, por exemplo, garantem que o equipamento continue funcionando mesmo que uma das fontes queime. Embora seja um recurso mais comum em NAS para rack de datacenter, ele é vital para aplicações críticas que não podem parar. A capacidade de expansão também é um fator decisivo a longo prazo. Muitos network storages suportam unidades de expansão, que são gabinetes adicionais com mais baias para discos. Isso permite que você aumente a capacidade de armazenamento sem precisar substituir o servidor principal. Planejar o crescimento desde o início evita custos e complexidades com migrações de dados no futuro.
O principal risco do RAID 5 hoje está associado ao tempo de reconstrução em discos de alta capacidade. Um HDD de 16 TB ou mais pode levar vários dias para ser totalmente reconstruído. Durante todo esse período, o arranjo opera em modo degradado e sofre uma intensa carga de leitura nos discos restantes. Essa carga elevada aumenta a probabilidade de ocorrer um erro de leitura irrecuperável (URE) em um dos discos saudáveis. Se um URE acontece durante o rebuild, o processo falha e os dados de todo o arranjo são perdidos. A probabilidade de um URE é estatisticamente baixa para um único disco, mas ela se torna um risco real quando se lê terabytes de dados continuamente. Por essa razão, para arranjos com discos acima de 4 TB, a recomendação quase unânime dos especialistas é optar por RAID 6 ou RAID 10, que oferecem uma camada extra de proteção.
Apesar dos riscos, o RAID 5 ainda pode ser uma opção viável em cenários específicos. Em dispositivos de armazenamento com poucos discos de baixa capacidade (até 4 TB) ou para armazenar dados não críticos que possuem outra cópia de segurança, o seu custo-benefício é atraente. Ele oferece uma boa combinação de desempenho de leitura e otimização de espaço, o que funciona bem para alguns usuários domésticos ou pequenos escritórios. No entanto, para dados empresariais, arquivos insubstituíveis ou qualquer ambiente que utilize discos de grande capacidade, o risco simplesmente não compensa. As alternativas como RAID 6 ou SHR-2 fornecem uma segurança muito maior por um investimento adicional relativamente pequeno. Nessas situações, um storage que suporta arranjos mais robustos e oferece recursos de monitoramento proativo da saúde dos discos é a resposta para proteger seus dados de verdade.