Servidor NAS 24TB: Saiba mais sobre os fabricantes, modelos disponíveis, tipos de gabinete, conectividade, desempenho e outros recursos importantes.
Servidor NAS 24TB é um dispositivo de armazenamento conectado à rede, projetado para centralizar o armazenamento e o compartilhamento de arquivos para múltiplos usuários e sistemas. Sua capacidade total de 24TB refere-se ao espaço bruto somado dos discos instalados, enquanto o espaço útil disponível dependerá do arranjo de disco (RAID) configurado para redundância. Diferente de um HD externo, esse equipamento funciona como um computador autônomo, com seu próprio sistema operacional, processador e memória RAM. Essa arquitetura independente executa tarefas como backups automáticos, sincronização com serviços de nuvem e até mesmo a hospedagem de máquinas virtuais, sem sobrecarregar os computadores da rede. Sua principal aplicação é consolidar dados em um único local seguro e acessível. Muitas empresas usam essa solução para criar servidores de arquivos, estações de backup centralizadas ou bibliotecas de mídia para equipes de criação, onde o acesso rápido a grandes volumes de dados é fundamental.
No mercado de storages, alguns fabricantes se destacam por suas plataformas de software e qualidade do hardware. A Synology, por exemplo, é bastante conhecida pelo seu sistema operacional DiskStation Manager (DSM), que oferece uma interface gráfica intuitiva e um vasto ecossistema de aplicativos, ideal para quem busca simplicidade e recursos robustos. Por outro lado, a QNAP frequentemente se posiciona com hardware mais potente na mesma faixa de preço, com servidores de armazenamento que incluem portas de rede mais rápidas (2.5GbE ou 10GbE) e slots PCIe para expansão. Seu sistema QTS é bastante completo, enquanto a variante QuTS hero atrai usuários avançados por usar o sistema de arquivos ZFS, conhecido pela sua integridade de dados superior. Ainda existem outras alternativas como os sistemas baseados em TrueNAS, que entregam flexibilidade máxima para quem deseja montar seu próprio hardware. No entanto, essa abordagem exige um conhecimento técnico mais aprofundado para a configuração e a manutenção, sendo menos indicada para ambientes sem uma equipe de TI dedicada.
A escolha do formato do gabinete depende diretamente do ambiente onde o equipamento será instalado. Um servidor NAS desktop é compacto e projetado para operar em escritórios ou residências. Geralmente, esses network storages são mais silenciosos e se integram facilmente a qualquer espaço de trabalho, sem a necessidade de uma infraestrutura específica. Já os NAS rackmount são construídos para instalação em racks de servidores padronizados, comuns em datacenters e salas de TI. Embora sejam mais ruidosos devido aos seus sistemas de ventilação mais potentes, eles otimizam o espaço físico e facilitam o gerenciamento de cabos e a manutenção em ambientes com múltiplos equipamentos. Portanto, se o seu ambiente já possui um rack de servidores, um rackmount storage é a escolha natural para manter a organização. Caso contrário, um NAS desktop oferece a mesma funcionalidade em um formato muito mais conveniente e discreto para instalações fora de um datacenter.
A velocidade da conexão de rede é um dos fatores que mais impactam o desempenho de um servidor de arquivos. A maioria dos NAS residenciais ainda vem com portas Gigabit Ethernet (1GbE), que transferem dados a aproximadamente 125 MB/s. Essa velocidade pode ser suficiente para tarefas básicas, mas se torna um gargalo em ambientes com múltiplos usuários ou ao manipular arquivos muito grandes. Muitos storages modernos já incorporam portas Multi-Gigabit, como 2.5GbE ou 10GbE. Uma porta 10GbE, por exemplo, eleva a taxa de transferência para cerca de 1.250 MB/s, o que elimina gargalos e acelera drasticamente backups, edições de vídeo em rede e o acesso a bancos de dados. Para aproveitar esse ganho, toda a infraestrutura de rede, incluindo switches e placas nos computadores, também precisa suportar a mesma velocidade. Outro recurso valioso é a agregação de link, que combina duas ou mais portas de rede para aumentar a largura de banda total e fornecer redundância. Se uma das conexões falhar, o tráfego é automaticamente redirecionado pela outra, o que garante a continuidade do acesso a...
Configurar um arranjo RAID é essencial para proteger os dados contra falhas de disco em um sistema com 24TB. O RAID 5, por exemplo, distribui os dados e a paridade entre pelo menos três discos. Ele tolera a falha de uma única unidade, mas o tempo para reconstruir o arranjo com discos grandes pode ser bastante longo, o que deixa o sistema vulnerável durante o processo. Para sistemas com alta capacidade, o RAID 6 é frequentemente a opção mais segura. Ele utiliza dupla paridade e, por isso, suporta a falha simultânea de até dois discos rígidos. Essa camada extra de proteção é muito importante, pois a probabilidade de um segundo disco falhar durante a reconstrução de um arranjo degradado aumenta com a capacidade dos HDDs. Outras configurações, como o RAID 10, combinam espelhamento e distribuição para oferecer excelente desempenho de leitura e escrita, além de alta redundância. No entanto, essa modalidade sacrifica 50% da capacidade bruta, tornando-se uma opção mais cara para atingir os 24TB de espaço utilizável.
Um sistema com mais baias, como os NAS de 6 ou 8 discos, oferece várias vantagens estratégicas quando comparado a soluções menores. A principal delas é a flexibilidade para implementar arranjos RAID mais seguros e eficientes, como o RAID 6, que exige no mínimo quatro discos para funcionar. Além disso, mais baias simplificam a expansão futura da capacidade. Em vez de trocar todo o equipamento quando o espaço acabar, basta adicionar novos discos ao conjunto existente. Essa escalabilidade gradual é muito mais econômica e menos disruptiva para as operações do dia a dia. Outro benefício importante é a possibilidade de configurar um disco como "hot spare". Essa unidade reserva fica inativa, mas assume automaticamente o lugar de qualquer disco que falhe no arranjo, o que inicia o processo de reconstrução imediatamente e minimiza a janela de vulnerabilidade do sistema.
A performance de um storage NAS não é medida apenas pelo seu espaço de armazenamento. O processador e a memória RAM são componentes vitais que determinam a agilidade do sistema ao lidar com múltiplas tarefas simultâneas, como transferir arquivos, executar aplicativos e gerenciar permissões de usuários. Um processador mais potente, como um Intel Core ou Xeon, melhora a velocidade de criptografia de dados e a transcodificação de vídeos em tempo real. Da mesma forma, uma quantidade maior de memória RAM é fundamental para sistemas que utilizam o sistema de arquivos ZFS ou que hospedam máquinas virtuais e contêineres Docker. Para otimizar ainda mais o desempenho, muitos network attached storages permitem a instalação de SSDs para cache. O cache SSD armazena os dados acessados com mais frequência em unidades de estado sólido, o que reduz drasticamente a latência e acelera as operações de leitura e escrita sem a necessidade de substituir todos os HDDs por SSDs, que são mais caros.
Um servidor moderno vai muito além do simples compartilhamento de pastas. Um dos recursos mais importantes é o suporte a snapshots, que são "fotografias" do estado dos arquivos em um determinado momento. Essa tecnologia permite restaurar versões anteriores de arquivos ou até mesmo todo o sistema de forma quase instantânea, sendo uma defesa poderosa contra ransomware. A capacidade de realizar backups automáticos e centralizados também é fundamental. Bons sistemas operacionais de NAS incluem softwares que agendam cópias de segurança de computadores Windows, macOS e servidores para o storage. Adicionalmente, o próprio equipamento pode replicar seus dados para um serviço de nuvem ou para outro NAS em um local diferente, o que cria uma camada extra de proteção contra desastres. O gerenciamento granular de usuários e permissões garante que cada pessoa acesse apenas as pastas e arquivos autorizados. Essa funcionalidade é indispensável em ambientes corporativos para proteger informações sensíveis e manter a conformidade com políticas de segurança.
Gerenciar um grande volume de dados centralizados exige atenção a alguns riscos potenciais. A falha de múltiplos discos, embora rara em um arranjo RAID 6, ainda é uma possibilidade. Por isso, manter uma rotina de backup externo, seja na nuvem ou em outro dispositivo, continua sendo uma prática de segurança indispensável. A proteção contra picos de energia também é crucial. Um no-break (UPS) de qualidade evita que o NAS desligue de forma abrupta durante uma queda de luz, o que previne a corrupção de dados e dá tempo para o sistema encerrar suas operações com segurança. A maioria dos storages se integra ao UPS via USB para automatizar esse processo. Ameaças cibernéticas, como o ransomware, representam um perigo constante. Manter o firmware do sistema sempre atualizado, usar senhas fortes e configurar snapshots periódicos são medidas protetivas essenciais para mitigar o impacto de um possível ataque e garantir uma recuperação rápida.
A crescente geração de dados impõe a necessidade de uma estratégia de armazenamento que seja ao mesmo tempo organizada, segura e escalável. Soluções improvisadas com discos externos ou contas de nuvem fragmentadas raramente atendem a esses requisitos de forma satisfatória e expõem os dados a riscos desnecessários. Um servidor NAS com capacidade de 24TB, configurado com um arranjo de discos redundante e conectado a uma rede de alta velocidade, resolve esses problemas de maneira eficaz. Ele centraliza os arquivos em um único ponto, facilita o acesso colaborativo e automatiza rotinas de proteção de dados que seriam complexas de gerenciar manualmente. Com recursos como snapshots, backups integrados e gerenciamento de permissões, essa tecnologia entrega a tranquilidade necessária para focar nas atividades principais, sem a preocupação constante com a segurança ou a disponibilidade das informações. Nessas condições, um servidor de arquivos é a resposta para a gestão de dados moderna.