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Storage 80TB: Storage NAS, DAS ou Unified?

Storage 80TB: Storage NAS, DAS ou Unified?

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Muitas empresas alcançam a marca de 80TB de dados e descobrem que suas soluções de armazenamento atuais não suportam mais o crescimento. A busca por um novo sistema se torna urgente, pois a lentidão e a falta de espaço já comprometem as operações diárias.

A escolha errada de um storage com essa capacidade pode gerar custos inesperados e gargalos de desempenho. Existem tantas tecnologias e modelos que a decisão frequentemente paralisa gestores de TI, que temem investir em uma plataforma inadequada para o futuro.

Assim, analisar as opções de forma criteriosa é o primeiro passo para um investimento seguro. A arquitetura, o tipo de mídia e o fabricante definem não apenas o preço, mas também a eficiência e a escalabilidade do seu novo ambiente de dados.

O que avaliar em um storage de 80TB?

Para selecionar um storage de 80TB, você precisa analisar a capacidade útil, o desempenho, os protocolos de acesso, o tipo de mídia e a escalabilidade. Essa análise inicial define a adequação do sistema às suas necessidades, porque cada um desses fatores impacta diretamente o resultado final. Por isso, a capacidade bruta raramente corresponde ao espaço disponível após a configuração de arranjos RAID, que consomem parte dos discos para proteger os dados.

O desempenho, medido em IOPS e taxa de transferência, também é fundamental e deve ser compatível com as aplicações que irão usar o storage. Por exemplo, bancos de dados exigem IOPS altos, enquanto a edição de vídeo necessita de uma alta taxa de transferência sequencial. Além disso, a escolha entre armazenamento de arquivos, blocos ou objetos determina como os dados são acessados e gerenciados.

Finalmente, a mídia de armazenamento, seja HDD, SSD ou uma combinação híbrida, influencia drasticamente a velocidade e o custo total do projeto. Um sistema all-flash entrega performance máxima, mas seu preço é consideravelmente maior. Portanto, entender esses trade-offs é essencial para fazer uma escolha balanceada e que atenda tanto as demandas atuais quanto as futuras.

NAS, DAS ou Unified: qual a arquitetura ideal?

A arquitetura de armazenamento é uma das primeiras decisões a serem tomadas. Um sistema DAS (Direct Attached Storage) se conecta diretamente a um único servidor, o que geralmente simplifica a instalação, mas limita o compartilhamento de dados em rede. Ele é uma boa opção para expandir a capacidade de um servidor específico, porém não atende bem a múltiplos usuários.

Um NAS (Network Attached Storage), por outro lado, é um servidor de arquivos conectado à rede. Essa arquitetura facilita o compartilhamento de pastas e o acesso centralizado para diversas equipes. Soluções como as da Qnap são exemplos clássicos de sistemas NAS que oferecem uma interface amigável para gerenciar usuários e permissões de forma simples.

Já os storages Unified combinam o acesso a nível de arquivo (NAS) e bloco (SAN) em uma única plataforma. Equipamentos como o Dell Unity XT e o NetApp AFF A-Series suportam protocolos como SMB/NFS e iSCSI/Fibre Channel simultaneamente. Essa flexibilidade é ideal para ambientes complexos que rodam máquinas virtuais, bancos de dados e servidores de arquivos no mesmo sistema.

Arquivos, blocos ou objetos para seus dados?

O armazenamento de arquivos é o modelo mais conhecido, pois organiza os dados em uma estrutura hierárquica de pastas e arquivos. Ele funciona muito bem para o compartilhamento de documentos em escritórios e para servidores de arquivos departamentais. Protocolos como SMB/CIFS (Windows) e NFS (Linux) são os mais comuns nesse cenário.

O armazenamento em bloco, por sua vez, trata os dados como volumes brutos, ou "blocos". Essa abordagem entrega baixa latência e alto desempenho, sendo a escolha preferida para aplicações críticas como bancos de dados e sistemas de virtualização. O acesso é feito via protocolos SAN, como iSCSI e Fibre Channel (FC), e o volume aparece para o servidor como um disco local.

Por fim, o armazenamento de objetos gerencia dados como unidades independentes, com metadados e um identificador único. Essa estrutura é altamente escalável e perfeita para dados não estruturados, como backups, vídeos e imagens. Ele é a base de muitos serviços de nuvem e é ideal para arquivamento de longo prazo, embora seu acesso seja diferente dos modelos tradicionais.

HDD, SSD ou All-Flash: o impacto da mídia

A escolha da mídia de armazenamento afeta diretamente o custo, o desempenho e o consumo de energia do seu storage 80TB. Os discos rígidos (HDDs) continuam sendo a opção mais econômica para grandes volumes de dados. Eles oferecem o menor custo por terabyte e são excelentes para arquivamento, backup e dados de acesso pouco frequente, os chamados "dados frios".

Os SSDs (unidades de estado sólido) entregam uma performance de leitura e escrita muito superior. Eles aceleram drasticamente o tempo de resposta das aplicações e são ideais para bancos de dados, virtualização e qualquer carga de trabalho que exija baixa latência. Um sistema all-flash, composto inteiramente por SSDs, como o NetApp AFF ou o HPE Alletra, oferece o desempenho máximo possível.

Sistemas híbridos representam um meio-termo interessante, pois combinam a capacidade dos HDDs com a velocidade dos SSDs. Nesses storages, os SSDs frequentemente atuam como um cache, armazenando os dados mais acessados para acelerar a resposta do sistema. Modelos como o Lenovo ThinkSystem DM5200H e o Qnap TS-h1886XU-RP exploram bem essa abordagem para equilibrar performance e orçamento.

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A importância da rede e da alta disponibilidade

Uma infraestrutura de rede inadequada pode anular todo o investimento em um storage de alto desempenho. Para um volume de 80TB, uma conexão de 1 Gigabit Ethernet (GbE) quase sempre se torna um gargalo, limitando a velocidade de acesso aos dados. Por isso, portas de 2.5GbE, 10GbE ou superiores são essenciais para garantir a fluidez das operações.

A agregação de link (Link Aggregation) também é um recurso valioso, pois permite combinar múltiplas portas de rede para aumentar a largura de banda total e fornecer redundância. Se uma das conexões falhar, o tráfego é automaticamente redistribuído pelas outras, o que mantém o storage acessível e evita interrupções no serviço.

Além da rede, a alta disponibilidade (HA) do hardware é fundamental para ambientes críticos. Isso inclui componentes redundantes como fontes de alimentação e controladoras de disco. Sistemas com controladoras duplas, como alguns modelos da Infortrend e da Lenovo, garantem que o storage continue funcionando mesmo se uma controladora falhar, um recurso que minimiza o tempo de inatividade.

Análise de fabricantes: Dell, NetApp, HPE e Lenovo

Grandes fabricantes como Dell, NetApp, HPE e Lenovo dominam o mercado de armazenamento corporativo com soluções muito poderosas. A linha Dell Unity XT, por exemplo, oferece sistemas unificados flexíveis, enquanto o PowerScale se destaca em ambientes de scale-out. A NetApp é conhecida por seus sistemas AFF (All-Flash FAS) e FAS, com um software de gerenciamento de dados bastante maduro.

A HPE, com a linha Alletra, foca em armazenamento inteligente e gerenciado na nuvem, prometendo uma experiência de uso simplificada. Já a Lenovo, com a série ThinkSystem DM, como o DM3200F e o DM5200H, entrega soluções all-flash e híbridas com forte integração para ambientes de datacenter. Todos esses sistemas são projetados para alta performance e confiabilidade.

No entanto, essas soluções geralmente possuem um custo de aquisição e manutenção bastante elevado. Seus contratos de suporte são complexos e, muitas vezes, obrigatórios. Além disso, o gerenciamento desses equipamentos exige conhecimento técnico especializado, o que pode representar um custo adicional para a equipe de TI.

O problema do vendor lock-in nos grandes players

Um dos maiores riscos ao adotar soluções de grandes fabricantes é o vendor lock-in, ou "aprisionamento tecnológico". Isso acontece quando uma empresa se torna dependente de um único fornecedor para hardware, software e serviços, o que dificulta muito a migração para outras plataformas no futuro. Essa dependência pode custar caro.

Muitos desses sistemas usam componentes proprietários, desde os discos rígidos até as controladoras. Isso significa que você não pode simplesmente comprar um SSD de outra marca para expandir a capacidade. Você fica obrigado a adquirir as peças homologadas pelo fabricante, que frequentemente têm um preço inflacionado.

Como resultado, a empresa perde seu poder de negociação. Qualquer upgrade, expansão ou renovação de suporte fica sujeito às condições e aos preços impostos pelo fornecedor original. Essa falta de flexibilidade pode comprometer o orçamento de TI e limitar a capacidade de inovar ou adaptar a infraestrutura a novas demandas.

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Qnap e Infortrend como alternativas flexíveis

Fabricantes como Qnap e Infortrend oferecem uma abordagem diferente, com sistemas de arquitetura mais aberta e um custo-benefício bastante atrativo. Eles são excelentes alternativas para empresas que buscam performance e confiabilidade sem o aprisionamento tecnológico das grandes marcas. Por exemplo, um storage Qnap como o TS-h1886XU-RP é uma plataforma versátil.

Esse modelo específico da Qnap suporta discos SATA e SSDs de diversas marcas, o que reduz significativamente o custo total de propriedade (TCO). Ele também vem com portas 10GbE integradas e slots PCIe para expansão, permitindo que a empresa adapte o sistema às suas necessidades sem pagar a mais por recursos que não vai usar. Seu sistema operacional QuTS hero, baseado em ZFS, ainda oferece recursos avançados.

A Infortrend, por sua vez, se destaca com a linha EonStor GS/GSe, que oferece storages com controladoras duplas e suporte a discos SAS. Essa configuração entrega um nível de alta disponibilidade comparável a sistemas muito mais caros. Portanto, essas marcas permitem montar uma solução de 80TB robusta e escalável com um investimento mais controlado.

Quando um sistema scale-out não é necessário?

A arquitetura scale-out, presente em soluções como o Dell PowerScale, permite expandir a capacidade e o desempenho de forma linear ao adicionar novos servidores (nós) ao cluster. Ela é projetada para crescimentos massivos e imprevisíveis, típicos de grandes provedores de conteúdo ou empresas de análise de big data. É uma solução extremamente poderosa.

No entanto, para a maioria das empresas com um crescimento de dados mais previsível, um sistema scale-up é mais do que suficiente. Nessa arquitetura, a expansão ocorre pela adição de mais discos ao storage existente ou pela conexão de gavetas de expansão (JBODs). Isso aumenta a capacidade sem alterar a estrutura fundamental do sistema.

Adotar uma solução scale-out sem uma necessidade real apenas eleva a complexidade de gerenciamento e o custo inicial do projeto. Um bom planejamento de capacidade, que projete o crescimento para os próximos três a cinco anos, quase sempre mostra que um sistema scale-up bem dimensionado, como um NAS Qnap ou um Infortrend, é a escolha mais inteligente e econômica.

Decisão final: SATA ou SAS para seu projeto?

A decisão entre discos SATA e SAS é um dos últimos trade-offs técnicos e financeiros na montagem de um storage de 80TB. Os discos SATA são mais baratos e amplamente disponíveis, o que os torna ideais para servidores de arquivos, armazenamento de backups e dados com acesso menos intensivo. Um NAS Qnap equipado com HDDs SATA, por exemplo, oferece uma excelente relação entre capacidade e custo.

Os discos SAS, por outro lado, são projetados para ambientes corporativos que operam 24/7. Eles possuem uma velocidade de rotação maior, um barramento com mais recursos e uma confiabilidade (MTBF) superior. Essa robustez os torna a escolha certa para bancos de dados, virtualização e outras aplicações onde o desempenho e a durabilidade são críticos.

Nesse cenário, um storage Infortrend com controladoras duplas e discos SAS é uma solução poderosa para cargas de trabalho exigentes. Ele combina a performance dos discos SAS com a resiliência de uma arquitetura HA. Assim, a escolha depende da aplicação: para arquivos e backup, SATA é suficiente; para aplicações críticas, SAS é a resposta.

Celso Ricardo Andrade

Celso Ricardo Andrade

Especialista em storages
"Sou especialista em storages e ajudo a projetar ambientes de armazenamento centralizados, seguros e de fácil gestão. Atuo como arquiteto de soluções, implemento NAS, DAS e redes SAN, além de ser redator senior que entrega soluções práticas para o armazenamento de dados, sempre com um conteúdo claro e aplicável para resultados reais."

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